— Amor, amor — CNU te acordou sussurrando no seu ouvido e te cutucando.
Abriu os olhos com dificuldade e foi tomada pelo cansaço ainda presente em seu corpo, devido ao dia anterior que fora muito carregado graças ao seu patrão que era mais desorganizado que o seu próprio namorado.
— O que? — você perguntou com a voz rouca.
— Acorda amor — ele falou manhoso.
— Que horas são? — você se sentou na cama.
— Quase seis horas manhã — ele respondeu sorrindo.
— Não CNU, você não fez isso! — falou ficando de mal humor.
— O que? — ele perguntou fingindo ser inocente.
— Me acordou as cinco da manha em pleno sábado! Eu to muito cansada! — você reclamou se segurando pra não bater nele.
— O que tem? Você precisa acorda cedo, ta ficando muito preguiçosa! — ele respondeu na cara de pau.
Você voltou a se deitar na cama e tentou empurrar ele da mesma, porém o garoto era pesado e mais forte que você, ele segurou seus braços e te puxou para perto dele e te fez ficar de bruços em cima dele, deu um selinho em você e abriu um sorriso.
— Faz café pra mim? — ele pediu.
— Se vira! — saiu de cima dele.
— Ok— ele falou se sentando na beira da cama — Vou ali colocar fogo na casa já volto.
— Não, deixa que eu faço! — você se levantou da cama às pressas.
Foi para cozinha preparar o café pro “amado”, preferia perde algumas horas de sono a deixar esse sem juízo mexer em algo na cozinha.
Escutou os passos dele pelo cômodo, depois o barulho da cadeira sendo arrastada pelo chão, ele soltou um suspiro alto, porém você deu de ombros para a presença dele.
— Também quero pão — ele falou.
— Então vai comprar — você respondeu de mal humor.
— Vai pra mim — CNU já estava fazendo seu sábado começar com o pé esquerdo.
— Para de ser assim CNU.
— Assim como?
— Chato! — respondeu com clareza.
— Eu chato? — ele riu sarcasticamente — Você tem muita sorte de ter um namorado como eu!
Você preferiu ficar calada, não iria dar corda pra essa sessão de infantilidade dele, deixou o silenciou voltar a tomar conta do cômodo, porém o mesmo foi brevemente substituído pelo cacarejar de um galo.
— Olha mor, você cantando — CNU voltou a dar inicio as brincadeiras.
— Sabia que é o macho que canta? — você respondeu vitoriosa.
— Você nem parece muito mulher mesmo... Mulher bruta, faz tudo que um homem faz — ele respondeu como sempre com a resposta na ponta da língua.
— Quer ficar sem café? — ameaçou o garoto.
— Quer ficar sem mim? — ele falou com um sorriso sádico.
— Tchau — você respondeu fingindo não se importar.
— Oi — ele riu.
Você se virou com a expressão fechada para ele, o mesmo parece ficar serio ao ver sua decepção com a infantilidade dele.
— Desculpa mor... — ele pediu manhoso.
— Pode tomar seu café — você respondeu fria — e será que da pra você tentar ser ao menos um pouco romântico?
— Amor? — ele te chamou ao ver você indo brava para o seu quarto.
Você deu de ombros e continuo seu trajeto, assim que entrou no quarto trancou a porta do mesmo e se jogou na cama, até desligou o celular para prevenir que ele não te incomodasse. Depois de uns minutos escutou ele batendo na porta pedindo para você abrir e conversar com ele, mas você fechou os olhos com força e tampou os ouvido ignorando, até que acabou dormindo.
Acordou as duas da tarde e levantou em um pulo da cama, pois havia dormido demais, ligou o celular e bufou ao ver cinco ligações do CNU, quando saiu do quarto não viu nenhum sinal da presença do garoto, foi para sala onde estava sua mãe com os olhos presos na TV.
— Mãe cadê o CNU? — você perguntou.
— Foi pra casa dele... Vocês brigaram né? — sua perguntou já certa da resposta.
— Não foi uma briga... — você respondeu duvidosa.
— Ele falou que você esta com raiva dele — sua mãe continuou — Falou que vai tentar se redimir hoje e que é pra você se arrumar porque sete horas ele vai vir te buscar.
