Com apenas 17 anos, você, já era fluente em inglês e espanhol, dava aula para crianças e em teu tempo livre dava banca para pessoas que não tinham muita facilidade com tais idiomas.
Era assim que você sustentava a casa, já que tua família não tinha boas condições financeiras. Embora teu pai trabalhasse como faxineiro no marcado e tua mãe como empregada doméstica, ainda sim recebiam muito pouco para sustentar a família e a única economia que tinham, estavam usando para comprar os caros remédios de tua avó que estava com sérios problemas de saúde.
Já eram nove horas da noite quando você chega em casa.
— Cheguei! — gritou assim que fechou a porta. A casa era simples, porém confortável.
Adentrando mais, podia-se ver uma senhora idosa de cabelos grisalhos encolhida entre as cobertas enquanto assistia novela mexicana.
— Boa noite, vovó — depositou-lhe um beijo na bochecha.
— Oh, minha netinha, você já chegou — diz com tamanha felicidade. Por ser sua única neta, adorava tua companhia e passava o dia inteiro apenas ansiando por tua chegada.
— Não vai me dizer que a senhora passou o dia inteirinho aí assistindo novela.
— Claro que não. Eu também fui ao banheiro — dizia com certo humor na fala. Você soltou um riso e se sentou ao lado da velha senhora — Como foi o teu dia?
— Foi bastante cansativo.
Você havia passado o período da manhã inteiro tendo aulas de reforço de física. Podia ser ótima em idiomas, mas quando o assunto era exatas, você ficava mais perdida que bala no Brasil.
Assim terminado, depois de almoçar, foi dar aula de inglês no curso em que trabalhava, logo depois indo para, teu último ponto de serviço, a casa de uma garota que tinha certas dificuldades em espanhol.
— Filha, que bom que chegou! Achei que fosse dormir na rua — dizia pendurando a toalha no varal. Pelo jeito ela devia ter acabado de sair do banho.
— Desculpa a demora. Acabou que perdi o último ônibus e tive que vir a pé.
— Querida, acabei de receber uma ligação para outra aula de banca.
— Outra? — com todo o trabalho que você tinha, acabou ficando desanimada.
— Eu sei que é cansativo — ela te puxou para um canto e começou a falar baixo — Mas pense na tua avó. A vida dela precisa de nós e principalmente de você.
— Eu sei — sentia uma pontada de culpa — É banca de que?
— De inglês. Marquei amanhã para as 16:00 que é uma hora depois do seu período de aula.
— Está bem — sorriu e foi para o seu quarto desfrutar da paz e descanso, depois, lógico, de desejar boa noite a tua mãe e avó.
● ● ●
No dia seguinte, assim que terminou de dar aula, tua mãe foi te buscar para te levar onde faria a banca.
— Você deve estar cansada. Deixe eu carregar tuas coisas — ela ofereceu.
— Não mãe, estou ótima, obrigada.
— Ah, vamos filha, não seja tão orgulhosa.
— Não é orgulho mãe, apenas não quero que você se esforce com tanto peso.
— Ah, para de ser chata — disse já pegando os materiais de tuas mãos. Resolveu ceder porque já estava cansada de andar com esse peso todo pra lá e pra cá.
Finalmente chegou em teu destino. Uma casa baixa de dois andares com um jardim maravilhoso decorando a frente do local.
Tua mãe tocou a campainha e na segunda chamada foram atendidas por uma moça super simpática que aparentava ter seus trinta anos de idade.
— Olá, devem ser a ajuda para o meu filho. Que linda sua filha — dizia com um grande sorriso no rosto.
— Obrigada — as duas responderam juntas.
— Entrem e fiquem a vontade — a moça abriu espaço e vocês adentraram o local.
Era uma casa muito bonita e muito bem decorada. A dona da casa se apresentou e após vocês comentarem sobre a ótima decoração, ela comentou que havia sido a própria que a decorou, por ser design de interiores.
— Ah, aguardem só um instante. Vou chamar o meu filho — ela sorria para cada coisa que dizia — Jin, meu filho, desça aqui!
Uns poucos segundos depois ele desceu, ainda concentrado em seu livro.
— Este é meu filho, Kim Seok Jin. Querido, diga oi para nossas convidadas.
