Jaehyo: Love in busan



Aquele de longe parecia ser um bom dia, havia discutido com seus pais por não entenderem como se sentia a obrigando estudar algo que não desejava, teria prova no primeiro período e o céu dava sinais de grande chuva por estar cinza de tantas nuvens carregadas.   
Caminhava cabisbaixa e lentamente até a biblioteca para devolver alguns livros que pegara emprestado para estudar e iria para a sala aguardar o momento em que começaria o teste, nem se importava com alguns pingos que começaram a entrar em contato com sua pele.  
  ? — Uma voz feminina familiar se fez presente.   
— Jeniffer, olá! — Cumprimentou sua amiga e colega de turma, também filha de embaixadores que tivera que mudar de seu país para a Coréia, mas pelo menos estudava o que queria.   
— Está tudo bem com você? Parece triste. — Indagou.  
— Não é nada de mais, apenas o mesmo de sempre com meus pais.  
— Entendo, mas não desanima, quando for independente, porque um dia será, poderá escolher o que quer, ou o destino irá cuidar para que use o que faz agora para algo que queira no futuro. — Como ela conseguia ter pensamentos positivos mesmo naquele tipo de dia?Você pensava e acabou por rir um pouco com aquilo. — E vamos depressa que essa chuva virá com tudo. — Continuou. 
Foram juntas até a biblioteca e em seguida para sala de aula conversando sobre qualquer coisa para diminuir aquele clima de tempo depressivo. Sentaram em seus lugares e não demorou muito até o professor de economia entrasse na sala, deu uma breve explicação, e informou que a prova seria sobre História do pensamento econômico e teriam de escrever uma redação baseada na Teoria de valor de Adam Smith.   
Parecia que você não havia estudado nada, era como se o assunto tivesse evaporado e você mal lembrava o que havia escrito, tudo era um grande branco em sua memória. Assim que venceu o tempo estipulado pelo professor de termino da prova o representante passaria para pegar a folha; quando o viu levantar de sua cadeira, logo seu coração parecia que ia saltar do peito, você e Jaehyo conversavam varias vezes por terem uma amiga em comum, mas ultimamente sempre que ele se aproximava  ficava assim, perdida, Jaehyo ria para cada um assim que pegava a prova, ele não era seu tipo ideal de garoto, mas desde que mudara para Busan o havia notado. Ele tinha os cabelos negros e seu perfume era meio amadeirado, tinha olhos grandes e amava o sotaque de garotos daquela região, mesmo tendo dificuldade com o coreano dali, já que havia acostumado e aprendido o de Seul.   
— Posso pegar a sua — Perguntou a encarando nos olhos.  
— Hum. — Foi a única coisa que conseguiu dizer e desviou do olhar do maior enquanto corava. Ouviu Jeniffer dar uma risadinha e entendeu que era visível o que estava acontecendo.  
— Ele já foi, pode desenterrar o rosto agora avestruz. — Ela gozava.   
— Ya! Para de rir.   
— Agora está até mais coreana, um!! — Continuava e não tinha como não rir da situação.   
Jeniffer disse que iria embora primeiro, pois havia combinado com os pais que os acompanharia mais cedo na viajem até Seul para o festival do fim de semana.  
— Nos encontramos lá?  
— Fazer o que? Posso declinar? — Respondeu em meio a um suspiro revoltado.   
— Poderia simplesmente não aparecer.  
 Sério?  
— Não, não tenha ideias absurdas, estava brincando, se você não for com quem vou me divertir?  
— Você tem razão, sou sua diversão. — Você fez como se estivesse emburrada.  
 Não foi...  
— Eu sei. Relaxa.
 Então, até amanhã.  
 Até.  
Você foi até a sala para as aulas seguintes e não desviou o olhar em um minuto sequer, não era porque não gostava de estudar aquilo que não iria se dedicar, aproveitou cada matéria e anotou tudo o que achou que seria necessário para o caso de provas surpresas ou não. A última aula teve seu termino por problemas com energia e acharam melhor dispensarem os alunos.  
— Ótimo, está chovendo e não podem vir me buscar. — Resmungou ao sair e ler a mensagem de seu pai dizendo que estava impossibilitado de buscá-la e sua mãe estava com ele.  
