Jimin: Coffee and TV



A mochila não é o que define um mochileiro. Não basta encher uma mochila de tralhas e por o pé sem rumo no mundo. O que te torna um mochileiro são seus ideais, sua paixão pelo descobrimento de novas culturas e seu espírito que clama por liberdade [...]; foi exatamente isso que você leu no blog de um rapaz que abandonara tudo para seguir seu sonho de descobrir o mundo com suas próprias pernas.
— Meu espírito livre clama por liberdade também! — gritou sozinha em frente ao computador.
— Seu espírito clama por uma chinelada! A louça não será lavada sozinha! — sua mãe berrou da cozinha.

● ● ●

Fazia mais de dois anos que você largara os planos de uma vida monótona cheia de rotinas, pela trilha incerta de aventuras como uma mochileira. Nada de cursinho preparatório, nada de vestibular, nada de trabalhar oito horas por dia atrás de uma mesa num escritório fechado e sem a luz do sol. Agora, suas pernas lhe levariam aonde seu coração desejasse ir: esquerda, direita, para baixo e para cima.
E foi assim que você saiu do Brasil rumo à Argentina, Bolívia, Chile e Panamá; seguiu caminho junto a um pequeno grupo que pretendia embarcar numa passagem só de ida para Portugal, mas ao tocar os pés no solo português, trocou sua direção para Espanha. Se perdera na beleza da cidade e ficara mais um dia antes de iniciar sua rota até a Índia. Apesar de sua pouca experiência, já ouvira de outros mochileiros que deveria tomar cuidado dentro do país, porque mesmo sendo mochileira, ainda era uma mulher e a sociedade indiana era bastante preconceituosa e machista. Ficou receosa e resolveu não se aventurar sozinha por aquelas bandas; seu coração traçou o novo rumo, Japão.
Como o que não lhe faltava era vontade, percebeu que teria de se programar melhor e acabou ficando presa na Espanha. Levou alguns dias para conseguir visto e calculou que a forma mais econômica de se chegar era viajando de avião para um país próximo e depois trocar o voo rumo a Tóquio. E assim foi feito, chegou a Xangai e ainda no mesmo dia embarcou em outro voo, rumo ao seu destino.
Com mais calma, resolveu se dedicar a conhecer melhor a cultura japonesa e ficou encantada com seu tradicionalismo. Nesta mesma viagem, encontrou outro mochileiro que lhe indicou visitar outros países tradicionalistas como o Japão: Coreia do Sul, China e Indonésia. Pensando em sua programação, percebeu que poderia fazer uma única viagem da Coreia para a China e depois voltar ao Brasil para juntar dinheiro e visitar a Indonésia; estava tudo decidido.
            […]
— Ou essas pessoas não entendem o que eu falo e eu não entendo o que elas querem me dizer. — resmungou.
Fazia duas horas que você desembarcou em Seul e não estava obtendo algum tipo de progresso. Seu objetivo era conhecer algum templo budista ou bairro tradicionalista, mas sua comunicação estava desarranjada. Suspirou como forma de reprimir o desânimo.
O mapa do seu coração estava sem bússola e o jeito era desembolsar uma graninha para comprar um guia que apontasse os pontos turísticos da região a qual se encontrava. Remoendo-se por dentro, voltou ao ponto de partida e entregou o dinheiro cambiado. Leu as informações minúsculas em inglês destacadas na borda do guia e não se sentiu satisfeita com o mesmo.
— Japonês e coreano não é a mesma coisa? Por que todos esses simbolozinhos e uma frase única em inglês? — lamentava.
Se guiando pela sorte, resolveu tomar um trem rumo a alguma cidade mais próxima ou qualquer lugar que despertasse o seu interesse. No fundo, sentira-se enganada pelo outro mochileiro que lhe indicara Seul; a Coreia não estava fazendo jus a propaganda que lhe foi apresentada. Seu estômago começou a lhe incomodar e suas mãos foram levadas rapidamente a barriga, com intuito de amenizar a dor pela fome.
Ficou nessa enrolação até não aguentar mais e resolveu que sim, teria de descer ali e procurar um hostel*, pois seu corpo e sua mente não estavam trabalhando em conjunto. Saiu da estação e apertou as alças da mochila; o lugar parecia ser grande, mas o movimento não era tão intenso e isso poderia ser um motivo para se preocupar. Seria algum feriado ou o lugar era pacífico assim mesmo?
Olhou o guia e entendeu o sinal desenhado acima da quadra do mapa, uma lancheria. Caminhou apressadamente e envergonhada sentindo olhares curiosos sobre si; provavelmente não havia muitos estrangeiros naquela região. Avistou ao longe o local fechado e parou instantaneamente, o desespero tomou conta de si.
Cansada, encostou-se ao lado de uma escadaria e resolveu esperar um pouco. Sentiu o cheiro de comida vir do andar de cima e avistou um grande letreiro acima de si mesma, com letras garrafais e uma legenda transcrita em inglês: Alice Table. Sorriu consigo mesma; não morreria de fome. Subiu as escadas indo de encontro a um local pequeno e aconchegante, porém, pouco movimentado. Acomodou-se numa pequena mesa, perto da janela, e observou a decoração. Espantou-se ao ver vários bonecos e fotografias que lhe lembravam “Alice no país das Maravilhas”.
Ficou tão abobalhada que não percebera o jovem atendente parado em sua frente com uma caderneta nas mãos. Ele disse algo em coreano e você sentiu-se confusa. Ao apontar para o bloco em mãos, entendeu que ele queria saber o que desejaria pedir.
— Você fala inglês? — perguntou aflita.
— Sim, moça. — sorriu amigavelmente — O que vai pedir?
— Eu quero comida! E nada de salada! — sorriu satisfeita.
— Comida?
— Isso! Arroz! Frango! — disse gesticulando com as mãos.
— Hum... Moça, aqui não servimos isso...
— Não? Por quê?
— Talvez porque isso seja uma cafeteria? — ele perguntou divertido.
— Moço, me desculpe parecer uma miserável, mas... — você agarrou o avental do rapaz — Eu estou morrendo de fome!
— Você quer olhar o menu?
