War of Hormone: Capítulo 7

          Sabe aquela crença que eu tive algum tempo atrás de que a sorte estava do meu lado? Esqueça isso. Apenas alarme falso. A sorte não esteve nenhum momento do meu lado, afinal eu estava apenas caminhando como sempre para o abismo.  Mas é claro eu já deveria imaginar, essa coisa de investigar a vida do Sehun é basicamente como se eu estivesse me dirigindo com vontade própria para o Inferno.
E como eu estava me dirigindo para o Inferno, este colocou um demônio para me receber, e esse demoniozinho responde pelo nome de Yoongi, mas gosta que o chamem de Suga.
E em algum momento eu deveria ter raciocinado que se o Suga é um demônio, é logico que ele deveria ter alguma relação com Sehun, mas eu estava ocupada demais pensando em como me livrar do Sehun, que acabei esquecendo da existência do outro.
E como um aviso de que eu não estava saindo por cima com essas informações que havia conseguido, lá estavam eles dois, como amigos ou aliados, juntos a outro menino — provavelmente que mora na casa da tia do Jungkook — nos encarando, Suga abrigava um sorriso inumano, o menino um olhar curioso, porém Sehun estava peculiar, parecia pensativo e mal-humorado. 
— O que vocês estão fazendo aqui? — Sehun teve que perguntar outra vez, já que agora eu e o Jungkook estávamos em choque sem saber como reagir diante a presença dele.
E quando ele perguntou isso, escutei os demais que estavam em cima do muro e da arvore se moverem, de certo para a nossa direção e também se deparando com a tenebrosa presença do Sehun. E isso só era um perigo maior para mim, já que Sehun poderia expor o vídeo e a lista para eles. E nesse momento o terror me veio à pele.
Suga já deveria estar sabendo de tudo.
— Estamos tomando tererê e comendo manga — Baekhyun respondeu — Algo contra?
Sehun em nenhum segundo dirigiu o olhar dele para o Baekhyun, parecia que eu, Jungkook e ele estávamos em outra dimensão e não existia nada além disso. Mas de fato a coisa toda estava em torno de nós três. 
— Eu não estou falando com você — Sehun o respondeu depois de alguns segundos calado.
— Mas essa resposta vale por eles também — Baekhyun contrapôs.
E com isso ele conseguiu provocar o Sehun, este lançou um olhar cheio de ódio para o garoto sentado em cima do muro, e este ato surtiu efeito imediato sobre Baekhyun, que em segundos percebeu o clima ruim e que Sehun não estava para brincadeiras.
— Minha tia mora aqui... Aliás esse é o meu primo — Jungkook pronunciou.
Sehun não pareceu se contentar com a resposta, e olhou para mim esperando minha justificativa.
— É isso — falei temerosa — Estamos aqui tomando tererê.
— Geralmente se você vai à casa de alguém, este alguém sempre participa do programa — a voz de Sehun saiu em um tom de acusação. 
— Sehun... É que o Jungkook é quase de casa — o primo de Jungkook explicou — aqui é a segunda casa dele...
— Hum... — Sehun murmurou — Desculpa Suga e Rodrigo tenho umas coisas para resolver, depois nos falamos. Você vem comigo — ele me chamou com o indicador e se dirigiu para fora do quintal da tia de Jungkook
Jungkook franziu os lábios em uma expressão de pena, como se estivesse se lamentando por mim, e de fato estava. E não só estava se lamentando, como também confirmou que estava do meu lado. Antes de seguir Sehun lancei um sorriso agradecido a ele e forcei uma expressão confusa para os demais, tentando não dar indícios de que eu tenho algo com Sehun.
— Já volto gente — falei por fim e segui Sehun que me esperava do lado de fora.
Ele me guiou até a casa dele e abriu o portão indicando para eu passar primeiro que ele, e este deu um último olhar na direção dos meninos antes de entrar e fechar o portão e me olhar furiosamente.
— Vocês está brincando com fogo! — Sehun falou.        
— Estou é brincando com o inferno inteiro — comentei.
— Sim, e ainda continua seguindo em frente — ele falou — Você é idiota?
— Talvez, mas é melhor que ser um menino complexado que desconta as frustações da vida nos outros — rebati.
Essa frase com certeza causou algum conflito no interior dele, apesar deste não ter evidenciado nenhuma reação de imediato, apenas se manteve silencioso olhando para a varanda da casa dele.
— Isso não tem nada a ver com você — Sehun pronunciou.
