Você fez uma careta anormal enquanto olhava a bagunça em que se encontrava a casa da sua avó. Todos os natais eram a mesma coisa, seus primos mais novos correndo e gritando pela casa como mongoloides (Teve que assumir que por algum tempo, durante a infância, também já fez isso). Seus tios do lado de fora se elegendo os Reis do Churrasco e as suas tias fofocando na cozinha. Típico!
Seu 18º natal e nada havia mudado. Nem mesmo o seu desejo proibido. Olhou novamente para o seu lindo primo Hoya, parado de forma displicente na escada. Era pecado! Era proibido! Você não devia tremer dessa forma quando ele te cumprimentava com os três beijinhos. Não devia sonhar com ele imaginando como seria se ele finalmente te notasse e te pegasse de jeito.
Mas é óbvio que era apenas um sonho! Hoya sempre ia aos encontros familiares muito bem acompanhado e ainda por cima te tratava como uma menininha de cinco anos. Mas nesse ano ele estava sozinho.
Sua paciência tinha terminado. Chega de você ser tratada como criança! Chega de te fazer de paciente e só olhar de longe sem tirar uma lasquinha! Foi uma menina muito boa nesse natal e merecia um presente adequado. De preferência que o presente atendesse por Hoya.
Você bebeu mais uma dose de whisky escondida e foi para a cozinha, onde a maioria das mulheres com mais de 15 anos falavam mal da vida alheia.
— Hoya está com dor de cabeça — a mãe dele comentou com a sua mãe e você já que estava ao lado delas resolveu prestar atenção à conversa — Preciso levar um comprimido para ele, mas não posso deixar de mexer o molho — a mãe dele continua a falar.
— Oh, tia. Eu levo o comprimido para o Hoya — você disparou.
Quem te olhasse nesse momento conseguiria ver até mesmo uma auréola sobre sua cabeça, olhando mais atentamente, poderia ver também o teu rabinho de menina má.
— Faria isso por mim, ? — sua tia perguntou. Você sorriu para a sua querida tia e ela te entregou o comprimido e um copo de água e te pediu que fizesse companhia ao Hoya, já que ele não gostava de ficar sozinho quando estava doente.
Com certeza você faria companhia ao Hoya! E a melhor companhia possível, você podia garantir.
Subiu as escadas pacientemente e abriu a porta do quarto de sua avó e trancando-a em seguida. Hoya estava deitado de bruços com o travesseiro tampando a cabeça que devia estar explodindo com a gritaria lá em baixo.
Se sentou na cama, próxima ao garoto e o perfume dele intoxicou suas narinas, como ele conseguia despertar essas sensações em você? Sempre se perguntava.
Tocou o ombro dele e com cuidado o chamou. E com um gemido Hoya se virou lentamente na cama, quando viu que era você, um sorriso carismático se abriu nos lábios dele.
— Trouxe seu remédio — você falou — E vou ficar aqui te fazendo companhia.
— Não poderiam me arranjar enfermeira melhor — ele pronunciou.
Isso fez com que você arregalasse os olhos, ainda sem entender muito bem os sentidos das palavras dele, acabou ignorando o comentário e entregou-lhe o comprimido e o copo de água.
— Meu pai sempre tem dessas dores de cabeça, acho que tem haver com a minha mãe, que fica resmungando o tempo inteiro — Hoya riu e fez uma careta de dor — Eu posso fazer uma massagem em você, geralmente essas dores vêm do estresse e seus ombros estão tenso — você não pode conter o seu sorriso malicioso e tocou os ombros dele com carinho,apertou delicadamente os ombros de Hoya e começou a fazer a massagem. — Talvez seria melhor se você se deitasse e tirasse a camisa, Hoya — disse enquanto pensava que o momento não permitia perder oportunidades.
Ele colocou o copo na mesinha de cabeceira e tirou a camisa, expondo o corpo, agora, de um rapaz. Ele voltou a se deitar de bruços e você continuou a massagem sentindo a pele quente sob seus dedos.
— Isso é tão... Bom... — ele gemia deliciosamente te arrepiando — Não para.
Você queria aquele homem desesperadamente, precisava tê-lo de qualquer forma, por mais proibido que fosse, você não podia mais aguentar
E apenas essas palavras te deixaram mais fervente e te deram mais forças para investir naquela loucura em que você estava prestes a embarcar. Acabou dando um beijo no meio das costas dele e sentiu o corpo de Hoya estremecer, continuou acariciando seus ombros com as mãos enquanto percorria a linha de sua espinha com os lábios dando leves beijinhos. Oh, céus! O que estou fazendo?! você pensou.
— Eu te subestimei — ele falou.
Se afastou do corpo do rapaz e sentou ereta na cama, tentando ter certeza de que aquelas palavras tinham saído dos lábios dele.
Ele se virou para você e você perguntou temerosa:
— O quê?
—Por anos eu fiquei observando a minha pequena priminha se transformar em uma mulher desejável. Eu achava que você era tão intocável, pensei que não fosse para mim.
— Eu quero você, Hoya — disse no impulso.
Mas ali estava a verdade nua e crua, na realidade crua, não estava nua, ainda. O que mais você poderia dizer? Realmente o desejava com todo o seu ser, mesmo sabendo que não deveria nutrir aquele desejo pelo teu próprio primo.
— Eu também te quero, — ele riu enquanto te puxava para cima dele.
Os lábios de Hoya brincaram no seu rosto até chegarem aos seus lábios quentes. O sabor de Hoya era forte e você se entregou de vez, puxou-o para mais perto acariciando os encaixes de nossos corpos. Logo estava sentada no colo dele com as mãos de Hoya apertando firmemente todos os seus contornos.