— Está em inglês?
— Não, mas...
— Quer me matar moço? Eu não sei como cheguei aqui... — dramatizou um infarto — E não entendo hieróglifo, como vou ler o menu?
O rapaz parecia estar se divertindo com o que parecia ser a sua desgraça. Ele pôs a mão no queixo e começou a pensar no que fazer. Chutar você para fora ele não iria, já que ia pagar; mas com toda aquela situação, tudo era possível.
— Eu traduzo para a senhorita! — disse confiante.
— Eu te amo, moço! — você deu espaço para ele sentar ao seu lado e ele o fez ruborizado — O que está escrito aqui?
— Café expresso...
— E onde fica a parte da comida?
— Hum... Os bolos, você quer dizer?
— É!
— Não acha melhor eu sugerir algo? A senhorita vai demorar muito... Acho.
— Claro! — sorriu.
— Está bem, voltarei logo.
Enquanto o rapaz se ocupava com seu pedido, resolveu olhar melhor a cafeteria. Levantou e saiu caminhando ao redor do local quase vazio. Não percebeu uma presença vinda por trás e tomou um susto com o rapaz que voltara do nada. Ao mesmo tempo, bateu as costas contra um armário de vidro e viu o sorriso do rapaz desaparecer junto com o que deveria ser a cafeteria; como num efeito dominó, o armário tombou e levou tudo aquilo que estava próximo. O que antes era um lindo local aconchegante se transformou numa pilha de cacarecos. Hoje era o seu dia de sorte.
Os donos do estabelecimento que estavam atrás do balcão, não tinham um semblante muito agradável. Eles se aproximaram e começaram a apontar para os objetos destruídos, enquanto o rapaz anotava algo no bloco em mãos. Sem entender nada, você foi chamada para sentar a mesa enquanto o rapaz lhe esticava o bilhete arrancado do bloco.
— Este é o preço de tudo o que você destruiu. — ele disse segurando o riso — Só pode ir embora quando pagar.
 Foi muito caro?
— Depende do que é caro para a senhorita...
— Me deixe ver isso aqui. — você contou o número de zeros no papel e ficou branca de susto — Moço... Isso vai custar todo o dinheiro que eu tenho e mais o que eu não tenho!
— Sinto muito, eles não vão deixar você sair sem pagar.
— Olha... — você entregou ao rapaz todo o dinheiro que possuía — É tudo o que eu tenho... Eu não tenho mais nada além da mochila.
— Hum... Eu vou contar a eles, fique aqui.
Você acenou com a cabeça e o rapaz se dirigiu ao escritório, fechando a porta atrás deles. Sem ouvir gritos ou vozes, seu coração batia descompassado; estava assustada. Mais alguns minutos até o rapaz aparecer acompanhado e explicar o acordo que poderia ser feito para aliviar o seu lado.
— A senhorita trabalha aqui até pagar o que falta e eles ficam com a mochila nesse meio de tempo como garantia de que não vai fugir. — ele olhou fundo em seus olhos —Desculpe, é tudo que podemos fazer ou denunciar a polícia.
— Está certo... — engoliu em seco — Eu entendo, mas, por favor, não me prendam! Eu trabalho, eu fico aqui o tempo que for!
Seus olhos marejaram e você se forçou a não chorar na frente deles. Entregou sua mochila nas mãos do gerente e sentiu-se sem direção. Sua farda de mochileira havia sido retirada e você voltou a ser um pássaro engaiolado, num país estrangeiro.
Sem um lugar para ficar, sem o conhecimento da língua, você estava definitivamente perdida. Após o tumulto, o expediente fora encerrado e você foi falar com o rapaz.
— Moço, o que eu faço? Não tenho um lugar para ficar, não tenho dinheiro e não conheço ninguém, nem mesmo você.
— Meu nome é Jimin. — ruborizou e olhou para o lado — Agora nos conhecemos.
— O meu é , eu sou mochileira! — disse entusiasmada.
— Mochileira? — você afirmou com a cabeça — Daqueles que viajam por tudo?
— Sim! Eu mal vejo a hora de botar o pé na estrada novamente!
Vocês dois riram. Você havia ficado admirada com o sorriso do rapaz e por impulso tocou sua bochecha quando ele sorriu. Ele se assustou e recuou. Você se desculpou e disse nunca ter visto os olhos de alguém ficar daquele jeito quando sorrisse.

● ● ●

—  , isso não é um hieróglifo, é hangul!
— Pois eu acho que é um monte de bonequinhos em posições do Kamasutra...
Jimin ria de você. Já fazia seis meses que estavam convivendo juntos sob o mesmo teto — dos pais do rapaz, claro —. Você havia descoberto que Jimin tinha o sonho de se tornar um artista reconhecido em todo o mundo e para isto estava juntando dinheiro para morar em Seul. Ele trabalhava quatro dias por semana para pagar uma escola de dança, a qual frequentava todos os dias, exceto aos domingos, que ele dedicava a te ensinar coreano ou levá-la para passear na garupa de sua bicicleta.
Vocês se aproximaram naturalmente um do outro, como bons camaradas, principalmente por estarem morando juntos. Você contava seus planos de viagens para Jimin e o rapaz fazia muxoxos e dizia que você deveria se aquietar num lugar só, como uma pessoa normal faria. Você implicava com o rapaz lhe prometendo que se acomodaria quando encontrasse algo que lhe fizesse permanecer de verdade em algum lugar.
Naquela semana, Jimin parecia estar realmente exausto. Então, como sentiu empatia por vê-lo dormir tão profundamente, você decidiu deixá-lo dormir o dia todo e trabalhar sozinha na cafeteria. Teve alguns problemas sem o rapaz ali para traduzir o que os clientes pediam, mas com seu jeitinho, aos poucos tomou conta da situação.
Os pais de Jimin sinalizaram para você que já podia ir para casa porque fechariam mais cedo. Concordou com um aceno e guardou o avental atrás do balcão. O céu estava nublado, pronto para desabar um aguaceiro a qualquer momento, mas seus pensamentos não estavam ali, estavam com Jimin.
