Tao: Back seat




Sobre você ter ido à loja com sua amiga naquela sexta feira? Digamos que foi uma grande idiotice, mas é de coisas assim que algo bom ou até ruim pode acontecer, para sua sorte, podemos falar que foi algo bom que aconteceu.
O relógio marcava as 15h00m quando ela passou a sua casa para te buscar, antes de entrar no carro sua mãe lhe lançou um olhar encorajador e você a respondeu com um sorriso satisfeito.
Mas tanto você, quanto sua mãe, por dentro estavam inseguras.
Diferente da sua amiga que estava indo para a loja fazer apenas algumas compras, você ia aproveitar o tempo para deixar seu currículo em duas lojas que estavam contratando novos funcionários, era a oportunidade perfeita para você, ainda mais diante a situação financeira em que sua família se encontrava depois de seu pai perder o emprego. Estavam basicamente com a corda no pescoço e qualquer trabalho que aparecesse no momento era uma boa oportunidade.
Quando chegaram a primeira loja você quase não prestava atenção no que sua amiga dizia, já que seu foco já estava preso em ir logo deixar seu currículo, em vez de ficar vendo os look’s doidos da sua amiga que na sua opinião nada combinava. 
Teve que aguentar pelo menos um quinze minutos daquela sessão de tortura de um look para o outro, até achar que era um momento discreto para arranjar uma desculpa para se afastar dela. Quando falou que estava indo em outra loja com um justificativa muito confusa, ela apenas deu de ombros sem se esforçar para entender o que você falara, e como esperado não desconfiou de nada, pois tampouco ela sabia que você estava lá para deixar seu currículo.
Entrou na primeira loja desnorteada e sem noção de onde ir e o que fazer, e para não passar tão desnorteada assim, fingiu estar observando algumas roupas, mesmo que não tivesse intensão nem dinheiro para isso.
E foi nesse momento que as coisas começaram a desandar.
E você deveria ter ouvido sua mãe e almoçado pelo menos um pouco antes de sair com sua amiga. Mas a ansiedade era muita para conseguir por ao menos um pouco de comida na boca. Enquanto fingia olhar algumas roupas as consequências disso vieram a tona, primeiro a fraqueza tomou conta do seu corpo, em seguida a tontura e por fim suas vistas escureceram. Um tanto constrangedor.
Não viu e ouviu mais nada, ate acordar no banco de um carro desconhecido. Enquanto recuperava memorias do que havia acontecido se recusava a acreditar que fora isto de fato que aconteceu, ainda mais porque você já não estava mais na loja, e sim em um carro desconhecido que estava em movimento, talvez você apenas estivesse sonhando e esse carro não seja de alguém desconhecido. Mas era.
Quando olhou para o lado se deu conta que o homem ao seu lado não era nada familiar, este beirava os 50 anos, tinha uma postura um tanto elegante, e traços da idade somados ao cabelo grisalho que davam um charme completamente irresistível.
Teve que virar o rosto para afastar esses pensamentos quase impuros que estava tendo já nas primeiras impressões ao ver o homem.
Enquanto olhava pela janela ainda quieta, começou a elaborar teorias do porque você estar em um carro elegante, com um homem elegante ao seu lado, e todas as teorias que conseguiu formar, nenhuma era boa.
— Você deve estar confusa né? — o homem se pronunciou.
— É... O que estou fazendo aqui? — você perguntou um tanto embaraçada.
— Indo para o hospital — ele respondeu — Você desmaiou na loja...
E isso era uma péssima noticia. Com tantos problemas que a sua família já estava passando, mais contas para pagar com remédios e hospital só iria te empurrar mais ainda para o abismo, já podia imaginar sua mãe gritando no seu ouvido que você além de não ajudar, só fazia é piorar. Não. Ir para o hospital estava fora dos seus planos.
— Já estou bem — você mentiu — pode parar aqui mesmo.
Precisava achar um jeito de sair dessa situação o mais rápido possível, não só porque não tinha dinheiro para ir pro hospital, mas porque estava de carona com um homem estranho que nunca vira antes na vida, e mal sabia o que este podia ser e estar querendo.
— Eu falei para os funcionários que eu iria te levar até o hospital, e assim irei fazer — ele falou — e você não esta bem não, até sua voz esta fraca.
— Mas a minha vontade é descer aqui. — você estava quase se exaltando.
— E a minha vontade é te levar para o hospital — ele respondeu.
— E a minha é ligar para a policia se você não parar seu carro agora! — você o ameaçou.
Ele deu um riso um tanto sarcástico.
— Mulheres e esse instinto paranoico — ele balançou a cabeça negativamente — Você precisa de ajuda medica, um desmaio não é coisa normal, e a partir do momento em que eu te levei até o meu carro eu assumi a responsabilidade de não deixar nada acontecer com você.
— Eu não tenho dinheiro para pagar as despesas medicas! — você confessou —Então, por favor, para esse carro e me deixe voltar para a loja, pois é lá que eu irei deixar meu currículo.
— Ah, na minha loja? Você chegou um pouco atrasada, eu já contratei os funcionários — ele respondeu.
— Então... Você é dono daquela loja? — você não sabia onde esconder sua cara.
