Essas minhas atitudes infantis de tentar atingir Sehun, além de não funcionar com ele, servia apenas para machucar pessoas inocentes, pessoas que não deveriam pagar pelo crime do irmão. E eu deveria ter imaginado isso, eu deveria ter imaginado que quando se joga uma bomba e está explode quem é que esteja ao redor também irá se machucar, eu me machuquei e também fiz vítimas.
E o beijo de Sehun não fora apenas uma jogada dele, fora uma punição e um aviso que infelizmente chegara tarde demais, em consequência disso eu consegui piorar tudo.
E Sehun tentara me impedir...
Por um lado eu estava me sentindo culpada, por outro vitoriosa, e como eu já ouvira muitos dizer, certos sacrifícios são necessários e isto se aplicava muito bem a minha situação, tive que envolver uma pessoa inocente para conseguir me levantar.
— Não diga asneiras — Sehun pronunciou se afastando de mim.
Até então eu ainda não estava ciente de que havia ferido outras pessoas, Sehun sim, e tentava me alertar. Como eu dissera outrora, fora tarde demais.
— Sehun... É verdade isso? — e então a vítima apareceu, era o irmão mais novo de Sehun — A mamãe morreu?
O olhar que Sehun me deu mostrou que tudo o que ele fizera até agora era apenas uma amostra do que ele tinha capacidade, me mostrou que a frieza comum dele poderia ser considerada uma chama ardente comparada ao que ele podia fazer caso mexessem com ele... Ou com alguém que ele ame.
— Nós iremos ver ela — Sehun ainda tinha seu olhar congelante preso em mim — Agora vá para a sala assisti seu desenho favorito, ele logo vai começar.
Eu não podia ver onde o menino estava e nem imaginar como ele pode ter escutado nossa conversa, mas escutei quando ele saiu do quarto após a ordem do Sehun, o que me deu uma falsa ilusão de que o clima iria se amenizar um pouco. E mais uma vez eu me iludindo com coisas surreais se tratando de Sehun.
— Nunca mais se intrometa na minha vida — ele falou.
A voz dele tinha a naturalidade de sempre, mas o olhar dele estava mais furioso, e a voz não pode amenizar a agressividade da ameaça, na verdade a combinação de ambos foram responsáveis por deixar está mais inumana. E provavelmente como ele tivera intensão, eu fiquei com medo.
Ainda sem ter conhecimento da nossa cumplicidade, da nossa ligação, ainda sobre efeito de estar perto de Sehun, ainda confusa e me afogando no mar, eu fiz a única coisa que poderia ser possível após isso tudo, deixei meu ódio falar mais alto e em segundos a palma da minha mãe estava entrando em atrito com a pele da bochecha dele.
A reação de ambos fora imediata, eu me afastei ainda com o sangue fervendo, Sehun levou a mão até a bochecha e pela primeira vez vi ele fazendo algo que eu pensara que nunca veria, ele sorriu.
Minha vó que falecera costumava a dizer que um sorriso tinha grande poder, tanto para destruir e construir coisas, como para mostrar superioridade, e por eu ser criança ainda não levara a sério o que ela dizia, mas vendo agora, ela estava certa, um sorriso tinha grande impacto, independentemente de ser bom ou ruim, um sorriso pode fazer muito e Sehun sabe muito bem como utiliza-lo no melhor momento.
Ainda após eu ter batido nele, o menino mostrava que estava firme e forte, que um tapa não tinha poderia machuca-lo, isto porque a dor física não era o fraco dele.
Isso desencadeou uma serie de pensamentos em mim, fez com que algumas coisas ficassem martelando a minha cabeça, até que eu acabei compreendendo-as, uma delas era que por mais que ele esteja sentindo dor física ele não fica abalado, e a outra era se eu levar em conta que não é possível que ele sendo humano não tenha alguma fraqueza, a única vulnerabilidade dele é provavelmente a dor emocional dele.
Pensei por alguns segundos o que poderia afeta-lo emocionalmente, pensei em tudo que acontecera desde que entrara no quarto dele e encontrei rapidamente a resposta para isso, Sehun por um descuido deixara isto claro.
A fraqueza de Sehun não era só a mãe dele, mas também o irmão mais novo no qual Sehun tentara proteger minutos atrás, tentara o proteger de ouvir a verdade, e se Sehun tentara o proteger é porque o menino inegavelmente tem afeição pelo irmão.
