— Aquele seu amigo do curso já está aqui — sua mãe falou no
vão da porta do seu quarto — Melhor você se apressar, porque já estão quase
atrasados.
— Já estou pronta, só preciso arrumar o meu material — você
se levantou da cama.
— Então se apresse, porque já vai se atrasar — ela disse por
fim e saiu do vão indo para outro cômodo da casa.
Você pegou sua bolsa com o material e foi para o banheiro,
escovou seus dentes — já tinha escovado alguns minutos antes, mas queria
garantir um bom hálito — depois passou um pouco da colônia suave que você
adorava e isso tudo levou em torno de uns cinco minutos e o relógio já indicava
que era 19h00min, o mesmo que estar em cima da hora para entrar no curso, mas
isso pouco importava já que você não tinha reais intensões de ir para o curso
mesmo.
Foi para a varanda da casa onde se sentou em uma das
cadeiras para calçar seus tênis e de lá já podia ver a silhueta do garoto
encostado próximo ao portão da sua casa, um pouco de timidez tomou conta de
você, porém já era de se esperar, afinal o garoto cujo te esperava para “ir
para o curso”, era o garoto no qual você sustenta uma atração.
E junto à timidez veio o nervosismo, mas este tinha outra
razão, este era causado pelo acordo que você e o garoto fizeram na noite
anterior por mensagens, não só um acordo, mas uma aposta também.
Este acordo era matarem a aula do curso e irem para outro
lugar e a aposta — que você propôs — era o garoto mostrar que era “homem”
mesmo, mais fora uma provocação que uma aposta, no qual o menino tinha
aceitado, e agora você se arrependia um pouquinho por causa disso, acreditou
que ele que daria para trás, mas no momento quem estava prestes a dar para trás
era você.
Mas o pensamento de que agora era a sua chance de fazer ele
se arrepender de todas as zombarias que ele fizera com você por mensagens
dizendo que você falava muito e fazia pouco, estava determinada a mostrar para
ele que não estava de brincadeira quando trocava mensagens sujas com este.
Calçou o tênis e seguiu sem jeito para fora da sua casa,
quando saiu e se encontrou com o menino deu um sorriso e tentou fingir não se
lembrar do acordo, talvez ele deixasse passar em branco já que ele aparentava
estar tão nervoso quanto você.
— Oi V — você o cumprimentou.
— Oi — ele te respondeu — Vamos? Estamos atrasados.
Pensou que com isso ele havia dado para trás e concordou em
ir para o curso, seguiram para a rua e depois para a avenida que era parte do
trajeto até a sede do curso, quanto mais se aproximavam da rua onde ficava a
sede, mais desacreditava que ele iria pôr à tona o tratado, mas essa crença se
desfez quando ele se virou para outra rua que não estava no trajeto para ir
para a sede do curso.
— Você não achou que eu havia esquecido né? — Ele segurou
sua mão.
— Eu achei que você tivesse dado para trás — falou
honestamente.
— Para sua tristeza não — ele deu um sorriso maroto.
— Para onde vamos? — você perguntou preocupada — Não podemos
ficar em qualquer lugar, minha mãe é bem capaz de estar andando de carro por
alguma rua e nos ver...
— Então vamos para a minha casa... — V propôs.
Balançou a cabeça negativamente, sabia o que ir para a casa
dele significava e não queria isso. Mas por um lado via a oportunidade de fazer
ele se arrepender de dizer que você não tinha atitude.
— Não tem ninguém lá... Meu pai saiu com a minha madrasta —
ele insistiu.
— Mas o que nós iremos fazer lá? — A hesitação era aparente
na sua voz.
— Vou fazer você se arrepender de ter dito que eu não era
homem suficiente — ele mandou a real.
— Ok, vamos ver quem é que tem mais atitude — você o
provocou.
[...]
Chegaram à casa dele, esta estava com todas as luzes apagada
e silenciosa, realmente não tinha ninguém lá, o que deveria ser algo bom, se
você não estivesse nervosa demais e pensando no que V poderia tentar já que
estava sozinho com você.
— Tem certeza que seus pais não estão aqui? — Você
questionou ainda sem entrar no cômodo que identificou ser a sala.
— O que foi? Está com medinho? — V te provocou — Já devia
imaginar, você é só pressão mesmo.
Se sentiu contrariada, e o pior, desafiada. Como ele podia
insinuar essas coisas quando você já havia o seguido até a casa dele? Isso não
foi um ato de atitude? Ou para ele isso não era nada?
Um pouco de coragem surgiu em você, enquanto a vergonha se
esvaia, nesse momento pensou que iria mostrar para ele que você também tinha
atitude.