Estava se sentindo completamente idiota por isto. Se ele é realmente dono da loja, é claro que ele só pode estar arcando com os deveres dele, e você além de ter dado um problema para ele, ainda o acusava de coisas que provavelmente estavam longe de ser as intensões dele. Deveria ter pensado antes que o dono da loja arcaria com alguma coisa que aconteceu a um cliente enquanto este estava dentro do comercio. E era justamente isso que ele estava fazendo.
— Sim, sou. E sabendo agora que você esta atrás de um emprego, me veio uma ideia a cabeça — ele falou enquanto estacionava o carro no estacionamento do hospital — Eu cubro seus gastos médicos, e consigo encaixar você em algum cargo na loja, mas você vai ter que fazer um trabalho extra para isso... Sabe um coisa em troca de outra. Você precisa de um emprego e eu preciso de uma garota jovem e bonita, justamente como você...
— Ok, fala logo o que você quer — você o interrompeu.
Ele pegou o celular dele e colocou na foto de um menino jovem, provavelmente da sua idade e mostrou a foto para você. O garoto tinha uma aparência oriental, era elegante assim como o homem ao seu lado, só não era charmoso.
— Ele é o meu filho... Ele se chama Tao e eu acho que ele é gay, e quero que você descubra isso para mim — ele falou — Você aceita?
A tarefa era tão boba que você não precisou pensar duas vezes para aceitar a proposta. Descobrir se ele é gay o não é só uma questão de tempo e proximidade. Isso parecia tão bobo aos seus olhos, e tão vantajoso, além de ter que se aproximar e provavelmente seduzir um filhinho de papai, iria ganhar um emprego por isto.
A sorte só podia estar querendo ser sua amiga.

● ● ●

Em uma semana você já estava trabalhando na loja e esperando alguma ordem e plano do seu patrão para tentar descobrir se o filho dele é gay. E não demorou para ele bolar um plano, na sexta de manha, quando você pisou na loja já se deparou com ele andando de um lado para o outro ansioso, de certo te esperando chegar, quando ele te viu andou imediatamente na sua direção.
— Ele vai em uma festa hoje a noite — ele anunciou — e você vai o seguir, você tem carteira de motorista? Tem alguém que pode te levar? Quer que eu pague um taxi?
— Eu posso dar um jeito, isso é do menos — você respondeu — mas qual é o plano? Só seguir ele? E depois que eu o seguir faço algo?
— Você entra na festa ué — ele respondeu.
— Mas existem festas que você só entra com o ingresso... — você explicou.
— Suborne os guardas... — ele falou como se isto fosse algo comum.
— Como se isso fosse fácil! — você ficou nervosa.
Nessas horas você teve que concordar com sua mãe, para essas pessoas que já tem dinheiro na mão, as coisas parecem serem tão fáceis na visão deles, eles acabam achando que dinheiro pode comprar tudo, até mesmo pessoas. “Atitude desprezível, uma pena não poder dar uma boa lição de moral nele” pensou.
— Olha eu vou te dar uma quantia de dinheiro, se eles não deixarem você entrar simplesmente volte para sua casa e tentamos na próxima vez... — ele falou — E lá pras 19h00m você já esteja se arrumando, que é nesse horário que ele costuma sair. Na verdade espero que você já esteja na escondida próxima a minha casa, esperando ele sair para o seguir.
— Por que você não usa a desculpa que quer dar uma carona para ele? — você questionou.
— Não funciona, ele já tem o próprio carro dele e a maioria das vezes ele vai de carona com um amigo dele, que e este que eu acho que é o namorado do meu filho, esse menino com certeza é gay — ele respondeu.
— Mas não é mais fácil você perguntar para seu filho se ele é ou não? — por fim fez a pergunta mais obvia.
— Eu já perguntei — ele respondeu — Ele disse que não, mas eu não acredito.
— Ah, ok, não confia no próprio filho — você bufou.
— É não acredito, e você pode escolher um conjunto de roupas para ir hoje a festa, escolha algo bem bonito e sensual... Se ele resistir vamos apenas aumentar a teoria de que ele é... As 18h00 eu passo aqui para te mostrar onde moro e o te deixar na sua casa, ok? — ele falou.
— Ok, até mais — você concordou e se despediu.
— Até — ele falou por fim e se dirigiu para fora da loja.
Quando foi fazer suas atividades teve e encarar o olhar curioso das demais funcionarias, até que uma por fim teve a coragem de perguntar o que ele queria... E como manter isso em segredo não fazia parte do acordo com o seu patrão, e contar para elas parecia ser uma boa maneira de se aproximar mais delas, acabou contando tudo desde o inicio. Elas ficaram surpresa com isso, já que ele quase nunca misturava a vida pessoal dele com a vida profissional e isso era um tanto fora do comum.
E foi assim que você percebeu o desespero de um pai ao desconfiar que um filho fosse gay, até que ponto eles chegavam só para ter um garantia de que o filho não era, ou se decepcionar ao descobrir que ele é.
Quando voltou do intervalo para o almoço, pediu ajuda para as demais funcionárias para escolher alguma roupa para a ocasião, elas fizeram questão de te ajudar, e quando deu a hora de você ir embora, elas lhe desejaram boa sorte.