— Oi — ele disse extremamente tímido.
Você corou apenas com o fato de ele estar falando enquanto olhava diretamente para você.
Ela as convidou para tomar um café e assim que terminaram, tua mãe anunciou que precisava ir à farmácia. A simpática moça, juntamente com seu filho, tomou um susto assim que descobriu que você era a professora. É difícil encontrar uma garota tão jovem como você dando aula. Mas aceitou a ideia numa boa.
[...]
A mãe dele a levou até o quarto de seu filho, em seguida agradecendo pelo grande favor que estava fazendo a ele, assim saindo e fechando a porta.
— Então, por onde começamos? — por fim perguntou.
— Você poderia corrigir minha lista de exercícios?
— Claro — respondeu já pegando teus óculos.
E então puxou a cadeira de sua mesa de estudos para você sentar e se sentou na outra.
— Aqui você confundiu. Se diz “at home” e não “in home”.
— Aish eu sempre me confundo com essas coisas de “in”, “on” e “at”.
— Normal se confundir com isso no início, mas depois você pega o jeito.
Você, em apenas algumas horas, havia descoberto vários gostos em comum com Jin. O horário de estudo já tinha terminado, mas ficou um tempo a mais, para conversarem mais um pouco, pois Jin adorara tua companhia e pediu para que ficasse mais. Aquele garoto tímido de duas horas atrás já não se encontrava mais no recinto.
Logo tua mãe chega pra irem para casa. A mãe de Jin mais uma vez a agradece pelo grande favor de o ajudar em inglês e então se despedem, assim, você podendo finalmente ir descansar.
Toda quarta e sexta era a mesma rotina: aula de reforço em física; dar aula para crianças e ir até a residência de Kim Seok Jin para lhe ajudar com o inglês. Depois de duas semanas frequentando sua casa, a mãe de Jin disse que ele havia melhorado bastante e já estava até exibindo seu inglês dentro de casa com ela.
[...]
Dois meses depois, Jin já não precisava mais de tua ajuda. Graças a você, havia se tornado o melhor aluno de sua classe em inglês. Você já estava até sentindo falta de passar a juventude da noite com ele. Às vezes sua mãe a convidava para jantar e até te comprou um presente de aniversário. Você e Jin tinham se tornado grandes amigos.
Um belo dia, no entanto, enquanto estudava para uma prova de física que teria no dia seguinte, o seu celular toca. Era a mãe de Kim Seok Jin.
— Alô? — você por fim atendeu.
— ?
— Eu mesma.
— , querida, aconteceu um problema e...
— O que houve?
— Jin voltou a piorar em inglês. Nesta última prova que recebeu, ele tirou 1,5. Preciso muito que você o ajude. Tenho muito medo que ele perca de ano por causa do inglês.
— Ah, claro, sem problemas. Nos mesmos dias, pode ser?
— Tem como ser mais frequente durante a semana? Ele irá realizar um exame final daqui a uma semana e necessita muito tirar uma nota máxima para compensar o que tirou nesta — ela falava com desespero — Por favor. Se quiser eu te pago o dobro, mas por favor, ajude o meu filho.
— Calma, não precisa disso tudo. Vou ver o que posso fazer e ajudá-lo o mais rápido possível por um tempo maior.
— Ah, , muito obrigada. Você é um anjo.
— Não tem de que, mas agora eu preciso ir. Tenho que terminar de estudar para uma prova que eu tenho amanhã.
— Ah, tudo bem. E mais uma vez, obrigada. Tchau.
— Tchau.
Assim que desligou, perdeu até o ânimo para estudar e foi logo se deitar para pensar em como ajudaria seu amigo. Sorte que havia estudado muito durante a semana e desta vez estava apenas revisando.
[...]
No dia seguinte, havia feito uma boa prova e estava com boas sensações de que havia conseguido obter êxito.
Terminou de dar aula e foi o mais rápido que pode para a casa de Jin. Foi recebida com os abraços e beijos da Sra. Kim e pelos, apenas, abraços de Jin.
Depois de tomar o delicioso cappuccino que apenas tua sogra, quer dizer, tua “tia” sabia fazer, subiu para o quarto de Jin para ajuda-lo com o inglês.