— Ah, quero só ver o que esse ser vai aprontar agora... — você riu já desaprovando a ideia.
● ● ●
Você já estava pronta e esperava tranquilamente CNU aparecer para te buscar, já passava das sete e meia e nada dele aparecer, já estava até achando que ele tivesse dado pra trás, até que escutou a buzina do carro dele.
— Até mais mãe... — você se despediu.
— Vai dormi na casa dele né? — perguntou sua mãe.
— Não sei, qualquer coisa ligo pra te avisar — você deu um beijo na bochecha dela e foi para fora da casa.
— Você esta linda amor — CNU falou te admirando e soltando um assovio — você fica realmente boa nessa roupa...
— Hum... — respondeu o lembrando de que ainda não tinha o perdoado pelo feito dele esta manha.
— Aff... — ele bufou entrando no carro.
Você entrou no carro e logo em seguida ele já ligou o mesmo parecendo ter ficado mal humorado e fechado.
— Pra onde vamos? — perguntou fria.
— Jantar fora... — ele respondeu ficando de bom humor outra vez — melhor restaurante da cidade.
Você riu ironicamente, se recusava a acreditar que ele estava mesmo tentando ser romântico, queria só ver a onde ia dar toda essa presepada dele.
— Vai dizer que é a luz de vela? — perguntou irônica.
— Por que não seria? — ele perguntou ingenuamente fazendo você rir mais ainda — Não é a luz de velas não, eu sei que você iria me zoar se fosse...
Ficaram o resto do percurso em silencio, quando chegaram ao restaurante ele fez questão de ir até a mesa de mãos dadas com você.
— Eu posso escolher o que você comer? — ele perguntou.
Você cruzou os braços e revirou os olhos mostrando estar odiando a tentativa boba dele de te agradar para recompensar os anos de namoro no qual ele só te atormentava e irritada, até chegou a se pergunta por que ainda estava com ele.
— Tanto faz — você respondeu desinteressada.
— Por favor — ele falou — colabore também!
— Talvez... — você respondeu.
Ele fez o pedido e começou a te encarar esperando alguma reação de você, que apenas o encarava de volta tentando se segurar para não rir da arte que ele estava fazendo.
— Até que você fica fofo... — você respondeu dando o braço a torcer — você fica muito fofo tentando ser romântico.
Ele soltou um riso abafado e abriu um sorriso de canto, ajeitou os óculos no rosto e segurou uma das suas mãos.
— É pra ser romântico não fofo — ele falou manhoso.
— CNU você nunca vai consegui ser romântico — falou realista.
Um bico se formou no rosto dele, e você se inclinou sobre a mesa e acabou dando um selinho sobre o biquinho dele.
— Vamos comer agora — ele falou pegando a comida que o garçom do estava servindo.
Enquanto vocês jantavam trocaram poucas palavras, pois CNU sempre tentava se concentrar mais em comer do que dar atenção para outras coisas. Quando terminaram ele foi pagar e você já foi para o carro onde ficou esperando ele.
— Gostou? — ele perguntou te abraçando.
— Um pouco, mas isso não foi o suficiente para se redimir — respondeu sinceramente.
— Ainda bem, porque tem mais coisa te esperando na minha casa — ele falou mordendo de leve seu pescoço — entra — CNU abriu a porta do carro para você.
Quando chegaram na casa dele, estava tudo arrumado para a sua surpresa, até ficou surpresa ao ver a casa organizada. CNU foi logo para a sala, quando você chegou lá ele estava com o microfone do karaokê e colocou uma musica desconhecida para você e logo começou a fazer um rap dedicado para você.
Enquanto ele fazia as rimas você tinha a mão sobre a boca, pois era engraçado e fofo ao mesmo tempo, tudo menos romântico.
Assim que ele terminou o rap se aproximou de você e te abraçou e te deu um selinho depois te olhou esperando uma resposta.
— Ficou fofo — respondeu.
— Fofo? — ele perguntou parecendo ficar triste — só fofo? Eu passei a semana toda escrevendo esse rap...
