Eli: Innocent pleasures

Com os olhos vendados, deixo o grito romper o silêncio da noite.

● ● ●

O tempo para o almoço chegar estava levando uma eternidade para passar. Enquanto aguardava, impaciente, os minutos passarem, organizou o relatório que teria que entregar ao seu chefe em uma pasta vermelha.
De repente, começou um alvoroço nos corredores.
Não aguentando a curiosidade, levantou-se e foi para a porta. Todos corriam de um lado para o outro para dentro de suas salas e sussurrando algo que você não compreendia.
— Não acredito. A peste negra voltou. — Ouve uma funcionária sussurrar baixinho ao passar acompanhada com uma colega na sua frente. Estas estavam olhando para um homem alto, forte, de terno e gravata, cabelos castanhos, rosto fino, olhos pequenos e lábios finos.
Sinceramente, não via uma peste negra naquele homem que estava mais para um deus grego. Ele andava graciosamente como se estivesse em uma passarela, mantendo o olhar sedutor para frente. Você estreitou o olhar tentando lembrar-se de onde havia visto esse rapaz, quando finalmente a lâmpada acendeu-se, ele já estava parado em sua frente, fitando-a com um olhar dominante.
Ele parecia ser tão austero que fazia suas pernas ficarem bambas perante seu olhar de autoridade.
— Você deve ser a garota que eu contratei, estou certo? — Você ficou besta com a voz deliciosamente suave e baixa.
— S-Sim senhor. — Colocou uma mecha solta que a atrapalhava para trás da orelha.
— Você já terminou de fazer o que eu pedi? — Questiona o mais velho fitando-a com um olhar sedutor, que chegava a ser até perturbador se os ignorasse.
— Sim. Se o senhor quiser, posso lhe entregar agora mesmo. — Respondeu confiante.
— Eu só passei aqui para ver como as peças do desfile estavam. No momento estou ocupado. — Os lábios rosados se curvaram em um sorriso de canto, que você não entendeu o motivo.
— Então, quando poderei lhe entregar os documentos?
— Passe em minha casa. Estarei lá durante a semana inteira. — Ele responde na maior naturalidade.
Você olhava estática para o homem. Isso é sério? Não, só pode está de brincadeira!
— Terei tempo somente no dia do desfile. —Disse na tentativa falha dele marcar em outro local, afinal, que mulher solteira visita a casa de um milionário? Ainda mais se ele for seu chefe?
— Não vejo problema. Pode passar lá antes de ir para o evento.
Você ficou calada. Não tinha argumentos para não ir até a mansão Kim. Enquanto entrava em um debate mental se deveria ir ou não, seu chefe a comia com os olhos.
— Eu tenho que ir agora. Até quinta-feira. — O moreno se despediu de você.
Você se despediu formalmente se curvando. O mais velho entrou no elevador que ficava bem em frente a sua sala e manteve o contato visual com você, sustentando o olhar curioso do mais velho até as portas do elevador se fecharem. Suspirou aliviada e encostou-se na porta. Só depois de um tempo, percebeu que seu coração disparava. Ele conseguiu te deixar tão nervosa que poderia ter um desmaio a qualquer momento.
— Ele me dá arrepios. — Diz para si mesma.
[...]
Tudo bem, não precisa ficar nervosa...
Respirou fundo e apertou mais forte a pasta em sua mão esquerda. Bateu duas vezes na porta e anunciou que era você. No mesmo momento, ouviu a voz do mais velho pedindo para que entrasse.
— Licença. — Sussurrou, timidamente, adentrando no compartimento.
— Fique à vontade. — Ele juntou as mãos em cima de mesa, entrelaçando-as.
Sentou-se na cadeira que a deixava cara a cara com Kyoungjae e limpou a garganta disfarçadamente.
— Está tudo organizado. Do jeito que o senhor pediu. — Entregou a pasta para o mais velho. O mesmo segurou-a.
— Me chame de Eli. Não precisamos ser formais um com o outro. — Diz, sustentando seu olhar surpreso.
—T-tá...
