Jackson: Sequestro


Olhava para todas as direções da rua, a fim de perceber algum sinal de que estavam a sua procura, mal se dava ao luxo de piscar e cada barulho e suspiro no banco de trás do seu carro fazia seu coração acelerar. Só depois que você pegou uma estrada vazia consegui se dar conta da situação e ficar aliviada por um breve momento. O que você pensava que estava fazendo?
O rapaz que estava no banco de trás soltou um forte suspiro, e você olhou assustada pelo retrovisor interno para ver se o mesmo havia acordado. Ele estava se mexendo e abriu os olhos, se ajeitou direito no banco do carro, e pronunciou algo que você não entendeu, pois, a frase saiu no idioma dele.
Seu coração disparou, ele havia acordado antes de você chega ao local, não estava nos seus planos o mesmo recuperar a consciência antes de vocês chegarem a casa onde estaria sua amiga te esperando para te ajudar com o sequestro. Sim, uma das maiores loucuras que você já fizera, mal tinha idade para saber se sustentar e viver sozinha em um apartamento, mas já estava se pondo em uma situação totalmente louca e sem juízo.
O garoto pronunciou mais alguma coisa que você não entendeu e ficou olhando para sua direção esperando uma resposta, porém você não sabia falar mandarim nem coreano, até que se lembrou que ele provavelmente sabia falar inglês.
— Inglês... — você pronunciou.
— O-o que está acontecendo? — Perguntou o garoto com um pouco de dificuldade.
Você já estava à beira de entrar em desespero, mesmo que o único que tivesse direito de entrar em desespero era o rapaz, você não sabia o que falar nem o que fazer, estava ficando perdida em seus pensamentos procurando alguma solução, mas precisava dizer algo.
— Quer sorvete? — Foi a única coisa que veio a sua cabeça.
— Sorvete do que? — O menino pareceu ficar feliz com a proposta.
Você olhou para a sacola que estava no banco ao lado, tentando se lembrar das porcarias que comprara antes de fazer essa loucura com o menino, até que conseguiu ver o papel do pote de sorvete mostrando o sabor.
— Morango — você respondeu.
— Ah, estou enjoado de morango — ele respondeu.
— Tem outras coisas aqui na sacola — você falou pegando a sacola do banco e entregando para ele.
Continuou com a mão estendida com a sacola por uns segundo confusa por ele não ter pegado, até que se lembrou que as mãos dele estavam amarradas, você colocou a sacola de volta no banco, e olhou para o menino que agora tinha os olhos atentos e a boca semiaberta formando uma expressão de pânico e terror no rosto jovial.
— P-por que, minhas mãos — ele agora tremia e falava com dificuldade e ao mesmo tempo tentava se soltar — por que estão amarradas?
— Você gosta de chocolate ou doces? — Você perguntou tentando ter a mesma sorte da última pergunta.
— Isso é um sequestro? — Ele perguntou ainda com a voz tremula e ignorando sua pergunta.
— Quanto tempo você acha que vai demorar até eles perceberem? — Você perguntou.
— Não sei... Também vai depender de quanto tempo já estou aqui — ele respondeu.
— Diria que alguns minutos... Uns 40 minutos — você respondeu tentando se lembrar de que horas o sequestrara.
— Tem como parar o carro? Estou com náuseas e tontura — ele pediu parecendo ficar tranquilo.
— Já estamos chegando — você tentou conforma-lo.
— Acho que vou vomitar — ele falou encostando a cabeça na janela.
— Aguenta aí — você falou.
— Por que você está fazendo isso? — Ele perguntou.
— Não sei... — você respondeu com a voz falha e quase entrando no mesmo estado que ele.
— Quantos anos você tem? — Ele perguntou.
— Sou mais nova que você — você sabia que não deveria passar informações sobre você para ele, isso ajudaria muito a polícia caso ele escapasse — não me pergunte mais nada, por favor.