— Talvez eu devesse tentar isso no seu irmão... Será que ele vai sorrir também? — provoquei.
Uma vez que eu estava com a arma mais poderosa em minhas mãos, isto causava efeito imediato, a expressão de Sehun mudou rapidamente quando eu mencionei o irmão dele, o resto dele fico rígido ele estava tentando se manter racional e ele era bom nisso, tenho que admitir, logo ele voltou a naturalidade dele.
— Claro, minha madrasta irá adorar — Sehun respondeu.
E eu não iria deixar ele vencer, não está vez.
Fiz o que Sehun fizera para mim outrora, sorri, e outra vez foi provado que minha vó estava certa um sorriso tem muito poder, Sehun teve que se esforçar outra vez para se manter firme diante mim.
— Ok — continuei a provoca-lo — Já sei que ele está na sala... Só preciso ir até lá.
Me virei de costas sem ao menos me verificar de que isto o atingira, porque eu já sabia que iria causar efeito imediato em Sehun e enquanto eu andava escutava os passos de Sehun atrás de mim, quando eu já estava na porta a mão dele impediu que eu a abrisse.
— Não chegue nem dois metros próxima a ele — Sehun sussurrou — Ou eu acabo com você.
Comecei a entender porque Sehun gostava de fazer tudo o que ele faz, comecei a ver o gosto de ver alguém se contorcendo ao se sentir ameaçado e estar sem armas ou escudo para se defender, comecei a sentir o prazer de causar isso na pessoa e o melhor de tudo, passei a não me importar em sofrer também, eu estava claramente me reconhecendo como uma sadomasoquista, e isto era claramente uma vantagem minha sobre Sehun, já que este era apenas do tipo que gosta de causar dor e não de sofre-la.
— Veremos — fiz pouco caso da ameaça dele e girei a maçaneta do quarto.
Sehun tentou me impedir de abri-la outra vez, ele até conseguiu, mas este estava tão vulnerável que acabou abaixando a guarda dele em outras áreas, e eu me aproveitei disso e o empurrei para longe da porta para sair.
Estava realmente determinada a ir até a sala, mas em nenhum momento considerei bater no menino, aliás não seria nem necessário algum tipo de agressão física quando eu poderia apenas dizer para o garoto que este não veria a mãe dele, eu poderia... Mas não é assim que o jogo funciona, isso aprendi com Sehun.
Agora iria ser meu silencio em troca de algo que quisesse de Sehun.
Quando eu acabara de descer as escadas Sehun me alcançou, ele já estava recuperado e com o ar frio e misterioso de sempre, mas isso não me fez querer voltar atrás eu continuei andando até chegar a sala onde estava o garoto e a Roberta sentados no sofá assistindo TV, porém Roberta percebeu quando eu e Sehun chegamos a sala e está ao me ver percebeu que tinha algo acontecendo, algo ruim e isto a fez dá apenas um sorriso frouxo para mim.
— Este que é o irmão mais novo de Sehun? — perguntei.
E outra vez consegui fazer Sehun perde o controle, confesso que já estava me acostumando com isso e estava parando de ver graça, pensei em tentar fazer isso com menos frequência só para não enjoar.
— É sim, o Samuel — Roberta falou — Pode chamar ele de Sam.
— Oi Sam — o cumprimentei simpaticamente.
— Oi... — o menino sorriu ao me olhar — Você é a namorada do Sehun?
Sehun que até então se manteve encostado na parede feito um cachorro indefeso se manifestou, ele veio até meu lado e segurou minha mão, e mais uma vez sorriu, dessa vez eu vi que era um sorriso falso e nervoso.
— Sim, ela é a minha namorada e eu preciso conversar a sós com ela agora — Sehun falou, não esperou nenhuma resposta e me puxou para a cozinha da casa.
O pai de Sehun estava lá ele esquentava alguma coisa no micro-ondas e se assustou ao nos ver entrar na cozinha, ficou nos encarando com curiosidade até nos instalarmos na cozinha, porém não perguntou nada já que Sehun não dirigira o olho para este nem uma vez.
— O que você vai fazer? — Sehun perguntou e continuou a não dar importância a presença do pai dele ali.
— Não sei... — fiz pouco caso — Acharia muito legal contar para ele a verdade...
