— Ele é ridículo e feio — ria e se deitava
na cama de cima.
[...]
Você entrou naquela casa tão conhecida.
Sua melhor amiga morava em uma aconchegante casa, com três
quartos, piscina, lareira. Resumindo, era tudo de bom.
Não que você ligasse para isso, nunca se importou em viver
em uma casa simples, mas você não iria reclamar de ter um pouco de mimo.
Eram anos de amizade entre você e , os pais dela já te
consideravam filha deles também.
Você subiu as escadas para o andar de cima onde ficavam os
quartos e foi direto para o quarto rosa.
— você demorou — falava com um bico
mostrando a sua irritação por esperar.
— Desculpa, minha mãe pediu para eu comprar umas
coisas — você deixou sua mochila na cadeira que tinha em frente ao
computador.
— Tudo bem, agora vamos jog... — a porta foi
aberta interrompendo o que sua amiga ia falar e fazendo vocês duas olharem para
direção da mesma.
— , a mãe pediu para a gente... — Mark te
olhou e ficou meio corado — Oi não sabia que você tinha chegado.
— Ah eu cheguei faz pouco tempo — você sorriu e
ele corou novamente.
— Então Mark, o que a mamãe pediu? — fez
questão de cortar o clima.
— Ela vai sair e pediu para nós fazermos o jantar.
— Você já deu seu recado, agora pode sair — ela
deu um sorriso cínico.
Seu coração se apertou com o sorriso tímido que Mark te deu.
— Como você pode ser tão ignorante ? — Você
dizia olhando a incrédula da forma grosseira que ele tratava o irmão.
— Ele é chato — ela riu nem se importando.
— E diziam que gêmeos tem personalidades diferentes,
vejo que isso está correto — você se espreguiçou e levantou da cama.
— Aonde você vai? — te olhava confusa.
— Ajudar o Mark a fazer o jantar. Você vem? — Você
abriu a porta.
— Eu não, tenho coisa melhor para fazer — ela te
olhava indiferente.
Você saiu do quarto pensando no porquê da sua amiga ter uma
implicância tão grande com irmão quando você estava perto.
Da escada você podia sentir o cheiro de comida e seu
estomago roncou fazendo você rir.
Você parou no vão da porta se encostando ali e analisando
Mark que nem percebera sua presença. Ele estava de avental, não podia negar que
ele ficava lindo daquele jeito.
— Precisa de ajuda? — Você cruzou os braços.
Mark deu um pulo e olhou para você.
— A-acho que não — ele corou.
Por que ele corava toda vez que falava? Você sempre se
perguntava isso quando olhava para as bochechas vermelhas e o olhar abaixado
que Mark tinha.
— Posso ficar aqui para te fazer companhia? — Você
dizia já se sentando no balcão da cozinha.
— C-claro que p-pode — ele sorriu.
— Não sabia que você tinha problema de gagueira —
você ria descontroladamente.
Um bico mordível formou nos lábios de Mark.
— Eu só estou nervoso por ter que fazer a comida
sozinho e ficar ruim.
— Está com medo de eu não gostar? — Você deu uma
risada sarcástica.
Ele afirmou com a cabeça.
— Não se preocupa, o máximo que pode dar errado e a
gente ter uma dor de barriga — você ria alto.
Ele novamente fez aquele biquinho lindo e você pediu
desculpa explicando que foi apenas uma brincadeira.
Vocês comeram sozinhos já que se negou a descer
dizendo que não estava com fome e quando sentisse ela mesma faria alguma coisa
para ela comer.
Você e Mark sempre se deram bem desde quando se conheceram
quando pequenos, mas a sua melhor amiga parecia não gostar da aproximação de
vocês, então Mark se mantinha afastado e te evitava ao máximo.
Jantar com o Mark foi ótimo. Você tirava sarro toda vez que
ele corava, ele encheu sua paciência para fazer brigadeiro e você acabou
cedendo, por fim vocês assistiram a um filme de terror.
Quando você subiu para o quarto, estava com uma cara
emburrada e logo apagou a luz dizendo que estava na hora de dormir.
Meia hora tinha se passado e nada do seu sono vim. Você
resolveu ir ao banheiro.
