Sua vida se resumia a arte, e disse a si mesma que além dela, não precisava de mais nada.
No vigésimo nono andar daquele prédio. A arte era tudo que tinha e amava. Com apenas 14 anos foi considerada a melhor artista da Coréia, seus quadros valiam uma fortuna e pintar coisas bonitas era seu precioso Hobby, quando terminou seus estudos — ainda bem jovem — decidiu que viveria apenas da sua própria arte. Trancou-se em um quarto e pintou como nunca dando inicio a uma exposição chamada: O poder surreal do toque.
Um ano se passou e suas pesas ainda continuavam em exposição em um museu de arte local, mas foi novamente convidada para um novo desafio, teria que pintar sentimentos e expressões. Traduzindo, teria que pintar algo que resumisse tudo que via de bonito, que resumisse a própria beleza.
Não tinha a mínima ideia de como fazê-lo.
Quando veio do ocidente para a Coréia, não sabia como falar com as pessoas, sua mãe era Brasileira e seu Pai Coreano, não sabia como se comunicar com aquelas pessoas que era visivelmente, tão diferentes do que estava acostumada. Seul era limpa e bonita, passava aquela imagem tranquila e acolhedora. Era o lugar perfeito para pintar. Sempre gostou de pintar, de transmitir o que sentia através da tinta, seu primeiro contado com o pincel foi sua maior felicidade, e com o tempo, largou tudo para trás e se dedicou a pintura.
Seu pai era médico, e queria que ela seguisse o seu exemplo. Mas sua mãe era artista plástica, e sempre lhe ensinou que devia fazer o que gostasse não o que os outros gostavam. Seu pai e sua mãe eram separados e quando sua mãe saiu para trabalhar em um ateliê em Paris ela lhe abandonou, com sete anos e dois meses, nas costas do seu pai.
Mesmo com a rejeição, prometeu que não seria como ela, mas seguiu seu exemplo e passou a amar as artes, seu pai não aceitou isso. Desde então, se tornou indiferente a opiniões e agora vive em um apartamento, sozinha e com roupas sujas de tinta a óleo.
Alguém bateu em sua porta, e preguiçosamente foi atender. Usava sua costumeira calça caqui e sua blusa cinco vezes maior que seu corpo totalmente suja de tinta.
— Unnie? — perguntou coçando um dos olhos, a garota do lado de fora bateu em sua mão.
— Aish! Pare de coçar o olho com a mão suja!
— Não está suja.
— Claro que está!
Empurrou-a para trás e entrou em sua casa. Hyeri abriu a boca em um “O” perfeito ao ver a bagunça do apartamento. Havia tingido em todos os lugares, até mesmo a cama estava suja.
— O que aconteceu aqui? Quando vai limpar esse chiqueiro?
— Não é chiqueiro. É a minha casa, pare de falar assim dela, ou ela se sentirá ofendida.
— Você é uma artista sabe, deveria cuidar da sua casa.
— Eu cuido, ontem eu coloquei o lixo pra fora.
— Isso não é cuidar.
Hyeri suspirou, e rapidamente afastou o lençol sujo de tinta do colchão com a ponta dos dedos e se sentou.
— Vim perguntar sobre sua obra, o museu já começou a cobrar pelas peças.
— Eu ainda não achei o que procuro, diga que esperam.
Ela lhe encarou perplexa.
— “Diga que esperem”? O Mundo não gira ao seu redor! Deveria ao menos tentar ser responsável.
Deu de ombros.
— É claro que o mundo gira ao meu redor, não só ao meu, mais ao de todos nós. O destino é uma caixa da qual...
— Poupe-me de seus discursos chatos sobre o destino. Eu sou sua sócia nisso e também tenho a ganhar, se daqui até a próxima semana você não terminar esse quadro, não precisa mais terminar, pois vai estar demitida.
Ela se levantou e saiu batendo os saltos no assoalho.