Respirou fundo e aproveitaria que a chuva não estava tão forte para pelo menos chegar à parada e para caminhar o mais rápido que podia, continuou até perceber que era em vão, afinal iria se molhar de qualquer jeito, então desacelerou os passos, passou poucos minutos até perceber que não estava se molhando mais.   
 Não devia ter trazido um guarda-chuva? Assim ira ficar resfriada. — Ele abriu um largo sorriso e você foi com a mão em seu próprio peito como se quisesse que o órgão dentro dele se acalmasse. Jaehyo a encarava.  
 Sai com a cabeça cheia de coisas e nem lembrei de trazê-lo. — Olhou para baixo.  
 Aconteceu algum problema? — Ele perguntou curioso enquanto começaram a caminhar e você riu. — Desculpe! Não precisa responder. — Ele passou a mão no cabelo e viu que o mesmo ficou um pouco sem graça.  
— Não precisa se preocupar, todos temos problemas com nossos pais.   
O silêncio se fez presente e logo chegara a parada de ônibus e em poucos minutos o ônibus dele chegou.   
 Toma, amanhã você me devolve.  
 Mas amanhã não temos aula.   
 Eh! Haverá uma festa aqui no alojamento dos novatos, seria legal se viesse.   
 Vou tentar. — Ele sorriu com sua resposta e  entrou no ônibus e enquanto o veiculo andava viu que ele acenou para você que retribuiu e depois riu se lembrando da cena.  
[...]  
  — Filha, precisamos ir, está na hora de acordar, temos horário para chegar a Seul. — Sua mãe a chamava sentando na ponta da cama e levou a mão até sua testa para acariciar.  
 Mom? — Você falou na própria língua com a mais velha.  
— Filha? Você está queimando de febre.  
— Estou bem. — Você insistiu.  
— Não está nada bem, está doente. Acho melhor você ficar em casa. — Até que aquilo não te incomodou. ficou agradecida por existir a possibilidade de ficar em casa sem ter que cumprir compromissos com seus pais.   
— O que há com ela querida? — Seu pai entrou.  
— Está ardendo em febre, vamos chamar alguém para olha-la, não tem condição de ir a Seul assim.  
 Posso ficar bem sozinha. — Eles nem se importaram com o que dizia, como sempre você pensou. "Nunca ligam para o que eu quero". Aquilo te frustrou ainda mais como no dia anterior.   
— Está decidido. Vamos ligar para ela... — Sua mãe finalizou a conversa com seu pai.   
— Se eu desaparecesse talvez se importassem com o que eu falo. — Falou em coreano. Mas eles puderam entender e o clima ficou tenso. Se cobriu com a coberta dos pés a cabeça e fechou os olhos, ambos suspiram pesados e saíram do quarto.  
Despertou e tudo estava escuro, já era noite, mas não tarde, eram por volta da 18horas e se levantou, já não estava com febre e foi para o  banheiro para tomar um bom banho. Saiu secando os cabelos até que olhou para o canto do quarto, o guarda- chuva foi a única coisa que conseguiu ver.   
 " — Eh! Haverá uma festa aqui no alojamento dos novatos, seria legal se viesse."Lembrou da frase do menino.  
— Por que não? — Falou a si mesma e foi para o closet se arrumar. Colocou um vestido preto um pouco florido, algo meigo, prendeu seus cabelos com um laço e colocou sapatilhas para que pudesse fugir da pessoa a quem estava aos cuidados.   
Estava pronta e desceu as escadas fazendo o mínimo de barulho possível  e lá estava a senhora que dormia em frente a televisão ligada.   
Saiu pela porta da cozinha para que a senhora não acordasse.   
 [...]  
Entrou meio sem jeito no local da festa e podia ver alguns rostos familiares, mas não pessoas com quem falasse muito, apenas colegas de classe que a cumprimentavam.   
— Hey! ! — Você se virou  
— EunJi. Tudo bem? — Abraçou a garota com quem adorava passar tempo conversando. Diferente dos assuntos que tinha com Jenny, com Eunji conversava sobre coisas bobas e saia para fazer compras e ir a cafés relaxar, alguém diferente da roda que convivia.  