Os grossos pingos de chuva começaram a cair enquanto você caminhava devagar pela rua, sem importar-se de pegar um resfriado ou coisa do tipo, afinal, já havia encarado todo o tipo de clima durante suas aventuras como mochileira. O que estava lhe incomodando é que não sentia falta de guiar-se por uma estrada com direção a um lugar qualquer, mas o comodismo por estar perto de Jimin e gostar disso.
Ultimamente, seus pensamentos iam de encontro com a figura do rapaz. Gostava tanto de como ele ruborizava quando estava por perto, de como ele chamava seu nome quando acordavam juntos pela manhã e de afagar seu cabelo em domingos de chuva, como hoje; só que não era domingo.
Chegando à residência, percebera as luzes ainda apagadas e concluiu que Jimin ainda estava dormindo. Entrou pé ante pé, tentando não fazer barulho e seguiu em direção ao quarto. Jimin ainda dormia profundamente e você não resistiu em se aproximar para observá-lo por mais um tempo. Esquecendo-se de que estava encharcada pela chuva, acabou deixando respingos de água caírem sobre o rosto do rapaz, fazendo com que o mesmo acordasse e te encarasse surpreso.
Jimin estava encolhido contra a parede, provavelmente surpreso por te ver sobre ele, com as cobertas escondendo seu corpo. Seus olhos repousaram sobre os músculos definidos dele e sentiu um calor intenso percorrer por todo o seu corpo, deixando-a molhada.
— Jimin... — suspirou involuntariamente o nome dele.
—  , você está delirando? Está febril? — ele afastou as cobertas para o lado, se aproximando repentinamente e tocando seu rosto — Por que está toda molhada?
— Está bem pior aqui embaixo... — corou e olhou-o de soslaio — Você não entendeu, né? Jimin?
Jimin estava olhando fixamente para o seu rosto, envergonhado. Acreditou, então, que sim, o rapaz havia escutado e entendido tudo. A sua roupa molhada estava pesada e começou a incomodar. Você abraçou seu corpo, ruborizada, e encarou Jimin com seriedade.
— Jimin... Se me olhar assim mais um pouco, vou pensar só em sexo. — ele engoliu em seco — Você não é criança e sabe que é gostoso... Por isso, pare de me olhar assim.
— Assim? — ele fitou você seriamente — Assim como?
— Assim! Sendo todo sexy... Pare de morder o lábio!
—  , não estou fazendo nada... — sorriu e apertou os lábios entre os dentes —Não acha que está tudo na sua cabeça?
— Eu vou te bater.
— Mas eu ainda não fiz nada... — pegou sua mão esquerda e passou sob o abdômen rijo — Você quer? Você me quer, é isso?
— Eu... — deu adeus a sua sanidade — Sim, eu quero você.
— Ótimo... — sorriu satisfeito e envergonhado — Mas eu não tenho experiência com aquilo, está bem? Posso acabar não satisfazendo você.
— Posso beijar você? — ele concordou e você lhe deu um selinho — Aquilo, Jimin, chama-se sexo... E não há nada de feio ou errado em gostar ou desejar fazê-lo.
— Eu quero fazer sexo... Agora.
Jimin podia ter um corpo de adulto, mas ainda era um adolescente experimentando sua puberdade. Você ajoelhou-se a frente de Jimin e cruzou os braços ao redor do pescoço do rapaz, sentindo a respiração do mesmo bater em seu pescoço. Apertou-o num abraço, fechou os olhos e inclinou seu rosto para esquerda, de modo a encaixar o lábio inferior dele entre os seus. Você também foi envolvida num abraço, enquanto Jimin tentava seguir seus movimentos de beijar; ele parecia ser mesmo inexperiente nisso.
Ao sentir você dar uma mordida mais forte em seu lábio, ele gemeu e entreabriu a boca, momento este que você aproveitou e escorregou a língua para dentro da mesma. Beijava-o gentilmente, de forma que pudesse ser acompanhada e separou-se uma vez ou outra só para vê-lo lhe tomar os lábios de novo. Ele também tentou explorar sua boca com a língua e você apenas lhe cedeu à passagem. Ficaram assim mais alguns minutos, até você sentir uma enorme vontade de despi-lo. Aguentaria mais um pouco, afinal, o importante era que Jimin estava curtindo aquele momento pessoal de vocês.
Separou-se de uma vez dos beijos do rapaz e desceu uma pequena trilha de chupões e arranhões com os dentes pelo pescoço, eriçando-o os pelos.
—  , eu quero beijar você também... — ele suspirou ao sentir a pressão de seus lábios sobre a pele exposta do pescoço.
— Me deixe curtir você mais um pouquinho... — desceu as mãos pelo corpo do rapaz apertando seu quadril — Como você é gostoso...
—  , não diga isso... — ele ruborizou instantaneamente.
— Está com vergonha? — você levantou o rosto dele com as mãos — Não deveria se sentir assim... Gostoso, gostoso e gostoso!
— Eu sou quem deveria dizer essas coisas para você... — suspirou — Porque estou sendo o passivo? Apesar de saber que sou gostoso...
— Isso, gostoso... Muito gostoso.
—  , posso tirar sua blusa? — pediu manhoso.
— Quer que eu tire?
— Não! Eu quero tirá-la!
— À vontade... — você levantou os braços sinalizando sua rendição.
Jimin subiu desceu as mãos sobre os seus quadris e segurou a barra de sua blusa, puxando-a para cima e revelando sua pele úmida pela chuva. Ele deixou sua blusa escorregar da cama ao chão e deslizou as mãos pelas suas costas, aproximando novamente seus rostos. Você fechou os olhos esperando que ele viesse até si, mas o rapaz não se mexeu.
— Jimin, você vai ficar parado me olhando? — perguntou ainda de olhos fechados — Se não fizer alguma coisa, vou começar a ficar envergonhada.
— Abra seus olhos... — você negou num aceno — Abra, por favor... Eu realmente quero olhar para você.
Você abriu seus olhos vagarosamente e direcionou seu olhar ao rosto do rapaz, que demostrava nitidamente estar tão envergonhado quanto você. Suspiraram pesado e, enfim, fecharam novamente seus olhos até sentirem a maciez dos lábios um do outro se encaixarem perfeitamente num beijo terno.