A mais nova — agora sozinha — Andou até o armário e abriu sem animação, fez uma expressão surpresa. Havia acabado seu estoque de tintas, imediatamente se irritou ao perceber que iria sair de casa, detestava com todas as forças essa parte.
Sem pressa, calçou os chinelos e andou em passos lentos até a porta da frente. Com um suspiro a abriu e saiu.
A noite estava fria, agradeceu em silêncio por estar agasalhada. Depois de mais dois quarteirões entrou na loja de tintas, comprava ali desde que se dava por gente. Pegou as tintas que precisava, e colocou em cima do balcão, saiu assim que pagou esfregando o nariz graças à vermelhidão do frio. A rua estava deserta, porém, ainda caminhava sem pressa olhando as ruas e as arvores que decoravam a calçada, procurando a mínima inspiração, mas nada saía. Gemeu baixo de frustração.
Continuou olhando aleatoriamente até que seu olhar se encontrou com o de um garoto. E aquele garoto era... Bastante conhecido. Apertou o olhar e o garoto — assustado com o encarar fixo da menina — virou o rosto para o outro lado rapidamente. Ele era bonito, muito bonito. Sua pele era branca e refletia de forma clara sobre a luz da lua. Era algo que ela realmente gostaria de pintar.
Sem se importar com o fato dele ser ou não desconhecido se aproximou e tocou seu ombro. O mesmo virou, lhe olhando confuso.
— Mark... Ssi? — Chamou o nome agora lembrado, ele piscou tentando reconhecê-la, mas reconheceu enfim, que realmente não a conhecia. Deu-lhe um sorrisinho malicioso, a garota deu um passo para trás.
Lhe olhou de cima a baixo. Ele tinha lábios vermelhos e cabelos também. Não aparentava ser mais novo que si, porém a chamou de ‘Noona’.
— Você é Irmão da Hyeri estou certa?
Ele pareceu pensar por alguns minutos.
— Eu não diria irmão, mas já que ela se referiu assim, eu também não vou discordar— A cena daquele garoto saindo do apartamento de Hyeri estava clara em sua mente, na verdade, a companhia dele na casa da mais velha era muito constante. Quando perguntou a ela quem ele era a mesma disse que era seu irmão, mas ele não se parecia nem um pouco com ela. — Você é a Noona que é sua sócia, certo?
— Sim, Eu sou.
— A Noona também precisa dos meus serviços?
Serviços?
— Que tipo de serviços você faz?
Ele lhe encarou parecendo incrédulo, depois gargalhou. Ele parecia se divertir e ela estava totalmente confusa.
— Você realmente acha que eu sou irmão dela?
— Sim, foi o que ela disse.
— Noona, Você é engraçada — Ele se controlou olhando para os olhos confusos da menina — Irmãos não se beijam Noona, não do mesmo jeito que eu a Hyeri Noona nos beijamos.
Beijar... Não era normal para irmãos? Nunca teve um irmão, mas quando Hyeri se despediu de Mark na porta de casa, ela lhe deu um selinho bem carinhoso.
— Então ela estava mentindo.
— Parece que sim. — Do outro lado da rua, uma mulher parou em um carro acenou, o garoto lhe acenou também. E logo se voltou para a mais nova — Noona desculpe, mas eu preciso ir. Se quiser os meus serviços aqui está meu numero.
Ele lhe ergueu um cartão, pegou olhando rapidamente.
— Espere! — segurou-o pela jaqueta, ele lhe olhou confuso — Eu... Eu quero te pintar!
Sentiu seu rosto ficar quente, nunca havia pedido algo assim. Parecia indecente, sempre pintou homens em seu natural, mas de alguma forma, ele parecia ser o mais bonito que pintaria.
Engoliu seco.
— A Noona é pintora? Que inesperado... Ligue-me Noona, eu realmente preciso ir.
Soltou seu braço e ele correu em direção ao carro.
Que tipo de serviço ele fazia?