Quando colocou os pés para for da loja, já se deparou com seu patrão encostado ao carro dele te esperando, ele abriu a porta do carro para você entrar e enquanto ele dirigia para a casa dele, você ligou para sua amiga pedindo para ela te ajudar a seguir o Tao, e ela não pode recusar essa proposta já que qualquer coisa que envolvia ficar sabendo sobre a vida dos outros — fofoca — ela já se interessava.
Seu patrão te mostrou o endereço e a casa, você anotou e tirou foto só para se certificar de que não erraria e quando ele te deixou na sua casa o carro da sua amiga já estava estacionado na calçada desta, o que você considerou bom já que ela poderia te ajudar com maquiagem e penteados.
— Boa sorte — seu patrão desejou antes de partir.
Entrou na sua casa com as sacolas das roupas e do sapato e a sua amiga veio correndo na sua direção quando te avistou, já te enchendo de perguntas sobre esse “Tao” filho de patrão, mas logo as expectativas dela foram caíram por terra quando você contou que o pai dele suspeitava que ele fosse gay.
Assim que saiu do banho, comeu algo para garantir que não passaria por outro vexame como aquele que por um acaso te deu um emprego, e mesmo que acreditasse que a sorte estava do seu lado, não queria arriscar, talvez dessa vez você se desse mal.
— Você pode me ajudar com a maquiagem? — pediu para sua amiga.
Ela sorriu em resposta, é claro que ela iria ajudar, recusar coisas relacionada a moda e beleza estava excluída da lista dela.
E o resultado como era de esperar foi impressionante, se esse Tao te recusasse arrumada desse jeito, não haveria mais duvidas que ele é gay.
— Vamos seguir logo esse garoto — ela estava mais empolgada que você — eu já ouvi falar nele...
— O que falaram dele? — você perguntou.
— Que ele se acha, e que ele é um pouco arrogante... — ela respondeu.
— Só pelo jeito do pai dele eu já imagino um pouco como esse menino foi criado — você comentou antes de irem para o carro.
Chegaram um pouco antes das 19h00m e pararam o carro na esquina, demorou em torno de 15m para um carro, sem duvidas do tal amigo gay do Tao, aparecer na frente da casa dele, e um menino, Tao, sair da casa e entrar no carro. Começaram a seguir eles tentando serem discretas, e essa parte foi um sucesso, logo eles pararam em uma boate, uma boate gay.
— Ele é gay, acho que você não precisa nem entrar lá para ter certeza disso — sua amiga comentou.
— Não, vou entrar... Às vezes pode ser outra coisa — você comentou.
— Ah, então vou com você — ela falou e saiu do carro.
 Na porta da boate tinham dois guardas como você previu, mas para a sorte de ambas ainda havia ingressos e estavam baratos, e o que você considerou ser um problema não foi nada comparado ao entrar lá e se deparar com festa que era uma putaria em si.
— Gente que isso — sua amiga comentou gritando já que o som estava alto — Olha aquele casalzinho ali, estão quase transa...
— Não precisa comentar — você falou — Precisamos encontrar ele.
— Se ele é filhinho de papai, sem duvidas esta em algum camarote — ela sugeriu.
— Vamos tentar entrar em algum — você decidiu.
E conseguir entrar em um camarote foi mais fácil que entrar na festa em si, talvez pelo jeito que você estava arrumada e a o fato da sua amiga ser bonita por natureza.
E com os pés dentro do camarote foi fácil achar o garoto, e ele estava com os braços envolvidos no ombro de um menino, que você não tinha duvidar ser o tal “amigo gay”.
— Olha lá ele — você cutucou sua amiga e apontou para o menino.
— Vamos até lá, apesar de que eu acho que vai ser viagem atoa — ela falou.
E assim fizeram se aproximara o máximo que podiam deles, mas estes nem ao menos notaram vocês lá, até que sua amiga teve uma ideia, nada genial, de te empurrar em cima do garoto.
— O que você pensa que esta fazendo? — você perguntou enfurecida para sua amiga e logo sentiu uma mão pousar no seu ombro.
Era Tao, ele te virou para a direção dele e este parecia estar furioso.
— Sabe quando você esbarra em alguém você pede desculpa — ele murmurou.
— Ah, eu que peço — sua amiga se pronunciou — foi eu quem empurrei ela sem querer.
— Que seja — ele deu de ombros.
O amigo dele percebeu a confusão e as encarou curioso.
— Vocês são namoradas? — ele perguntou.
— Não! — ambas falaram ao mesmo tempo.
— São lésbicas? — o garoto perguntou.
— Não também — sua amiga falou constrangida.
— Desconfiei — ele falou — Olha ai Tao, você que dizia que só vinha gay para cá... Eu te falei que também vinha gente hétero.
— Hum... — Tao cruzou os braços.
Ele se encostou a parede a encarou. Aquele olhar lhe causou timidez de imediato, não era só o fato dele ser bonito e elegante que te deixava sem graça, mas o jeito que ele a encarou era um tanto intimidante.
— Qual é o seu nome? — ele perguntou.
— O meu? — você perguntou confusa, se ele é gay, ele não estaria interessado no seu nome, estaria?
— É... — ele falou.
—  — você respondeu.
— Ah, você me encontre lá fora lá pras onze horas — ele desencostou da parede — Vamos LuHan, ele foi para o outro lado...
Eles saíram de perto de vocês duas, deixando uma imensidão de confusão, o que ele queria com você lá fora? E como ele tinha a ousadia de simplesmente dizer me encontre lá fora, ele deveria primeiro ver seu lado...
