R E N — B O Y F RI E N D O R J U S T F R I E N D ?
Ele está aqui de novo, por que ele está sempre aqui? Ah! É mesmo, Ele é meu namorado...
Pois bem, Algumas coisas acontecem por puro acaso, e outras não. Algumas pessoas acreditam em destino e que os astros estão sempre conspirando por nós, outras não. Não acreditava em muita coisa, porém, acreditava em muita coisa. E passou a acreditar ainda mais quando ela comeu aquele lanche estragado e vomitou no sapato do último cara que imaginaria ter visto na face da terra: Choi Minki. Mas intimamente... Seu Ren.
Desde então, as coisas começaram a evoluir e ele se tornou seu amigo, e consequentemente, seu namorado, mas no fundo no fundo, eles sabiam que ainda não tinham evoluído tanto. O Namoro foi justamente, apenas uma consequência da amizade que eles contraíram. Duas longas semanas de namoro e nem sequer haviam se beijado. Na verdade, Ren ia a sua casa, comia quase tudo que tinha na geladeira, perguntava sobre seu dia, ficavam se encarando por um tempo, até ele dizer que já estava tarde, então ele gritava para sua mãe que já estava indo. O levava até a porta, ele se curvava e saía.
Pois é, não parece mesmo com um namoro.
Sentia sim falta de um beijo nos lábios — recebido do mesmo — Mas não queria pressioná-lo a nada, desde que começaram a namorar prometeu que iriam devagar, só não imaginou que fosse devagar quase parando.
Quando perguntava a Aron o que fazer a resposta deste era a mesma:
— Dê tempo ao tempo, você é a primeira namorada dele — Sorria — Em breve ele vai se tocar.
Aron era um bom amigo, mas era um péssimo conselheiro amoroso. Então ia para sua melhor amiga:
— Agarra Ele! — Um sorriso malicioso — Quando ele menos esperar, roube um beijo! Sempre funciona!
Ok, Ela também não estava ajudando. Se bem que... A ideia não era tão ruim, mas era tão tímida, não podia se imaginar fazendo aquilo! Imagine só a reação de Ren!
Nunca parou para pensar em sua reação, o que ele faria?
#Reação 01
Empurra.
— O que pensa que está fazendo? — Ele chutou a mesa e encarou bravo — Acabou! Não vou namorar uma tarada como você!
Hm... Ren não era tão agressivo... Ele era calmo, talvez fosse algo como:
#Reação 02
Empurra gentilmente.
— Por que fez isso? — Corou virando o rosto — Uma coisa assim... Não posso mais ser seu namorado. Acho melhor darmos um tempo.
Aigooo... Por que em todas essas reações ele acaba terminando tudo? Poderia ser diferente, ele poderia gostar!
#Reação 03
Levou uma das mãos até sua nuca, os lábios dele moldavam os seus, Eles eram macios, queria beijá-lo ainda mais. Puxou seus cabelos loiros ouvindo um suspiro do mesmo e apesar da falta de ar, não pararam. Os dedos deles caminharam sorrateiramente até a sua cintura e — timidamente — levantou sua blusa e...
Seu rosto estava escarlate.
Ren Não faria uma coisa dessas! Nunquinha! Ele era um cavalheiro e ainda mais com sua Primeira namorada! Bateu em sua própria cabeça, o que estava pensando?!
Mas voltando ao assunto inicial. Mesmo que fosse um selinho, eles precisavam avançar. todos os dias a mesma coisa, aquele costumeiro “Tudo bem?” “Tudo” quando se encontravam. Pareciam dois estranhos. Sabia que amava ele, amava muito, mas estava começando a suspeitar de que tipo de amor sentia pelo mesmo e se sentia se era realmente recíproco.
Não passava de hoje! Tinham que ter uma “DR” urgentemente, se bem que... Nem sabia direito o que era uma DR...
Foi quando a Campainha tocou que seu corpo gelou, eram 20h30min, Obviamente era Ren.
— Minki-Sshi — Ouviu sua mãe cumprimentar gentilmente da sala, estava no quarto — Entre, por favor, eu vou chamá-la.