Jimin acariciava suas costas e você deixou suas mãos se guiarem pelo abdômen do mesmo, envolvendo-o num abraço. Você sentia a respiração quente de Jimin contra seu rosto e o coração descompassado dele contra seu peito. A escuridão dentro do ambiente aumentava seus desejos de acabar com toda e qualquer inocência que ele possuísse.
As mãos dele subiram ao fecho do sutiã, tentando abri-lo em vão; ele estava nervoso e parecia desconcentrado por escolher entre beijá-la ou despi-la. Você lambeu o lábio inferior dele e afastou-se. Levou as mãos até as alças da pequena peça e deixou que caíssem por si próprias de seus ombros aos braços.
— Parece que tivemos uma pequena falha técnica aqui... — você sorriu abrindo o fecho de seu sutiã — Deixe-me ajudá-lo com isso, é difícil até mesmo para mim que sou mulher...
— Desculpe... Devia ter pedido antes.
— Não peça desculpas... — você levou as mãos dele pelo contorno de sua barriga até cobrirem seus seios — Você pode me tocar aqui e aonde achar que deve... Sexo só é gostoso quando ambos estão tendo prazer.
— Posso lambê-los? — você corou e concordou num aceno — Eu sempre quis te sugar...
— Não me pergunte coisas assim... Só faça.
— Por quê?
— É constrangedor dizer a um rapaz para me lamber...
— Eu não acho... Pelo menos eu posso saber como você gosta de fazer... — ele hesitou, abaixou o rosto e apalpou seus seios levemente — De fazer sexo.
Jimin se inclinou sobre você, fazendo com que se deitasse na cama e apalpou-a com vontade. Descobriu seus mamilos escondidos pelas mãos, e abriu a boca com intuito de colocá-los dentro da mesma. Jimin soprou em direção aos seus mamilos e passou a língua coberta de saliva por toda a pequena extensão, lhe fazendo arfar e segurar os cabelos do rapaz.
— Eles estão ficando empinadinhos... — ele segurou o bico de cada um dos seus seios, apertando-os com delicadeza — Tão durinhos... Estão assim porque eu excitei você, ?
— Sim...
— Sua voz está saindo arrastada... — sorriu — Eu gosto disso.
Jimin se curvou novamente, sugando seus mamilos enrijecidos e apalpando-os. Sua voz escapava em sussurros e suas mãos apertavam os músculos do rapaz, que te pressionavam contra a cama. Suas mãos desceram pelas costas dele em direção ao elástico da calça de moletom que o mesmo usava. Seus dedos passeavam pela costura da calça, puxando-a para baixo e deixando visível o cós da cueca preta que ele usava. Você não resistiu em levar as duas mãos para dentro da cueca, apertando as nádegas salientes de Jimin, que gemeu contra seu peito.
Você, tendo Jimin deitado sobre seu corpo, apoiou os polegares na barra da calça e começou a descê-la junto da cueca do rapaz. Tendo dificuldades em puxá-la mais, apalpou-o com gosto e esperou que ele olhasse para si, novamente.
— Jimin... — chamou baixinho — Olha para mim.
—  ... — ele levantou a cabeça, envergonhado, e encarou-a fixamente — Você está me... Apalpando. Sou eu quem deveria fazer isso com você...
— Jimin, abaixa sua calça para mim?
— Agora...? — perguntou assustado.
— Sim, Jimin... Eu quero vê-lo sem nada...
— Certo...
Jimin se posicionou sobre você, de joelhos na cama, e desceu suas últimas peças de roupa sensualmente, ao mesmo tempo em que passeava com as mãos pelo próprio corpo desnudo. Você não conseguia retirar seu olhar dele e o rapaz parecia amar prender sua atenção. Jimin passou as mãos pelo abdômen definido e rebolou, descendo as mãos pelas coxas, soltando um pequeno gemido para você, que por sinal estava com a boca entreaberta e abismada.
Não satisfeito, Jimin segurou o membro rijo com a mão esquerda e começou a fazer leves movimentos de vai e vem, se masturbando em sua frente. Você bem que tentou levantar a mão para tocá-lo ali também, mas foi impedida pelo rapaz que a abaixou com a mão livre. Você sentiu-se desconfortável por ter aquele pedaço de mau caminho rebolando e se tocando sobre você, mas sem poder fazer nada.
O calor tomou conta de seu corpo e você cobriu seus seios com as mãos, em formato de concha; começou a ruboriza com os olhares quentes do rapaz. Jimin parecia extremamente viril naquela posição e isso a fazia transpirar em dobro.
Por um momento, cobriu seus mamilos com o braço direito, dobrado sobre o peito, e guiou sua mão esquerda para dentro da calcinha, com intuito de tocar-se também. O dedo indicador repousou sobre o clitóris e você começou a se estimular sozinha, olhando para Jimin; afinal, ele estava a brincar com seu tesão? Não via que estava encharcada esperando que o mesmo investisse logo contra você?
Você começou a sussurrar e suspirar pelo nome de Jimin para aliviar sua tensão, mas isso acabou fazendo-o largar sua diversão e se deitar sobre o seu corpo. Jimin deitou a cabeça perto de seu pescoço e lhe deu um chupão; subiu acima, parando no lóbulo de sua orelha, mordendo-a e sussurrando palavras sujas que a enchiam de tesão.
—  , você fica tão bonita quando está se masturbando... — Jimin guiou a própria mão até seu ventre e acariciou-o — Talvez eu devesse continuar isso para você, não é mesmo?
— Sim, Jimin... Põe sua mão aqui... — suspirou pesado.
— Você prefere a direita ou a esquerda?
— A esquerda...
Jimin, ainda deitado sobre seu corpo, recostou a cabeça e lhe deu chupões no pescoço, deslizando a mão esquerda para dentro da calcinha. Você põe sua mão sobre a dele, movendo-a delicadamente sobre o clitóris, ensinando-o os movimentos que deveriam ser feitos. A respiração quente do rapaz em seu pescoço faz com que você sinta arrepios e os pelos de seu corpo eriçam-se. Jimin começou a seguir o movimento por si próprio, inclinado o dedo médio para dentro de você e fazendo-a soltar um gemido agudo.
