L.Joe: Garota Problema



 Eu não quero ir! — gritava do teu quarto para a tua mãe que estava na cozinha.
 Você vai sim! Já te matriculei e ai de você se arrumar problemas no teu primeiro dia de aula nessa escola nova! — gritou de volta.
 Ninguém merece! — resmungou bufando teu cabelo ainda despenteado que caía sobre teu rosto.
Queria, em teu novo colégio, passar uma imagem de “não mexa comigo”, portanto vestiu uma calça preta e uma blusa branca onde se via uma imagem de uma bola de chiclete sendo soprada e, no meio da figura, as palavras “we rock it”. Uma jaqueta do teu irmão mais velho que não residia mais a casa com você, onde tinha duas listras brancas na beirada das longas mangas e na gola, complementava o visual. Calçou um tênis de skatista branco com detalhes em preto e para finalizar, colocou em cima de teus cabelos soltos um boné preto onde na frente podia-se ler em letras bastão e um tamanho grande a palavra “QUEEN”. Pegou tuas coisas e foi à cozinha de encontro com tua mãe.
 Você não vai vestida assim não, né? — ela perguntou fazendo uma careta de desaprovação.
 Estou vestida assim a poucos minutos da gente sair. O que você acha? — respondeu colocando uma goma de mascar na boca.
 Mais respeito com a sua mãe, mocinha! — te repreendeu.
— Que seja. Vamos logo! — disse abrindo a porta e indo em direção ao carro.
Ela ligou o automóvel, deu marcha ré e saiu rumo ao teu novo colégio.
[...]
 Parece que a senhorita não tem uma ficha escolar muito limpa — disse o diretor avaliando tuas papeladas — Notas baixas, frequentes visitas à diretoria, péssimo conselho de classe, reclamações tanto dos alunos quantos dos professores... — ele arregalou os olhos quando leu a última frase da folha, lá em baixo — Expulsa?! Você foi expulsa?
 A vida é cheia de acontecimentos chocantes — respondeu enquanto estourava uma bola de chiclete.
 Não acho que esta seja uma escola apropriada para você — disse num tom informal.
 Também não acho, mas minha mãe está me obrigando a estudar aqui. Diz ela que essa escola pode me “consertar” — fez aspas com os dedos quando falou consertar — Então já que não posso ir para o céu, só me resta o inferno.
 Muito bem — disse sem paciência — Pode ir para tua sala — te entregou um papel com a localização do lugar — Pode se retirar. E vê se não arranja problemas!
 Não te prometo nada — respondeu antes de fechar a porta atrás de ti, não dando a chance do diretor se pronunciar.
Pisava fundo enquanto olhava o número de cada porta tentando achar sua sala.
 Que droga de escola! — resmungava baixo — Como se não bastasse eu ter que me mudar para cá repentinamente, ainda tenho que aturar um diretor dizendo que essa escola não é apropriada para mim e blá blá blá. Ele me rebaixou, foi isso? — bufou em indignação e nem percebeu quando trombou com um garoto, bonito por sinal — Ei, não olha por onde anda?
Ele parecia estar atrasado pela expressão que tinha em sua face.
 M-Me desculpe — o rapaz à tua frente tinha o rosto um tanto quanto delicado. Usava óculos e seu cabelo roxo estava levemente bagunçado, porém ainda no lugar. Parecia um nerd. Era alto e nossa senhora, que olhos eram aqueles? — Mas você também não presta atenção na hora de andar!
Você o olhou um tanto irritada por ele ter falado contigo desta forma. Ele percebeu e logo reformou sua frase.
 D-Digo... Desculpa — ele tentava passar por você, mas sempre que ia para um lado, você ia para o mesmo, o impedindo de ir para qualquer lugar — P-Por favor, pare com isso. Eu já te pedi desculpas! — pedia num tom desesperado para não chegar atrasado à aula.
Você, por já ter vivido várias aventuras, logo deduziu de cara. “Este é um pedaço de mau caminho.”