Tirou seu sapato e deixou sua bolsa no chão perto do local
onde a dele havia sido deixado. Se aproximou do garoto que andava até o sofá, e
o virou bruscamente na sua direção, sem esperar, levou uma mão até a nuca dele
e conduziu seus lábios até os deles dando início a um beijo, este responsável
por temperar o clima. Enquanto se beijavam a excitação ia aparecendo junto com
o calor, logo estavam ofegantes e roçando os lábios apenas no pescoço do outro
enquanto tentavam regularizar a respiração novamente.
— Até que você tem um pouquinho de atitude — ele voltou a te
provocar.
Não pensou duas vezes antes de empurrar o garoto na direção
do sofá, este quando se deu por si, te encarou com espanto, mas não teve tempo
para reclamara o objetar, você interrompeu qualquer tipo de frustração do
menino ao se sentar no colo dele com as pernas em volta do quadril deste.
Uma das suas mãos passou a segurar a região do pescoço dele
próximo ao maxilar do garoto, isso te dava controle para virar o rosto dele
para qualquer direção dando a possibilidade de deixar mordidas e chupões na
pele exposta do pescoço dele.
— — seu nome saiu como um gemido da boca dele.
Você o ignorou e virou o rosto dele para a outra direção, já
que a parte no qual você se ocupava em deixar marcas já estava bem trabalhada
cheia de mordidas e chupões. Conseguiu deixar apenas uma marca, antes de V
reagir e se soltar da sua mão que estava sobre o pescoço dele, agora ele estava
no controle, uma mão dele estava na sua nuca, esta foi responsável por fazer
seu rosto se virar para o rosto dele e seus lábios serem tomados pelos dele.
Os seus braços envolveram o pescoço de V, enquanto seu
quadril passou a se movimentar, executando o trabalho de estimular ambos já que
as intimidades dos dois estavam em atrito, já era possível para você sentir a
ereção do pênis de V por baixo da calça jeans, como resultado disso V parou de
te beijar e deixou um gemido satisfazer seus ouvidos, um sorriso se formou nos
seus lábios.
— E então V, quem é que não tem atitude aqui? — Você
provocou.
— Eu que não — ele sussurrou e mordeu seu lábio inferior.
As mãos dele foram
para a sua blusa, a puxando para cima, você não cogitou a opção de dar para
trás, e o ajudou a tirar sua blusa, mostrando que estava indo em frente com a
sua palavra também, acabara de aceitar não apenas ficar de amasso com ele, mas
também transar.
O próximo objetivo dele foi tirar o seu sutiã, ele estava
procurando o fecho atrás, quando você guiou as mãos deste para o fecho que
ficava na frente, assim que ele se livrou da sua peça, os lábios dele passaram
a roçar sobre o bico do seu peito, que se enrijeceu com o toque quente e
molhado dos lábios deste, ficou um tempo se entregando aos chupões e beijos que
ele distribuía nos seus seios enquanto sua mão acariciava cegamente os cabelos
do menino.
Quando ele parou o beijo, você não o deixou ir para o
próximo passo antes de tirar a blusa dele também, quando este ficou com o tórax
despido, roçou os lábios na clavícula dele depois os levou até o meio do
pescoço, V se manteve quieto deixando você brincar um pouco com a pele dele,
que quanto mais explorava queria cada vez mais senti-la, não só a maciez, mas o
cheiro de perfume masculino impregnado na pele do rapaz te fazia sentir mais
cobiça.
Parou a brincadeira
com a pele do garoto dando permissão para ele prosseguir com as intensões dele.
As duas mãos dele passaram a trabalhar na sua calça, primeiro abriram o zíper e
depois a desabotoou, na hora de tirar ela, você teve que sair de cima dele, mas
não deixou esse ato cortar o clima, enquanto você abaixava a calça cegamente,
os lábios de ambos hora se beijavam, ora apenas roçavam, até que a calça na
parte do joelho você teve que parar o beijo, porém ficou com o rosto próximo a
dele que sorriu contente.
Depois que tirou a sua aproveitou que já estava quase
ajoelhada, para tirar a calça dele também, desabotoou e abriu o zíper, puxou a
calça até a coxa dele quando parou para contemplar o volume na cueca boxer
branca do rapaz, soltou um riso escarnio para provocar o menino, ele em
respostas segurou seu cabelo da nuca e tentou levar seu rosto até o volume, mas
você hesitou. Não era mais virgem, porém ainda nunca havia feito uma oral em
algum garoto. Ele pareceu não perceber isso, provavelmente achando que você
queria ir logo para a próxima parte.
