Você estava saindo da escola com suas duas amigas quando viu uma boa parte dos alunos em uma rodinha, eles estavam gritando e a maioria segurava os celulares.
Vocês correram pra saber o que estava acontecendo, sua amiga Lívia saiu empurrando todo mundo pra ver o que todos estavam tanto olhando. Ela voltou com os olhos arregalados.
— O que foi Lívia? — você falava enquanto ficava na ponta dos pés para tentar ver melhor.
— Está tendo uma briga e quem está brigando é o Kris — ela dizia devagar tentando desacelerar a respiração.
— O QUE? — você gritou, mas por sorte ninguém notou por conta da briga.
— Calma
— Thaís disse, como se uma palavra fosse te deixar acalmar.
Você saiu correndo para o meio da multidão, empurrou com dificuldade algumas pessoas. Quando você chegou à frente da briga pode ver que Kris estava ganhando, mas tinha um corte na boca e o olho esquerdo dele estava meio roxo. O garoto que estava brigando acabou ficando por cima e dando um soco no nariz do Kris.
Você se desesperou, pediu para as pessoas que estavam ali tirarem ele de cima do Kris, mas parecia que todos estavam se divertindo com a briga. E por um instante tudo parou, você queria chorar por não poder fazer nada para ajudar.
Kris tinha ódio nos olhos, você não sabia de onde ele tirou tanta força para se levantar e dar chutes no estomago do garoto. Todos ficaram assustados por ele ter conseguido virar o jogo tão rápido.
Ele saiu andando, empurrando a multidão com força e xingando todos que demoravam a sair da sua frente.
Você foi para a mesma direção que ele, dando passos rápidos e largados para tentar o alcançar.
Passando por um beco, você pode ver uma figura alta encostada a uma parede com o cabelo loiro fumando um cigarro. Você parou para pensar se arriscava ou não.
Você foi até ele, mesmo sua mente avisando que ia dar tudo errado, que ele iria ser ignorante e você voltaria para casa tentando não chorar na rua.
Ele te olhou dos pés a cabeça e deu mais um trago. A boca dele ainda sangrava um pouco.
— Você está bem? — você tentava esconder o nervosismo.
— Isso te interessa? — ele soltou a fumaça e você se imaginou beijando aquela boca que parecia tão convidativa.
— Se não interessasse eu não estaria perguntando — você cruzou os braços tentando parecer intimidadora.
— Que pena que te interessa tanto porque não estou a fim de responder — ele jogou o cigarro em um canto qualquer.
Você sabia que ele era um ignorante, mal educado que só era legal com os amigos e com as namoradas que ele arranjava por ai, mas não pensou que seria tão difícil ter uma conversa decente.
— Só queria te ajudar porque olhando para você parece que “bem” você não está — você falou fazendo uma careta.
— Já que você quer me ajudar, você me ajudaria muito se limpasse meus machucados e fizesse curativos neles — ele disse, mas parecia que estava pensando em algo também.
— Tudo bem, mas aqui não tem nada para que eu possa fazer isso. Se você quiser podemos ir para minha casa, não é muito longe daqui — você cruzava os dedos torcendo para que ele aceitasse.
— Hoje é seu dia de sorte, pois só vou aceitar porque estou de bom humor — ele deu um sorriso cínico.
Você bufou pela ousadia que ele tinha em falar com você.
Você ia na frente enquanto Kris te seguia mancando, você até tentou ajudar ele a andar, mas ele esnobou sua ajuda dizendo que preferia ir sozinho.
Parecia que o destino estava conspirando ao seu favor. Você chegou a sua casa e sua mãe não estava.
Você deixou seus sapatos na porta e Kris fez o mesmo.
— Pode se sentar no sofá, irei pegar gelo e algumas coisas para cuidar dos seus machucados — você falou indo para cozinha.
Você estava tão nervosa por estar sozinha com Kris. Parecia que tudo que você tocava você deixava cair no chão e já era de se esperar que Kris falaria uma gracinha por isso.
— Você está querendo quebrar à cozinha? — ele dizia da sala.
Você bufou e seguiu para sala sentando ao lado de Kris.
— Além do rosto, onde está machucado?
— Minha costela está doendo — ele disse levantando a blusa e por alguns segundos parecia que o ar tinha acabado.
— Coloque ai — você entregou a bolsa de gelo rápido tentando disfarçar que a ação dele tinha mexido consigo.
Ele fez o que você pediu.
— Enquanto isso, vou passar gelo no seu rosto e depois vejo o que posso fazer para limpar sua boca — você segurou no rosto dele e o fez olhar diretamente pra você.
Você colocou o gelo em um pano e começou a passar no olho que estava roxo. Kris mantinha o olhar fixado em você, parecia que estudava cada movimento que você fazia.
E limpar a boca seria a parte mais difícil, ter que controlar a sua vontade de descobrir como era o beijo dele.
Você colocou um pouco de água em um algodão, se aproximou um pouco mais do rosto dele e com cuidado para não machucar mais começou a passar sobre o corte. Kris não parava de se mexer parecia que a aproximação tinha mexido com ele.
— E o que te levou a querer me ajudar? — ele quebrou o silencio.
Você pensou na hipótese de falar que gostava dele, mas também pensou na hipótese de dizer que ficou com pena e resolveu ajudar.