Sehun me olhou desgostoso, ele provavelmente não estava acreditando na seriedade de minhas palavras e ele estava certo em não acreditar, eu não queria mesmo contar para o garoto, eu não iria me desfazer do jogo tão cedo assim, queria me divertir um pouco também.
— Na verdade eu penso mais a frente — continuei — E tenho uma proposta justa para te fazer...
Sehun respirou fundo, ele estava sendo apunhalado com as próprias palavras e confesso que isso era legal, eu estava adorando isso.
— Meu silencio, pelo seu silencio — propus.
Ele não pode responder, pois nessa hora Roberta e Sam entraram na cozinha também e imediatamente Sehun tentou parecer natural como de costume e parou de ignorar as demais presenças na cozinha, ele olhou para Sam afetuosamente e franziu os lábios ao encarar Roberta.
— Sehun o que você acha de levar Sam para dá uma volta — Roberta falou.
E é isso, os pais de Sehun podem tirar proveito de qualquer situação diante a presença de Sam, isso também explica como eles conseguem conviver sem se matarem ou mandar Sehun embora. E o melhor de tudo é ver Roberta sendo superior e se aproveitando da situação, e eu acredito que não fora necessário eu contar para ela que Sehun estava vulnerável na minha mão, e também cheguei a conclusão que ela me contou o segredo da mãe de Sehun, porque por ela ser madrasta do menino não poderia usar isso contra ele, afinal isto poderia arruinar o casamento dela como marido, mas eu por não ter quase nenhuma ligação poderia tomar isso como vantagem para subornar Sehun.
Nessa hora eu já estava adorando estar ao lado de Roberta.
— Hein o que você acha? — ela persistiu.
— É Sehun... Ele é o seu irmão mais novo — a ajudei — Você deve se comportar como um irmão mais velho responsável e legal. Não concorda Sam?
Escutei Sehun arfar, não precisava perguntar ou ao menos olhar para este para saber que ele estava odiando isso. E no outro lado estava eu, que no caso estava amando a situação toda, estava amando fitar Sehun a cada segundo, ver cada oscilação dele, ver cada pequena derrota que ele tinha quando Roberta ou eu falávamos.
— E você pode aproveitar para deixar sua namorada em casa — Roberta propôs — Aproveite agora que ainda está cedo...
Roberta conseguia mesmo se pôr a níveis mais alto que Sehun, se não fizera isto antes era apenas porque não tinha alguma parceira, e uma vez que ela me encontrara, Sehun estava sem recursos contra ela. E tenho que assumir que foi mais genial ainda pensar em colocar eu, Sehun e Sam na mesma situação, Sehun iria ficar constantemente sobre a mira de minha arma e se colocaria no lugar dele.
— Aqui a chave do carro — o pai de Sehun se manifestou, colocou a chave na mesa e a empurrou até o lado onde Sehun se encontrava.
Sehun a olhou por uns segundos pensativo antes de assumir a derrota e pegar a chave. Ele se levantou da cadeira e foi apressadamente para o corredor onde ficava a porta de entrada e saída da casa, Roberta indicou para mim e Sam ir atrás e assim fizemos.
Enquanto íamos até lá Sam segurou na minha mão e eu ainda pude tirar vantagem disso, fiz questão de deixar Sehun ver isto, antes de soltar a mão do menor para colocar minhas rasteirinhas e ainda ajudei a versão menor de Sehun a amarrar os cadarços.
— Onde você conheceu o Sehun? — Sam perguntou para mim — E qual é o seu nome?
— Conheci ele na escola, e eu me chamo , mas você pode me chamar de — respondi.
— Vou te chamar de tia — o menino falou.
— Tudo bem — concordei.
Paramos de conversar por um tempo, pois já havíamos chegado à garagem, Sehun inacreditavelmente abriu a porta do passageiro para mim e a porta traseira para o irmão depois colocou o cinto de segurança e fechou a porta em seguida se entrou no carro e abriu o portão da garagem com o controle ao mesmo tempo em que ligava o carro.
— Vocês namoram há quanto tempo? — Sam perguntou.
— Alguns meses — depois de muito tempo quieto Sehun falou — e, por favor, Sam, chega de perguntas.
— Ah não — o menor exclamou — Vocês já se beijaram?
— Sim — Sehun falou.
— Eu queria ver, se beijem agora, por favor! — Sam pediu.