— Esse menino... — sua amiga falou — ele parece estar interessado em você, acho que ele é bi.
 Isso saberemos depois, agora precisamos achar algo para fazer até às onze horas... — você falou.
— Ah, você percebeu, parece que eles estão seguindo alguém — ela falou.
— Sim, precisamos descobrir isso também — você concordou.
— E que tal nós bebermos umas enquanto esperamos? — ela propôs.
— Beba sozinha — você respondeu — vou ficar aqui só esperando.
 Ok — ela concordou e foi atrás de bebida.
Você estava crente de que teria que esperar até as onze para descobrir ao menos um pouco sobre o menino, mas este fez questão de adiantar tudo, você não ficou nem uma hora esperando às onze horas, quando o garoto apareceu na sua frente de repente e te arrastou para fora da boate.
— O que você quer? — você perguntou enquanto ele te arrastava para a esquina da rua.
Ele se manteve calado e continuou a te arrastar para a esquina até que chegou nesta e virou à direita, uma alameda totalmente escura e deserta. Tao te fez encostar no muro e ficou cara a cara com você.
— Você é muito bonita — ele falou.
— Obri... — você ia agradecer, mas ele calou seus lábios em um beijo.
E ai a tarefa que parecia ser tão fácil se tornou um turbilhão de confusões, primeiro, corresponder ou não ao beijo? Você acabou escolhendo a primeira opção, já que o garoto não era uma oportunidade que poderia se deixar passar.
Não demorou para envolver seus braços no pescoço dele e suas mãos se firmarem na nuca, enquanto as mãos dele brincava na sua cintura.
Segundo, este beijo significa que ele não é gay né? Você se perguntou. E terceiro, se ele não for, a tarefa especial acabou por ai? Se sim, isto passou a ser uma pena para você, pois gostaria de poder ter mais contato com o menino que em questão de segundos conseguiu te cativar.
Quando separaram os lábios, agora um pouco umedecidos devido a troca de salivas, o menino estava ofegante. E você já queria avançar tudo e descobrir se ele era ou não gay.
— Você é gay? — você perguntou.
— Não interessa — ele falou.
Você não se surpreendeu nem um pouco com a arrogância deste, mas o que custaria ele responder essa pergunta? Ainda mais depois de te beijar, era mais do que justo ele esclarecer essas duvidas.
O garoto começou seguir o caminho de volta para a boate e você foi atrás.
— O que custa responder? — você indagou.  
— Deixa eu adivinhar, meu pai esta te pagando para descobrir se eu sou gay ou não— ele adivinhou.
Além de arrogante o menino também era esperto e conhecia bem o tipo de pai que ele tinha.
— Não. — mentiu.
— Me passa seu número — ele ignorou sua resposta.
— Para que? — perguntou indecisa.
Ele jogou a cabeça para trás observando algumas nuvens no céu, um sorriso leve surgiu sobre os lábios dele.
— Se você quer descobrir se eu sou gay, faça isso direito — ele respondeu.
Viu que não teria jeito, então decidiu passar o numero para ele, antes mesmo que você falasse o menino já imaginara que a resposta dele tinha te convencido e já estava com o celular na mão esperando você dizer para anotar o número.
— Bem , nos vemos outro dia, até lá diga para meu pai que não descobriu nada ainda, até porque você não descobriu mesmo, e este beijo não significa nada. Até mais... — ele se despediu e foi em direção ao carro.

● ● ●

Foram duas semanas até Tao resolver te enviar uma mensagem, e esta não era lá muito amigável, soava tanto como uma ameaça como uma ordem. Ele era realmente arrogante edesprezível. E caso você não quisesse perder seu emprego na loja você teria que andar de acordo com os conforme deste garoto que mal conhecera e já estava pegando antipatia.
A mensagem dizia que se você não se encontrasse com ele na esquina da rua às seis horas, ele iria “acidentalmente” fazer uma nova conhecida dele ficar desempregada, e vendo que não tinha saída respondeu que estaria lá logo que pudesse. E assim foi feito.
— O que você quer agora? — perguntou cruzando os braços ao encontra-lo.
— Entra — ele abriu a porta do carro no qual ele estava encostado te esperando.
O obedeceu mesmo que isso ferisse teu orgulho e lhe causasse hesitação.
— Onde vamos ir? — perguntou quando ele entrou no carro também.
— Shh. Você só pode falar se eu solicitar ok? — ele respondeu.
— Até parece — você bufou.
Insuportável.
— Existem duas coisas que eu gosto: sexo e fazer pessoas perderem o emprego delas — ele falou.
— Existem duas coisas que eu gosto: dormir e roda a mão na cara de menino mimado que se acha o dono do mundo — você respondeu no mesmo nível.
— Vamos começar uma terceira guerra mundial aqui no carro mesmo? — ele perguntou.
Você cruzou os braços e virou o rosto pela janela, não iria responder essa pergunta, sabia que ele estava certo, iriam acabar só brigando em vão. E no fundo sabia que caso brigassem ele ganharia.
— Não né? Então fique calada — ele continuou. 
Mesmo que seu orgulho tivesse sido mais ferido ainda, ficou calada o resto do caminho até o pequeno prédio de apartamentos. E quando chegou neste imaginou o pior possível, o que esse garoto estava tramando?