— O rap ficou ótimo, mas você fazendo isso ficou fofo, só — explicou.
— Então vamos pro meu quarto que eu vou te mostrar o fofo — ele mordeu o lábio inferior te provocando.
— E a parte de ser romântico? — perguntou o lembrando da tarefa dele naquela noite.
— Eu não consigo mesmo... Então vamos pra parte do ser safado — ele beijou seu pescoço.
Você se virou de costas para ele, e foi envolvida pelos braços do rapaz que começou a andar abraçado com você até o quarto dele, quando se aproximaram da cama dele, ele te fez virar para ele e te empurrou na mesma, depois subiu em cima de você.
Você olhou com um sorriso malicioso para ele e tirou o óculos do menino colocando ele em outro canto da cama. Depois passou as mãos pelos fios de cabelos macio dele e segurou o mesmo puxando o rosto dele para perto do seu, até que por fim selaram os lábios, ele pediu passagem com a língua e logo vocês estavam brincando com as mesmas.
Enquanto a língua de vocês se entrelaçava a mão de CNU passava por todas as curvas de seu corpo até que parou sobre sua coxa onde ele apertou com força e a levantou, depois fez o mesmo com a outra perna, por fim encaixando o quadril ele sobre as suas pernas, e começou a esfregar os íntimos de vocês.
Você parou o beijo para soltar um gemido, porém ele logo voltou a te beijar e começou a tirar sua blusa, depois seu sutiã. Passou a língua por um dos seus seios e começou a deixar vários beijos sobre eles, depois voltou a te beijar agora com mais ansiedade e desejo.
Já era possível perceber a respiração desregulada dos dois, e algumas gotas de suor se formando sobre a testa de CNU.
Levou suas mãos para o zíper da calça dele e abriu, ele percebeu que não iria dar pra se despir nessa posição então saiu de cima de você e se livrou de todas as roupas de uma vez só, você se sentou na cama fazendo ele te encarar confuso, até que você bateu sobre o colchão indicando para ele se sentar ali. Ele se sentou e você levou o rosto para perto do intimo já ereto dele, passou a língua suavemente pelo pênis que pulsava e escutou ele soltando um gemido, por fim enfiou o membro todo na boca, tirando o mesmo lentamente de dentro da sua boca, depois passou a língua de levinho na glande do garoto, que segurou seu cabelo com força fazendo você voltar a chupar o pênis por inteiro, começou a usar a mão também para estimular mais CNU, até que tirou os lábios de perto do intimo dele e apenas continuou a masturba-lo enquanto colava mais uma vez os lábios dos dois.
— ... — ele gemeu.
Você deu de ombros e uma das suas mãos foi para o peitoral dele empurrando o garoto para trás e fazendo ele se deitar, você se levantou por um momento para tirar suas últimas peças depois sentou em cima do colo dele, encaixando o pênis dele sobre sua vagina e por fim sentindo o mesmo te penetrar, começou a fazer movimentos de sobe e desce lentamente olhando fixamente para CNU que mordia os lábios, apertava sua coxa e seu bumbum.
Ele começou a controlar seus movimentos fazendo você se movimentar com mais velocidade sobre o colo dele, ficaram um bom tempo nisso até que você chegou ao orgasmo e sentiu todo seu corpo estremecer, depois sentiu ele jorrar o liquido dentro de você.
Você se deitou em cima dele e deu um beijo bem suave em CNU que acariciava seu cabelo fazendo seu sono chegar.
— Amor... — ele pronunciou.
— Oi? — você perguntou.
— Prometo parar de ser tão atentado assim — ele falou.
— Vamos ver se você consegue, quero só ver — você duvidou.
— É... Então será que da pra você lavar minha roupa amanha? — ele pediu na cara de pau.
Você deu um tapinha nele e riu da ousadia dele, mas no fundo você não se importava com toda essa cara de pau dele, afinal, você o ama, e no amor as pessoas amam uma a outra do jeito que elas realmente são, sem se importa com os defeitos e as diferenças.
— Você tem sorte que eu te amo muito... — você sussurrou no ouvido dele.
— Eu também te amo muito minha vaquinha — ele deu um beijo na sua testa.