— Mas... Como uma menina mais nova que eu me sequestrou? — Ele perguntou confuso.
— Você estava comendo na lanchonete onde minha amiga trabalha... — você falou, mas travou quando percebeu que deu uma informação importante — foi fácil colocar um remédio para você dormir na sua bebida... Assim que o mesmo começou a fazer efeito, ela fingiu que ia te levar para o hospital, mas te colocou nesse carro onde eu estou e amarrou suas mãos, e deixou o resto comigo...
— Eu estava sozinho? — Ele perguntou.
— Sim, se você estivesse com alguém, é claro que você não estaria aqui agora — você explicou.
— Como você se chama? — Ele perguntou.
—  — você respondeu.
— Obrigado — ele falou abrindo um sorriso.
Todo seu corpo se estremeceu e sentiu um frio na sua espinha, ao perceber o que tinha feito, você havia falado seu nome para ele, e claro, se entregado.
— Você é fã do GOT7? — Ele perguntou.
— Sim...  — Você respondeu.
— Quer um autografo? — Ele continuou a perguntar.
— Quero — você se animou, mas se lembrou que ele iria precisar ter as mãos soltas — quero não.
Ele soltou um suspiro demostrando ter ficado com raiva, o plano dele não funcionou.
— Essa corda esta machucando minhas mãos, tem como desamarra-la? — Ele suplicou.
— Não — você respondeu.
— Por favor, me deixa ir! — Ele pediu já a beira de perder o controle.
— Desculpa Jackson, não posso — você explicou — se você fugir eu vou me ferrar! Na verdade, mesmo que você não fuja, tenho certeza que vou me ferrar, então...
— Então por que você não aprende sequestrar antes de me sequestrar? — Ele perguntou — Você é péssima nisso! Em menos de horas eu já tenho informações suficientes para te entregar a polícia...
— Esse é o meu primeiro... — você falou.
— Você precisa de umas aulinhas — ele falou mal-humorado.
Você deixou o comentário dele no ar, pois já havia chegado ao sitio onde estava a casa que iria levar ele, olhou para o local procurando sua amiga, ao encontra-la, ela veio correndo até o portão no qual fez você parar o carro, para esperar ela abrir o mesmo.
— Não me diz que ela que esta te ajudando — ele falou soltando um riso.
— É sim — você respondeu.
Ele ficou quieto, porém com um sorriso que você poderia achar que era malicioso, mas o rosto dele apenas passava um ar de fofura no qual você acabava se encantando.
Parou o carro perto da casa e esperou sua amiga chegar até o mesmo. Quando ela te alcançou, você criou coragem para sair do carro.
— E agora, o que fazemos? Ele está acordado — você falou entrando em desespero.
Ele com certeza conseguiria imobilizar vocês duas e dar conta de fugir, e vocês duas não conseguiriam arrasta-lo até dentro da casa, pois não tinham força para carregar ele.
— Levar ele para dentro né... — ela falou.
— Mas, ele é mais forte — você alertou.
— Se ele fizer alguma coisa não vai resultar em nada! Estamos longe da cidade — ela falou — ele só vai ficar perdido.
Antes que você pudesse pensar em outra possibilidade, a doida abriu a porta, e indicou para ele sair. O mesmo obedeceu e saiu do carro, olhou para você e abriu um sorriso, que você levou interpretou como um sorriso cínico dele.
— Você sabe né? Que mesmo que você consiga se soltar, não vai ter como você encontrar a cidade tão facilmente... — você o alertou. 
— Ok — Jackson falou — então pode soltar minhas mãos?
— Não mesmo — sua amiga falou — e agora vamos lá para dentro.
Ela começou a puxar ele pelo braço e o guiou para dentro da casa e levou ele até um dos quartos da casa fazendo ele se sentar em uma cadeira que havia no mesmo.