● ● ●
A Sua maior felicidade foi ele ter dito que aceitaria ser pintado. Comprou bastante tinta vermelha, queria algo chamativo, queria compartilhar com as pessoas a beleza que ele tinha.
Ouviu as batidas na porta, e limpou as mãos no avental que vestia antes de correr para abrir. Era Mark, com um típico sorriso no rosto.
— Olá Noona — se curvou.
— Pode entrar, por favor.
Ele entrou e olhou em volta. Ficou repentinamente nervosa em estar sozinha com um garoto, afinal de contas, o contato masculino nunca foi algo normal para si, a maioria de suas amizades — ainda que poucas — Eram garotas.
— Sua casa é bastante bagunçada, Noona — Ele lhe olhou com uma careta — Quer ajuda para arrumá-la?
Seu rosto se fechou em uma carranca.
— Não fale mal da minha casa, por acaso, criticar a casa alheia é o seu tal serviço?
— Não, Na verdade é algo... Bem melhor — Sua voz soou maliciosa e rouca, por instinto, deu um passo para trás piscando rapidamente, quebrando a tensão, ele riu — Acalme-se Noona, não vou fazer nada com você, a não ser que você realmente queira.
— Acho melhor nós começarmos, Pode colocar suas roupas ali em cima. — Apontou para a cadeira perto da janela fechada, ele assentiu e começou a tirar o casaco.
Ainda olhando em volta do pequeno apartamento, ele viu um quadro, nele havia a imagem de uma garota, em sua opinião, muito bonita.
— Quem é aquela garota, Noona?
Olhou em direção ao quadro, agora ajeitava a tela no cavalete.
— Sou eu.
Ele parecia surpreso.
— Você? — apontou novamente para o quadro — Foi um autorretrato?
Negou.
— Foi um amigo que fez.
Voltou sua atenção novamente para as tintas, ele continuou a tirar a roupa e colocá-la sobre a cadeira. Ele começou a tirar as calças, por impulso, desviou o olhar da tela e se voltou para o mesmo quase que discretamente, porém, não conseguia ser discreta.
— Noona, eu não me importo se você admirar.
— E-Eu... Não estava admirando nada, e pare de me chamar de ‘Noona’, é irritante.
— Mas você não é minha Noona?
— Quantos anos acha que eu tenho?
— Achei que tinha a mesma idade que a Hyeri Noona.
Deu suspiro pesado, parecendo irritada.
— Hyeri já tinha seus dez anos quando eu nasci.
Ele ponderou por um tempo, depois sorriu.
— Então você tem que me chamar de ‘Oppa’.
— Oppa? Hm... Ok, Oppa.
Viu o rosto do garoto corar levemente, era incrível como conseguia aceitar tão bem uma provocação.
— Você não liga em ver homens nus, sozinha neste apartamento, alguma coisa de ruim poderia acontecer, não acha?
Colocou as tintas na aquarela, e lhe olhou indiferente.
— Todos os homens que eu trouxe até agora são profissionais, eles não fariam nada comigo.
— E se eu fosse uma exceção?
Arregalou os olhos aumentando a malicia no olhar do mais alto.
— Você faria alguma coisa?
Ele estava somente de cueca, a Box vermelha parecia ser um contraste a mais, não queria reparar naquilo, mas era impossível.
— Sabe Noona, Você é uma mulher interessante. Foi a primeira a me procurar sem segundas intenções, foi uma surpresa para mim, mas lhe vendo com um olhar tão inocente, me dá vontade de tirá-lo do seu rosto.
Ele se aproximou de si enquanto corava com suas palavras, aquele tipo de ação tão repentina. Como ele tinha coragem de lhe dizer aquelas coisas?
— M-Mark Ssi...
— Bianca, Eu aceitei vim até aqui e ser pintado de forma tão constrangedora, você deveria saber que eu não viria de graça — Já próximo o suficiente ele a puxou pela cintura — E eu só aceito pagamentos antecipados.