— Uma pessoa intima minha mora aqui — ele falou.
— Hum... — você o ignorou.
— Ele às vezes me deixa vir aqui... — ele continuou. Este estava querendo chegar a algum ponto então você passou a prestar atenção no que ele dizia — Às vezes eu venho aqui com algumas meninas que eu estou saindo... Mas isso sem ele saber.
Você sabia que ele tinha algo muito malicioso em mente e ai estava. A intensão dele o tempo todo era apenas sexo, ficou furiosa e com vontade de voar em cima do garoto ali mesmo, mas se manteve calma, pois sabia que o pai dele logo se envolveria nisso e no final acabaria mal pra você.
— Mas não é isso que eu vim fazer hoje — Tao falou — como se eu fosse fazer algo com uma menina tipo você.
— Como se eu fosse fazer algo com um menino tipo você — retrucou.
Ele suspirou nervoso e saiu do carro. Você fez o mesmo e o seguiu para dentro do prédio. Ficou mais abismada ainda com a arrogância do menino que nem cumprimentara o porteiro e já fora direto para o elevador, pediu desculpa para o funcionário e o seguiu.
— É falta de educação não cumprimentar os outros — você o repreendeu.
— Ah lá vem da uma de moralista — ele murmurou.
— O que estamos fazendo aqui? — você perguntou. 
— Provocando meu pai — ele falou.
Ele não falou mais nada até o caminho de um apartamento de um garoto alto que o recebeu sorridente até notar sua presença. Quando ele a viu o sorriso dele se desmanchou na hora, mas ainda sim ele a cumprimentou e a convidou para entrar.
O apartamento era bem típico de garoto, com algumas bagunça, pia cheia e jogos de vídeo games espalhado pelo chão da sala. Porém até mesmo este apartamento pequeno comparado a sua casa era um enorme luxo.
— É ela que meu pai colocou para me investigar — Tao falou.
— Ah, olá , meu nome é Wu YiFan — o garoto pareceu ficar gentil com você de repente — E espero que você colabore comigo.
— Como assim? — perguntou desconfiada.
Antes dele responder Tao se aproximou dele e Wu YiFan passou o braço sobre o ombro do garoto que se aproveitou da situação para deitar a cabeça no ombro do mais alto.
— Eu e o Tao namoramos há alguns meses — ele respondeu — E espero que você não conte isso para o pai dele. Tao imaginou que mais cedo ou mais tarde você fosse descobrir sobre mim, então resolveu adiantar o trabalho e tentar te fazer ser nossa aliada.
— Mas... Mas... — as palavras fugiam da sua boca — Mas que merda é essa?
Agora não sabia o que fazer, virar a vilã que entregaria o casal homossexual ou a vilã que não contaria para o pai que o filho é gay. Estava confusa que mal sabia o que dizer, e acabou por se lembrar daquele beijo que Tao te dera e se sentiu mais mal ainda pelo rapaz que solicitara sua ajuda e também lembrou que o menino há pouco confessara que levava garotas para o próprio apartamento do rapaz, e tudo virou um mar de confusão na sua cabeça. Tao estava aprontando algo.
— O Tao me beijou esses dias! — falou.
— Ah temos um relacionamento aberto — o rapaz respondeu.
— Não, isso não está certo — você balbuciou.
E uns segundos depois os dois começaram a cair na gargalhada, estavam zoando com a sua cara e você deveria ter percebido isso logo de cara.
— Enfim deixarei vocês a sós — YiFan falou se recuperando da crise de riso — Boa sorte Tao, essa menina parece ser indomável.
Sua boca se abriu em um ‘O’, estava impressionada com a tamanha ousadia, tanto de Tao por ter trazer aqui com intensões maliciosas e ainda mentir negando estar e como por YiFan mencionar que você era indomável como se você fosse um animal bravo.
— Eu quero ir para casa — falou imediatamente.
Tao se aproximou de você e levou uma das mãos dele até seu rosto onde ele deixou leves caricias enquanto os olhos deles admiravam seus lábios.
— Tenho certeza que você vai gostar mais de ficar aqui que ir para casa — ele sussurrou.
Você tirou a mão dele da sua bochecha e se afastou deste, não iria jamais dar uma chance para ele. Transar com meninos do tipo do Tao estava fora da sua lista. Jamais.
Antes que pudesse falar algo, ele te puxou para ele e selou os lábios de ambos. E como da outra vez, não foi possível recusar o beijo do rapaz. Não era como se gostasse da pessoa dele, era mais um desejo físico, ou uma carência, e usou a desculpa de que “era só pelo momento”, quando no fundo sabia que o garoto era um partido bom demais para se deixar passar.
Enquanto osculavam sua mente girava em torno de duas coisas: primeiro, iriam acabar transando e segundo, sua amiga precisa saber disso. Até que um terceiro ponto surgiu: estava se entregando de mais. E este ponto foi o responsável por fazer o beijo acabar.
— Vamos para o quarto — Tao sussurrou.
— Não, preciso ir embora — respondeu.
Ele suspirou frustrado, mas você sentiu que ele estava concordando com você, afinal ele não poderia te forçar a nada, a menos que ele fosse um estuprador em massa o que você não acreditava que este fosse.