— Estou bem. Não sabia que viria hoje.  
 Na verdade estou meio que fugida aqui.  
— Resolveu se rebelar? — Ela ria com os olhos e os dentes bem a mostra.   
— Mais ou menos. — Disse sem graça  
— Vamos dançar já que está aqui, não precisa ser quietinha. — EunJi me surpreendeu com isso e me puxou para onde estava outras meninas da sala que falavam sobre roupas e afins, falei com gente que nunca tinha me dado nem um oi até aquele dia.   
 EunJi, vou procurar algo para beber, estou com sede. — E realmente estava, mas aqueles assuntos não eram divertidos e queria sair um pouco.   
— Tudo bem, boa sorte em achar algo não batizado aqui.   
— Ok!   
Continuou andando em meio as pessoas que dançavam e bebiam como se fossem a ultima coisa que fariam na vida, elas sorriam e se divertiam umas com as outras, já havia ido em festas antes, mas não como aquela.    
— Você veio e está linda. — Jaehyo disse atrás de você que logo se virou para encara-lo assustada.  
 Obrigada. — Você corou.  
— Desculpe, te assustei?  
— Só estava procurando algo para beber.  
 Então, já tem muito tempo que chegou?  
— Na verdade não, mas encontrei a EunJi e fiquei um pouco com ela.   
 Ah entendi. Vamos procurar algo para você beber então.  
 Água se for possível. — Ele riu  
— Vou tentar. — Fez uma expressão divertida.   
Finalmente encontramos um lugar onde ainda havia água ali, mesmo sendo na faculdade, em meio aquele monte de universitários parecia impossível achar.   
— Obrigada por achar água pra mim. — Disse segurando o copo com as duas mãos como se fosse criança.  
— Não foi nada. — Sorriu. — Bom, eu vim buscar gelo,  quer voltar para onde EunJi esta? Ou pode ficar comigo e meu amigos.  
— EunJi está mais com as amigas dela, me sentiria um pouco deslocada.   
 — Então vou te apresentar meus amigos. — Ele a segurou pelo pulso e te puxou para fora onde um grupo de meninos bebiam.   
— Gente, essa é a !  
— A menina que você sempre fala que é da sua sala? — Disse um loiro rindo. O encarou e o viu ruborizar.  
 Esse é o Jiho, como já viu é um palhaço.   
— Prazer Jiho. — Me reverenciei.   
 Esses são Taeil, P.O e Min Hyuk .  
 Olá a todos.    
Todos foram muito simpáticos com você que logo se enturmou.  
— Você não vai beber? — Até aquele momento você era a única que não havia ingerido nada alcoólico.  
— Ah, eu nunca bebi nada disso antes. — Jiho estendeu um copo assim que terminou de falar.  
 Não precisa beber se não quiser. — Jaehyo puxou o copo da mão do amigo que fez um bico.  
 Só ofereci caso ela quisesse experimentar.   
— Eu posso? — Você perguntou incerta se devia mesmo fazer aquilo.   
— Claro que pode. — Jiho estendeu outro copo satisfeito. Não via maldade no olhar dele, apenas estava te deixando livre como o mesmo havia dito. Pegou o copo das mãos do loiro e fez careta ao beber o liquido um pouco amargo e forte que desceu rasgando pela sua garganta, sua expressão fez com que todos rissem.  
— O que achou? — Min Hyuk que até aquele momento não havia falado nada perguntou.  
 Forte. — Ele sorriu.  
— É assim mesmo, até você se acostumar com o gosto e começar a gostar. — Disse Taeil.  
Se limitou a beber demais, mas no 4 copo se sentiu meio tonta e resolveu parar por ali mesmo, se levantou para procurar um banheiro, mas se desequilibrou e sentiu alguém a segurar.  
— Eu acompanho você — Jaehyo estava um pouco desconfortável com os amigos dando bebida a nova colega.  
 Obrigada.  
 Saiu do banheiro e ele a aguardava olhando para o céu que tinha poucas estrelas, você se sentia leve e pesada ao mesmo tempo pelo efeito do álcool.   
— Vamos?  