Levou as mãos até seu abdômen na intenção de empurrá-lo, mas ela era forte e a segurava possessivamente.
— O-O q-que...
— Vamos Bianca, Você tinha perguntado que tipo de serviço eu fazia, estou apenas te respondendo. — Ele sussurrou olhando para seus lábios, e sem deixar que lhe respondesse, fechou a distancia em um beijo. Abriu os lábios para protestar, mas ele aproveitou-se para fazer com que sua língua adentrasse em sua boca. Sentiu um arrepio percorrer pelo seu corpo ao sentir a língua quente em contato com a sua, acabou se derretendo em seus braços e ainda atordoada, passou os seus pelo seu pescoço.
Era frenético e louco, ele era apenas um conhecido de Hyeri, como poderia beijá-lo desta forma? Só havia tido este tipo de experiência uma vez na vida por pura curiosidade, mas aquele tipo de sentimento que se instalava de forma repentina no seu corpo, Era viciante. Queria tocá-lo e queria que ele a tocasse.
Sentiu suas mãos percorrerem sua cintura, passando por debaixo da blusa grande e cheia de tinta, ele apertou-a e colou — como se fosse possível — seus corpos. Ele desviou os lábios dos seus, indo de encontro ao seu pescoço, e sugou ali, beijando logo depois. Sem conseguir se conter com o toque, sua respiração se alterou. O sentiu a erguer e olhar em seus olhos. Estava quente, sentia a temperatura aumentar a cada toque dele, Mark estava tão ofegante quanto si, afastou as tintas que estavam em cima de cima da mesa da sala, e a sentou apertando suas coxas a fazendo gemer de surpresa.
Ele selou seus lábios novamente e entre o beijo escorregou a mão em direção ao cós da calça de si, por impulso se ergueu para que ele tirasse, ele tirou a calça de si e puxou-a colando seus quadris, fazendo-a suspirar pesadamente. Ele acariciou seu rosto e beijou seu queixo mordiscando logo depois, ele subiu as mãos por sua barriga de forma leve suspendendo a blusa e a tirando.
Corou quando ele olhou para seus seios e novamente para si, com um sorrisinho de canto insinuando seu próximo passo.
Mark desceu os lábios até o seu ombro, lentamente passando sobre o pescoço e indo até o seu seio ainda coberto pela renda do sutiã, vendo o olhar dele sobre si e vendo que não havia outra maneira a não ser se entregar a loucura, desceu as alças da peça em um movimento demorado que o fez protestar de impaciência. Soltou o feche e sentiu os lábios quentes dele de encontro ao seu bico rígido — agora exposto — e deixou um gemido tímido escapar de seus lábios, fazendo-o sorri contra sua pele quente. Ele acariciava o outro seio com uma das mãos e os gemidos se intensificaram. Estava fervendo, sentia-se ferver com seus toques.
Levou uma das mãos até sua nuca, puxando os fios avermelhados e a outra apertou o braço do mesmo, deixando a marca de seus dedos neste. Beijou-a novamente e a desceu da mesa andando — sem quebrar o beijo — em direção à cama tingida, sem se importar com a tinta manchando os lençóis a jogou em cima desta e deitou-se sobre si, entre suas pernas roçando as intimidades cobertas pelo pouco tecido, ele arfou. Soltou um pequeno gemido. Desceu sobre seu tórax traçando uma linha imaginária de beijos até o cós de sua calcinha, ele mordeu este puxando a renda, olhava-o enquanto fazia e tudo se tornava mais excitante.
— Noona, Você é mesmo uma caixinha de surpresas... Eu não esperava vê-la usando algo assim.
Não respondeu a provocação, apenas esperou pelo próximo passo do garoto, e este puxou a peça com os dentes, tirando-a. Ele desceu até sua intimidade e deslizou as mãos sobre sua coxa esquerda, a menor percebeu a respiração desregular do outro. Sentiu o toque morno e molhado dele em si, e arqueou as costas e desceu a mão até os fios macios puxando-os enquanto tentava conter os gemidos. Chegou ao seu limite e gozou em sua boca. Estava ofegante, aquele prazer momentâneo que se espalhou rápido sobre o corpo dela.