Você sente seu corpo queimar e fecha os olhos, rebolando na mão de Jimin. Ele aperta seu clitóris entre os dedos, e você sente seu corpo contrair e permite-se liberar num orgasmo maravilhoso; o rapaz sente os seus fluidos em seus dedos. Vocês retiram as mãos de dentro de sua calcinha, encharcada; você repousa sua mão sobre as costas de Jimin e ele brinca com seu gozo entre os dedos e leva-o a boca, lambendo com gosto.
— É salgado... E doce ao mesmo tempo... Seu gosto é bom, .
— Jimin... — você estava tímida com o comentário de Jimin.
—  , eu fiz você gozar?
— Fez, Jimin...
— Foi gostoso?
— Tanto quanto você. — sorriu tímida.
— Vamos fazer mais? — perguntou maroto — Ainda não gozei também...
— Nem um minutinho para respirar?
— Não, eu quero agora...
— O que você quer fazer, Jimin?
— O que eu quero?
— É. — você se lhe acariciou o rosto — Eu posso até não ser virgem, mas eu não sei exatamente o que devo fazer agora... Então, me peça o que quiser.
— Hum... — afundou o rosto em seu pescoço — Assim fica difícil...
— Espero o que tempo que você precisar.
— Você... — hesitou e parou de falar.
— Vai... Se ficar assim vou ficar com vergonha...
— Você ...? — falou num tom inaudível.
— Eu sei que foi uma pergunta, mas precisar ser dita de maneira mais clara.
—  , quer me chupar? — ele escondeu o rosto com as mãos.
— Bem, eu posso fazê-lo... Mas, já aviso a você que oral não é o meu forte.
— Eu quero fazer em você também...
Você e Jimin se calaram e se entreolharam ruborizados. Você tentou processar o que o rapaz disse, mas seu cérebro o capturou em lapsos. Jimin. Você. Oral ao mesmo tempo. 69.
— Jimin, isso eu nunca fiz... — engoliu em seco — Quero dizer, nós dois ao mesmo tempo?
— Sim. — suspirou — Já que será a primeira vez que faz isso, pode ser bom ou ruim, mas só saberemos se tentarmos!
— Eu... Eu fico... Eu fico por cima? — gesticulou com as mãos.
— Hum... Não.
— Não?
— Eu quero estar no comando dessa vez.
— É impressão minha ou você está soltando as garras? Cadê o meu Jimin tímido e fofinho? E por que estou ficando corada?
— Eu assisti pornô, tive ideias mirabolantes e você pensou que eu era santo.
— Fodeu...
Jimin sorri e se apóia sobre os cotovelos encarando você. Ele põe o polegar direito sobre seu lábio, abrindo-o, enquanto se aproxima abrindo a boca dele. Você fecha os olhos ao sentir aqueles lábios macios novamente; Jimin era realmente um pecado. Ele desliza a língua sobre a sua e se afasta mordendo o lábio inferior. Você bem que tenta puxá-lo para outro beijo, mas é empurrada de volta para cama.
—  , posso retirar o resto das suas roupas?
— Se é o que você quer, sinta-se à vontade.
Jimin desabotoou os botões da calça jeans e fez força para puxar a peça molhada, grudada ao seu corpo, junto da calcinha. Jimin se virou de costas para você, ajoelhando-se na altura de seus ombros. Você teve a visão de toda sua região intima e ele não parecia estar envergonhado em mostrar seu corpo a você; poderia até dizer que estava se gabando?
Você não resistiu em alisar as coxas do rapaz, de apertá-las, subiu as mãos até as nádegas, apertando-lhe mais forte.
— Você é pervertida pela minha bunda... Só pode.
— Posso dar um tapa? É tão macia...
— Quer me bater? — você concordou — Só um.
Você alisou Jimin e lhe deu um forte tapa, arrancando um gemido rouco do mesmo. Jimin segurou seus joelhos e afastou-os com as mãos, se inclinado para o meio de suas pernas. Seu coração palpitava forte dentro do peito e você pensava que poderia vir a ter uma parada cardíaca pela sua visão privilegiada do rapaz.
Você subiu as mãos das coxas para o membro de Jimin, acariciando-o por um tempo. Jimin brincou com seu clitóris com o dedo indicador e abaixou-se tocando sua região intima com a língua, coberta de saliva; seu corpo tremeu como resposta aos estímulos dele. Você abriu a boca e aproximou a língua do membro de Jimin, que começava a pulsar de tesão em sua mão. Deslizou a língua por sua extensão e deixou que o próprio rapaz se acomodasse sobre seu corpo, deslizando o membro para dentro de sua boca, a qual procurava acomodá-lo de forma que ficasse confortável a você também.
Vocês faziam oral um ao outro; não poderia haver alguma loucura maior para a primeira vez de um rapaz, correto? Você sente Jimin gemer contra sua intimidade e sugá-la com força; a pressão dos lábios de Jimin e os movimentos de sua língua úmida fizeram você delirar. Seu corpo contraiu mais uma vez e você acabou por ter seu gozo misturado à saliva quente de Jimin.
Terminado o ato, ele retirou o membro, agora coberto de saliva, de dentro da sua boca e virou-se de frente para você. Jimin alargou um sorriso no rosto e você apoiou-se nos cotovelos para encará-lo. Jimin segurou seus cabelos entre os dedos e brincou com o membro ereto no contorno de sua boca, empurrando-o impaciente para dentro da mesma. Ditando os movimentos e a velocidade desejada, Jimin começou com estocadas vagarosas, para não machucá-la, jogou a cabeça para trás acelerando um pouco seu movimento e acabou por gozar em sua boca, deixando um pouco do líquido pingar em seu rosto.
Você engoliu o líquido que estava em sua boca e Jimin limpou seu rosto com o dedo, levando o restante do próprio fluido a mesma. Você abriu a boca e deixou Jimin passar os dedos sobre sua língua, deixando os resquícios de seu gozo ali; mas, não deixando por isso, encostou a língua a sua e a beijou. Um beijo nem salgado, nem doce. Vocês se afastaram e ele se aninhou em seu peito; você afagava seus cabelos úmidos de suor.
