— Dormindo outra vez? — exclamou a professora irritada.
Você levantou a cabeça que estava apoiada na carteira assustada olhando para a professora que nem parecia notar sua presença ali, ela encarava outra pessoa, você acabou suspirando aliviada, pois pensara que a professora tinha te visto dormindo.
Ela olhava como sempre para aquele menino que você nunca conseguia se lembrar do nome, na verdade era um grande desafio lembrar o nome de qualquer aluno que fosse daquela turma com pessoas totalmente estranhas para você.
Escutou uma cadeira se arrastando o menino nem falou nada apenas começou a andar em meio às fileiras de carteiras e por fim saiu da sala. A professora voltou a se sentar na cadeira dela e abriu o livro.
— Esse menino... Aff! — bufou a professora — Tão inteligente e tão esperto. Era um dos melhores alunos e agora só sabe chega atrasado, faltar e dormir na sala.
A sala apenas se manteve calada olhando curiosa para a professora.
— Vocês não perguntaram o que esta acontecendo com ele? — indagou a professora.
Nenhum aluno respondeu, e isso fez a professora ficar triste, ela se calou e voltou a se concentrar no livro.
E você mesmo estando morrendo de sono se concentrou em fazer sua tarefa, mas aos poucos acabou caindo no sono, acordou com uma mão sobre seu ombro.
— Dessa vez eu vou deixar passar, como você não faz isso com frequência e é uma boa aluna — falou a professora — mas que isso não se repita.
— Obrigada — você agradeceu sem jeito.
O resto da aula foi resumido a você tentando não dormir outra vez, quando deu hora de você ir embora, guardou seus materiais apressadamente e se dirigiu para saída junto com os outros alunos.
● ● ●
— Desculpe , mas dessa vez eu não posso deixar passar — falou sua professora te acordando.
— O-oque? — você perguntou confusa.
— Orientação... — explicou ela.
— Ah sim — você se levantou sonolenta e saiu da sala.
Quando estava chegando à orientação, viu o menino que você não sabia o nome saindo de lá, ele passou por você de cabeça abaixada, pareceu nem ter percebido sua presença lá, mas você o percebeu de maneira tão marcante, o tempo pareceu parar, observou o garoto moreno se mover lentamente pelo corredor, conseguiu reparar realmente no garoto de lábios grossos e bonitos, de olhos atentos, e um rosto um tanto calmo.
Esse momento pareceu ser uma eternidade, mas fora apenas um segundo, quando você finalmente seguiu para a porta da orientação, assim que colocou a mão na maçaneta algo te pegou com uma alfinetada.
— Não tem ninguém ai — você escutou uma voz falar.
Era o menino que você não sabia o nome, ele te encarava com uma expressão vazia, você agora o via de cabeça levantada, percebeu que o menino aparentava cansaço, as olheiras escuras denunciaram isso.
— Onde esta? — você perguntou confusa.
O menino balançou a cabeça negativamente, você acabou ficando sem saber o que fazer agora. Ele virou as costas para você.
— Hey — você o chamou.
Ele parou de andar e você correu até ele. O menino te encarou confuso, e o olhar dele te fez ficar sem jeito.
— Como você se chama? — você se atreveu a perguntar.
— Kyungsoo — respondeu o garoto — e você?
— — respondeu.
O silencio tomou conta daquela ligação que estava acontecendo entre vocês ali naquele corredor, o coração de ambos agora batia aceleradamente, e a respiração dos dois demostrava tamanho nervosismo, porém estavam muito ocupado tentando disfarça isso que nem perceberam um o nervosismo do outro.
— Então... — falou os dois ao mesmo tempo.
— Diz você primeiro — falou Kyungsoo.
— O que você esta fazendo aqui? — você perguntou.
— Estava dormindo na sala, como sempre... E você? — respondeu o moreno frustrado.
— Eu também — você respondeu suspirando.
