War of Hormone: Capítulo 4




        Uma semana atrás eu concordei com o Sehun e com o Jungkook, eu iria fazer o que eles pedirem, e em troca disso eles não iriam mostrar o vídeo. No dia seguinte desde que eu aceitara o acordo, Sehun já apareceu com uma das regras. E a regra dizia que todo o meu tempo era dele, ou seja, se ele me pedisse algo de madrugada, eu teria que fazer.
Ele não foi tão cruel a ponto de pedir algo de madrugada, acredito que ele tenha sono — não cogitem isso, essa é apenas uma especulação sem fundamento, talvez o Sehun não seja mesmo humano — e esteja dormindo de madrugada, contudo o fato dele não ter pedido algo de madrugada não significa que ele tenha colaborado e sido bonzinho com os meus horários, ele esta pouco se lixando pra isso.
Ele achou uma maneira de me prejudicar, o primeiro pedido oficial dele teve de ser realizado na sexta, depois da escola, como ele já sabia que eu ficava com o Jimin depois da aula, me impedir de por em pratica o plano de vingança contra os meninos fora a primeira conspiração de Sehun. Ele me levou até a sorveteria que fica na frente da escola e me deu o caderno dele para fazer as tarefas dele, enquanto ele tomava sorvete e conversava com uns amigos que ele encontrara lá.
Eu acreditei que só seria naquela sexta, mas nessa sexta dessa semana ele veio a pedir outra vez, porém foi na primeira aula, e não parecia que ele queria que eu fizesse outra vez as tarefas dele, tinha algum tipo de pedido mais profundo por trás disso pra ele ter vido imediatamente até mim quando me viu chegando na escola, como se já estivesse me esperando por tempo. E realmente tinha algo por trás disso.

● ● ●

— Desculpa Jimin não posso ficar o final da aula hoje — disse diante o olhar persistente do menino — tenho algumas coisas pra fazer em casa...
— Um selinho então? — ele pediu.
Eu não poderia negar isso para ele, já que ele pareceu perceber minha indiferença só pelo fato de não poder ficar para o quinto horário, caso eu negasse apenas um simples selinho ele estranharia mais ainda.
 Olhei para os lados, me certificando de que ninguém veria, depois que certifiquei, me aproximei rapidamente dele e o dei um selinho, ele sorriu assim que nossos lábios se descolaram e afagou minha bochecha.
— Espero que você me conte o que esta acontecendo depois... Já é a segunda vez que você não fica para o quinto horário — ele entregou o jogo, de fato, o garoto não estava acreditando.
— Prometo contar uma hora, ok? — menti.
Jimin não poderia de nenhuma maneira descobrir o porquê de eu não estar mais ficando com ele após a ultima aula da sexta, e eu ainda não havia pensado em nenhuma desculpa boa para ele acreditar e consequentemente não descobrir que essas minhas coisas para fazer na verdade estavam tudo relacionada ao Sehun.
— Ok, até mais — ele se afastou de mim.
Dei um ultimo sorriso para ele antes de me virar de costas e seguir pelos corredores da escola em rumo a saída, indo para a segunda sessão de trabalho escravo — como e decidir chamar os pedidos do Sehun, que provavelmente estava me esperando na primeira esquina da escola, o nosso ponto de encontro.
Quando cheguei lá Sehun ele estava encostado em um muro perto a uma arvore que projetava uma sombra e ele tinha uma expressão impaciente que se desfez ao me ver e fora substituída por raiva.
— Você demorou mais hoje — Sehun descruzou os braços e se desapoio do muro — achei que tivesse mudado de ideia.
— Mudado de ideia? Pra que? Pra você ir lá e mostrar meus vídeos pros meus pais e ferrar com a minha vida? — bufei.
Os efeitos de convivência com esse menino começaram a aparecer, bastou apenas uma semana sobre dominação dele, para eu passar a odiar a voz, o rosto, e qualquer coisa que ele faça, basicamente em apenas uma semana esse Inferno consegue te queimar desde a carne até a alma, consegue te inundar com ódio e ira.