Terminou de tirar a calça dele, quando se sentou outra vez
no colo dele e voltou a beija-lo, V que já estava impaciente não demorou para
interromper o beijo e levar uma das mãos dele para a sua intimidade ainda
coberta pelo pano da sua calcinha, primeiro ele roçou seu clitóris por cima da
calcinha, depois ele afastou ela para o lado sem fazer questão de tira-la e
passou a massagear outra vez seu íntimo que já estava lubrificado, logo um dedo
dele adentrou na sua vagina, quando ele tirou este, ele enfiou dois na próxima
vez que ele te adentrou, ficou fazendo movimentos leves de vai e vem, enquanto
você arfava no pescoço dele.
Depois de te masturbar um pouquinho ele abaixou um pouco a
boxer dele e tirou o pênis dele para fora, puxou para o lado outra vez sua
calcinha e posicionou o membro dele na sua vagina, você que estava um pouco
para cima, se ajeitou se abaixando um pouquinho e o ajudou a te penetrar,
quando sentiu o pênis dentro de si, jurou ter delirado por uns segundos, até
que ele tirou o pênis de dentro de você.
— Eu não gosto assim — V sussurrou.
V te segurou pelo quadril e se levantou com você, depois te
fez deitar no sofá, antes de ficar por cima de você, tirou sua calcinha e se
livrou da cueca dele, depois de fazer isso uma mão dele foi para a sua coxa
fazendo suas pernas se abrirem o suficiente para ele se encaixar entre elas e o
seu quadril, quando se ajeitou, ficando por cima de você, te penetrou outra
vez, você para não gemer mordeu os lábios dele.
O garoto penetrava lentamente sua vagina e saia desta mais
lentamente ainda, era uma tortura que você estava gostando, a sensação de
sentir o pênis rígido e grosso do rapaz dentro de você, só aumentava mais a sua
excitação. Quando as penetrações foram
ficando mais agressivas, não havia mordida e beijo que fizessem você segurar os
gemidos baixos que eram apenas para o ouvido do menino, que arfava e suava
extremamente.
Você fechou os olhos, se concentrando só na sensação nas
estocadas dele que alternavam de lentas para rápidas. Todo esse sentimento
estava quase te deixando à beira da loucura, chegou a um ponto em que suas
costas se curvaram já prevendo o seu ápice, V te beijou perdidamente, também
prestes a ejacular, quando você chegou ao orgasmo parou o beijo e deixou a sensação
orgástica tomar conta de você, V tirou o pênis dele de dentou da sua vagina e
estimulou um pouco mais o órgão dele, que imediatamente veio a ejacular sobre o
canto interno da sua coxa.
V deitou a cabeça dele próxima à curva do seu pescoço e seus
braços passaram pelas costas dele, ficaram um bom tempo assim enquanto se
recuperavam do ato, os batimentos iam desacelerando e a respiração se
regulando. Quando estavam um pouco mais
recuperados, ele te beijou docilmente e se sentou no sofá, com uma das suas
pernas passando pelo colo dele, você aproveitou o momento para brincar um pouco
com ele.
— O que você estava dizendo sobre ser só pressão mesmo? — Você
disse.
— O que você estava dizendo sobre eu não ser homem
suficiente para isso? — V contestou.
Ambos acabaram rindo, mas V logo interrompeu isso, tirando
sua perna de cima do coloco dele se levantou e foi se vestir. Ele te entregou
suas roupas e você também foi se vestir. Depois que já estavam vestidos se
sentaram no sofá outra vez, ele ligou a TV, que foi a distração de ambos por um
tempo, até ele começar a puxar assunto novamente com você.
— Então... Isso muda algumas coisas né? — V perguntou.
De início você não entendera o que ele estava querendo
dizer, até que se tocou que o “isso” se tratava do sexo, e essas “coisas” era
em geral o relacionamento e forma que se tratavam, ele estava insinuando sobre
avançar o relacionamento de vocês.
— Olha, que isso hein V, você tem coragem de me trazer até a
sua casa e transar comigo, mas não tem a pequena capacidade de pronunciar as
palavras “quer namorar comigo? ” — Você riu.
— Quer namorar comigo ? — Ele pronunciou.
Agora era você que estava sem jeito para falar.
— O que você acha? — Respondeu tentando parecer divertida.
— Que isso , você tem a coragem de abrir as pernas
para mim, mas não tem coragem de dizer um “aceito namorar você sim V”, para
mim? — Ele retrucou.
— Ok, ok — concordou — vamos tentar de novo.
— Aceita namorar comigo ? — V perguntou seriamente.
— Sim V, eu aceito namorar você — você respondeu.