— Bem vinda ao clube — falou Kyungsoo revelando um sorriso.
Ao ver o sorriso de menino todo seu corpo estremeceu, sentiu uma breve tontura, aquele sorriso ficou gravado fortemente na sua mente. Era um sorriso tão fofo e bem desenhado que poderia tirar um dia inteiro só para arrancar vários sorrisos desse menino.
— Voltamos pra sala? — você perguntou.
— Ah, não... Ela vai mandar nós esperar a orientadora — Kyungsoo.
— Kyungsoo — você falou empolgada.
— Pode me chamar de D.O — ele te interrompeu.
— D.O — você corou — é verdade que você veio da Coreia?
— Sim — ele respondeu sorridente — por quê?
— Interessante — seus olhos brilharam.
— Por quê? — ele perguntou com uma sobrancelha levantada.
— Você veio de uma cultura totalmente diferente daqui — você respondeu.
— Ah sim, mas já me adaptei — ele falou.
— Oh, ai estão vocês — a orientadora apareceu no corredor — vamos lá para orientação...
● ● ●
— Então de novo a gente aqui — D.O riu ao ver você indo para a porta da orientação também.
— É... Tenho que parar de dormir tarde — você falou.
— Eu também — ele disse — Ah e de novo a orientadora não esta...
— Serio? — você perguntou incrédula.
— Quer saber, vamos da o fora daqui! — ele segurou sua mão e começou a te puxar para fora do corredor.
— D.O não acho isso uma boa ideia — você falou enquanto era arrastada.
Ele deu de ombros e continuou a te puxar pela escola, só quando vocês chegaram a um corredor onde quase ninguém ia que ele parou de te segurar e foi para frente de uma sala que estava fechada.
— Deve ta trancada — você falou.
— Eu tenho a chave — ele tirou uma chave do bolso.
Ele abriu a porta e adentrou a sala, você pode ver o ambiente clarear, pois a luz estava apagada.
— Vem — ele te chamou — antes que um guarda veja.
Você hesitou um pouco, mas acabou indo.
Quando entrou na sala ficou fascinada, não imaginava que na escola tinha sala de musica, e nem sabia que eles davam aula disso.
Na sala tinha um piano na parede que você julgou ser dos caros, e do lado dele uma bateria e pendurado na outra parede vários instrumentos de corda (violão, guitarra, baixo...), seus olhos brilharam.
— Não sabia que tinha musica aqui na escola — você falou.
— Não tem mais — ele falou — minha mãe que era professora, mas ela ganhou bebe e parou de dar aula...
— Então você tem um irmãozinho ou uma irmãzinha? — você perguntou.
— É... Irmãozinho — ele riu — por isso acordo tarde, porque eu cuido dele também.
Quanto mais tempo você passava com ele, mais se interessava no garoto que agora parecia tão fascinante e menos misterioso. Queria poder bombardeá-lo de perguntas, mas já imaginava que ele iria estranhar.
— ... — D.O te chamou.
Você o encarou um pouco assustada e demostrou que estava prestando atenção nele.
— Por que você acha que eu te trouxe até aqui? — ele te fitava constantemente.
— Para fugir da orientadora? — você respondeu, mas no fundo já sabia o que ele estava insinuando.
Ele deu um sorriso e foi até a porta e a trancou, quando ele voltou a te encarar os lábios dele formaram um pequeno sorriso.
— O que você tem de fofo tem de espertinho — você falou tentando descontrair.
— E vou te mostrar que o que eu tenho dessas duas características eu tenho o dobro em pervertido — D.O se aproximou de você.
Antes de você pensar ou poder falar qualquer coisa, as mãos do garoto já estavam na sua cintura, e os lábios deles delineando a curva do seu pescoço, ele aspirava seu perfume com certa luxuria, que fazia você se arrepiar.