Você desceu as escadas em passos lentos e inaudíveis, não
queria acordar ninguém. Seguindo o corredor você pode ouvir suspiros e
gemidos baixos.
A porta do banheiro estava meio aberta e você pode ver Mark
tocando a sua intimidade. E o que mais te assustou foi o que ele dissera.
— Aah você me excita tanto — ele gemeu
rouco.
Por mais que fosse estranho ver Mark batendo uma pensando em
você, isso te deixou feliz e excitada.
Não seria ruim terminar o trabalho dele.
Você entrou no banheiro sem pensar duas vezes e trancou a
porta, quando você virou notou o olhar assustado de Mark te fazendo ter vontade
de rir.
— O q-que você está fazendo a-aqui? — Sua vontade
de rir só aumentava, Mark tinha paralisado.
— Hmm — você fez uma pose de como se estivesse
pensando — Eu vim te ajudar — você mordia o lábio inferior.
Ele riu e você entendeu o recado. Sua mão foi para o falo
dele que estava rígido e pulsante.
Os movimentos que você fazia eram lentos, você queria o
ouvir implorando por mais.
— Para de judiar de mim — ele fez um bico
que você não hesitou de morder.
Você chupou a glande rosada que parecia pedir por atenção e
começou a acelerar os movimentos, alternando em colocar todo o falo em sua
boca. Você sugava até onde sua cavidade bucal alcançava e masturbava.
Ele urrava de prazer quando te puxou para cima e te fez
sentar na bancada da pia.
Não demorou muito para Mark começar a dar sinal de que
queria levantar a sua blusa enquanto mordia seu queixo só parando para
retira-la. Ele lambia todo seu pescoço fazendo um rastro invisível de saliva.
Ele percorria com as mãos por todas suas costas parando no
fecho do seu sutiã e o soltando. Você sentiu seus seios serem apertados não
podendo evitar soltar um gemido abafado.
Você mordia com vontade cada parte daquele corpo quando Mark
retirou seu short juntamente com a sua calcinha. Ele te fez descer da pia e se
sentou na tampa da privada. O olhar sensual que ele fez enquanto te chamava com
o dedo indicador só te fez querer descobrir como era o ter dentro de você.
Você foi se sentando devagar enquanto via o olhar de Mark
suplicando para ir logo. As mãos grossas foram parar na sua cintura te forçando
a ir de encontro com o membro dele.
— Cavalga para mim, amor — sua felicidade ao ouvir
escutar ele te chamar de amor fez você se movimentar com rapidez.
Seus braços se envolveram no pescoço dele, o trazendo para
mais perto.
Mark te fazia subir e descer como se estivesse em um pula
pula. O gemido rouco que ele deixava escapar deixava os seus pelos arrepiados.
O suor dele se misturava com o seu, a sensação de vocês
serem um só era maravilhosa.
Seus dentes capturaram os lábios de Mark iniciando um beijo.
A língua dele procurava a sua de uma forma desesperada, você não deixava de
explorar cada parte daquela boquinha vermelha. Apesar da situação Mark não
deixava de ser carinhoso e acaricia seu rosto com o polegar.
Você sentia que logo chegaria ao clímax então fez questão de
acelerar mais os movimentos. Seu corpo ficou fraco quando Mark te proporcionou
chegar ao orgasmo.
Seu interior foi preenchido com o prazer dele e você o
abraçou.
Ele te pegou no colo e vocês entraram no box. A água quente
corria pela suas costas enquanto Mark passava o sabonete por todo o seu corpo.
Você fez o mesmo com ele e não evitou beijar os lábios daquele ruivo.
Vocês se enxugaram, ele te pegou no colo novamente te
levando para o quarto dele.
Seus olhos estavam cansados quando você sentiu ser deitada
em um colchão macio. Mark se deitou ao seu lado, cobrindo vocês dois.
Você deitou no peito dele e os braços quentes de Mark te
envolveram em um abraço.
Antes de você cair no sono conseguiu ouvir o ruivo falando
algo baixinho parecendo que ele falava mais para si mesmo.
— Só quero ver quando a nós encontrar aqui —
ele riu e selou seus lábios — Bons sonhos meu anjo.