— Viu, ? Não é salgado e nem doce...
— Sim, Jimin... Mas é bom... — suspirou — Você é muito bom.
Jimin e você permanecem deitados na mesma posição por alguns minutos. O som de suas respirações preencheu o espaço do quarto e o silêncio que brotou era bastante agradável. O coração do rapaz batucava forte dentro do peito, igual ao seu; vocês podiam sentir por estarem deitados um sobre o outro.
Jimin abraçou-a forte e você se preparou mentalmente para o que poderia vir a começar: outra rodada de sexo. Ele esfrega o corpo contra o seu, roçando suas intimidades e lhe causando calafrios na espinha.
Você o puxa carinhosamente pelos cabelos e lhe dá um beijinho de esquimó antes de lhe tascar logo um beijo nos lábios. Você tenta virar o corpo nu de Jimin sobre a cama, para ficar por cima, mas sendo ele mais forte, o jeito foi pedir ajuda ao mesmo. Ele levanta-se de cima de você e deita ao seu lado dando tapinhas no próprio abdômen, sinalizando que você poderia montá-lo. Você respira fundo e se levanta, passando os joelhos ao lado dos quadris do rapaz, e sentando sobre suas coxas.
Novamente, suas mãos repousam nas coxas dele, local que você acaricia com vontade, e você as sobe de encontro ao membro inchado e pulsante a sua frente. Você contorna-o com o dedo indicador e segura firme com a mão esquerda a glande, apoiando seu polegar na ponta e estimulando-o; sua mão direita desce apertando o escroto e arrancando um gemido agudo de Jimin.
Suas mãos apertam-no e você faz movimentos de vai e vem com as mesmas, masturbando-o. Os gemidos roucos de Jimin tomam conta do local e você se vê excitada por vê-lo tão à vontade consigo. Jimin se apóia nos cotovelos para observar o que você está fazendo e diz coisas desconexas apertando os olhos com força.
De repente, sem aviso prévio, você para tudo o que está fazendo, se levanta e caminha à porta. Jimin arregala os olhos e confuso tenta raciocinar o que está acontecendo; você estava abandonando-o ereto ali? Nada disso. Você segurou a maçaneta e girou a chave duas vezes, certificando-se de que havia trancado a porta direito. Retirou a chave da porta e deixou sobre o criado-mudo ao lado da cama do rapaz. Você se voltou ao mesmo, que a encarava com os olhos famintos.
—  ... — ele chamou manhoso.
— Eu já vou, Jimin... — você voltou a sua posição anterior — Só estou me certificando de que seus pais não cheguem do nada e me peguem montando o filhinho deles...
— Hum... Seria bem excitante...
— Jimin!
— Talvez em outra ocasião. — sorriu e segurou suas coxas.
Você se empinou e roçou o membro de Jimin contra a entrada de sua intimidade. Você colocava um pouco e retirava, só para poder provocá-lo. Ele apertava os lábios entre os dentes  e certifica-se de molhá-los com a própria saliva, pois de tanto suspirar e gemer acabou por ressecá-los.
Você finalmente começa a deslizar o membro ereto de Jimin para dentro de si mesma. Você gemeu, arfou e continuou a descer pelo mesmo, encaixando-se perfeitamente contra o corpo dele; um movimento mais rápido rangeu a cama de Jimin. Você abre a boca a procura de ar e abaixa a cabeça, encarando-o concentrado no que queria fazer. Aqueles olhos lhe causavam tanto desejo, e agora você o teria por inteiro.
Você apóia suas mãos no tórax de Jimin e empina-se subindo e descendo calmamente, até que, afobado pela excitação e no intuito de senti-la por inteira, ele segura sua cintura e te pressiona com força contra seu membro e a cama volta ranger mais alto. A expressão de luxúria no rosto de Jimin a impulsiona a rebolar e acelerar seus movimentos sobre ele. Jimin rebola os quadris contra você, fazendo-a gemer mais alto e levar as mãos a boca.
— Jimin... — gemeu — Você quer ficar por cima?
— Sim...
Jimin retirou o membro de dentro de você e esperou-a deitar na cama. Você abriu as pernas para que ele se encaixasse, mas ele as levantou sobre os ombros e inclinou-se para mais perto de você. Ele explorou sua intimidade com a mão esquerda, e não demorou muito a penetrá-la novamente. Jimin poderia ser mais novo que você, mas sabia bem o que fazia. Como poderia um rapaz assim tão viril ser virgem?
A cama rangia alto e Jimin demonstrava não se importar nem um pouco com a barulheira que estava fazendo. Em sua cabeça, o fato de imaginar seus pais chegando e pegarem-no transando com você, acabavam por excitá-lo ainda mais. Ele chamou por você, uma, duas, e mais vezes a seguir, arrepiando-a a cada nova estocada.
A velocidade vai se reduzindo e ele retira suas pernas dos ombros, ele se levanta e para no meio do quarto chamando-a com o dedo indicador. Sem pensar duas vezes, você vira e levanta indo em direção a ele.
—  , vamos fazer aqui no chão?
— Você quer transar no chão gelado?
— Quero!
— Certo... Mas cuidado comigo... Ainda precisamos trabalhar amanhã! — Você se ajoelha.
—  , fica de quatro para mim.
— Você vai me partir ao meio... Tenho certeza... Onde está a sua inocência?
— Você me tirou-a há alguns minutos... — ele disse maroto — Estamos de igual para igual... Pervertida.
— Deixa de ser convencido... — olhou-o de soslaio — Gostoso.
Jimin riu e você se apoiou de quatro no chão. Você estava ansiosa e Jimin estava a brincar com sua paciência, você permaneceu de quatro mas ele continuou fincado de pé observando-a empinada no chão. Sua agonia aumentou quando ele voltou a se masturbar e mandou você ficar parada esperando-o.
Sem aviso prévio, aproveitando sua distração e frustração, Jimin avançou contra você e empurrou o membro ereto para dentro de sua intimidade, causando-lhe certo desconforto. Você gemeu, sem perceber, e puxou um dos travesseiros sobre a cama para abafar sua voz. Jimin se divertiu com seu desespero em controlar os próprios gemidos com uma almofada e você agarrou a mesma com força.