— Não conte para o meu pai sobre isso. — ele sussurrou — Vamos, te levo até sua casa.
— Desculpa, mas eu vou contar sim — você falou.
— Seja lá quantos ele te paga, eu te pagarei o dobro para você ficar de boca fechada— ele propôs.
Bufou. Não acreditava que ele tivera coragem de chegar a esse ponto, silencio não era algo que ele poderia comprar de você, isso é algo que depende de confiança e conquista, pensou.
— Não — persistiu.
— Beleza — ele suspirou estressado — acho que você pode voltar por conta própria da loja.
Ele parou o carro no mesmo lugar em que se encontraram um tempo atrás, próximo a loja e te deixou por ali mesmo. Por dentro ficara até grata, mais um minuto com esse garoto com certeza iria o tratar de forma mais agressiva possível.
Logo deixou de lado os pensamentos sobre Tao e o quanto ele era mimado e irritante, e se preocupou em ir para frente da loja onde havia mais movimento, pois já estava escurecendo. Iria ligar para sua amiga vir te buscar, já que perdera o horário que o ônibus passava.
Iria. Até ter a sensação de estar sendo seguida e essa ser confirmada com a sombra vinda de trás que se estendia até você e os passos confirmando que essa sombra estava indo na mesma direção que você e o mais rápido possível. Apressou seus passos também, mas logo a pessoa te alcançou, olhou para a direção desta um pouco assustada, e este retribuiu o olhar acompanhado de um sorriso indefinido. Era um jovem, aproximadamente da idade do Tao, também era asiático.
— Oi — o garoto falou — Você é amiga do Tao?
— Por quê? — perguntou desconfiada.
— Responda e eu te conto — ele falou — Talvez.
— Não — respondeu.
— Mas o que você estava fazendo dentro de um carro com ele? — ele perguntou.
— Sendo infernizada, esse menino é um babaca — confessou.
 Imaginei — ele comentou — Foi você que ele beijou aquele dia na boate?
— É... Você viu? — perguntou.
 Sim — ele contou — Só me fez odiar esse menino mais ainda.
— Ok, mas o que você quer comigo? — foi direta.
— Sua ajuda — o menino explicou — Você é a única que pode por fim ao namoro dele com o LuHan.
— Namoro? Com um menino? — não conseguira processar as informações.
E ai eis que surge a teoria de que o filho do seu patrão não seja gay, ou pelo menos não cem por cento gay, talvez ele seja metade gay e metade hétero, talvez ele seja bissexual. E além de bissexual, sem vergonha!
— É, como menino que eu gosto! — o menino falou.
— Ok, eu te ajudo — falou — Mas me diga, qual é o seu nome? 
— Sehun e você se chama...? — ele respondeu.
—  — respondeu — Como você me achou?
— Eu te persegui — ele contou — No mesmo dia, quando você e a sua amiga ou namorada, seja lá o que for, voltaram para casa... Fui atrás. Porque você era a minha única chance de por fim ao namoro deles.
— Eu te ajudo, só porque já peguei ódio desse menino e porque acho muito errado traição — você falou — Mas me diga qual é o plano?
— Contar sobre a traição para o LuHan e informar aos pais deles que o filhinho é gay— Sehun falou.
— Contar para o pai dele já é dever meu — você confessou — Tenho pena do pai dele, não pelo filho ser gay, mas por ser um idiota.
— Estou começando a ter também — Sehun disse — Mas enfim, tenho outras coisas para resolver agora, podemos começar por isso e pratica no sábado?
— Ok, mas me explique como será na pratica — pediu.
— Bem, eu não pensei nessa parte — Sehun assumiu — Eu sei onde o LuHan mora, podemos ir até a casa dele e contar... Você trabalha aqui na loja certo? Aos sábados também né? Irei passar aqui para irmos até a casa dele.
— Ok — concordou.
— Até mais — o garoto se despediu e se afastou de você indo para um carro estacionado em frente à loja, outro carro de luxo.
Se deu conta que já estava envolvida com burgueses e ainda estava conspirando contra outros burgueses. Sua vida não poderia estar em uma bagunça maior. Porém acreditava que assim que contasse para o seu patrão a nova descoberta e ajudasse Sehun isso acabaria.

● ● ●

Seu patrão estava lá na porta da loja te esperando sorridente e contente, queria que ele continuasse assim, mas teria que contar o que descobrira no dia anterior, que o filho além de gay, é um babaca. Mas deixou ele continuar um pouco feliz, até depois de uns quinze minutos que você chegara quando ele se aproximou de você, para contar que o filho andava agindo muito estranhamente.
— Talvez seja porque ele é gay — confessou — E um galinha.
— O-O que? O que você disse? — seu patrão perguntou pasmo.           
— Seu filho namora aquele amiguinho dele — explicou — e trai o amiguinho com garotas. Na verdade seu filho é bissexual.
— C-como... — o homem estava espantado.
— Como eu sei disso? — falou por ele — Um garoto que gosta do namorado do seu filho me contou...
Mesmo que o homem tentasse disfarça, ele não estava nada bem, as mãos deste estavam tremulas e ele estava começando a ficar pálido e com certeza se você perguntasse algo ele não conseguiria dizer nada, pois estava sem voz. E se ele não tivesse se afastado de você e ido para o interior da loja ele com certeza iria chorar na sua frente.