 Te desculpo se me ajudar a encontrar esta sala — você o entregou o papel que o diretor havia te dado. Ele a analisou e em menos de dois segundos tirou uma conclusão.
 É para onde estou indo! Vamos, te levarei até lá — ele alargou o sorriso e você quase desabou no chão, se não tivesse se lembrado que VOCÊ era a garota durona e difícil — A propósito, meu nome é Lee Byung Hun, mas pode me chamar de L.Joe — disse enquanto caminhavam.
 L.Joe? Por que L.Joe? — mantinha teus olhos fixos nele enquanto andava, mas sempre prestando atenção no caminho.
 Bom, quando eu morava nos Estados Unidos, meus amigos me chamavam de Joe. Apenas juntei a inicial do meu sobrenome com o nome que me deram.
 Ah sim.
 Bom, aqui está a sala e droga! Estou atrasado! — xingou baixo olhando para o relógio. Não sabia se entrava ou ficava para fora.
 Com licença — pediu passando por ele e abrindo a porta numa força só, puxando-o para dentro.
 O que você está fazendo? Ficou louca? — sussurrou desesperado para você.
 Sr. Lee Byung Hun, está atrasado! — disse a professora, ríspida.
 D-Desculpa... É-É q-que... — ele tentava arranjar uma desculpa.
— É que eu sou nova no colégio — interviu — E o diretor o mandou para me ajudar a achar o meu caminho — respondeu com um certo tom cínico na voz.
 Tudo bem — disse fria — Agora que já achou teu caminho, gostaria de fazer o favor de sentar?
 Claro, a propósito, meu nome é .
 Muito bem, , agora sente-se, por favor.
Haviam dois lugares lá no fundo. Você foi em direção a um e L.Joe foi timidamente em direção ao outro.
 Você é maluca ou o quê? — perguntou num sussurro enquanto colocava suas coisas em cima da mesa e ia abrindo o livro na respectiva página que estava anotada no quadro-negro.
 Talvez eu seja um pouco — falou em tom normal, porém um pouco mais baixo.
 Um pouco? — ele soltou um riso abafado.
 Qual o problema?
Ele ia responder quando foi interrompido pela professora.
 Ei, vocês dois, querem parar de conversar? Mal entrou no colégio e já está atrapalhando a aula?
 Não estamos conversando, professora. Ele está apenas me explicando as coisas, já que eu estou sem livro. E como eu não gosto de perder um pingo de matéria, pedi para que ele me ajudasse.
 Se este é o problema, então juntem suas cadeiras, mas não conversem! Se tem algo que eu não tolero, é conversa durante a minha aula!
Você arrastou tua mesa pelo chão de propósito só para fazer barulho até onde estava L.Joe. Ele parecia concentrado na matéria e seu corpo enrijeceu quando você se aproximou.
 O que foi? — percebeu algo de diferente nele.
 N-Nada — ele tornou a abaixar a cabeça e a ler o livro. O que era estranho porque no livro não havia leitura, apenas o desenvolvimento de algumas contas monstruosas.
[...]
Você acordou com o sinal batendo indicando que o turno havia acabado.
— Não acredito que você dormiu em todas as aulas — ele dizia colocando suas coisas na mochila.
 E eu não acredito que você ficou me cutucando toda hora. Sabia que não é nada agradável você ser despertado a cada dez minutos? — sentou na mesa e cruzou os braços indignada, o observando se arrumar.
 O que eu poderia fazer?
 Me deixar dormir.
 Sabe que vão dedurar isso para o diretor, né?
 E daí?
 Como assim, e daí? Você não se importa de estar sendo levada para a diretoria? Pode acabar levando uma suspensão!
 Não. Já aconteceram coisas piores comigo — deu uma pausa — Como ser expulsa de meu antigo colégio.
 Você foi expulsa? — ele arregalou o olho, algo que você nunca imaginou que ele conseguisse fazer.
 Sim.
 E você fala isso na maior tranquilidade?