Vocês duas se sentaram na cama ficando de frente para ele e ele apenas olhava para vocês duas com um sorriso descarado no rosto.
— E agora? Vocês pensaram no que iriam fazer caso me sequestrassem? — Ele perguntou.
Você olhou para sua amiga esperando uma resposta, mas a mesma pareceu não ter planejado nada, porém viu ela dar sinais de que iria falar.
—  — ela te encarou — eu esqueci que tenho que fazer algo para minha mãe...
— Não, não e não — você entendeu o que ela pretendia — você não vai me deixar sozinha aqui!
— Eu volto! E não se esqueça, a sequestradora é você — ela falou se levantando da cama.
— Não! — Você pediu começando a ficar nervosa.
Ela ignorou seu pedido e saiu do quarto, você estava indo atrás dela, mas ai lembrou que havia deixado Jackson sozinho quarto, correu imediatamente para o quarto e tirou a chave da porta e a trancou por fora, quando você estava saindo da casa, já viu ela ligando o carro e saindo. A maldita já tinha até deixado o portão aberto. Você gritou para ela parar, mas foi inútil, quando se deu conta o carro já nem estava mais a vista. Sobrara apenas você e o baixinho naquela casa.
Você voltou para dentro e foi até o quarto, quando abriu a porta ele olhou meio assustado, indicando que ele estava aprontando alguma coisa. Você verificou se ele não tinha conseguido soltar as mãos, mas elas ainda estavam presas.
Se sentou na cama outra vez, ficando de frente para ele, e começou a encarar o rosto fofo do menino.
— Então, vamos ficar aqui apenas um encarando o outro? — Jackson perguntou.
— Acho que sim — você respondeu.
— Que tal se nos dançássemos? — Ele propôs.
— Não vou soltar suas mãos Jackson — você falou.
— Por favor! , eu faço tudo que você quiser se você soltar minhas mãos — ele insistiu.
— Eu quero que você pare de pedir para eu te soltar — você respondeu.
— Você e má! — Ele falou fazendo um bico.
— Acho que aqui tem sorvete de chocolate, você quer? — Você perguntou se levantando da cama.
— Quero — ele respondeu.
Você saiu do quarto e foi buscar as coisas para servi você e ele, bufou ao lembrar que ele estava com a mão amarrada e o mesmo iria dar mais um motivo para você soltar ele.
Quando chegou ao quarto encontrou ele apenas assoviando e olhando para o chão com a cabeça baixa, porém ele percebeu que você voltara e olhou para você.
— Como vou comer sorvete se estou com as minhas mãos presas? — Ele perguntou.
— Eu te dou na boca, mas não te solto! — Você respondeu.
— Me solta — Jackson nunca iria desistir.
Você ignorou, apenas pegou um pouco de sorvete com a colher e comeu. Ofereceu para ele, porém ele apenas fechou a cara, você se aproximou dele e fingiu fazer aviãozinho e levou até a boca dele, que ainda resistia, ou melhor, tentou resistir, porém ele acabou rindo e abriu a boca, para você colocar sorvete na boca dele.
Você se afastou um pouco dele, e deixou o sorvete em cima da cama, pois pretendia ir buscar agua. Mas quando ia se afastar, foi surpreendida ao sentir algo segurar seu braço.
— Agora eu que vou ser o sequestrador! — Ele falou.
— O-o que? — Você perguntou confusa se virando para ele.
O garoto estava com as duas mãos soltas, e em uma ele segurava a corda, olhou para o rosto do mesmo que tinha um sorriso vitorioso, e uma expressão que poderia ser malvada, mas esse rosto conseguia confundir muitos.
— Vou te ensinar como ser um sequestrador — Jackson falou.
Em um movimento rápido e habilidoso ele te fez cair na cama de bruços, e puxou seus braços para trás e começou a amarrar suas mãos, por mais que você relutasse parecia inútil comparado a força do rapaz.