 Você consegue andar sozinha?   
 Sim. — Soluçou e o menino tampou a boca para não rir de você  
 Pensei que não viria hoje, ouvi dizer que havia evento de embaixadores hoje.   
— Na verdade era para eu estar em casa, com a "babá" que chamaram por eu estar doente, foi por isso que fiquei. E escapei da senhora para vim  — Suspirou pesado e se lembrou de como seus pais eram e caso descobrissem que havia saído.   
— Se estava doente por que veio? Vou te levar de volta. — Ele se preocupou com você  
— Não, por favor! Me deixe esquecer quem sou pelo menos por hoje. — Segurou as mãos dele implorando que ele não negasse.   
 Ok! — Ele passou as mãos em seu cabelo e sorriu como se tentasse entender o que você sentia.   
A noite passava rápida e o frio aumentou, Jaehyo tirou o casaco que usava e a cobriu, todos os outros estavam mais pra lá do que pra cá e lhe renderam boas risadas, você já havia se acostumado com o gosto da cerveja e bebia agora bem pouco por Jaehyo, que havia pedido para não exagerasse por estar doente.  Seu celular vibrou e arregalou os olhos quando viu que se tratava de seus pais, se afastou o suficiente para que não escutassem o barulho e atendeu.  
— Hello?   
— Como está filha?  
 Estou melhor mãe.   
 Então onde está?  
 Como assim?   
— Voltamos para casa, mas não a encontramos aqui. Onde você está? —Ela perguntava irritada e isso a deixava ainda com mais raiva.   
— Você não tem ideia de como estamos preocupados? Você se esqueceu de quem é pra sair por ai assim? Se continuar assim... — Seu pai gritava ao pegar o celular de sua mãe e você o interrompeu.   
 Ou o que? Vão me obrigar a fazer a vontade de vocês como sempre? Sem fazer o que realmente quero? Sem me deixar viver? — Falou irônica e quase chorando, ia continuar, mas sentiu o aparelho sendo tirado de suas mãos e sendo desligado.   
— Não disse que queria esquecer quem era nem que fosse apenas hoje?  
 Sim. — Assentiu triste e  Jaehyo acariciou seu rosto percebendo seu desânimo e a fez encara-lo segurando seu queixo a fazendo olhar para cima.   
— Vamos?   
 Para onde?  
— Para onde você possa sorri como quando chegou. — Ele riu te puxando, te levou até o carro, fechou a porta, entrou e colocou o sinto em você.  
 Jaehyo?  
— Confia em mim. — Ele piscou e começou a dirigir.   
Jaehyo parou em uma estação de trem e ai sim começou a se perguntar para onde estavam indo, ele apenas ria com suas expressões. Mas ainda assim não disse uma palavra com ele. Ele comprou dois bilhetes e alguns lanches, pegariam o trem de 3 horas. Ele as vezes esfregava as mão para esquentar e coloca-las em seu rosto com medo de voltar a ter febre e piorar o que estava sentindo por conta da friagem, o trem chegou e vocês embarcaram, olhavam para a grande janela e você se encontrava pensativa e um tanto serio. só desviou os pensamentos quando sentiu que o moreno segurou sua mão e entrelaçou as dele na sua sem ao menos te olhar, como o vidro estava embaçado pelo frio gelado o viu escrever algo.   
"Você é ainda mais bonita quando sorri, espero que a veja sorrindo mais". Você deixou uma lágrima cair, mas estava feliz e ele a abraçou.  
 Posso contar uma coisa a você?  
— Claro, disse baixinho, mas audível.  
— Eu sempre reparei bastante em você, o como é bonita e doce, e dei um jeito de te aproximar de EunJi para que pudesse falar com você. — Ele corou quando o encarou.  
 Bem que achei estranho quando ela falou comigo de repente. — De fato havia sido meio estranho a aproximação entre as duas.   
— E sabe aqueles presentes e chocolates que ela mandava? Bem...   
— Era seus! — Você riu como boba.   
 Aish! Me sinto um idiota contando isso.   