— Qual o problema?
— Qual o teu problema? — ele entonou o “teu”.
 É você — disse baixo.
 O que?
— Você é o meu problema — ele adquiriu uma expressão confusa — Você não me conhece. Terei o prazer de me apresentar — você sorria maliciosamente enquanto se aproximava — Meu nome é e tenho 18 anos. Tenho um irmão mais velho, mas não mora conosco — você o rodeava enquanto, com a ponta dos dedos, ia contornando seu ombro, espinha e braços. Ele se mantinha parado  Já fui expulsa de três colégios dos cinco em que estudei e em todos eles eu era considerada a — aproximou o teu rosto do dele e sussurrou em seu ouvido — Garota problema — você pode ver seu pomo de adão bem feito se mexer de baixo para cima enquanto engolia em seco.
Você, com teu dedo indicador, delineava os traços do rosto do rapaz, passando da testa para o nariz, do nariz para a bochecha e, por fim, da bochecha para a nuca, assim, puxando o para baixo, fazendo com que seus lábios se tocassem, ou melhor, quase.
Ele segurou teu pulso e se afastou quando suas bocas estavam quase se tocando.
 P-Por favor, pare com isso — ele gaguejava por ter impedido uma coisa que ele ansiava, graças a seu racionalismo.
 O que foi? — perguntou cínica.
 I-Isso não está certo.
 Claro que não está. Era para você ter seguido em frente.
— O que eu quero dizer, é que — ele procurou as palavras certas — Esse é teu primeiro dia de aula. Não deveríamos fazer isso. Se alguém nos pega, é problema para nós dois e...
 E quem se importa?
 Como assim, quem se importa? Eu me imp...
Você tem que parar de se preocupar com essas coisas e viver a vida. Só temos uma e temos que aproveitá-la ao máximo, não acha? — você percorria suas costas com a mão, provocando-o.
 Por favor, pare.
 O que foi? Não gosta? — agora ia de encontro com seu abdômen ainda em trabalho.
 Pare de provocar — ele pedia num tom baixo e calmo, como se estivesse a implorar.
— Então você gosta? — escorregou a mão de seu abdômen para seu membro já animadinho.
Mas já?
Num movimento rápido, L.Joe segurou teus pulsos com firmeza e disse:
 Quer dizer que você gosta de brincar? Então vamos brincar. Que comecem os jogos! — ele te empurrou com uma bruta força contra a parede, fazendo com que tua cabeça chocasse na mesma e, então tomou teus lábios ferozmente.
Nunca que você imaginou que aquele garoto nerd quieto na dele poderia ser algo tão atraente e excitante.
Com uma certa habilidade, L.Joe prendeu teus pulsos acima da cabeça com uma mão só e, com a outra, passeava a mão por toda a extensão do teu corpo, até onde alcançava.
Você gemeu baixo contra a boca dele e pode sentir um sorriso brotando em seus lábios perfeitamente delineados.
Com uma mão, ele levantou a tua coxa e a colocou em volta de sua cintura e, logo depois, pegou a outra, provocando o desencontro dos teus pés e o chão.
Haviam cadeiras encostadas na parede, o que o facilitou para te colocar em cima da mesa.
 Como pode alguém como você me tirar de minha sanidade desse jeito? — ele falava entre o beijo, o que te excitava mais ainda.
Suas línguas travavam uma guerra por espaço e exploração.
Ele pegou uma de tuas mãos e levou até seu membro excitado.
 Está vendo? É isso o que você faz comigo.
Você o segurou e começou a massagear ainda por cima da roupa.
A mão de L.Joe logo se encontrava se arrastando por debaixo da tua blusa e chegando até a altura dos teus seios, sem tocá-los. Então desabotoou teu sutiã, ainda por baixo de tudo e o jogou no chão. Apalpou teus seios e isso te fez arfar. Ele tirou tua jaqueta e a jogou num canto qualquer, depois partiu para a tua blusa dando a ela o mesmo destino.