— Claro que tem. Olha, o simples o fato de a sua vida ser uma merda e você vir descontar tudo em mim! — respondi.
— Você não sabe nada da minha vida... — ele ia argumentar, mas eu o interrompi.
— Ah sei o suficiente, para dizer que você é um garoto problemático, porque sua mãe te abandonou, sua vó morreu esse ano e você não se dá bem com seu pai! — apontei.
— O garoto puxou a minha ficha de matricula? — Sehun perguntou.
— Isso não interessa! — tentei desviar o assunto.
— Já deveria ter imaginado... Ah e deixa eu tentar adivinhar, LuHan, meu ex vizinho contou minha vida toda pra vocês — Sehun falou.
— Saber isso ou não, vai fazer algum diferença? Agora nós já sabemos tudo! — falei.
— Que seja — ele deu de ombros e caminhou até a varanda — Vem.
— Você contou para o Suga sobre a lista? — perguntei enquanto o seguia até a porta da entrada.
— É eu estou certo, você é idiota mesmo... Achando que só porque sabe uma coisa ou outra da minha vida, tem o direito de exigir satisfação de mim — ele soltou um riso escarnio.
— Sabendo ou não da sua vida, eu iria perguntar isso de qualquer maneira — falei.
Ele se sentou em um pufe começou a tirar o tênis dele e me ignorou e foi nessa hora que eu conheci a versão menor dele. O irmão de Sehun. E podemos dizer que é literalmente uma versão menor, já que o garoto era simplesmente a cara e de certo o gênio de Sehun.
— Sehun! — o garoto veio correndo contente na direção do irmão mais velho e o abraçou.
Depois que soltou Sehun de um abraço demorado e apertado no qual Sehun demostrou ter odiado, o garoto notou minha presença e me olhou com curiosidade. E foi a minha vez de odiar o menino, afinal, só o fato de ele ser uma cópia do Sehun já tinha motivo suficiente para ser odiado, e ainda o menino ficar me encarando tão atrevidamente assim me causou mais desprezo.
— É sua namorada? — o mini Sehun perguntou.
— Não — Sehun respondeu friamente.
— Sua amante? — ele continuou.
— Não! — Sehun pareceu estar impaciente.
— Quem é ela? — o menino se virou para ele.
— Ninguém, não te interessa, some daqui — Sehun respondeu e virou o menino para a direção da sala e deu um leve empurrão com o propósito de o garoto ir para lá.
O menino o obedeceu e Sehun voltou a tirar o tênis dele.
— Tire seus sapatos também — ele falou.
Ele me esperou enquanto eu tirava os sapatos e quando os tirei Sehun seguiu para o andar de cima e eu fui atrás dele. O que ele estava tramando?
— Meu pai esta aqui — Sehun afirmou.
— E...? — perguntei.
— Ah, vocês os viram chegando enquanto estavam me espiando, há quanto tempo eles chegaram? — Sehun perguntou.
— Não estávamos te espionando — menti.
— Há quanto tempo eles chegaram? — Sehun se virou na minha direção assim que pisou no hall.
Considerei a possibilidade de ele me empurrar do último degrau caso eu mentisse para ele, e não duvida que ele pudesse fazer isso.
— Tem um tempinho — falei.
Escutamos o barulho da maçaneta de alguma porta se abrindo, Sehun sorriu de canto, e então tudo se passou como flashes divididos em pontos importantes.
No primeiro ponto Sehun me puxou até o hall, já que até então eu estava no último degrau da escada, no segundo ponto ele me prendeu entre ele e a parede, no terceiro alguém apareceu no hall, e no quarto, o ultimo, ele juntou nosso lábios. Sim, ele me beijou.
Queria dizer que o lance dele ter me beijado poderia ter sido algo bom, algo que me faria cair de paixões por ele, mas o efeito foi justamente o reverso. Eu não o empurrei nem nada, eu até correspondi ao beijo, envolvi meus braços sobre o pescoço dele e tudo mais. Porém interiormente era como se a cada segundo que nos beijávamos, eu tomasse um gole de ódio.
Sim, eu estava o odiando cada vez mais enquanto no beijávamos, mas ainda assim não me separava dele, porque isso era claramente uma atuação, eu estava agindo tão profissionalmente como ele e eu não podia fazer nada senão isso, já que ele me tinha na palma da mão.