Ele agora deve estar pensando que talvez teria sido melhor nunca ter sabido a resposta, pensou. E estava certa, o homem não estava conseguindo lidar com a verdade, mas pouco se importou com isso, seu trabalho já estava feito, o resto era problema dele.
Suspirou aliviada.
Alivio este que durou pouco, pois no horário de saída lá estava o maldito do Tao te esperando encostado ao carro dele. Quando te viu caminhou na sua direção e passou o braço sobre seu ombro.
— Como ele esta? — Tao perguntou.
— Já esta sabendo? — perguntou.
— Ele ligou para minha mãe chorando falando que eu era bissexual... — Tao falou — E você não respondeu minha pergunta.
— Se você quer saber vá lá ver — falou.
— Não, agora vou fazer algo mais interessante e vou precisar de você — ele falou.
E quando você acreditava que estava livre de os problemas, outro aparecia. O que ele iria querer dessa vez?
Tao te guiou até o carro dele, algo que já estava virando rotina, uma péssima e odiosa rotina. Na verdade tudo que envolvesse a presença desse garoto te irritava, estava começando a se irritar até com o fato de se irritar com ele, pois sabia que se você não se importasse com ele não sentiria nem ódio ou algo do tipo por este. E o pior de tudo, ele era um menino odiável, extremamente elegante e desejável. Começou a entender porque sua amiga falou que apesar de ser tão arrogante varias garotas gostavam dele.
Depois de uns quinze minutos dirigindo ele parou o carro em uma alameda deserta, o que diabos ele iria fazer em uma alameda onde não havia uma casa?  Era basicamente uma alameda apenas de passagem que estava começando a demostrar ser muito escura e abandonada.
— O que você pensa em fazer aqui? — perguntou.
— Domar... Provar que você não é indomável — ele respondeu.
É incontestável que ao ouvir isso você ficou furiosa, queria ter batido naquela mesma hora no garoto, mas pensou em ser mais pacifica e sair do carro, porém isto não foi possível, pois o garoto travou o carro e nessa hora você deixou o lado pacifico de lado e deu um tapa no ombro dele, quando iria acertar um no rosto dele o menino segurou seus braços te imobilizando e fazendo você se encostar de volta ao banco.
— Você tem duas escolhas — Tao sussurrou com os lábios próximos ao seu — Ou se deixa levar ou tenta pegar a chave que esta dentro da minha roupa intima neste momento. 
Tentou bater nele outra vez, mas o garoto te segurou com mais força e dessa vez não apenas te imobilizou fisicamente como internamente ao juntar os lábios de ambos. Desejáveis lábios
Como das outras duas vezes, fora idiota e correspondera o beijo, não era nem como se fosse possível negar um beijo ao um garoto do tipo do Tao, aquele tipinho que todo mundo sabe que não presta, mas ainda sim gosta de correr o risco.
Quando pararam de se beijar Tao voltou para o banco dele, estavam ambos ofegantes, isso dava vivacidade ao clima que exalava excitação e desejo e este fora responsável por ambos voltarem a se beijar outra vez, dessa vez mais agressivamente, enquanto as mãos do garoto iam puxando sua blusa para cima e as suas acariciavam a nuca do rapaz.
Já sem encontrava apenas de sutiã quando ele parou de a beijar outra vez e te propôs irem para o banco de trás, concordou quase sem pensar. O rapaz foi o primeiro a ir para trás e se sentou no meio, você sentou no colo dele, envolvendo o quadril do menino entre suas pernas.
Voltaram a se beijar e dessa vez suas mãos também entraram em ação, deslizaram da nuca dele até o colarinho da camiseta onde começaram a desabotoar os primeiros botões até que o abdômen do garoto estivesse totalmente exposto.
Seus dedos deslizarem suavemente pelos gominhos pouco formados do abdômen dele até encontrarem o novo alvo, os botões da calça dele. Quando estava abrindo o zíper Tao separou os lábios dos dois e soltou um gemido.
E ele também se juntou a você e começou a te despir também, primeiro se livrou do seu sutiã que estava mais acessível para ele, e enquanto você apenas afagava o pênis ereto do menino ainda coberto pela cueca e um pouco pela calça ele te estimulava deixando beijos e sucções pelos seus seios.
Depois de um tempo se ocupando com seus seios ele tirou por completo a camiseta dele e te segurou firmemente para poder achar uma posição que facilitaria tirarem as ultimas peças. E assim ele ficou por cima de você com os quadris ainda envolvidos entre suas pernas enquanto você ficou deitada no banco, sendo tomada por vários beijos dele em vários lugares do seu corpo, estes beijos iam traçando um caminho até sua barriga onde ele parou e se sentou no banco e colocou suas pernas em cima do colo dele e terminou o trabalho de tirar sua calça e sua calcinha, sua única tarefa fora tirar suas sapatilhas e depois ajudar ele a se despir também, quando terminou de tirar a ultima peça dele, a cueca, seus lábios foram imediatamente de encontro com o pênis pulsante de Tao, passou a língua de vagar sobre a glande varias vezes antes de enfiar o pênis todo na boca, enfiava o pênis ferozmente, mas tirava este lentamente, até Tao tomar controle segurando seu cabelo e começara a decidir o ritmo.