— Você nem ao menos sabe amarrar — ele falou te puxando para cima e fazendo você se sentar na cama.
Ele se sentou novamente na cadeira, mantendo os olhos pregados em você.
— E agora o que você vai fazer? — Você perguntou com o coração disparado.
— Primeiro, fazer você me mostrar algum telefone ou celular... — ele falou — tem algum por aqui?
— Nós estamos no meio do mato Jackson — você explicou.
— Ah que pena... Ainda bem que eu tenho outros planos — ele falou.
— Quais? — Você perguntou.
— O que sequestradores fazem? — Ele perguntou esperando você tentar responder.
— Pedem dinheiro em troca? — Você chutou.
— É... Se você quiser ser solta... Vai ter que pagar — ele abriu um sorriso alegre.
— Mas eu não tenho dinheiro — você falou.
— Já imaginei isso — ele continuou — por isso, você vai ter que pagar de outra forma.
Nesse momento só veio coisas maliciosas na sua cabeça, sentiu suas bochechas corarem, ele não iria fazer isso, iria? Ele é apenas um cantor fofo e inocente, ele apenas um k-idol, não um tarado pervertido.
— Com o que? — Você criou coragem para perguntar.
— Fala que eu sou o mais lindo do GOT7 — ele pediu soltando uma risada maléfica como efeito.
— Você não é o mais bonito — você desconcordou — o Mark que é!
— Serio? — Ele perguntou parecendo ficar triste — então porque você não sequestrou ele?
— É... Mas você também não é feio Jackson e eu não sequestrei ele porque você era mais fácil de ser pego... — você explicou.
— Mas eu sempre achei o Mark o mais feio... — ele falou pensativo — se ele é feio... Nossa, eu sou o que então?
— Mas eu já falei que você não é feio, porra! — Você perdeu a paciência.
— Não fala palavrão — ele colocou o indicador sobre seu lábio — é feio.
— Desculpa — você pediu.
— Eu sei atuar bem como sequestrador? — Ele perguntou.
— Sabe atuar bem como um idiota — você falou por impulso.
— Desisto então... — ele pareceu ficar desanimado.
— Agora pode me soltar? — Você pediu.
— Eu falei que ia desistir de atuar como um, mas agora vou ser um realmente — ele se sentou outra vez na cadeira.
— Isso eu quero ver. Você é tão inocente — você duvidou.
— Quer aprender dançar alguma coreografia nossa? — Ele perguntou.
— Não... — você respondeu envergonhada.
— Vem — ele se levantou e te fez ficar em pé — Não precisa ficar com vergonha.
— Sabe não tem como eu dançar com as mãos amarradas — você o lembrou desse detalhe.
— Dance apenas com os pés — ele falou.
— Jackson por favor — você pediu.
— Agora você está vendo como é bom né? — Ele perguntou te fazendo sentar na cama de novo.
— Desculpa — você pediu.
— Você não tem noção da coisa grave que você fez — ele falou.
— Eu tenho sim... — você falou.
— Não estou dizendo sobre sequestrar — ele explicou — estou dizendo sobre, sequestrar o Jackson. Logo eu? Poderia ser o JB, ou qualquer outro, mas você teve que sequestrar logo eu?
— Você foi o alvo mais fácil — você respondeu.
— Fácil de sequestrar... O resto é tudo difícil, eu sou difícil — ele falou abrindo um sorriso como se estivesse diante uma câmera.
— Sim, muito... — você concordou ironicamente.
— Sua amiga, onde ela está? — Ele perguntou.
— Saiu... — você respondeu.
— Quando ela volta? — Ele perguntou.
— Vai saber... Talvez daqui a pouco, ou daqui umas horas, ou amanhã... — você falou.
— Então o que iremos fazer nesse tempo? Você sabe que vai ter que me levar de volta para o hotel né? — Ele perguntou te olhando esperançoso.
— Eu levaria... Se ainda estivesse com o carro — você respondeu.