Mark subiu até seus lábios e sentiu sua mão sobre seu abdômen descendo em um movimento lento até sua cueca, viu um sorriso até agora desconhecido em seu rosto, ele conseguiu lhe arrancar o olhar inocente e tudo que sobrou foi o encarar malicioso e cheio de luxuria.
Seus dedos adentraram no tecido vermelho passando pelo cós e chegando a masculinidade do garoto, ele encaixou o rosto entre seu pescoço e sugando o lugar. Acariciou ali e continuou repetindo o ato até que ouviu o gemido rouco em seu ouvido que ficava mais alto a cada toque.
— Noona... Hmmm...
Ele inclinou-se fingindo uma penetração, e parou sua mão, recebendo um protesto silencioso.
— Ainda não, não seja tão apresada, Noona.
— Eu não posso esperar mais...
— Noona.
Girou seu corpo em um impulso ficando por cima, e sentiu o volume do membro ainda coberto pela cueca, rebolou arrancando um gemido dos lábios rosados do mais alto, o mesmo segurou em sua cintura estimulando-a a continuar.
— Oh... Sim, Noona... Oh Deus!
Deitou-se por cima dele e beijou seu ombro, seguindo em direção à clavícula e chupando o local ainda ouvindo seus gemidos baixos, então puxou a peça e moveu-se o sentindo dentro de si. Ele segurou seu quadril fazendo-a encaixar por inteiro em seu membro rígido, rebolava em cima deste e ele agarrava a cintura da garota, fazendo a mesma cavalgar. Gemia de forma enlouquecedora sobre ele, e aquele o excitava ainda mais. Tocava o peito dele enquanto aumentava sua velocidade, vendo-a que estava quase em seu limite ele trocou novamente de posição, ficando por cima de si e segurando suas coxas em volta de seu quadril.
Ele investia violentamente em seu interior, e os gemidos aumentavam cada vez mais pelo pequeno apartamento, Mark segurou seus pulsos acima da cabeça e tomou seus lábios em um beijo selvagem abafando os gemidos da menor.
Estremeceu embaixo de dele, estava quase lá, era possível ouvir o atrito entre seus corpos e as estocadas ficavam cada vez mais intensas. Ele passou a sussurrar coisas em seu ouvido, coisas que apesar de achar chulas saiam prazerosas graças ao momento.
— Vamos Noona, me chame de Oppa.
Não o fez, e um tapa estralado atingiu uma de suas coxas, arranhou as costas dele deixando os vergões marcarem a pele pálida. Passou a observar as pequenas gotículas de suor que se formavam em sua testa, Mark a estocou mais forte.
— Oppa!
— Boa menina.
Chegou ao seu clímax, apertando o corpo contra do dele, abraçando-o com suas pernas e braços. Ele continuou a estocá-la e quando estava chegando ao seu limite, saiu de dentro dela desabando sobre a cama. Ainda ofegando a viu se esconder entre os lençóis, que só agora notou o quão sujos estava, suor e tinta se misturaram.
Ele puxou-a para perto e colocou o queixo em sua cabeça, Você suspirou nervosamente, mas não retribuiu o abraço.
— Isso foi incrível, Noona — sussurrou apertando-a em seus braços — Espero que você possa me chamar para ser seu modelo mais vezes.
● ● ●
Na semana seguinte um quadro em Seul bateu o recorde de vendas em uma feira de artes, a artista deu um pequeno comentário em que dizia que seu maior trabalho foi aquele. Pois aquela silhueta nua sobre a cama, manchando o travesseiro com seus fios curtos, sobre o sol frio que irradiava da janela de seu apartamento foi a sua própria personificação da beleza.