O caso era que isso — o beijo — era um teatro, para constranger quem é que tenha pisado no hall naquele momento, isso foi algo que eu saquei de primeira, não podia ser outra coisa, tendo em vista que se ele quisesse realmente me beijar ele teria o feito em qualquer momento.
E acabei descobrindo que eu estava sendo egoísta ao dizer que Sehun era meu Inferno, não, eu estava muito enganada, ele também atua como inferno de outras pessoas.
— Sehun... — uma voz feminina interveio — Seu irmão está aqui... E ele é uma criança, tenha isso em mente, não seria nada...
— Quem você acha que é para me dar advertências? — Sehun interrompeu a mulher.
— Ela é sua madrasta — um homem apareceu — e abaixe seu tom ao falar com ela.
— E você quem pensa que é? — Sehun riu indignado — Vem — antes que o homem pudesse falar algo, ele segurou minha mão e me puxou para dentro do quarto dele e nos trancou lá.
— Tenho que admitir você não é tão burra assim... — ele se sentou na cadeira localizada perto de uma escrivaninha.
— Você sabe que isso só vai piorar tudo né? — o alertei.
E de fato ele só estava tornando as coisas piores para ele. Por mais que ele guardasse rancor do pai e da madrasta dele, estes são pessoas que Sehun agora depende, e necessariamente deve aprender a conviver, mas fazendo coisas para provocá-los só torna tudo mais difícil.
— Quando foi que eu pedi algum conselho seu? — ele se inclinou apoiando os cotovelos sobre os joelhos e as deitando o queixo sobre as mãos.
Cruzei os braços e me encostei à porta.
— Mas você está certa, só vai piorar tudo, mas é justamente isso que eu quero. — ele continuou.
— Você depende deles... — comentei mesmo prevendo que ele fosse ignorar.
— Eles dependem de mim — Sehun falou se confortando de outra maneira na cadeira — Não sou eu que estou tentando me livrar de uma culpa de 10 anos atrás.
Não ousei perguntar nada, mas isso me deixou mais curiosa quanto ao que ele passou durante a infância, e me deixou mais curiosa sobre a mãe dele, na verdade sobre a vida dele. E também deixou claro, que ele deveria ter muitas razões para fazer isso.
— Não tinha outra maneira de você tentar constranger eles? — perguntei deixando de lado o assunto.
— Já fiz várias outras... — Sehun surpreendentemente respondeu — Mas essa do beijo foi especial, e eles sabem o porquê.  
— Que é algo que eu não tenho nada a ver com isso... — previ.
— Está ficando esperta — ele se levantou da cadeira e se sentou na cama por um breve momento antes de deitar nesta com os braços em baixo da cabeça — e também um beijo, assim como as coisas que você descobriu sobre mim, não mudam nada.
Não sei se o fato de o ver deitado assim, ou o fato da blusa que ele vestia ter subido um pouco e exposto a pele branca do abdômen dele ou ele ter me respondido sem aquele tom aborrecido, ou alguma coisa escondida no meu subconsciente, mas alguma dessas coisas provocou um pouco de atração por este. E este sentimento eu reprimi de imediato me lembrando de que esse menino não é flor que se cheire.
E foi me lembrando disso que me recordei que meninos que não são bons, automaticamente eu devo adicionar a minha lista e assim fiz. Estava mesmo precisando adicionar mais um nome para ocupar o lugar do Baekhyun. E agora Sehun seria uma das minhas vítimas.
E o melhor de tudo ele estava vulnerável daquela maneira. E era o momento perfeito, e diferente do que ele pensa, eu não sou tão idiota assim, e sei que a fraqueza de todos os garotos são os hormônios. Não é possível que Sehun seja a exceção.
Mesmo hesitante caminhei até ele, e posicionei meu joelho sobre a beira da cama entre as pernas dele.
— Um beijo talvez não mude nada, e dois? — me inclinei e me apoiei com o antebraço do meu braço esquerdo deitado sobre a cama próximo ao rosto dele, enquanto usava meu braço direito para tentar impedi-lo de se levantar.
E fiz algo que eu possivelmente jamais cogitaria até alguns minutos atrás. O beijei, mas dessa vez foi diferente do beijo falso que demos outrora, dessa vez eu o beijei com mais desejo que às vezes em que beijei Jimin ou com mais apreciação que as vezes que eu beijava Chen, Sehun era uma vítima especial, era mais difícil de ser domado, então seria mais difícil de convencê-lo com um simples beijo, e por isto este beijo estava repleto de vontade e excitação. Se isso não fosse suficiente para mexer um pouco sequer com ele, esse menino absolutamente não iria mais ser considerado humano por mim.