Parou o beijo para aventurar-se em teu pescoço, dando mordidas e chupões que te condenariam à morte quando descoberto pelos teus pais e o diretor. Você jogou a cabeça para trás e arfou baixo.
Percorreu tuas mãos até a gola da camisa do garoto e foi desabotoando botão por botão enquanto percorria uma trilha de beijos do pescoço que iam passando pela mandíbula até chegar ao pé de sua orelha, onde deixou uma mordida úmida no lóbulo da mesma.
Assim tirada a camisa, passeou tuas mãos pelo peitoral do garoto, logo descendo as mãos pelo abdômen e, por fim, chegando ao cós da calça e desafivelando seu cinto.
 Você tem certeza de que quer isso? — ele perguntou mordendo teu queixo.
 Absoluta — disse ao som que parecia mais gemido.
Você, então, tirou sua calça e L.Joe seguiu teu exemplo tirando a tua também, com um pouco mais de dificuldade, por ela ser colada e logo já estava te estimulando ainda por cima do pano, fazendo movimentos circulares.
Enquanto fazia isso, desceu os beijos até os teus seios, sugando com tanta força que parecia que ia descer garganta abaixo. Você controlava os gemidos para não saírem mais altos que o normal.
Após deixar os teus seios rijos, ele foi descendo as mãos lentamente pela tua barriga até chegar ao cós de tua calcinha e tirá-la, dando espaço para sua língua percorrer o interno.
Os nós de teus dedos apertavam com força a beirada da mesa. Espasmos saiam incontrolavelmente. A sensação prazerosa estava sendo muito intensa.
L.Joe foi subindo os beijos desde a tua intimidade até tua boca, onde atacou com vontade. Ambos os lábios já estavam avermelhados e inchados.
Sem parar o beijo, você saiu de cima da mesa e, da mesma forma o rapaz fez, você o jogou com força contra a parede, numa atitude incrivelmente ligeira, abaixou a boxer e caiu de boca em seu membro. L.Joe arfava de prazer. Você fazia movimentos de vaivém enquanto seu membro pulsava em tua boca. Ele levou sua mão até tua nuca e entrelaçando seus dedos em teus fios, aumentando a velocidade. Quando você percebeu que ele ia soltar seu líquido, você largou tal coisa e teus lábios voltaram a atacar os lábios do menor.
 Eu também sei jogar — ele disse numa voz rouca e arrastada, trocando suas posições e te segurando no colo. Sem aviso prévio, ele a penetrou, iniciando sua jogada com torturantes movimentos lentos.
 L.Joe-ah — gemeu seu nome contra sua boca.
 É só pedir — respondeu num tom provocante percebendo a sua ansiedade para mais prazer.
 P-Por favor, m-mais r-rápido.
 Pedido atendido com urgência — ele não conseguiu te torturar por mais tempo, já que ambos necessitavam disso.
As estocadas começaram a ficar mais rápidas e fundas. Ambos gemiam alto. Estava ficando difícil se segurarem. Vocês chegaram ao ápice um após o outro.
Mesmo exaustos, colocaram suas vestes rapidamente e escorregaram a parede até caírem sentados no chão.
 Você é muito boa jogando — comentou te encarando.
— Você também tem uma técnica ótima nesse jogo — rebateu — Sabe que corremos o risco, né?
 Que risco?
 De sermos pegos aqui.
 A gente faz altas loucuras por amor — você corou com a resposta.
 Está ciente de que agora que você conheceu a Garota Problema, sua vida será um inferno, né?
 Eu não me importo. Você não é apenas a Garota Problema — entrelaçou suas mãos — Agora você é a minha Garota Problema.
Você se levantou rapidamente ganhando toda a atenção de L.Joe e, então o puxou para cima.
 Ei, para onde está me levando? — perguntou meio confuso e preocupado sobre você querer fazer alguma besteira.
 Vou te mostrar como aproveitar a vida — alargou o sorriso com um certo brilho de loucura nos olhos.