— Tanto faz, apesar de que a alegria de ver você se ferrando por causa do vídeo seria menos satisfatória que a alegria de ver você cumprindo meus pedidos — ele respondeu.
— Sério, o que eu fiz pra você? Pra você esta querendo me ver ferrada, só pode ter algo! — falei mesmo já sabendo a resposta.
— Você quer mesmo saber por que eu estou fazendo isso? — ele se aproximou de mim, ficando frente a frente comigo.
Como este era mais alto tive que inclinar minha cabeça um pouco para cima afim de encara-lo, eu não podia engolir tudo o que ele fazia e ainda ficar quieta, pelo menos se eu batesse de frente e me mostrasse resistente talvez ele encontrasse o lugar dele. Talvez...
E eu sempre esquecendo de que estou falando do Sehun, e tudo que vem dele é imprevisível.
Uma mão dele foi para o meu pescoço e a outra para minha nuca enquanto ele aproximava o rosto dele lentamente para perto do meu, eu fiquei tão perplexa tentando entender o que aquilo significava, que me esqueci de empurra-lo. Os lábios dele estavam quase tão próximos do meu, mas como um beijo poderia justificar toda essa implicância dele comigo?
Minha pergunta logo foi respondida quando os lábios dele alcançaram... Não os meus lábios, mas o meu ouvido. Era mais um dos joguinhos dele, como eu já deveria imaginar, era o Sehun.
— Por que eu quero — ele sussurrou.
Ele se afastou com um sorriso de canto, e eu ainda continuava a tentar entender o ocorrido, o porquê desse gesto repentino. Levou uns segundos até as coisas começaram a se esclarecer. Isso era apenas parte do joguinho torturante do Sehun, ele me mostrando a verdadeira face dele e me lembrei de que ele literalmente é um inferno em forma de gente, me fazendo pagar na mesma moeda, o que eu fazia com os outros garotos. Ou seja, ele estava apenas executando o papel dele como Inferno.
— Vamos, não podemos ficar enrolando — Sehun se virou para a rua.
— Para onde nós iremos? — acompanhei o passo dele — Só posso ficar até às seis e meia, se não minha mãe da azia.
— Isso é problema seu! Você vai ficar até a hora que eu quiser que você fique — a voz dele saiu como ácido.
— Mas para onde estamos indo? — perguntei.
— Minha casa...
— O que eu vou ter que fazer lá?
— Quando chegarmos lá eu te explico, agora cala a boca e me segue.
Outra coisa típica dele, odiar me responder. Para ele me responder era como se ele estivesse dando o braço a torcer, como se ele não fosse obrigado a me dar satisfação e estivesse fazendo exatamente isso, e por esta razão as respostas dele eram sempre frias e grossas.
Enquanto seguíamos em silencio para a casa dele, me dei conta que ainda não conhecia muito a vida dele, onde ele mora, o nome dos amigos mais próximos dele, se ele tem alguma namorada, se ele tem pais, irmãos, faz algum curso... Eu basicamente não sabia nada de Sehun, e vi que ele já sabia bastante coisa sobre mim, o que me levantou as questões: O que ele sabia sobre mim e há quanto tempo ele vem investigado minha vida.
Percebi que isso também era a minha maior fraqueza, saber tão pouco dele e ter possivelmente muitos segredos meus na palma da mão dele. E nisso vi uma maneira de pelo menos nos igualar. Se eu passasse a investigar a vida dele também, se eu descobrisse algum segredo dele, nos igualaria, e saber onde ele morava já era um grande passo. Mas se tratando de Sehun, ele é bem calculista a não deixaria eu ver qualquer vulnerabilidade, ou isso pelo menos é o que ele quer que eu acredite.
Enquanto seguia ele, comecei a por em pratica minha investigação, enquanto andávamos pelas ruas, olhava para todas as placas indicando os nomes das ruas, e ia anotando no meu celular, até chegar na rua em que ele mora, mas essa rua não parecia chegar nunca.
Anotei cerca de quinze ruas, até ele adentrar em uma, que no caso foi a ultima rua que eu anotei, acreditei que fosse nessa que ele morava e apaguei o nome das outras, mas quando chegamos até a primeira esquina ele virou nela e eu não vi nenhuma placa indicando o nome da próxima rua. Diminui o passo atrás de alguma coisa que indicasse em que rua nós estávamos, quando o Sehun parou de andar.