 Acho que também tenho um segredo pra contar. A carta anônima que você recebeu de Valentine's day,  
 Na verdade eu já sabia. Quando você estava colocando sobre a mesa eu estava prestes a entrar na sala, mas você não pode me ver. Entrei 10 minutos depois para que não percebesse. — Aish! Você ficou atônita.   
 Por que não falou nada?  
 Por que era anônima. — Ambos riram. O sono veio nos dois que acabaram se rendendo. 
—  , acorda! Já chegamos. — Ele a chamava.
Você abriu os olhos preguiçosamente, mas quando viu o mar não escondeu o sorriso de satisfação, adorava o mar, mesmo em dias nublados, era tranquilo e amava ouvir o som das ondas e catar conchinhas, era uma lembrança boa que tinha quando era pequena e algo feliz que fazia com seus pais. Após usar o banheiro da estação para lavar o rosto, tomaram café em um pequeno restaurante.   
Se levantaram e iam conversando e rindo, você olhava cada traço dele, o jeito dele falar e o modo doce como ele a tratava.  
 Como é bom esse som, esse cheiro, sentir me livre. — Você disse se rodando sentindo os pés na areia. Jaehyo deixou que curtisse seu momento sozinha, sem a atrapalhar. Você corria das ondas, escrevia no chão, catava conchinhas e gritava com a água gelada te tocando.
— Como se sente? — Perguntou ele quando se sentou ao seu lado.
— Muito bem, e graças a você. Obrigada. — Sorriu com os olhos, estava agradecida de coração a ele.
— É bom saber que te deixei feliz.   
— Se eu pudesse não voltaria nunca.  
— Bom, isso eu não poso fazer, mas podemos passar o dia aqui.  
— Onde?   
— Venha. — Foram caminhando por cerca de uns 30 minutos até chegar em um lugar onde se encontravam pequenos chalés, Jaehyo pegou um vaso de flores que ornamentava a entrada e tirou uma pequena chave que pelo que parecia era da entrada.  
 Aqui é o chalé dos meus pais, sempre venho pra cá quando quero pensar. — Era aconchegante aquele local e quentinho, Jaehyo pegou um resto de madeira que tinha no canto do local e acendeu a lareira.   
 É muito bonito aqui.  
— Também gosto muito, quando quiser fugir de novo me chama para virmos para cá. — Disse se levantando. — Vou preparar algo quente para bebermos.  
Você começou a sentir muito frio e tremia, tocou sua testa e viu que sua febre havia voltado e muito forte. Jaehyo percebeu ao voltar e a deitou na cama na cama  
[...]  
Ele pressionava um pano úmido  em sua testa quando recobrou a consciência e abriu os olhos sentindo ainda o seu corpo odo quente ao respirar.  
— Se sente melhor? — Ele parecia ainda mais preocupado.  
 Sim. — Você se sentou.  
 Vamos esperar um pouco até que esteja completamente recuperada para voltarmos. — Ele se levantou e você o segurou.  
— Não, fica aqui.  
 Eu só vou deixar isso ali.  
 Não, por favor. — Falava com voz falha.   
— Ok ok. — Ele se deitou ao seu lado e alisava seus cabelos, você o olhava e não diziam nenhuma palavra sequer, a cortina branca balançava com o vento que entrava no local . Você passou as mãos pelo rosto do menino que fechou os olhos e logo você fez o mesmo, quando voltou a abrir os olhos ele a encarava com um sorriso maroto.  
Decidiu que levantaria para tirar aquele suor de febre do corpo e Jae prepararia algo para comerem, ou tentaria encontrar algo, pois não havia levado muita coisa já que nada havia sido planejado. Você entrou no banho e sentindo a temperatura da água até achar que estava agradável, soltou os cabelos lentamente e começou a se molhar, lavou o rosto e logo entrou de corpo inteiro sob o chuveiro, fechou os olhos sentindo a água morna lavar sua face e só parou quando sentiu que precisava respirar,  ia pensando em tudo o que tinha acontecido nas ultimas horas e em como enfrentaria seus pais , como reagiriam caso soubessem que ficara bêbada em uma festa universitária, havia fugido com um garoto para outra cidade e ficado em um chalé apenas com ele. Pensava em como se sentia viva ao experimentar e fazer coisas seguindo o coração pela primeira vez. Você apenas deixava a água escorrer e seus pensamentos fluírem por um longo tempo, mal escutara que o moreno havia batido na porta algumas vezes e por falta de resposta causou uma certa preocupação no mesmo.   
