Yongguk: Secret Love

Y O N G G U K — S E C R E T  L O V E 



Os meninos estavam sentados na arquibancada e as meninas — obrigatoriamente — estavam reunidas no meio da quadra definindo times, sua mente vagava para ele a todo instante.
Ele tinha aquela pose de badboy e quem não o conhecia até poderia pensar que ele era realmente um garoto mal, doce ilusão! Você o conhecia melhor do que qualquer pessoa no mundo e sabia quem ele era de verdade.
— Vai fazer um buraco na cara do coitado de tanto que o olha — falou sua amiga te puxando para o outro lado da quadra.
— O que? — você perguntou sem entender direito o que ela disse.
— Deixa pra lá — ela falou e deu os ombros.
Os times foram escolhidos e infelizmente tinham te escolhido, não sabia como, mas tinha habilidades boas o bastante para esportes, porém evitava ao máximo praticar qualquer algum. A partida iniciou e lá foi você participar, não tinha como recusar... Não queria ouvir uma bronca da professora na frente de seus colegas, então faria seu melhor durante o tempo que fosse necessário.
A bola foi passada para você e tentou arriscar, deu um chute a gol. A bola foi pelo ar e bateu na trave e em seguida seguiu na direção da arquibancada.
— AI MEU DEUS! — você exclamou.
Aquilo não poderia ser verdade, qual era a probabilidade disso acontecer? Uma em cinco milhões? A bola foi direta e certeira na testa do Yongguk! Você olhava incrédula para a cena e ele massageava a área atingida.
Você paralisou onde estava e viu uma roda de pessoas se formarem em volta dele, estava com medo de se aproximar e ele mostrar o lado ruim, afinal aparência onde estudavam era tudo e ele tinha uma reputação a zelar.
— QUEM FOI? — ouvi ele berrar e a rodinha dos curiosos de abriu. Sua cara de assustada denunciava na hora que era a culpada.
Seus pés se moveram lentamente até perto o bastante para ele te ouvir, porém longe o bastante para conseguir correr caso ele se levantasse e viesse te afrontar.
— Me desculpa Yongguk — falou encarando o chão — Não foi por querer.
— Você é estupida demais para fazer algo assim de caso pensado — ele falou ríspido, alguns risos puderam ser escutados. Você ficou quieta e saiu dali sem dizer mais nada.


— Sua idiota — falava uma garota te prensando contra a parede, ela e as amigas te cercavam — Sabe que poderia ter machucado ele seriamente?
O incidente com o Yongguk aconteceu logo no primeiro período das aulas, você passou o dia recebendo ameaças das admiradoras dele e estava completamente irritada no final das aulas.
— Ele está perfeitamente bem, não está? Então me deixem em paz — você respondeu com raiva, elas não tinham nada a ver com a história e queriam vir tirar satisfações, quem elas pensam que são? Saiu empurrando as meninas que te barravam e seguiu para a saída do colégio.
Era sempre uma das últimas a sair não só da sala, mas da escola. Como era uma boa aluna e suas notas sempre se mantinham altas, alguns professores te pediam para ajudar alguns estudantes que tinham dificuldades em certas matérias, passou na sala dos educadores para entregar um relatório que fazia do que havia explicado antes de ir para casa.
Suspirava pesadamente enquanto caminhava para a parada do ônibus, estava tão imersa em seus pensamentos que só notou a presença dele quando o sentiu entrelaçar com a sua mão com a dele.
— No que você está tão concentrada? — Yongguk questionou.
— No quanto suas fãs são insuportáveis!
— O que aconteceu?
— Recebi ameaças o dia inteiro por sua culpa.
— Ya — ele retrucou — Foi você que me acertou com a bola, não me culpe.
— Foi se querer.
— Eu sei — ele falou sorrindo de forma gentil e parou a sua frente — Desculpa te chamar de estupida.
— Tudo bem Sr. Sou bonzinho e não quero que ninguém saiba disso — você disse rindo e depois tocou a testa dele — Machucou? Ainda está vermelho.
— Não foi nada, depois melhora.
— Amor — você o chamou.
— Sim?
— Estou com dificuldade em matemática.
— Mentirosa — ele respondeu rindo.
— Ainda tem aquele bolo de chocolate na sua casa? — perguntou revelando suas verdadeiras intenções.
— Interesseira — ele falou e selou seus lábios.
Seguiram todo o caminho até a casa dele trocando caricias e brincando, até se esqueceu que momentos atrás estava com raiva. Quando estava com ele se esquecia do mundo e de todos seus problemas.
Você estava sentada sobre a mesa da cozinha saboreando o tal magnifico bolo de chocolate que só a mãe do Yongguk sabia fazer, ela te prometeu passar a receita depois de tanto que você elogiava.
— Sabe  — ele falou se aproximando de você, tirou o prato vazio do seu colo e o colocou de lado, segurou suas pernas acariciando onde suas mãos encostavam — O que acha de assumirmos que estamos juntos?
— Você está louco? — você questionou espantada.
— Por que não?
— Só por te dar aula a dois anos atrás eu apanhei daquelas meninas — recordou, ainda tinha uma cicatriz sobre a sobrancelha — E depois do que aconteceu hoje, nem pensar.
Vocês namoravam escondidos a pouco mais de um ano e meio, ele queria assumir e você de recusava. Haviam se conhecido quando ele teve dificuldades com matemática e história e você o ajudou em ambas as matérias, vocês se tornaram próximos e passaram a frequentar a casa um do outro, sentimentos além de amizade surgiu entre vocês e assim começaram a namorar. Mesmo com receio, pois havia levado uma surra de umas 10 meninas, decidiu seguir em frente com esse relacionamento e aquela foi a decisão mais feliz que tomou, porém estremecia por completo ao imaginar alguém daquela escola descobrindo, ou sequer desconfiando, seu medo era tanto que nem para sua melhor amiga você contou que estava com o Yongguk.
— Elas não vão fazer nada.
— Quem me garante?
— Eu — ele bateu no peito — Eu te garanto.
— Elas não vão fazer nada na sua frente — você disse envolvendo seus braços na cintura dele — Mas você não fica todo o tempo ao meu lado.
Ele suspirou — O que eu tenho que fazer para você acreditar em mim? — questionou te encarando.
— Eu acredito em você, só estou sendo realista com algumas coisas — você respondeu.
— Se assumíssemos, eu nunca te deixaria sozinha naquele lugar — ele selou seus lábios — Ficaria ao seu lado todo o tempo — ele selou novamente, porém de maneira mais demorada — E sabe por que isso?
Você negou.
— Porque eu te amo  — outra vez seus lábios se encontraram, mas não foi um breve selar, aprofundaram o contato num beijo mais intenso, quando nos separamos em busca de ar, ele continuou — Eu não vou deixar nada de mal acontecer com você.
Sabia que isso ia dar merda, sabia que deveria se manter firme na sua escolha, mas ele falando aquilo de forma tão sincera e convicta te convencia, sabia no fundo que ele não conseguiria te manter segura 100% do tempo, tinha certeza absoluta disso.
— Você não pode me proteger 24 horas por dia Bang Yongguk — você falou afundando o rosto na curva do pescoço do rapaz.
— Claro que posso — ele falou afagando seus cabelos — Sou capaz de tudo por quem eu amo.
— Se continuar sendo meloso eu vou te bater.
— Prefere o badboy sua ingrata?
Você riu e ele te acompanhou — Não, só prefiro você menos viado.
— Vou te mostrar o viado.
Ele te puxou para frente pelo quadril e você entrelaçou suas pernas no corpo dele, suas intimidades se atritavam ainda cobertas por suas roupas enquanto se beijavam de forma vigorosa e ardente.