— Como é que de uma hora pra outra você piorou assim?
— Não sei — dizia enquanto olhava para seu guarda-roupa que, no momento, parecia interessante.
— Está bem, por onde começamos... — pensava em voz alta — Ah, já sei! Você está com a sua última prova aí?
— Sim — respondeu entregando-a o papel.
Aquela prova estava no mínimo super fácil. Como ele poderia ter errado tudo aquilo, se foi justamente o que mais estudamos? Ele estava bem pelo o que sua mãe me disse, tornava a pensar enquanto lia mais a prova.
— Ok — disse por fim — Vamos ter que jogar duro porque temos muito pouco tempo para muita coisa.
O tempo foi se passando e Jin parecia ter melhorado bastante com tua ajuda. Você já passava quatro horas na casa do garoto. Já estavam até conversando em inglês, pelo menos o básico.
[...]
Na véspera do exame final, você chegou em sua casa um pouco mais cedo para ter um longo período de estudo, afinal, seu ano dependia de tua ajuda.
Umas sete e pouca da noite, a Sra. Kim apareceu no quarto de Jin avisando que havia acontecido um problema em seu local de trabalho e que precisava ir até o local para resolvê-lo imediatamente, chegando lá pelas nove e pouca da noite.
Ela te ofereceu dormir lá, já que chegaria tarde, porém você recusou dando a desculpa de que precisava cuidar de tua avó, já que esta estava muito doente e queria passar o máximo de tempo com ela, fazendo-lhe o que mais gostava, dando-lhe companhia.
A Sra. Kim, então, prometeu te levar em casa, já que seria muito tarde o horário em que voltaria e que ligaria para tua mãe avisando sobre o ocorrido.
— , por favor, cuide de minha criança — ela disse antes de sair. Jin fez uma careta ao ser chamado de criança, afinal ele era dois anos mais velho que você; deu um leve sorriso assim que viu o seu quase impercebível bico; e então saiu, deixando os dois a sós na casa.
Uma meia hora depois, você já podia ver o rosto exausto de Jin por conta do longo período de estudo. Não podia negar também um certo cansaço, afinal dar banca todos os dias por quatro horas durante uma semana não estava sendo fácil.
— Bom, por fim, temos apenas mais esta questão para responder e você finalmente estará livre e preparado para amanhã.
— Não quero. Estou cansado — ele respondeu deitando sobre o encosto da cadeira.
— Eu também estou cansada, mas temos que terminar essa lista. Vamos, é apenas uma questão.
— Uma questão com dez letras — fez bico.
— Ah, pare de reclamar.
— Não estou reclamando, apenas estou cansado depois dessa montanha de papéis que você me trouxe para resolver — ele se referia a uma lista de quatro folhas com questões feitas por você.
— Não é tão difícil assim. Vamos, eu te ajudo! Agora só deixe eu ver onde foi que eu coloquei meu lápis... — você se inclinou para ver se o objeto havia caído no chão — Achei! — a tua fala deve ter despertado o interesse de Jin que foi olhar para onde você estava pegando o lápis porque assim que se virou, seus rostos ficaram muito próximos um do outro, tão próximos que conseguia sentir sua respiração.
Confessou que por mais que quisesse, não conseguia desgrudar os olhos de Jin; estava vidrada; perdida em seus olhos; em seu nariz; em sua boca; em seu rosto. Como poderia ser tão perfeito?
Jin passou a fitar tua boca também, se aproximando cada vez mais da mesma enquanto seu coração estava batendo mais que uma escola de samba.
Durante esse tempo, havia desenvolvido sentimentos por ele, mas nunca que ele corresponderia, afinal ele tinha uma condição financeira boa, ao contrário de você, pensava.
Kim Seok Jin finalmente havia selado seus lábios e permaneceram assim por um tempo até ele pedir passagem que por impulso você cedeu. Vocês iniciaram um beijo lento e calmo, porém doce.
Você tentou usar a sanidade que ainda restava em ti, se afastando do beijo assim que percebeu que aquilo estava errado, porém sem êxito, já que Jin colocou a mão em sua nuca impedindo-a de escapar.
— Jin, eu... — tentou falar sem sucesso. À medida em que o beijo foi se intensificando, ele tomou liberdade para caminhar sua mão pela tua coxa enquanto dava leves apertões na mesma.