— O que você esta fazendo? — os olhos dele se dirigiram para o meu celular.
— Conversando com a  — menti.
Ele deu um riso sarcástico.
— Decima quinta rua, nome São Francisco, numero da casa 3788, anote enquanto andamos e pare de diminuir o passo — ele falou e voltou a caminhar.
Isso me deu um choque, como ele conseguiu descobrir o que eu estava fazendo? Ele nem ao menos estava me olhando, eu caminhava atrás dele, e poderia muito bem estar realmente conversando com a pelo celular, até tomei cuidado para não parecer suspeita, contudo ainda sim ele viu que tinha algo e adivinhou justamente o que eu estava tramando.
Comecei a considerar a teoria de que ele possa ler mentes, só pode ser isso mesmo!
Não, não e não. Ele é um humano! Eu não acredito nessas coisas de poderes, ele não pode ler mentes, pensei. Mas com essa situação, eu comecei a duvidar de tudo e novamente voltei a considerar a teoria de que ele possa mesmo ler mentes, e se ele pode ler mentes, ele deve estar vendo o que eu estou pensando. E é isso, se ele realmente pode ler mentes, uma hora ele vai ter que zombar ou rir de algo que eu estiver pensando, como por exemplo isso.
Me aproximei mais dele, e tentei ver a expressão do mesmo, porém não esclareci nada, já que ele tinha a mesma expressão neutra que eu sempre via quando passava perto dele na escola.
Tentei pensar em algo engraçado, mas ele continuou normal, depois pensei em algo malicioso, e ele ainda sim continuou neutro, depois pensei que estava matando ele, mas nenhum efeito também. E argh! O que eu estou fazendo? É claro que ele não ler mentes! E eu ainda tendo esse pensamento idiota e infantil, e o pior, sofrendo os efeitos colaterais de estar com Sehun.
— Da pra você parar de me encarar a cada minuto? — Sehun indagou.  
— D-desculpa — pedi.
E veja, até isso a presença dele me leva a fazer, chegar ao ponto de pedir desculpa calmamente pra ele, sem nem ao menos me dar contar disso.
— Aff, o que há de errado com você? — ele parou de caminhar.
— Nada, agora era só o que me faltava mesmo, ter que inventar algo de errado... — bufei. 
E é isso! Ele não saber o que eu estou pensando ou o que esta havendo comigo irrita ele, como se mostrasse que ele não esta o tempo todo no comando e que ainda há falhas, ou pelo menos mostrar que ele não esta conseguindo ver se há algum tipo de plano meu, sendo posto em pratica. 
— Por que você parece... Ah esquece — ele voltou a caminhar. 
— Eu hein... — voltei a seguir ele.
Eu já estava achando que nunca iriamos chegar nessa morado do diabo dele, mas após cinco minutos, ele foi para a calçada da possível casa dele e tirou um chaveiro do bolso, e o incrível, o chaveiro era um ursinho muito fofo totalmente o oposto do que o Sehun provavelmente gostaria. Será que ele tem um lado doce que eu não conheço?
Ele abriu o portão da casa e indicou para seguir ele.
Assim como chaveiro a casa não correspondia com o Sehun, era uma casa absolutamente normal, bonita e bem arrumada, com aquele toque de lar para criança, nada de cores exóticas e cativeiros, pelo menos, não que eu tenha visto.
 — Quero que você me ajude a fazer uma faxina na casa — Sehun falou enquanto abria a porta.
— Contanto que não dure até às seis e meia — falei.
— Você esqueceu? Quem tem um vídeo de algum ser se pegando com outro, é eu ou você?
— Então espera que eu vou ligar para os meus pais e pra .
Ele deu de ombros e adentrou na casa que provavelmente não tinha ninguém até então, já que lá dentro parecia tudo silencioso e o Sehun ainda teve que acender a luz que tinha perto da entrada.
— Vem, não podemos enrolar — ele apareceu no vão da porta — e tire os sapatos.