As cegas chegaram ao quarto dele, estavam completamente nus. Ele por cima distribuía selares que iam do lóbulo da sua orelha até seus seios, se concentrando neles por algum tempo e depois voltando a subir até chegar na sua boca. Uma de suas mãos estavam apoiadas ao lado do seu rosto enquanto a outra tocava sua intimidade, alternando entre movimentos lentos torturantes e algumas vezes inserindo alguns dedos.
Seus dedos brincam com os fios de cabelos da nuca dele ao mesmo tempo que solta arrastados gemidos com os toques e estímulos dele sobre seu corpo. Ele começou a introduzir o membro dele em você e suas costas formaram um arco sobre a cama por um instante, sua respiração acelerava conforme ele aumentava o ritmo e a intensidade das estocadas.
Era impossível conterem os gemidos que saiam cada vez mais altos, o cômodo era dominado pelo som de seus murmúrios de prazer, suas respirações pesadas e inconstantes, seus corpos se chocando e palavras desconexas que escapavam da boca de ambos.
Os movimentos eram cada vez mais precisos e cada investida dele aumentava a excitação entre vocês, estava completamente tomada pelo desejo e ele massageava todo seu corpo. Sentiu suas pernas tremulas e ondas elétricas percorrem seu corpo, o nome dele saiu claramente dos seus lábios seguido de um gemido arrastado quando chegou ao seu ápice.
Ele te encarava e um sorriso satisfeito se fazia presente em seu semblante, ele ainda mantinha as investidas. Sentia o membro dele pulsando dentro de você enquanto afundava as unhas nas costas dele pelo prazer absoluto de segundos atrás, mais alguns arremates e ele se desfez gemendo próximo ao seu ouvido.
Ele saiu de dentro de você e foi para o banheiro, voltando momentos depois e deitando ao seu lado, ambos completamente exaustos.
— ele te chamou e você, antes de costas, se virou para encara-lo. Ele selou seus lábios de forma delongada, movimentando-os lentamente e encaixando suas bocas — Não quero mais esconder do mundo que você é minha.
Você riu — Acho que amanhã vou levar uma surra de metade da escola, ser sua namorada assumida não vai ser fácil.
— Vou te proteger meu amor.
— E eu vou mandar a conta do hospital para sua casa.
— Sinto muito meu amor, mas eu não vou estar em casa para receber — você o olhou confusa e ele continuou — Vou estar espancando quem fizer tal maldade com você.