A boca dele era sensual e sabia onde tocar, morder e te tirar do sério. Sentia as mordidinhas dele no seu pescoço e as mãos dele subiam seu suéter para tirá-lo, vocês se afastaram e o suéter passou no nariz dele o fazendo rir. O seu sutiã preto foi o novo alvo das mãos de Hoya que deslizaram para o seu fecho o abrindo sem dificuldade. Quando se deu conta, os seus seios estavam sob o domínio das mãos dele e teu corpo estava deitado na cama com Hoya entre suas pernas.
— Você é tão linda... — ele sussurrou na base do seu pescoço enquanto o lambia com sensualidade te delirando — Tão linda — agora parecia que ele sussurrava mais para si mesmo, do que para você.
Hoya tinha uma prática inegável no que se dizia respeito a sucções lentas e alucinantes, e provou isso quando sua boca e teu colo entraram em contato. Arranhou as costas dele com força para deixar a sua marca, ele gemeu de puro prazer e desceu as mãos para a sua calcinha a puxando com força para baixo, sem tirar a sua saia, deixando tudo mais erótico.
Dava pra ver que ele tinha pressa, já que tirou a calça e a boxer e as jogou no chão. Você também tinha pressa, queria logo o corpo dele dentro do seu, te enlouquecendo mais ainda.
Ele ergueu o rosto para te encarar e mesmo com os olhos semicerrados você pode vê-lo sorrir enquanto seus dedos percorriam o caminho das suas coxas em direção a sua intimidade. As primeiras carícias foram lentas até que ele te puxou de uma vez contra o corpo dele te penetrando com um dedo.
Você se abandonou, não lembrava nem ao menos o seu nome, apenas gemia sem controle sentindo o corpo trêmulo e febril pedindo mais e mais. Sabendo que Hoya te daria esse mais, você arranhou suas costas, agora deslizando seus dedos pelos bíceps e peitoral dele que eram tentadores demais para seus dedos. Ele aproximou a boca do teu ouvido para gemer e você se aproveitou da situação mordendo o pescoço dele e dando leves chupadas para equilibrar o grau de loucura no quarto. Hoya gemeu mais e você movimentou sua mão até chegar aonde você queria, no membro pulsante que parecia pedir e ansiar pelo seu toque firme e preciso.
Tocou-o com uma habilidade, movimentando a mão para cima e para baixo arrancando uivos e suspiros deliciados. Era muito bom ter o seu primo tão querido pedindo por você tão desesperadamente. Você deu um impulso e trocou de posição com Hoya que riu assim que os seus lábios entraram em contato com a barriga dele.
— Me diga o que você quer — você falou com sua voz calma e sedutora.
A pele de Hoya se arrepiou e a resposta saiu dos lábios dele em um gemido descontrolado.
— Você.
Resposta certa. E por ser um bom menino, Hoya teria o que estava querendo. Os dedos dele se embrenharam nos teus cabelos e deram um puxão agressivo, assim que seus lábios deram um leve beijinho na ponta do membro dele. E aquele não era nem o começo.
A sua boca começou a se movimentar de cima a baixo, engolindo e dando leves beijos enquanto sentia os dedos dele puxarem seus cabelos com força e alucinadamente pedindo mais e mais, querendo tudo o que pudesse oferecer a ele. E você tinha muito mais a oferecer. O rapaz puxou com mais força fazendo você encarar os olhos maravilhosos dele e sorriu se comunicando de um jeito que só os amantes entendem.
Na próxima etapa do clima, ele te puxou contra o corpo dele e inverteu suas posições, colando-os e misturando suor de vocês. A boca dele mordeu sua orelha, exigente e o sentiu te possuir com delicadeza, de um jeito sem igual. Hoya investiu uma vez e inconscientemente, teu corpo acompanhou seus movimentos, e conforme eles aumentavam de velocidade a cama de sua avó rangia mais alto.
“Pronto! Era só o que me faltava! Se a cama da vovó quebrasse eu não saberia como explicar!” Você pensou.
— Hoya... — você o chamou entre gemidos — A cama pode quebrar...
Ele não pensou duas vezes, te segurou com mais força, se levantou com você no colo e foi com você para o chão, dessa vez te deixando por cima e livre para continuar os movimentos, porém agora ele te segurava pelo quadril e recomeçou freneticamente até chegarem ao ápice do prazer.
O teu corpo relaxou e caiu em cima de Hoya que se mexeu desconfortável tirando teu sutiã de baixo corpo dele. Vocês riram e ele olhou em seus olhos.
— Acredita que eu não estou mais com dor de cabeça? — ele se pronunciou.
— Deve ser o comprimido — você brincou.
— Não sei — Hoya disse enquanto passava a mão pelo seu corpo displicentemente — Acho que foi a massagem.
Você riu e apoiou a cabeça no peito dele.
— Você e seus pais passarão o ano novo aqui também? — ele perguntou e você respondeu que sim, logo ele sorriu malicioso — Meus pais também. O que acha de uma enxaqueca, lá pelas sete da noite?
— No quarto do tio né? — completou — Porque se quebrarmos a cama da vovó, estamos fritos!
Olharam para a cama rindo e ele colocou uma mecha de cabelo atrás da sua orelha com um sorriso fofo.
— Feliz natal, — ele disse e voltou a te beijar.
E por fim você suspirou sentindo que, pela primeira vez, o seu natal foi diferente e graças ao seu desejo proibido.