Sentiu a língua dele passar por sua cintura de forma sensual, enquanto uma mão dele caminhava de encontro ao seu bumbum. Você arfou e envolveu os braços no pescoço dele, sua consciência pesou por um momento, mas o clima só esbanjava luxuria e você não se importava com mais nada no momento.
Ele foi te empurrando para trás, te fazendo dar passos cegos até encontrar a parede, quando você se encostou na mesma, D.O selou os seus lábios por um breve momento, depois que os separou, se abaixou de joelhos, levantou um pouco sua blusa e começou a depositar vários selares sobre sua barriga.
Quando ele parou os beijos, as mãos dele abriram um zíper da sua calça e as puxaram para baixo, você teve que ajuda-lo a tirar ela na parte mais inferior, pois era muito colada.
Quando você se livrou da calça, ele ficou em pé novamente, e colocou novamente os lábios de vocês, dessa vez ele te beijava com mais desejo e excitação, aperta com força seu corpo contra o dele, só pararam o beijo depois de alguns minutos, e fizeram isso em meio a selinhos e mordidinhas.
Dessa vez você se viu tendo que agir, então se encarregou de desabotoar a calça dele o deixando na parte inferior apenas com a cueca, ficaram igualados por um breve momento, até que ele tirou sua blusa e seu sutiã, antes que você pudesse se igualar a ele, o garoto começou a beijar e massagear seus seios o que fez você ficar fora de si e esquecer tudo o que planejara.
— D.O... — você arfou enquanto segurava o cabelo dele.
Ele parou de brincar com os seus seios e tirou a blusa dele, ficaram novamente igualados, apenas com a peça intima inferior. Na dele era visível o pênis ereto, que te fez corar por alguns segundos.
Ele te pegou de surpresa ao massagear sua vagina por cima do tecido da calcinha, depois adentrou a mesma penetrando dois dedos dentro de você, arrancou um gemido estendido que ele pareceu adorar.
— Vamos por isso em pratica — ele sussurrou — pode gritar a vontade, ninguém vai ouvir.
O garoto te puxou em direção a mesa e te fez sentar nela, tirou sua calcinha e se livrou da cueca dele. Se você não estivesse totalmente tomada pelo clima, até o advertiria a usar proteção, mas nessa hora você só queria senti-lo o mais rápido possível dentro de você, e foi isso que aconteceu.
Ele te penetrou com ternura, e saiu de dentro de você tão lentamente que foi quase possível te fazer delirar, na vez seguinte que ele te penetrou tinha um pouco mais de rapidez, porém ainda era lento e torturante.
— Você esta me torturando — você murmurou sobre o ouvido dele, apertando as unhas nas costas do garoto.
As mãos dele que estavam sobre suas coxas foram para o seu abdômen e tórax ele te empurrou um pouco para trás, até que você entendeu o que ele queria e se deitou na mesa. Uma das mãos dele levantou sua perna na altura da cintura dele, enquanto a outra ele ocupava apertando seus seios.
Quando ele voltou te penetrar suas costas se arquearam, e você ajeitou suas pernas em torno da cintura dele, facilitando o encaixe dele. Como a posição das suas pernas facilitara a entrada dele, a mão que ele ocupava segurando sua perna, foi para o seu quadril, e ele fez o mesmo com a outra, assim dando mais controle para ele na hora de se movimentar, suas mãos estava sobre os braços dele onde você uma hora ou outra apertava quando ele te assustava com alguma estocada violenta.
Ficaram assim por um bom tempo até que você chegou ao orgasmo e ele apenas olhou com certa malicia você ofegante, mordendo os lábios e revirando os olhos.
Ele tirou o pênis dele de dentro de você e se masturbou por um tempo, até que o liquido dele encontrou um dos cantos interno da sua coxa.
— Da próxima vez eu vou querer gemidos — D.O falou te fazendo se sentar na mesa — ok?
— Ok — você concordou dominada.
Ele deu um beijo no seu pescoço e depois selou os lábios de vocês.