Acabei notando que ele estava de meia e o tênis que ele usava estava posto perto da porta, tirei minha sapatilha e coloquei ao lado, quando entrei também deixei minha bolsa em cima de um sofázinho onde estava a bolsa dele e fui atrás dele, foi quando eu me horrorizei com o caos que estava a casa que por fora parecia tão acomodável, mas por dentro parecia que havia passado um furacão, havia garrafas de refrigerante vazias para todo lado, caixas de pizza, embalagens de salgadinhos e bolacha no que parecia ser a cozinha, roupas espalhadas pelo sofá do que eu identifiquei ser a sala, a casa simplesmente parecia que não via uma limpeza por um bom tempo, pensei isso até quando eu me deparei com a pia, um bom tempo ainda era um expressão fraca, de certo fazia anos que alguém não limpava ela.
— O que aconteceu aqui? — perguntei.
— Espera pra ver lá em cima — ele respondeu indo na direção da escada.
O segui e subi a escada atrás dele, e quando cheguei no corredor onde tinha cinco portas, não quis nem imaginar como estava a situação dentro dessas cinco portas, só o corredor estava uma bagunça completa, tinha mais roupa e sapatos, e também cobertores, fora o odor de vomito.
— Quem vive aqui? Um ogro? — questionei com indignação.
— Eu moro aqui — ele respondeu friamente — e antes que você comece a achar que eu sou responsável por isso, meu primo inventou de dar uma festa aqui ontem.
— E porque você não colocou ele e o povo pra limpar? — falei.
— Ah, eles se ofereceram, mas eu neguei já que eu tenho você pra isso — ele respondeu.
— Já deveria ter imaginado — murmurei.
— Então, acho bom começarmos pelo banheiro.
— Seus pais concordaram com isso?
— Se sim ou não, você não tem nada a ver com isso — ele respondeu conforme eu previ — agora vamos ao trabalho.

● ● ●

O relógio já marcava nove e vinte quando nós finalmente terminamos de limpar a casa e deixa-la impecável. Olhei para os cômodos orgulhosa do trabalho que tinha feito. Sehun apesar de ter resmungado o tempo inteiro não deixou tudo nas minha costas, talvez ele soubesse que era trabalho demais para uma pessoa ou não confiava em deixar tudo na minha mão, mas ele acabou mostrando uma parte legal dele.
— Enfim conseguimos — exclamei satisfeita.
— Ah sim — ele fez pouco caso, mas eu acredito que por dentro ele também estava contente.
— Mais algum pedido? — perguntei.
— Por hoje não, chega, estou cansado demais para pensar em alguma coisa — ele se jogou no sofá.
— Ok, então já posso ir?
— Tchau.
— Sabe da pra você me acompanhar até a saída? — cruzei os braços, isso já era falta se cortesia.
— Você sabe onde ela fica, então... Tchau — ele se acomodou mais ainda no sofá e ligou a TV.
Como não valia a pena discuti com ele, dei de costas, engoli seco e fui pegar minha bolsa e calçar minha sapatilha, eu ainda tinha esperança de que ele viria atrás de mim e seria cavalheiro pelo menos uma vez na vida, mas não obtive nenhum sinal dele, como ele poderia deixar uma garota sair quase dez horas na rua sozinha? Típico Sehun.
Quando pus os pés na rua, o medo me dominou, eu nunca andara sozinha a noite por ai, sempre fui superprotegida pelos meus pais, era completamente aquele tipo de garota indefesa e essa situação pareceu horrível para mim, eu não podia nem ao menos ligar para os meus pais, já que eu mentira que iria dormir na casa da e o meu trajeto era justamente para lá, e pensar em como acharia o rumo para a casa dela também me fez tremer, eu não conhecia o bairro do Sehun e a rua onde ele morava parecia não dar acesso a nenhuma avenida de noite, porém tive que seguir minha memoria que lembrava vagamente do trajeto.