Eli se levanta e começa a andar em passos lentos pelo escritório, observando todo o seu trabalho. Enquanto isso, você torcia para não ter errado em nada. Mesmo confiando em si, às vezes cometemos deslizes.
— Muito bom. — A voz alta do mais velho a assusta, por conta do silêncio que estava na sala.
A mão dele pousa em seu ombro, assustando-a novamente com a tal intimidade.
— Que bom que gostou. — Levantou o rosto para olhar seu chefe, que estava em pé ao seu lado.
Ele apenas exibiu um sorriso e deixou a pasta em cima da mesa.
— Hm. O desfile começará daqui a três horas. Não acha melhor ir para casa se arrumar? — Questiona o mais velho, dando uma olhada rápida no relógio e depois para você.
— Ah, eu não vou para o desfile. Não tenho um bom vestido para ir. — Mentiu.
Eli franze as sobrancelhas e te encara.
— Venha comigo.
Se nem esperar por sua resposta, ele deu as costas e andou até a porta. Você o seguiu até um quarto enorme e luxurioso. Eli pediu para aguardar sentada, mas preferiu ficar em pé.
Era estranho estar dentro de um local tão íntimo de seu superior, porém isso significava que ele confiava em você. Pelo menos era assim que pensava.
Observou atenta a modernidade do compartimento. Uma cama enorme que, tinha quase certeza, de que era um colchão de água. Nunca dormira numa cama desse tipo, a qual se o colchão estourasse, tomaria um belo banho; atrás da cama havia um aquário que era maior que seu quarto. Ele ocupava a metade da parede. As luzes azuis, que brilhavam atrás do vidro para dar um efeito melhor, a deixava impressionada. Nunca dormira numa cama desse tipo, a qual se o colchão estourasse, tomaria um belo banho. Ainda mais com um aquário atrás, que se quebrasse, seria nadar com os peixinhos e os cacos de vidro.
, venha aqui um momento. — Ouve a voz de Kyoungjae atrás de você, e se vira de frente para o moreno.
— S-sim. — Andou, rapidamente em passos curtos até o garoto, que a guiou para dentro do enorme closet branco.
— Vista isso. Tenho certeza que combinará com você. — Eli entrega uma caixa azul claro para você e depois sai, deixando-a sozinha para que pudesse se trocar.
Fechou a porta e, retirou, o sobretudo preto e seu vestido rosa claro de alcinhas. Tirou o vestido da caixa e olhou estática para o mesmo. Depois de se recuperar da surpresa, o vestiu com cuidado. Olhou-se no espelho e observou melhor o vestido longo vermelho Carmim de renda francesa e mangas compridas, que ficavam meio caídas nos ombros. Suspirou aliviada por estar com as peças intimas da mesma cor do vestido, pois o mesmo revelava tudo.
De repente, três batidas na parta a assustaram.
— Já se vestiu? — Pergunta Kyoungjae, tapando os olhos com as duas mãos.
Quando ele abriu essa porta?
— S-sim. — Respondeu timidamente.
Não queria que seu superior a visse daquele jeito, mas não tinha outra escolha. Tentou não olhar para ele, e concentrou-se em olhar para si mesma.
— Você está linda. — Comenta o mais velho, se aproximando de você, ficando ao seu lado e olhando para ti no enorme espelho.
Você ficava tão baixa perto de Eli, que chegava a ser engraçado.
— Obrigada. — Sorri envergonhada.
— Por nada. — O mais velho segura com cuidado uma mexa de seu cabelo que escapou do rabo-de-cavalo. Eli se aproxima, cheira seu cabelo e sorri. — Gosta de chocolate?
Seu rosto ficara vermelho. Sentiu-se uma completa idiota por estar daquele jeito.
— Sim.
O moreno sorri.
Olhou para Eli e ficou a observar o seu lindo rosto, seus olhos pequenos e escuros, sua pele que aparentava ser aveludada e seus lábios rosados que ainda estavam curvados em um sorriso.
Ele estava tão perto que já estava embriagada com o perfume amadeirado dele. Era uma fragrância única, que combinava perfeitamente com ele. Forte. Sem querer, imaginou os braços do mais velho, expostos, sem aquelas roupas que só pessoas da alta sociedade usam.