Sehun de ré no carro agressivamente o que fez Sam se assustar e ficar quieto por uns segundo até que estivéssemos fora da garagem e por mais que Sehun estivesse dirigindo em uma velocidade consideravelmente alta para a rua Sam não percebeu a tensão e o nervosismo que o irmão exalava.
— Onde nós vamos? — Sam perguntou.
— Primeiro iremos deixar a em casa — Sehun se esforçava para agir naturalmente com o irmão.
— Ah, eu queria conhecer mais a tia — Sam falou.
— Outro dia conversamos mais — falei.
E isto fora a última coisa dito antes do silencio se instalar no carro durante o percurso até minha casa. Quando chegamos lá Sehun fizera questão de abrir a porta para mim e me “ajudar” a sair do carro, porém ele não estava contando com a possibilidade de Sam sair do carro para me abraçar.
Tive que me agachar para retribuir o abraço dele, e então o menino deixou um beijo na minha bochecha o que fez o menor ter uma ideia genial.
— Sehun ela é sua namorada você não vai se despedir dela? — Sam perguntou.
Vi os olhos de Sehun se virarem para o lado, uma expressão que eu não conhecia dele, mas soube de imediato que ele provavelmente fazia isso quando a situação estava embaraçosa de mais.
— Tchau — Sehun falou.
Sam não se contentou com essa despedida, e eu estava começando a gostar do garoto, a inocência dele era uma boa arma a ser usada contra o irmão mais velho, que fazia de tudo para proteger o mais novo, o que deixava tudo mais saboroso de se ver. Sehun tentando proteger o menino de uma verdade cruel e ainda está sofrendo na mão do menor.
Sehun se dera por vencido e se aproximou de mim, quando ele fez isso eu ainda não tinha noção de que tipo de despedida seria e por isso fui para trás até me encontrar com a porta do carro que já se encontrava fechada e Sehun continuava a se aproximar de mim, e Sam continuava a nos olhar curioso, até que teve o que queria, Sehun juntou meus lábios aos deles pela segunda vez naquele dia e como da outra vez o beijo continha diversos sentimentos, desde os mais agressivos até os mais afetivos, sim afetivos.
E quando eu achei que o beijo iria acabar, Sehun fizera questão de aprofundar, ele pressionou ainda mais o corpo dele contra o meu, ela possível sentir todo o tórax dele colocado ao meu e as mãos do mais alto segurando firmemente o tecido da minha blusa na região da minha cintura.
— Hey, isso está ficando nojento — Sam falou — Eca, vocês estão beijando de língua.
E eu achei que a voz de Sam traria Sehun de volta para a realidade, mas se o trouxe ele ignorou e continuou a juntar nossos lábios por mais tempos, a língua dele parecia ao mesmo tempo querer agredir a minha e afaga-la, e isso tornava tudo confuso outra vez. Eu já não estava mais entendendo os sentimentos dele, eu já não estava mais entendendo meus sentimentos e algo me dizia que se ambos os entendêssemos tudo cairia por terra, a maré iria abaixar e então perderíamos a essência de nossa relação que é a trovoada. Isso me influenciou muito a concordar com Sehun, e corresponder os lábios dele da mesma forma, com incerteza um pouco de dúvida, um pouco de ódio, e um pouco de carência.
E por fim paramos definitivamente o beijo, paramos na hora certa, quando o ódio que era passado entre nossas salivas estava se esgotando a ponto de sobrar apenas afeição em nossos lábios molhados, e isso era algo que eu e o Sehun não queríamos, não queríamos deixar nenhum tipo de sentimento bom entre nós.
— Boa noite — Sehun sussurrou.
E antes dele separar nossos corpos, antes dele parar de pressionar o corpo dele ao meu, antes de se despedir de verdade, Sehun levou os lábios para o meu pescoço e os pressionou lá por efêmeros segundos que me causaram espasmos por todo o corpo e me deixaram febril a ponto de delirar com isso pelo resto de minha vida. Sehun além de beijar meu pescoço estava claramente me mostrando que sabia como jogar com hormônios, e que por mais que ele tivesse perdido em uma batalha ele ainda tinha vantagem em outras.
— Tenha bons sonhos — ele se despediu.