Andando pela rua, comecei a me tranquilizar já que ainda não havia acontecido nada, mas era justamente esse o motivo para eu começar a temer, na rua não acontecia nada, nenhum movimento, ninguém sentado na frente de casa, nada por um bom tempo, até um grupo de três garotos aparecerem logo acima vindos da onde eu pretendia ir. Só consegui pensar que eles eram aqueles ladrõezinhos que roubam celular dos outros.
Quanto mais eles se aproximavam de mim, mais eu tentava apressar o passo, quando já estavam passando do meu lado, um deles pareceu me encarar primeiro, depois senti os outros olhares pairarem sobre mim, eles também cochicharam algo, antes de começarem a rir e caminharem na minha direção. Eu já estava prestes a começar a chorar e gritar, meus olhos já estavam cheios, quando só um garoto veio realmente a acompanhar meus passos.
— ? — a voz me era familiar, mas eu estava assustada demais para lembrar-me de algo.
Antes de me virar para ele, tentei parecer normal e controlar o tom da minha voz, porém foi um pouco inútil.
— Oi? — perguntei com a voz falha.
Era o Jungkook. Nessa hora quis que fosse os ladrõezinhos, sair do inferno e topar com o demoniozinho já era demais pra mim, faltava ele começar a fazer pedidos a essa hora.
— Esta tudo bem? — Jungkook notou meu medo.
— Você acha que esta tudo bem? O Sehun já estava lá pondo em pratica a maldade dele, me fez ficar na casa dele trabalhando que nem escrava até agora! Me fez ter que voltar a essa hora sozinha para casa! — desabafei prestes a chorar.
— Meninos podem ir — Jungkook se virou para os garotos — nos vemos amanha.
— Ok — um dos garotos concordou — não se esquece de levar a erva pro tererê.
— Beleza — Jungkook falou — até mais.
Os garotos se despediram e continuaram a seguir o rumo deles.
— Sehun mora aqui? — Jungkook se virou para mim outra vez.
— Lá pra baixo — respondi um pouco recuperada do susto.
— E você mora aqui por perto? — ele questionou.
— Não, eu acho que nós dois moramos no mesmo bairro Jungkook — respondi.
— Putz — ele estava pasmo — Nós estamos um pouquinho longe de lá, não acha?
— Nem sei onde estamos. Eu só vim acompanhando o Sehun da escola até aqui, levou um tempinho para chegar até aqui.
— Você sabe o caminho de volta?
— Se eu encontrar a avenida eu consigo encontrar.
— Ah então é só você continuar andado reto, logo você esta lá. Eu vou pra minha tia agora, a menos que você queria que eu te acompanhe até lá...
— Ok.
— Você quer?
— Sim, antes você que o Sehun.
— Tudo bem — ele sorriu.
— Mas não é para minha casa que estou indo — falei — meus pais acham que eu estou na casa da , tive que mentir para eles... E afinal o que você esta fazendo aqui?
— Ah meus pais viajaram, e eu estou sozinho em casa. Como eles não estão em casa eu faço a merda que eu quiser.
— Tipo andar com uns noiadinhos por ai?  
— Eles não são drogados, e sim, sair na hora que eu quiser voltar na hora que eu quiser.
— Que rebelde você — ironizei.
— Cada qual, com sua rebeldia, senhora medrosa.
— Eu não costumo ter medo, mas eu achei que vocês fossem me roubar ou fazer algo malvado.
— Algo malvado?
— É... Não preciso entrar em detalhes.
— E quem garante que eu não vá fazer isso?
Nesse momento eu comecei a rir. Ele só podia estar brincando.
— Tipo o que? Tentar roubar um selinho de mim? — zombei.
— Eu não preciso roubar nada, se eu quiser um selinho, beijo, até mesmo coisas mais intimas, você vai ter que cumprir, afinal eu também tenho seus vídeos.
Já estava esquecendo que era o Jungkook, o ajudante do Sehun, é claro que ele não ia ser bonzinho por muito tempo.
— E isso me da ideia para o meu primeiro pedido — ele abriu aquela mesma espécie de sorriso do Sehun que eu odeio.
— O que? — perguntei hesitante.
— Parece que a situação esta toda ao meu favor — ele soltou um riso.
— Fala logo Jungkook.

— Quero que você durma lá em casa hoje.