Estava possessa de ódio. Não podia acreditar que ele havia feito aquilo, se o vesse em sua frente o estrangularia!
Estudava junto com ele em uma escola de artes cênicas, sendo assim, era normal que praticassem muitos trabalhos da área que atuavam. Gostava de tocar instrumentos tradicionais graças a sua família. Já JongIn era da área de dança, por esse motivo ficavam muito separados. Costumava ser extrovertida e popular — ainda era — foi assim que se tornaram amigos e namorados, Kai costumava ser atencioso, mas era tímido... Entre aspas... Por que quando a música tocava ele mudava drasticamente.
Dançando ele era uma pessoa totalmente diferente do que sua personalidade condizia, e outras garotas além de si viam isso, e se aproveitavam da inocência dele para abusar de sua outra personalidade. Elas faziam a coisa que mais odiava. Dança corpo a corpo.
Não é que não gostasse de dançar, é que não levava jeito pra coisa. Ele era o “Dancing Machine” na escola. Já si... Mal conseguia dançar uma valsa, e era completamente desajeitava dançando qualquer outro ritmo de música. Gostaria de ter a habilidade de dançar. Mas de qualquer maneira não o perdoaria assim, ele sabia muito bem o tipo de garota que era, e mesmo assim dançou de forma tão depravada no meio de tantas pessoas com aquela vagabunda de sua classe.
Já havia chorado de raiva. Nunca se sentiu tão humilhada.
Andou até a sala, Sua mãe havia deixado a casa sobre sua custódia, havia viajado para Itália a negócios, é... Parece que ter toda aquela mordomia ao seu dispor tinha um preço, e um deles é ser abandonada pelas pessoas que mais precisa. Estava com saudade de Kai, mas não daria o braço a torcer, ele não havia nem ao menos ligado para se explicar, não seria si a pedir explicação.
Ouviu o barulho da campainha, e olhou para porta branca de sua casa, andou até ela e a abriu, se deparando com quem menos gostaria de ver agora.
— O que está fazendo aqui?
Ele sorriu e não respondeu, quando ia voltar a fechar a porta, ele segurou.
— Por que está agindo assim?
— Você sabe o motivo — disse com frieza, ele ergueu as sobrancelhas para o seu tom — Não pode ser tão idiota.
— Ainda está assim por causa daquele dia? — Ele empurrou a porta, deixou-o entrar olhando para o chão emburrada — Eu já te expliquei o que aconteceu , não precisa ficar brava por algo tão banal.
Levantou a cabeça, olhando para ele incrédula.
— Você não tem que me explicar nada — maneou a cabeça e fechou a porta — Acho que já estava na hora de terminar com isso, somos Incompatíveis.
— Está mesmo terminando por causa de algo tão insignificante?
Suspirou.
— Não é apenas isso, É uma série de coisas sobre nós... Já há um tempo que essas coisas estão acontecendo, esse bando de garotas atrás de você e você nem ao menos tenta afastá-las.
— Está com ciúmes? — Ele sorriu travesso.
— Não é uma questão de estar com ciúmes, apenas quero ser respeitada. É claro que isso não está dando certo.
O sorriso de JongIn desmanchou.
— Me desculpe, .
Não olhou em seus olhos quando lhe disse isso, apenas desviou para não ter tempo de mudar sua opinião.
— Eu já te perdoei tantas vezes, Estou cansada — mordeu o lábio inferior segurando as lágrimas, sentindo um nó se formar em sua garganta — Vá embora.
Antes de virar as costas, sentiu o aperto da mão dele em seu braço e voltou-se para o mesmo novamente.
— JongIn...
— Me perdoe — ele disse em um tom baixo.
— JongIn, Me solte!
— Me perdoe!
— JongIn, Eu já disse pra me soltar! — Gritou exasperada sentindo um aperto maior em seu braço.
— Eu não vou te soltar até que você me perdoe!
— Eu não vou te perdoar tão facilmente.
— Então, eu não vou te soltar tão facilmente — rebateu por fim, e ignorando seus protestos ele enlaçou sua cintura e levou uma das mãos atrás de sua nuca, puxando-a para um beijo quente. Seus lábios carnudos emoldurando os seus, sentiu seu corpo arrepiar e acabou retribuindo.