Mas agora era a hora, você contou até 3 em sua mente.
— É que eu gosto de você e quando soube que era você não briga fiquei desesperada — você contava os segundos para ouvir a risada dele e as piadas.
— E se eu disser que eu também gosto de você. O que você iria fazer? — uma ponta de esperança cresceu em você.
— Sério? Eu iria ficar feliz e se eu tivesse coragem iria te beijar — você dizia rápido por causa da vergonha.
— Não — ele deu uma gargalha e você ficou sem graça por ter criado esperança dele sentir o mesmo — Mas a parte do beijo pode acontecer — ele disse com malicia.
Você ficou sem reação quando ele cortou a única distancia que havia entre vocês e você pode sentir o gosto dos lábios dele.
Ele fez você sentar em seu colo de frente para ele com cada perna ao lado do corpo dele.
Você tentou aprofundar o beijo, mas ele impediu.
— Calma, não tenha pressa — e você pensou no porque de todos terem a mania de achar que a palavra “calma” deixaria a pessoa calma.
Kris foi passando os dedos firmes pela lateral do seu corpo, você não conseguiu evitar se arrepiar com seus toques. Com delicadeza ele foi tirando a sua camiseta da escola e você fez o mesmo com a dele.
Os lábios dele foram parar em seu pescoço dando selares que te deixavam cada vez mais excitada. Você rebolou em seu colo e Kris deixou escapar um gemido rouco.
— Acho que vamos ter que resolver isso em outro lugar. Onde é o seu quarto? — ele disse dando uma mordida em seu pescoço.
— Subindo as escadas, ultima porta a direita — você respondeu com os olhos fechados tentando analisar a pergunta e pensar se deu uma resposta coerente.
Kris se levantou ainda com você em seu colo, você envolveu suas pernas na cintura dele enquanto ele subia as escadas. Ele entrou em seu quarto, te deitou na cama e foi em a porta para trancar.
— Não queremos ser vistos né? — ele deu um sorriso sarcástico.
Você assentiu lembrando que sua mãe poderia chegar a qualquer hora. Não seria legal ela entrar em casa e escutar gemidos vindos do seu quarto.
Kris se encaixou no meio de suas pernas e você soltou um gemido abafado quando ele apertou com um pouco de força as suas coxas. Ele distribuiu beijos do seu pescoço até sua barriga.
Kris fez questão de deslizar os dedos por toda a suas costas só para sentir você se arrepiar. Seu corpo parecia ter vontade própria correspondia a cada toque que ele dava.
Ele soltou seu sutiã que a um bom tempo já estava te incomodando, mordiscou seus seios e deu chupões que provavelmente deixaram marcas horríveis.
O garoto foi descendo com os beijos até parar na abertura da sua calça, você o olhou hipnotizada.
Aquilo tudo estava acontecendo? Kris estava mesmo em sua cama tirando sua calça?
Você levantou um pouco o corpo para facilitar que ele retirasse por inteiro sua calça e sua calcinha, aproveitando que ele estava de joelhos na cama para tirar as ultimas peças dele também. Seus olhos percorreram por toda a extensão do corpo dele parando no volume que já era notável.
Ele retirou totalmente a própria calça junto com a cueca box branca, você o analisou bem tentando decorar cada movimento que ele fazia para guardar em sua memoria.
Kris passou a língua pela sua virilha, você deu um leve suspiro pela empolgação e pelo descontentamento por ele não ir logo ao ponto. Ele queria te ver implorar.
— Por favor, Kris — você pediu manhosa.
— Por favor o que amorzinho? — ele deu uma mordida em sua coxa.
— Você sabe — sua voz saiu chorosa.
— Não, eu não sei — ele sorriu.
— Eu quero você dentro de mim — você tentou fazer uma voz sensual.
Ele deu um sorriso vitorioso. E voltou a aproximar os rostos de vocês, no qual ele fez questão de olhar fixamente para seus olhos, te fazendo corar.
Sem avisos ele te penetrou, o encaixe parecia perfeito. O íntimo dele foi entrando em seu interior aos poucos, ele começou com estocadas lentas que te faziam pedir por mais.
Kris acelerou os movimentos e com um mordida puxou seus lábios para ele iniciando um beijo.
Seu corpo estremeceu, suas pernas bambearam e Kris deu um sorriso orgulhoso por ter feito você chegar ao ápice.
As estocadas continuaram, mas agora eram mais lentas. Você sentiu o liquido dele preencher seu interior, você deu beijo no ombro dele significando que tinha gostado.
Ele saiu de dentro de você e deitou ao seu lado. Seus olhares se encontram e você não pode conter o sorriso ao olhar para ele.
— Você não foi tão ruim como eu pensei — ele disse dando uma risada.
Você bufou e deu um suspiro decepcionada.
— É pra eu entender isso como um elogio?
— Entenda como quiser, eu preciso dormir um pouco. Fiz muito esforço para um dia só — ele disse depositando um beijo na sua testa.
Você assentiu e acaricio o cabelo dele.
Quando você estava se descobrindo para se levantar da cama, Kris envolveu seus braços em sua cintura e você o olhou.
Esse dia ficaria para sempre em sua memoria.