Ele correspondeu o beijo e retribuiu todos meus sentimentos, até quando nos separamos eles também estava ofegante e os olhos dele ainda estavam fechados, ele estava aproveitando a sensação mais que eu.
— Mais alguma tentativa de tentar me conquistar? — ele falou alguns segundos depois e anunciando que o Sehun frio estava de volta.   
Eu não posso excluir da lista que ele é humano, mas também não posso adicionar que ele despertou algo por mim e que o meu beijo teve grande impacto. Ele provavelmente agiu assim porque é um garoto com hormônios a flor da pele, que deixou estes falarem mais alto no momento, porém se recuperou imediatamente. E realmente Sehun, não é flor que se cheire, mas isso não quer dizer que ele seja invencível, afinal é só eu não o cheirar e o cortar pelo caule.
— Aprende direito — ele falou repentinamente.
E não foi só a fala que veio repentinamente, ele também se levantou consequentemente me fazendo levantar e foi a minha vez de estar por baixo e a vez dele de estar por cima. E mais um beijo entre mim e o Sehun foi trocado, este, com quase os mesmos sentimentos do anterior, porém um pouco mais agressivo. E selvagem.
As mãos de Sehun começaram a percorrer pelas minhas curvas, e assim levantando minha blusa até a altura do meu busto, feito isso, alguns dedos dele deslizaram por minha barriga até chegar ao botão do meu short, e este logo foi aberto e junto a ele o zíper, e seguidamente as mãos deles puxaram minhas coxas dando a possibilidade dele encaixar o quadril dele entre estas e atritar nossos íntimos, e isso me fez para o beijo.
Eu jamais pensei em chegar até esse ponto com ele, até porque eu nunca havia feito isso antes, já que ainda sou virgem. E eu não iria me deixar levar assim tão facilmente pelo garoto que só sabe fazer da minha vida um inferno e nem ao menos tem algum sentimento por mim.
Virei meu rosto para o lado.
Não consegui o encarar devido à timidez, sim, eu estava com vergonha, eu nunca fiquei tão exposta assim na frente de um garoto, na verdade eu nunca havia deixado um garoto ir até esse ponto, e ele notou isso, o que o fez soltar um riso soprado.
— Se você quer provocar alguém, é nesse ritmo — ele sussurrou e saiu de cima de mim — Não é um simples beijo de uma garota virgem que nunca viu um pênis na vida que vai causar alguma coisa em mim.
— Você é mesmo um garoto problemático — afirmei assim que a minha vergonha passou.
— E você a garota problemática que tenta se pôr ao meu nível — ele se sentou ao meu lado só que na beira de cama.
Nesse momento puxei minha blusa para baixo e tentei me recompor da idiotice que eu tentara fazer alguns minutos atrás.
Tenho que assumir que Sehun é realmente um garoto difícil de lidar, e cada vez que eu tento fazer algo contra ele, acabo fazendo é contra mim e no final sempre faço papel de idiota, e dou a ele o gostinho de saber que eu estou níveis a baixo dele.
— Olha, pelo menos consegui descobrir porque os idiotas se deixam seduzir facilmente por você... — Sehun bufou — Não ache que é essa sua atitude fraca ou algum jogo de sedução que você usa que os deixam na sua, é simplesmente seus peitos e sua genética que te fez vir com um corpo cobiçado por eles... E infelizmente, isso não surte um mínimo efeito em mim.
— Se você olhou é porque... — ele me interrompeu.
— Eu ter olhado não significa nada, não se engane — ele falou — não ache que alguma coisa que eu faço com você significa algo, porque não significa nada mais que a minha diversão.
— Você não é humano — murmurei.
Depois que falei isso, tentei procurar algum mínimo volume na calça dele, porque ainda me recusava a acreditar que eu não teria surtido algum efeito sobre ele, porém ele de fato não estava ereto. Provavelmente ele já deve ter passado ou nem começado a fase dos hormônios a flor da pele, porque ainda sim acredito que ele seja um garoto.
— Vamos — ele se levantou — seus amigos já devem estar pensando que eu te matei.
— Eles vão querer saber o que você queria comigo — falei enquanto fechava meu zíper e o botão.
— Isso é problema seu — ele destrancou a porta.