? — Kyoung a chama, tirando de seus devaneios.
— Oi?
O moreno ri de sua reação deixando-a envergonhada.
Não soube ao certo se aquilo aconteceu devagar ou se foi rápido demais. Mas sabia que repentinamente, seu chefe a beijava. Você rejeitou no começo, mas ao ter aquelas mãos poderosas estudando o teu corpo, teve que se render e aceitar aqueles lábios deliciosos do coreano movendo sobre os teus com tanto fervor. O moreno envolveu sua cintura com os braços musculosos e colou seus corpos.
Desesperada, colocou as mãos sobre o peito de Eli e tentou empurrá-lo, mas o máximo que conseguiu foi fazer com que ele encerrasse o beijo.
— Desculpe, eu não posso. — Disse, fechando os olhos e balançando a cabeça, negando a si mesma dar a chance de provar um pouco do pecado.
— Porque não? — Seu chefe, distribuiu beijos e falsas mordidas por toda extensão de seu pescoço. Normalmente encolheria os ombros por conta das cócegas que sentia nesta região, mas os lábios macios e quentinhos lhe davam o desejo louco de ser saboreada por eles.
— N-não, eu não posso. Isso está errado. Você é meu chefe. — Soltou, sem pensar.
Uma nuvem de silêncio pairou sobre vocês. Eli se distanciou minimamente e a encarou com a sobrancelha esquerda arqueada.
— Então, pense em mim como se eu não fosse seu chefe.
Abriu a boca para responder, entretanto Eli viu como uma chance de roubar um beijo seu.

● ● ●

Teu peito subia e descia desorientado, suas mãos agarraram, com um pouco de dificuldade, o cobertor da cama. A risada baixa de Kyoungjae ecoou pelo quarto novamente ao ouvir um gritinho surpreso seu, por ter sido chicoteada nas pernas. Depois de ser “castigada” mais cinco vezes com o chicote macio, você já não gritava mais. Seu bumbum ardia por conta dos tapas que Kyoungjae dava com sua mão grande.
— Você gosta, não é? — O mais velho questiona, roçando o falo rijo em sua bunda.
Mordeu o lábio inferior, contendo-se. Normalmente fecharia os olhos, mas estes já estavam sendo vendados pela gravata de Kyoungjae. Este lhe deita na cama, fazendo-a engolir em seco por conta da rapidez do ato.
Kyoungjae tira sua venda, surpreendendo-a.
— Porque tirou? Ficava mais divertido quando eu não estava vendo. — Fez bico.
Ele riu. Segurou a ponta do teu queixo com a ponta dos dedos.
— Eu quero que você veja o que irei fazer. Mas você tem que ficar quieta, ou terei que te castigar. — Kyoungjae lhe hipnotizava com o olhar profundo e dominante.
Engoliu em seco e permaneceu em silêncio, observando o seu chefe pegar algo que parecia uma lâmpada mágica em cima da mesa cheia de objetos que ele havia usado em você, e outros que talvez ainda usasse.
— Não grite não se mexa. — O rapaz sussurra, aproximando mais de você.
Sem desgrudar os olhos de Kyoungjae, o observou virar o objeto que dele caíram três gotinhas marrons. Somente quando caíram em sua coxa soube que estava quente.
Mordeu o lábio com força, fechado os olhos. Não estava tão quente, mas também não estava frio. Eli ignorou seu susto e foi fazendo uma trilha com o chocolate por seu corpo nu, fazendo-a deitar ao ter o peito coberto com o doce. Já não achava que aquilo incomodava, achava até gostosa aquele leve queimação na pele.
O mais alto guarda o objeto prata na mesa e volta para perto de você. Eli fica por cima e toma seus lábios lascivamente e sem pudor. Com um tempo, Kyoungjae começou a lamber o chocolate que estava espalhado por seu corpo, fazendo-a suspirar e delirar quando começou a fazer movimentos leves de sucção na área interna de suas coxas, bem próximo a seu íntimo. Estava se segurando para não puxar os cabelos dele. Enquanto isso fechava os olhos com força, deixando o corpo ferver e enlouquecer com o contato dos lábios dele em seu corpo nu.