— Mas quando ela voltar, você me leva — ele falou.
— Você vai fazer algo? — Perguntou com medo.
— Ah, vou apenas ter história para contar, não pretendo de denunciar para a polícia, você é inofensiva — ele respondeu.
— Então me solta — você pediu.
— Primeiro me diz, o que tem para fazer aqui? Enquanto sua amiga não volta — Jackson olhou pela janela esperando encontrar algo.
— Ah, tem piscina, tem um lago aqui perto... Tem comida...  Tem arvores com todo tipo de fruta, tem campo de futebol e de vôlei — respondeu ainda tentando se lembrar de mais alguma coisa.
— Ah, eu quero conhecer o lugar — ele falou animado.
— Me solta que eu te mostro — você pediu.
Ele obedeceu e desamarrou a corda. Você saiu às pressas da casa sendo seguida por ele, pensou em algum plano para sair daquela situação, mas só sobrou tentar entreter o garoto até sua amiga voltar.
Enquanto andavam por uma trilha que tinha pelo sitio, escutou Jackson soltar um grito e se abraçar a você.
— MEDO! — Ele falou — Um bicho! — Ele apontou para alguns galhos que se mexiam.  
— É só um macaco — você falou tranquila e tentando se soltar do abraço forte do menino.
— Ele morde! — Jackson continuou.
— Claro, como você acha que ele se alimenta? Pelo cu? — Perguntou com ironia.
— Nossa, vocês brasileiros tem uma boca viu... — ele exclamou.
— Vai querer continuar caminhando? — Você ignorou o comentário dele.
— Tenho medo — ele respondeu.
Você não falou nada, apenas começou a voltar para a casa do sitio. Ele te seguia em silencio e bem próximo a você, demostrando estar com medo. O menino já estava quase pedindo para você carregar ele no colo de tão grudado que ele estava durante o caminho da volta.
Chegaram na área de lazer do sitio, ou seja, na onde a piscina se encontrava.
— Essa é a piscina — mostrou a piscina para ele.
— Oi piscina — ele brincou.
Começou a andar na beira dela para passar para o campo onde jogavam futebol quando escutou algo caindo na algo, sim o Jackson caindo na piscina. Nessa hora duvidou que existia alguém mais medroso e desastrado que ele.
Esperou ele sair da mesma, mas acabou percebendo que ele estava travando uma guerra contra a agua. Estava se afogando.
Ficou parada por um tempo tentando descobrir se era realmente verdade ou ele só estava tirando uma onda com a sua cara, mas percebeu que estava demorando demais para ele parar com a brincadeira e começou a ficar preocupada, segundos depois já estava pulando na mesma e puxando ele para perto da beira, quando percebeu que ele estava desacordado.
Se sentou na beira e tentou puxar ele pelos braços, foram tentativas inúteis por que o garoto era realmente pesado, então usou toda força que tinha para tirar ele da piscina segurando pelas axilas dele. Assim que o tirou deu leves tapinhas no rosto dele tentando reanima-lo, mas não obteve resposta.
— Jackson! — Sacudiu ele.
Não teve resposta então você se viu obrigada a fazer respiração boca a boca nele, tampou o nariz do menino e abriu a boca dele, quando seus lábios já estavam próximos do dele, sentiu algo sobre sua nuca, uma mão.
A mão pressionou seu rosto contra o lábio dele o que fez você recuar assustada, quando olhou para o menino ele sorria maliciosamente para você.
— Não acredito que você fez isso — você bateu no peitoral dele.
— Quer acreditar? — Ele se sentou.
— Você não é o meu ídolo, não pode ser... — Você falou.
— Pode sim e deve ser bem isso que você imaginava ao me sequestrar — ele falou com malicia.
Você ficou sem reação com as acusações dele, seus lábios ficaram semiaberto o que deu chance para o garoto, que aproveitou disso e aproximou o rosto dele do seu e em segundos colou os lábios de vez.