Jimin sobe as mãos sobre suas costas e inclina-se para frente, segurando e apalpando seus seios, ele puxa-a para trás ao mesmo tempo em que estoca com força para frente, fazendo seus corpos colidirem. Você sente Jimin arrancar a almofada de suas mãos e jogar em algum lugar pelo quarto, mas sem a mesma, você geme e grunhe descontroladamente alto. O rapaz lhe dá duas bofetadas nas nádegas afirmando ser apenas curiosidade, já que você o fez o mesmo. Você geme e concorda sem raciocinar direito.
O clima entre vocês é de êxtase, até ouvirem barulhos na escadaria que levava aos quartos superiores. Vocês escutam a voz dos pais de Jimin ficarem mais próximas e ele parece ficar muito mais excitado com toda a situação. Jimin estoca fundo e lentamente para dentro de você, que segurava os gemidos para não levantar suspeitas dos pais dele.
Quando Jimim acelera suas investidas, anunciando que está chegando ao ápice, a voz de sua mãe ecoou pelo corredor e vocês ouviram leves batidas na porta. Você não conseguia encarar Jimin, mas o ouvia gritar algo de volta para ela. A mãe dele respondeu algo e saiu, deixando o andar superior e Jimin avançou contra você segurando seus quadris com força, enquanto você rebolava contra a intimidade dele.
Seus corpos começam a reagir pela aproximação do orgasmo e vocês sentem espasmos, além da sensação de formigamento múltipla. Jimin geme alto e beija suas costas, liberando todo seu fluído dentro de você, que ainda estava pronta para gozar. Você deita Jimin no chão e monta sobre ele, movimentando-se a sua maneira e chegando ao próprio limite, gozando e tendo seus fluídos misturados aos dele.
Você cai sobre o peito de Jimin, exausta e satisfeita. Vocês estão molhados de suor e o quarto está impregnado com o cheiro de sexo bem feito. Ele se levanta e puxa-a para cama, abraçando seu corpo nú, em posição de conchinha; vocês estavam exaustos demais para conversar, mas ambos, suados, sorriem abobalhadamente. Você apertou os braços de Jimin contra si mesma e sussurrou algo antes de cair no sono, arrancando um suspiro dele.
— Jimin... Você é maravilhoso...
—  , eu...
[...]
Você acorda tarde da noite, sentindo a respiração quente de Jimin contra seu pescoço. Você ainda não acredita no que fizeram mais cedo, era perfeito demais para ser real. Jimin, percebendo que você havia acordado, agarra-se a você e pede para que se vire e o encare nos olhos, pois ele precisa dizer algo sério.
Seu coração desceu até a boca do estômago; aquilo mexeu com seu âmago. Poderia ele dizer que a odiava agora que você começou a raciocinar sua irresponsabilidade. Mas, não fora nada disso; na verdade, essa ideia foi chutada para longe quando viu aquele sorriso lindo que comprimia seus olhinhos e o deixavam fofo.
—  , por favor, vá para Seul comigo. — ele disse constrangido — Já faz tempo que queria te dizer isso.
— Mas, Jimin... Veja bem, eu só estou presa aqui pela dívida com seus pais... — você tenta argumentar, sentindo uma apunhalada em seu coração — Acaba a dívida e eles vão me mandar embora.
—  , a sua dívida foi quitada faz um tempo. Sou eu quem manteve você aqui o tempo todo... Essa história de mochileira é algo que fez parte de você, sim; mas agora não mais! Me diz que você não quer ficar?
— Jimin, eu... — você se controlou a não desmoronar na frente do rapaz que você estavaapaixonada — O que você faz comigo... Olha só para mim! Você me deixou toda desregulada! Invadiu o meu espaço, a minha vida e... Me fez ficar apaixonada por você! Eu gosto de você como uma mulher gosta de um homem!
— Eu amo você.
— Acha que é fácil se controlar perto de você, Park Jimin? Não! Eu tenho sonhos eróticos com você todas as noites desde que cheguei em Busan! Sabe quantas calcinhas secas você me deve?
— Eu amo você.
— E o pior de tudo é que eu gosto! O quê? — perguntou abismada.
— Eu disse que amo você.
— Jimin eu ofenderia toda sua descendência de nomes bem louváveis por me dizer isso só agora. Olha tudo o que eu já revelei de constrangedor sobre mim!
— Desculpe. — ele respondeu tristonho.
— Eu amo você, Jimin. — você alisou seu rosto — Por isso, por favor, pare de pedir desculpas.
— Vem comigo morar em Seul, ? Fica comigo...
— Mas, seus pais? O que vou dizer a eles quando me virem sequestrando seu filho gostosinho?
— A vida é minha, eles só precisam aceitar ou ignorar.
— Espero que eles aceitem.
— Aceitar o quê?
— Que eu vou morar com você... Aqui, em Seul ou aonde você desejar que eu esteja.
— Eu realmente amo você.
— Se disser isso mais uma vez... — suspirou — você vai andar torto por um mês inteiro de tanto que eu vou usar seu “amiguinho” aí.
— Isso está deixando você excitada? — você concordou com a cabeça — Eu amo, amor, amo e incontrolavelmente amo você.
— Se me trocar por uma coreana ou outra “xing-ling” qualquer, nem a Yakuza vai ser tão amedrontadora perto do que eu vou fazer... Está avisado.
— Isso é ciúme? — riu divertido — Não sabia que era insegura em relação a isso.
— Não é ciúme! — corou — Eu só... Prefiro morrer a perdê-lo para outra mulher, porque não há mais nenhum homem na minha vida senão você.
—  . — ele encarou sua boca e mordeu o lábio — Eu fico muito feliz que você me enxergue como um homem... Porque meus pais saíram e só voltam amanhã pela tarde, então, vou mostrá-la o que você terá a vida toda para descobrir sobre mim...
— Jimin... — ele sorriu tímido — Estou com tesão... Novamente.
— Vamos fazer de novo... Tem umas coisas que eu quero testar com você!
— Volte a ser fofo!