— Ah, então posso falar que eu estava simplesmente trocando uns beijos com você para provocar seu pai e sua madrasta? — perguntei.
— Fale... — ele ignorou.
Me levantei da cama, ajeitei minha blusa e o segui, tentando pensar em algo, e só por esse pouco caso dele eu iria falar justamente isso.
Durante o percurso até o portão da casa dele, só o irmão dele apareceu no nosso caminho, e eu agradeci internamente por isso, encarar o pai dele e a madrasta dele seria mais vergonhoso que ficar com meu tórax exposto para o Sehun.
E quando eu achei que a seção de momentos constrangedores tinha acabado, fui ao encontro dos meninos que me encararam curiosos, e trazendo de volta aos meus pensamentos o que acontecera entre mim e o Sehun momentos atrás no quarto dele, eu não iria conseguir mentir assim.
— O que ele queria? — perguntou por si e pelos demais.
Esperei o Sehun se afastar, eles de imediato sacaram que eu estava esperando o momento certo para contar isso pra eles, então agiram naturalmente bebendo tererê e comendo manga sentados na grama e alguns no banco, até que Sehun sumiu das nossas vistas junto com o primo do Jungkook e do Suga.
— O que rolou lá? — Jungkook perguntou.
— Ah, trocamos alguns beijos e foi isso — respondi com a voz mais natural o possível.
Baekhyun imediatamente se engasgou com o tererê que ele estava bebendo e cuspiu o liquido para fora depois começou a rir.
— Ok, agora a verdade — falou.
— Beijando o Sehun... — Baekhyun comentou rindo — Essa é boa.
Eu não esperava que a verdade fosse parecer tão absurda assim para eles, o que me fez perguntar se Sehun já previa isso, é, ele sabia que ninguém iria acreditar nisso, nem ao menos desconfiar de algo assim. O que por um lado é bom, se não acreditam que nós possamos nos beijar, também a probabilidade de acreditar que eu tenho alguma coisa com o Sehun é baixa.
— Ele veio perguntar se nós não estávamos espionando a vida dele. Já que eu já vim aqui antes, e ele ficou sabendo que pediram a ficha dele esses dias, ai eu tive que inventar um desculpa toda, ele por fim acreditou e é isso... — menti. 
— Como será que ele descobriu? — perguntou.
— Ele é hacker — Jungkook falou.
— Talvez seja isso mesmo — Baekhyun comentou — Mas que bom que a conseguiu nos salvar.
E pelo olhar que o Baekhyun me deu, ele provavelmente não havia acreditado na mentira, porém ele resolveu deixar quieto e felizmente ele achou absurda a possibilidade do Sehun ter beijado. Os demais, com exceção o Jungkook, também pareceram aceitar a minha teoria. Porém, pelo jeito que o Jungkook me olhou ele deixou claro que ele iria querer saber o que aconteceu realmente lá.
E eu estava certa.
Quando seguimos de volta para nossas casas, Jungkook acompanhou me acompanhou até a minha casa e esperou a se distanciar um pouco para entrar no assunto.
— O que aconteceu lá? — ele perguntou.
— Quer mesmo saber? — tinha certeza que se eu contasse ele não iria gostar nenhum pouco de ouvir aquilo.
— Sim, afinal eu também estou envolvido nisso — ele falou.
— O Sehun me beijou na frente da madrasta e do pai dele — contei — e depois rolou mais algumas coisas dentro do quarto dele, e ele é mesmo um garoto complexado...
— Espera, ele te beijou? — Jungkook ficou pasmo — E rolou mais coisa que isso?
— Sim, mas não é o que você está pensando... — expliquei.
— Mas ele disse... Ah deixa pra lá. — Jungkook suspirou frustrado e se afastou de mim — Tchau. Até segunda.
— Espera Jungkook — segurei o braço dele — sobre o acordo entre eu e você, está acabado né?
— Não. — ele falou friamente e o menino legal de alguns minutos atrás tinha sumido — Não confunda as coisas. Tchau.
Ele se soltou e foi embora, me deixando com a dúvida sobre qual lado ele estava, e se isso tudo não era alguma armação do Sehun e até mesmo do Suga. Talvez Jungkook só está se fingindo ser meu amigo para informar o que eu apronto para o Sehun... Talvez Jungkook não seja também flor que se cheire. E talvez, a pior hipótese de todas, Sehun esteja em parceria com o Suga. 

E se for isso mesmo, eu estou muito ferrada. Maldito Inferno e seus demônios.