Ele foi passeando sua mão pelas tuas curvas, chegando à altura dos teus seios, sem encostá-los. Não conseguia entender o jeito em que o garoto mexia com você. Era algo inexplicável, porém muito forte.
Vocês pararam o beijo por falta de ar e, então, ele começou um tour pelo teu pescoço, deixando leves mordidas no local. Era uma sensação muito prazerosa.
Assim que Jin encaixou as mãos na parte inferior de tua coxa, te levantou e foi em direção à cama, jogando-a na mesma, ficando por cima de você.
Ao mesmo tempo em que você sabia que aquilo era errado, também sabia que não queria que ele parasse. O lado certinho de teu cérebro e o lado malicioso estavam travando uma guerra entre si, assim como suas línguas que pareciam estar sem espaço para se movimentarem.
Jin desceu as mãos pelas tuas curvas até chegar à barra de tua blusa que segundos depois já se perdia pelo chão de seu imenso quarto. Fez uma trilha de beijos até chegar ao meio dos teus seios, tirando teu sutiã sem muita dificuldade e caindo de boca em um deles enquanto massageava o outro. Grudava os dedos no lençol tentando repreender um gemido. Jin percebeu e foi aí que começou a te provocar mais ainda, deixando os atos mais intensos.
Você percorria suas costas com as unhas e não demorou muito para sua camisa se encontrar na mesma situação que a tua. Jin continuou a trilha desde os teus seios até o cós de seu short que, por fim, foi desabotoado e jogado para um canto qualquer. Ainda por cima do pano, ele massageava a região de sua intimidade com movimentos circulatórios, estimulando-a a soltar o tão esperado gemido. Não conseguiu mais o conter e o soltou, fazendo Jin esbanjar um sorriso satisfeito.
Tuas mãos desceram até o cós da calça do garoto e a desabotoou. Percebendo tua dificuldade em tirá-la, Jin o fez, a deixando mais corada ainda pelo ato. Após, feito, viu seu membro já ereto por baixo de sua boxer que logo foi tirada. Você inverteu as posições, mas Jin inverteu-as novamente, voltando a ficar por cima de você.
— Hoje não. Vai ser como uma forma de pagamento por todo esse tempo.
Sua atenção voltou para seus lábios e agora já iniciando um beijo ardente cheio de desejos ainda a serem realizados. Jin passeava a mão por todo o seu corpo. Se sua mão estivesse suja de tinta, não haveria uma parte de teu corpo limpa.
Pararam o beijo por falta de ar e Jin, num ato tranquilo, porém preciso, tirou o pano que cobria tua intimidade e novamente começou a estimular o local dando beijos e leves mordidas em teus grandes lábios te levando à loucura. Você não sabia de onde vinha tanta sensação de prazer. Arqueou as costas assim que ele depositou uma mordida mais forte. Assim terminado, se posicionou para penetrá-la.
— Posso? — perguntou com sua voz arrastada em um certo receio.
—Sim — respondeu no mesmo tom.
E por fim a penetrou, rompendo teu hímen. Ele a olhou assustado e perguntou:
— Você era virgem? Me desculpe.
— Eu não me importo se a perdi com você.
Ele sorriu e permaneceu imóvel para você ir se acostumando com o volume dentro de você. Percebeu uma cara de dor em teu rosto assim que iniciou com leves estocadas, então ele começou um beijo carinhoso para amenizar um pouco a dor.
Os movimentos estavam lentos demais e isso já estava te delirando. Queria logo que ele se apressasse, mas era orgulhosa demais para isso, porém a vontade de sentir mais prazer era tanta que, sem atrapalhar o beijo, colocou tuas mãos em suas costas, empurrando-as. Jin entendeu o recado e começou a dar estocadas mais rápidas, chegando ao ápice após você.
Assim terminando, ele se jogou ao teu lado, exausto após a longa noite. Você não estava muito diferente. Ele a puxou para seus braços e em seguida virou-te. Este, por sua vez, começou a encará-la e por fim disse:
— I love you.
— I love you too — respondeu com um sorriso que foi correspondido.
— Do you want to be my girlfriend?
— I would love.