A mão dele envolveu os fios molhados da sua nuca e ele mudou a posição dele para melhorar o encaixe dos lábios dos dois, por mais que estivessem com o frio o beijo era quente. Ficaram grudados por um bom tempo até que ele decidiu pôr fim e se afastar um pouco de você.
— Seu sutiã é preto — ele riu.
Olhou para sua blusa que agora marcava todo seu corpo e suas curvas ao perceber que ele te olhava com malicia e certa fofura ao mesmo tempo corou.
— Estou com frio — ele se levantou.
— Tem toalha no banheiro — você falou e se levantou.
Começou a ir para o banheiro e Jackson te seguiu até lá, quando chegaram lá pegou uma toalha para você e entregou uma para ele.
O menino te pegou de surpresa ao tirar a blusa na sua frente exibindo o físico em boas condições, seus olhos brilharam ao ver essa cena e ele percebeu isso e se aproximou de você pegou uma das suas mãos e colocou sobre o abdômen dele.
— Você também não presta — ele sussurrou.
Olhou um pouco incrédula para ele, mas o mesmo nem ligou selou novamente os lábios dos dois em um beijo mais excitante, que só aumentou a tensão quando ele colocou as mãos nas suas costas apertando seu corpo contra o dele, quase cortando sua respiração, suas mãos foram para a nuca dele e seguraram com firmeza os fios molhados que estavam na nuca.
Foram parando os beijos ao pouco, Jackson estava ofegante e se afastou de você. Arregalou os olhos ao ver a cena que seguira, ele estava desabotoando a calça e abrindo o zíper, assim que o fez puxou a calça para baixo e a tirou ficando só com a boxer preta que marcava certinho o formato do pênis ereto.
Ele se aproximou de você outra vez e a pegou no colo com as mãos sobre seu bumbum de maneira que suas pernas envolveram o quadril dele. Te colocou sentada sobre o pequeno balcão da pia e começou a passar o lábio e língua por toda extensão do seu pescoço, enquanto as mãos dele puxavam sua blusa pra cima.
Ajudou ele a tirar sua blusa em seguida seu sutiã, as mãos dele não demoraram para ir de encontro aos seios no qual ele aperto sem hesitação fazendo você arfar. Suas mãos estavam sobre o ombro e pescoço dele e sua cabeça deitada sobre o ombro dele.
— Não tenho camisinha — ele sussurrou.
— Faz fora — você respondeu.
O menino se afastou de você e tirou a cueca dele depois te ajudou a se livrar das últimas peças que faltavam e te sentou novamente no balcão da pia. As mãos dele foram para o seu bumbum e as suas foram para a nuca dele como sempre, deram um beijo breve e então ele introduziu o pênis dele dentro de você, arranco um gemido arrastado de você. Ele investiu em fortes estocadas fazendo você delirar o tempo inteiro até chegar ao orgasmo, porém ele ainda não havia se satisfeito, e só sobrou uma opção para você, oral.
Saiu de cima do balcão e fez ele se encostar no mesmo se ajoelhou e segurou o pênis que pulsava, o masturbou por alguns segundos e logo levou os lábios até ele, passou a língua por toda a extensão do órgão dele e depois o enfiou todo na boca fazendo movimentos de vai e vem e arrancando gemidos dele que agora segurava seu cabelo com um pouco de agressividade. Depois de alguns minutos parou de fazer oral e apenas masturbou ele não demorou para ele gozar.
— Já peguei melhores — Jackson falou ainda ofegante — mas confesso que você não é das piores...
— Acho que você vai ter que usar as roupas que eu e a minha amiga providenciamos para você — você deu de ombros para o comentário dele.
— Se você quiser eu fico nu mesmo — ele deu um sorriso malicioso.
— Você não presta — deu um tapinha nele.

— Nem você... — ele contestou.