— Você está bem — Jaehyo entrou no banheiro acanhado.   
— Sim, estou bem.
— Ok! Desculpa. — Ele saiu apressado dali cheio de vergonha e você deu um meio sorriso de canto.   
Saiu envolta em uma toalha que o maior havia lhe entregado e foi em direção ao quarto onde viu que Jae estava deitado, ele descansava com seus olhos fechados e a respiração leve, então resolveu que apenas contemplaria aquela imagem por alguns segundos, se aproximou sem que fosse percebida e olhou seu rosto de perto, mas seu coração parecia confuso e descompassado quando ele abriu os olhos e a encarou, um sustentava o olhar do outro e ele foi sentando deixando seus rostos bem colados, a tensão pelo desejo desperto passava por todo o seu corpo a fazendo sentir calor e percebera que ele sentia o mesmo, Jaehyo passou a costa da mão acariciando seu rosto e levou a outra mão até a sua nuca te puxando para um selar, acabou por fechar os olhos e apenas sentir, deu autorização para que ele aprofundasse o beijo e ele fez com que sentasse em seu colo, ele mordia e puxava o seu lábio inferior e os selava novamente, suas mãos foram para o cabelo do maior que a envolveu e a virou sobre a cama ficando por cima. Eram macios e doce, cada beijo sentia como se fosse único, eram leves os toques e os dedos dele iam percorrendo seu corpo seminu, as suas mãos iam correndo pelo corpo dele e as colocou por baixo de sua blusa, suas mãos estavam geladas e o corpo quente do garoto respondeu de forma engraçada, foi subindo as mãos até que a blusa já não estivesse mais nele, os selares dele voltaram e desciam do pescoço até o colo, ele a fazia arrepiar passando de leve as pontas dos dedos sobre algumas áreas de seu corpo lhe provocando excitação, iam intensificando a cada sinal que o corpo dava de que precisavam de mais. Por fim o maior resolveu tirar a única peça que a cobria e os selares percorriam um caminho mais longo, selava seus braços e barriga, mordia de leve sua cintura, você arfava . Jaehyo apalpava com precisão suas coxas e teve um pouco de receio se devesse tocar seus seios, você sentiu a "timidez" dele e pegando uma das mãos do moreno o conduziu em como queria ser tocada naquele local, ele por instinto abocanhou um, o que a fez rir de satisfação, ele passava a língua e eles enrijeceram. Jaehyo deslizou uma das mãos levando até sua intimidade e começou a massagear ali e depois com movimentos circulares via você se contorcendo, por sua vez, você começou a passar a mão pelo volume coberto pela calça que em poucos minutos foi retirada pelo mesmo, ele colocou o órgão ereto em sua intimidade as roçando e assim provocando ainda mais o desejo de que ele entrasse em você, quando a sentiu ficar bem umedecida, sem muito esforço a penetrou, ele ia com força, mas sem a machucar, começou devagar e você segurava o lençol os prendendo com as mão  em punho, quando Jae aumentou a velocidade, suas pernas cruzaram na cintura  dele e suas mãos foram para a corta do mesmo a arranhando, ambos suavam mesmo com o clima frio, ele a encarava rindo e você correspondia da mesma forma, estavam ofegantes e o gemido de ambos surgiam, você estava chegando ao máximo do prazer e os espasmos e a sensação boa de dormência pelo corpo começaram, Jaehyo começou a sentir em seguida e a velocidade ia diminuindo, quando finalmente atingiram, Jae caiu tentando controlar a respiração e a acolheu em seus braços selando o topo de sua testa.   
[...]  
  O trem ia andando e podiam ver o pôr-do-sol maravilhoso de um dia nublado junto a visão do mar, você inclinou a cabeça encostando  nos braços do maior que a envolveu ainda mais em seus braços, não se importava com o que viria a seguir, aquele era seu dia livre, o que aconteceria ao chegar já não a preocupava naquele momento. Queria apenas sentir aquele momento terno mais um pouco.