● ● ●
E com Sehun tudo que ia de mal a pior, de pior a melhor, em casa eu só podia ter a morte na certa. E estava certa. E esta morte não viera dos meus pais, não que eles não tenham me ferido bastante ao brigarem comigo, me repreenderem e me posto de castigo, além de confiscarem meu celular e meu notebook, o que é quase como me excluir do contato com o mundo, já que a maioria dos meus encontros com a e as meninas eu fazia por meio destes, porém não iria fazer muita diferença já que o castigo envolvia não sair com nenhum amigo meu por três meses. E ainda sim a morte não foi isso. E eu posso absolutamente dizer que eu morri por causa do orgulho ferido, este de certo fora ferido bem no coração.
Após escutar broncas e lições do meu pai ao entrar na sala, tive que explicar, ou mentir que estava na casa de Jungkook o tempo todo esperando eles se acalmarem, porém se isto fosse verdade, eu teria conseguido apenas o oposto disso. Tive que ouvi-los dizendo que eu era uma decepção, que eles já não me conheciam mais, e quaisquer outros dramas de pais.
Enquanto internamente eu estava pouco me importando com as palavras denegridas por ele, já que minha cabeça só conseguia pensar em uma coisa: Sehun.
Ele sem querer me ajudara quando o objetivo dele era me ferrar, isso porque com tudo que ele fizera hoje, eu estava quase ignorando o momento atual e voltando ao que acontecera minutos e horas atrás, me desconectando da realidade e indo para o passado, processando todas as informações do dia, e a melhor de todas: eu finalmente estava por cima.
Isto tudo ainda sem imaginar que eu iria se condenada outra vez, isso tudo sem saber que Sehun tinha outras cartas na manga, sem saber o que Sehun dissera com o “pensar mais a frente”, porém não demorou para descobrir isso, na verdade descobri assim que entrei no meu quarto e me deparei com a pessoa que eu menos esperava ver lá: Suga.
Ele estava lá sentado a beira da minha cama concentrado no celular dele que mal percebera quando eu entrei, ainda mais porque ao vê-lo lá eu fiquei extasiada imediatamente tentando processar a nova informação, só quando encostei a porta que ele percebeu minha presença.
— Demorou hein, o Sehun ainda está vivo? — Suga se levantou da minha cama
— O que você está fazendo aqui? — perguntei.
— Vim aqui lhe dar um ombro amigo, achei que você fosse precisar depois de enfrentar Sehun e seus pais... — Suga respondeu sarcasticamente.
— Sai do meu quarto — o ameacei.
Tudo que eu menos precisava naquele momento era meu ex-namorado enchendo minha paciência e tirando sarro da minha cara por ter me ferrado ao de alguma maneira tenta-lo atingir, tudo que eu menos precisava naquela hora era ver ele rindo ao me ver derrotada sem ele ao menos precisar de fazer muito esforço para me deter.
— Sabe o que é isso? — ele mostrou uma espécie de imagem no celular dele — Um dos vídeos... E isso significa que você não está em condição de me dar ordens.
— Ah, por favor, vai fazer o que com os vídeos? Se masturbar assistindo? — fiz pouco caso.
— E isso — Suga mostrou uma conversar no celular, era de um grupo — É um grupo da escola...
— Ah, vai mostrar para os idiotinhas da escola meu vídeo pegando o Jimi e o Chen? Mostrar o quão apaixonada eu estou por você? — fingi que estava com dó.
— Nesse grupo além de ter a orientadora e a professora de história, tem a mãe da , a do Baekhyun... — ele falava enquanto ia descendo a lista que mostrava os participantes do grupo — Ah a mãe do seu querido Jungkook também, tem até a mãe da ... Seus pais também estão neles, imagina o quão constrangedor vai ser para eles?
— O que você quer? — perguntei desconfiada.
Se a intensão dele era me confrontar e me ameaçar confesso que ele estava conseguindo fazer isso bem, mas ainda não conseguia entender o porquê, ou ao menos o porquê de ser logo agora que ele inventa de tentar me confrontar.
— Começou a entender onde eu quero chegar né? — Suga riu e guardou o celular — Pois então...
Ele se aproximou de mim e outra vez no dia fui imprensada por alguém contra uma porta. Outra vez no dia alguém teve o corpo tão próximo ao meu a ponto de nossas respirações se encontrarem.
— Eu quero tudo que você tem a me dar — Suga sussurrou.