Depois que afastou os lábios do pênis dele, este te fez deitar outra vez no banco e voltou a ficar por cima de você, juntou novamente os lábios de ambos e te penetrou. E entre uma investida dele e outra, uma mão dele massageava seu clitóris e outra passeava por todo seu corpo. Não demorou para ter orgasmos e geme desnorteadamente o nome do garoto, que ainda se satisfazia entrando em você até soltar o liquido dele sobre sua barriga.
Ele se sentou no banco e você continuou deitada, ambos agora lutavam para recobrir o folego e as forças. Você foi a primeira a se recuperar e ficou apenas observando o garoto com a cabeça inclinada para trás com os olhos fechados.
— Sabe isso não significa nada ok? É apenas uma transa — ele falou.
— Sim, é só pelo momento — você concordou e se sentou ao lado dele.
Tao te puxou e a beijou, quando separou os lábios de ambos percebeu que ele havia mudado de expressão, lá estava o Tao insuportável e mimado que você odiava. E teve certeza, de que aquilo fora apenas uma transa.
— E ninguém pode saber disso ok? — ele falou.
— Ok não irei contar para ninguém — falou.
Ou melhor, mentiu.

● ● ●

E como havia mentido para um e prometido para outro, lá estavam você e Sehun sentados na sala da casa de LuHan pondo em pratica o que fora praticado dias atrás enquanto o menino ouvia atenciosamente.
— Como assim o Tao ficou com você mais de uma vez? — LuHan perguntou confuso.
— É isso — você falou.
O menino riu. O que havia de tão engraçado naquilo?
Você e Sehun com certeza não estavam fazendo papel de bobos indo até a casa do menino contar como o namorado do garoto era. Mas vendo LuHan rindo disso como quando uma pessoa mais velha escuta uma piada boba de uma criança e ri, parecia que ambos estavam se passando por idiotas.
O garoto abriu a boca para falar, mas este ato foi adiantado quando a porta da sala se abriu bruscamente. Tao e o pai dele entraram na sala, e o olhar do seu patrão imediatamente encontrou o seu, pela expressão dele só pode concluir que iria dar uma confusão enorme.
—  o que você esta fazendo aqui? — perguntaram Tao e o pai dele ao mesmo tempo.
— Eu que pergunto, o que vocês estão fazendo aqui? — perguntou.
— Eu vim aqui acabar com esse namoro! — o pai do Tao falou.
— Vim impedir meu pai de matar o LuHan — Tao respondeu e segurou o braço do pai dele.
— Me matar por quê? — LuHan se levantou da poltrona.
— Será que é porque você namora meu filho? — o pai de Tao rio nervoso.
— Eu falei LuHan, isso ia dar uma confusão — Tao exclamou — Olha só o resultado disso.
— Mas olha quem esta aqui — LuHan apontou para Sehun — ele veio me contar que você esta me “traindo” com esta menina.
— Ah, ela é a ... — Tao falou — Aquela que eu te falei.  
— Ah imagine, mas veja funcionou... — LuHan sorriu.
— Me solta Tao, eu vou acabar com esse menino — o pai de Tao se pronunciou.  
Tao ia falar, mas o pai dele conseguiu se livrar das mãos dele e foi imediatamente para cima do LuHan, Sehun em um reflexo se levantou e tentou impedir o pai de Tao de agredir o outro.
— Calma pai! — Tao falou — Eu vou contar LuHan.
— Ok — LuHan abaixou o rosto.
— Pai eu não sou gay! — Tao falou.
O pai de Tao parou de tentar investir para cima de LuHan e você lançou um olhar mortal para Tao. Como ele poderia dizer isso depois de todas as provas?
 — C-como assim? — o pai dele perguntou com a testa franzida.
— O Tao perdeu uma aposta para mim, e como ele havia perdido eu falei que era pra ele fingir ser meu namorado para provocar o Sehun — LuHan contou.
— Então era isso o tempo todo? — Sehun perguntou.
— Eu achei que você não estava nem ai para mim... — LuHan explicou.
— Não, nada a ver! — Sehun falou — Fico aliviado em saber que você não esta se envolvendo com esse idiota.
— Hey! — Tao o repreendeu.
— Bom agora que esta tudo resolvido, acho que vou para casa... — você se pronunciou.
Tao se aproximou de você e passou o braço pelo seu ombro e levou a outra mão dele livre até seu queixo.
— Olha pai se eu fosse gay não faria isso — Tao falou e te beijou.
Você gostava dos beijos dele, mas aquele não fora um dos beijos que você gostou, foi um tanto constrangedor, ser beijada na frente do seu patrão pelo filho deste. E ainda um futuro casais de homossexuais batendo palma e rindo disso não ajudava nem um pouco você ficar confortável. Tudo fora desconfortante. Mas Tao compensara isso ao se despedir dos outros e te arrastar para fora da casa até o carro dele.
— Agora que você sabe que eu não sou gay e muito menos estou ficando com duas pessoas ao mesmo tempo, tenho mais chances com você? — ele perguntou.
— Não sei... Talvez — falou pensativa.
Ele soltou um breve riso e deu partida no carro, ficou em silencio boa parte do tempo, crendo que ele estava te levando para sua casa, quando se deu conta que este não sabia onde você morava e ele estava estacionando justamente na alameda...
— Pelo momento? — ele perguntou.
— Pelo momento... — concordou.