— K-kyoungjae oppa, para de me provocar. — Tentou se libertar do abraço da algema em seus pulsos, mas foi em vão. Os lábios de Kyoungjae pousaram sobre os teus repentinamente, ficou surpresa com seu movimento rápido, mas foi retribuindo aos poucos, sentindo o sabor doce nos lábios, definitivamente, gostosos de seu chefe. Este encerrou o beijo bruscamente, mordendo com força seu lábio inferior, fazendo-o sangrar.
— Ai! — Choramingou.
— Eu avisei que seria castigada. — O moreno dá uma piscadela e mostra um sorriso safado.
— Cachorro. — Xingou fazendo um bico.
— Se eu sou um cachorro, você é uma cachorra, eu estou certo? — Questiona Kyoung arqueando a sobrancelha esquerda.
Pensou duas vezes antes de retrucar, mas acabou entrando na brincadeira.
— Sim. — Eli sorri e se ajoelha na cama.
— Era isso que eu queria ouvir. — De repente o mais velho te faz ficar de quatro e sem nem esperar pelos preliminares, introduz devagar seu membro em sua vagina, fazendo-a gemer de dor. Não era mais virgem, entretanto, ser invadida assim doía — É assim que os cachorros transam, não é, minha cadela?
Não respondeu, apenas fez um movimento lento com o quadril, que fez o mais velho o segurar e começar a estocar com força. Lento, mas gostoso. Suas mãos agarraram-se no cobertor vermelho, apertando o pano com força, deixando os gemidos roucos romperem o silêncio da noite a cada estocada que recebia.
Sua nádega ardia com os tapas que eram recebidos constantemente. Mas era algo bom, a excitação tomava conta de seu corpo suado e febril. Frases sem nexo algum saiam de sua boca, junto a alguns xingamentos e gemidos que, se possível, poderiam ser ouvidos no primeiro andar da mansão.
— E-eli oppa... Vai mais rápido.
— Muito bem putinha. Assim que eu gosto. — Arfou, ao ser penetrada novamente, desta vez, com mais força.
Mordeu o lábio e segurou um gemido. Seu chefe começou a estocar mais rápido, indo mais profundamente, dando a falsa impressão de que Eli iria lhe desventrar. Nunca se sentiu tão louca como estava se sentindo agora. Se sentia inteira com ele por dentro. Se sentia uma vadia sexy ao ser tão elogiada por Eli e, o modo brusco que ele a tratava, era tão excitante.
Os diversos comentários como “Quem é minha vadia? ” “Gostosa”, eram todos confirmados por você. Eli te levava ao inferno mais gostoso. Sentia-se inteiramente suja, se deleitando com isso. Nunca havia praticado um sexo agressivo, mas estava amando de corpo e alma. Talvez seja por estar sendo a vadia particular de seu chefe, que a fazia delirar.
Com mais algumas estocadas seu interior se contraiu, chegando a um feérico orgasmo, apertando o pênis de Eli dentro de si.
— Porra. Muito apertada. — Eli grunhiu, sentindo-a diminuir.
O moreno aumenta as estocadas, fazendo-a urrar de tanto prazer, até que ele se desfaz, preenchendo-a com seu gozo. Kyoungjae sai e se joga do seu lado na cama e você se deita, sendo puxada pelo seu chefe, para se aninhar confortavelmente nos braços fortes deli. Ambos com os corpos suados e quentes, com a respiração desregulada, sentindo o cheiro de sexo que dominava o imenso quarto.
— Wow... Temos que repetir a dose. — Disse sem pudor.
— Com toda certeza. — O moreno rouba seus lábios por um breve momento.
Quando os lábios se deixaram, você abriu os olhos lentamente e sustentou o olhar cobiçador de seu chefe.
— Se soubesse que você iria aceitar transar comigo tão facilmente, teria lhe chamado para vir aqui antes. — Comenta o mais velho, surpreendendo-a.
— Agora você já sabe. — Deu uma piscadela.
— Na próxima você não escapa.
— Nem querendo. — Sorrio. — Agora, faria a gentileza de me soltar? — Ergue os pulsos que estavam presos com a algema.