Ele sorriu contra seus lábios, enquanto dava passos até o sofá da sala vazia, ele jogou-a nele ainda com o mesmo sorriso malicioso, e começou a desabotoar a camisa branca. Vendo suas intenções acabou corando, nunca tinha o visto daquela forma. Talvez suas próprias reclamações sobre seu jeito de ser até enfim, estavam surtindo defeito.
Deixando a mostra a pele morena que antes era coberta com a camisa, ele se jogou sobre si, e puxou-a novamente para um beijo intenso, sentia sua língua quente pedir espaço em sua cavidade, e aos poucos sentiu-se molhada. Ele ficou de joelhos ainda em cima do móvel, flexionando as pernas para trás e sentando em cima delas, ele agarrou suas coxas e puxo-a para que pudesse sentar em seu colo - e consequentemente - sentir o volume que se formava nele.
Quando ele olhou em seus olhos, podia sentir sua pele queimar sobre seu olhar, ele parecia distraído em seu rosto e até si estava distraída no dele, podia ver com clareza todos os seus traços. Aqueles traços que desde que nem ao menos namoravam, já prestava atenção de longe. Alisou o rosto moreno dele, e beijou suavemente seus olhos - agora fechados -, ele puxou seu queixo e beijou sua mandíbula, mordendo-a fazendo com que gemesse baixinho com o ato. Ele desceu em beijos até seu pescoço e tocou a barra de sua blusa, uma de suas mãos subiu até sua barriga por debaixo dela. Sua mão quente sobre sua pele fria a fez soltar um suspiro.
JongIn puxou sua blusa enquanto suspendia os braços lhe dando tal permissão. Ele beijou-a nos lábios e enlaçou sua cintura e levou as mãos até o feche do Sutiã. Agarrou as costas do moreno, quando o sentiu abocanhar um de seus seios, enquanto massageava o outro. Gemeu para a satisfação do mais alto, que a deitou em cima do sofá novamente. Ele desceu de seu seio até sua barriga fazendo uma trilha imaginária de beijos, e desabotoou a sua calça.
JongIn puxou sua calça junto a peça intima, e sentiu os lábios dele contra sua intimidade, e sentiu seu toque molhado a levar a loucura, enquanto arqueava as costas e gemia, apertando os dedos no estofado.
— K-Kai... — Gemeu seu nome quase sem forças, sentindo que já não aguentaria aquela tortura por muito tempo.
Quando estava quase em seu limite, ele não deu tempo para que chegasse a tempo, e subiu novamente para si tomando seus lábios calorosamente. Ele se ergueu um pouco, e abaixou as próprias peças liberando sua masculinidade agora excitada. Agarrou suas coxas com agressividade e empurrou-se para dentro de si, arrancando um gemido alto de ambas as partes.
Ele movia-se para dentro de si repetindo o movimento, para a cima e para baixo, sem pressa. E apesar de ser intenso, já estava a deixando impaciente. Ele realmente sabia torturar quando queria. JongIn apoiou os joelhos no sofá enquanto as mãos agarravam o braço do móvel, ele descansou o rosto na curva de seu pescoço.
Seus movimentos se tornaram mais rápidos e seus gemidos mais altos. O som da voz grave e arrastada era tão excitante quanto o fato de ele estar dentro de si.
Ele gemeu seu nome ainda arrastadamente.
Agora estava chegando a seu limite, estremeceu debaixo do moreno, que pareceu se agradar com isso, e mudou para estocadas profundas e mais lentas. Suas unhas arranharam as costas nuas dele e puxou-o para mais perto, sentindo o atrito de seus seios contra o peito de JongIn,Era uma sensação anestesiante. As respirações ofegantes, os gemidos, a sua voz... Era aquilo que chamavam de "fazer amor".
Era o que estavam fazendo agora.
Sentiu suas defesas caírem, e logo chegou ao seu limite. Ele continuou os movimentos lentos, sentia sensibilidade pelo prazer intenso de anteriormente.
Ele saiu de dentro de si, e ambos se abraçaram sobre o móvel de sua sala. Suas respirações ainda ofegantes.
— Não pense que eu te perdoei.
Ele riu.
— Eu sei que não.
É claro que ele não sabia, Mas você o tinha perdoado. Aprendeu que para “dançar” não precisa necessariamente de música.