— Estou sendo fofo! — ele a beijou — Mas você influencia meu lado pervertido. O que posso fazer?
— Seja só o meu Jimin... Só meu...
— O mesmo a você... Seja só minha... Amo você.

● ● ●

Passaram-se quatro meses desde o dia em que vocês prometeram ir juntos a Seul. Despedidas sempre são difíceis, e com Jimin não foi muito diferente. Você abraçou os pais dele e agradeceu pela hospitalidade e pelo aprendizado, arrancando algumas lágrimas da mãe. Jimin, por mais que tentasse mostrar seu lado másculo, acabou por se fragilizar, chorar e prometeu que não sumiria da vida deles, e tomaria conta de si mesmo em Seul.
Caminharam juntos, segurando uma mala cada um, e embarcaram no trem, rumo a Seul. Você parou em frente a janela e pôs as mãos no vidro observando os pais do rapaz acenarem lá fora. Você acenou de volta e o trem deu a partida, deixando os dois vultos se misturarem no meio do movimento e se tornarem um ponto no horizonte. Jimin havia ido ao toalete lavar o rosto e chegou de fininho abraçando-a e colocando as mãos sobre as suas. Você sorriu e olhou para o rapaz de nariz vermelho atrás de si.
— Desculpe, mas você fica muito bonitinho com o rosto de choro.
— Obrigado.
— Acho que nesse momento você só quer ficar quietinho, então vou me calar também.
— Como você é fofa... — recostou a cabeça em seu ombro — Foi só a emoção do momento que me fez chorar.
— Sei... — vocês ficaram em silêncio — Quando vamos contar aos seus pais que estamos indo morar juntos em Seul?
— Você viu a cena que eles fizeram quando eu falei que vinha para cá, certo? — ele pergunta tentando fazer você lembrar-se do incidente.
— Entendi! Vamos deixá-los viverem sossegados!
Jimin cochila ao seu lado no trem e você fica admirando a paisagem, encantada. Talvez, pelo nervosismo do seu primeiro contato com a Coreia, você não tivesse visto como havia coisas pequenas e simples a serem valorizadas. E pensando assim, pensou na sua história como mochileira, e na vida que desejava seguir a partir daquele momento.
Você andava incrivelmente fofa há algum tempo. Jimin comentou na última semana em Busan, de que seu rosto parecia estar mais redondinho, fazendo você corar. Você suspirou e pensou que agora deveria tomar mais cuidado com a sua saúde. Olhou para Jimin, que entreabria os olhos e a fitava sonolento. Você sentou ao seu lado e o abraçou apertado, afundando seu rosto na curva do pescoço dele. Jimin alisou seu rosto e abriu um lindo sorriso, dizendo algo que você guardaria para sempre em sua memória.
— Sabe, ? Eu mal vejo a hora de crescer e amadurecer para casar com você.— você estremeceu nos braços de Jimin e ele a encarou nos olhos —  ? Oh, não! Eu fiz você chorar, me desculpe!
— Não peça desculpas, Jimin... — você soluçou e se aninhou em seu peito — É que foi a primeira vez que alguém disse algo tão bonito para mim.
— Você anda ultrassensível ultimamente... Está tão fofa... — ele disse beijando sua bochecha e limpando suas lágrimas com o polegar.
[...]
Você timidamente vai até a janela do pequeno apartamento alugado para observar a vista, enquanto Jimin larga suas malas no quarto único. O lugar está um pouco desorganizado e vocês teriam seu tempo para limpar tudo. Como era outono, você estava com um casaco de moletom que nunca devolvera a Jimin. O rapaz a observava encostado no batente da porta; você se vira, sorri e o chama para olhar a vista com você. Jimin te abraça pelas costas, na altura dos ombros e beija sua bochecha.
—  , eu amo você.
— Eu amo você, Jimin.
— Sabe, logo eu vou realizar o meu sonho e vou me tornar uma celebridade dentro e fora da Coreia!
— Sim, Jimin! Você é o melhor! — você sorriu — Sou sua fã número um!
Jimin abaixa os braços e repousa as mãos em sua barriga acariciando-a. Você sorri nervosa e pressiona as mãos de Jimin contra o pequeno volume formando-se em seu ventre. Suspira pesado e acredita que não precisa dizer mais nada. Jimin a vira de frente para si e a beija.
— Agora você tem a mim para ficar aqui! — ele sorriu acanhado.
Dizendo isso, ele para, olha para sua barriga, a acaricia e suspira para depois abrir aquele sorriso que só ele possuía.
— Farei de tudo para que vocês dois tenham orgulho de mim.
Você tenta segurar o choro, mas suas lágrimas descem incontrolavelmente pelo seu rosto, o qual você esconde contra o peito de Jimin, molhando sua roupa. Mesmo que estivesse chorando, ele sabia que você estava lhe escondendo um sorriso terno. Vocês compartilhavam da mesma felicidade.
— Eu mal vejo a hora de segurá-lo nos braços...
[…]
Jimin está deitado ao seu lado na pequena cama de solteiro, localizada no quarto único do apartamento. Você dorme profundamente encostada em seu ombro, e um dos braços dele esta a mantendo junto de seu corpo. Jimin desliga a televisão, a qual vocês tiraram o resto da tarde assistindo a um filme e larga a caneca de café, vazia, sobre o criado-mudo. Ele suspira, e  põe a mão sobre o seu ventre.
— Hum... Filho? Você pode me ouvir? — ele certifica-se de que você está dormindo — A sua mãe está dormindo... Ela está muito bonita e aguarda você tão ansiosa quanto eu. Eu sou muito bonito filho... Não é de me gabar, mas a sua mãe vive dizendo que eu sou gostoso. — ele ri — Eu não vejo a hora de ter você aqui nos meus braços... Eu vou trabalhar duro para construir um futuro para nós três. A sua mãe ficou tão nervosa quando soube que estava esperando por você, mas eu acabei descobrindo antes dela. — sorriu — Como seu pai, eu estarei ao seu lado em tudo o que você precisar, e a mamãe também... Por favor, filho, apresse-se e venha logo... Tem um monte de coisas que eu quero mostrá-lo! Eu amo você...
*Hostel: o equivalente a um albergue.