— Obrigado, Ahjumma — Ouviu-o dizer e ouviu também a pisava cautelosa que seus pés faziam no chão de sua casa. Suspirou.
Sua mãe era uma coviteira, sim, uma velha coviteira. Desde que conheceu Ren — O qual confundiu com uma menina e chamou de “Coleguinha” — Começou a lhe encher a paciência. Minki como já não gostava de ter alguém para puxar o saco, lhe mostrou todas as suas qualidades (Lê-se comer a comida dela, e dizer que ela conzinha muito bem, e comer mais). Se havia uma coisa que sua mãe adorava era que alguém elogiasse sua comida, então, a primeira coisa que fazia quando ele chegava a sua casa era colocar os pratos na mesa.
Ren era uma traça, ele comia tudo e nada para ele estava ruim. No primeiro encontro que tiveram ele perguntou se ainda queria seu Lámen, e antes que respondesse ele já tinha praticamente comido até o prato.
Saindo de um tópico e entrando em outro, ainda tinha mais um detalhe: Sua aparência. O Fato de Ren se parecer com uma garota não era um empecilho — Na verdade, Amava sua beleza delicada — O empecilho era que os garotos paqueravam-no constantemente. Já lhe perguntaram qual era o numero da sua “amiga” e quando respondeu que na verdade era o seu namorado riram da sua cara, e chamaram-na de lésbica. Já estava acostumada com esse tipo de ocorrência.
Bateram na porta do quarto, era sua mãe.
— Minki chegou! Desça logo! Não deixe o rapaz esperando!
Ouviu-a descer as escadas antes que pudesse responder. Um amor de pessoa.
Andou sem pressa até a porta e abriu-a, cautelosamente desceu as escadas até o primeiro andar e deu de cara com a costumeira cena; Ren, um prato de sopa e um pão na mão. Como uma criança faminta importada da África. Quando a viu parada, ele levantou da mesa e limpou os farelos da boca depressa.
— Boa Noite — Cumprimentou com um sorriso.
— Minki... Boa noite — Suspirou andando em direção a mesa — Pode voltar a comer.
Ele assentiu se sentando e fez o que pediu.
Sentou-se na mesa e apoiou o rosto entre as mãos.
Ele comia calmamente, era irritante, queria conversar, mas estava sem coragem. Por que Minki tinha que ser tão adorável? Droga.
— Ren — Chamou sua atenção reunindo toda coragem que tinha, ele parou com um pedaço de pão na boca. — Tem uma coisa que eu preciso de te falar.
Ele engoliu.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim.
— É algo muito sério?
— Não.
Ele fez um biquinho com os lábios.
— O que é então?
Aigooo...Não era para eu ter começado.
— Não é nada.
— Tudo bem.
Ficaram em silêncio.
— Na verdade tem algo sim!
— Então fale.
— Ren, Eu irei te dizer algo e tem que prometer que não vai ficar bravo, Ok? — Ele assentiu — Minki... Estamos namorando há três semanas, mas não parece.
— Eu concordo — Ele lhe imitou apoiando os cotovelos na mesa e o queixo entre as mãos — Parece que tem bastante tempo, não é?
Abaixou a cabeça. Envergonhada por estar chamando a atenção dele por algo tão banal mas Ren era tão lento.
— Sim, mas não é disso que eu quero falar — Fechou os olhos enquanto ele fazia uma careta confusa — Ren, Eu sei que eu não devia falar assim, o Nu’est está muito popular agora e você deve estar muito ocupado...
— Realmente — Interrompeu — Eu nem tive tempo de te contar! Estamos começando a pensar no conceito do comeback e...
— Choi Minki, Preste atenção!
— Desculpe, pode continuar.
— Ren... Nós nunca nos beijamos.
A primeira reação dele foi mudar de posição. Ele se sentou ereto na cadeira e olhou para as próprias mãos — que agora estavam em seu colo —, Ele lhe olhou e franziu a testa, apertando os lábios.
— V-Você quer?
Ele disse em voz baixa após alguns minutos de silêncio.
— S-Sim — Respondeu constrangida — Minki, Eu não sei exatamente o que você sente por mim, mas eu amo muito você. Aron Oppa me disse que eu deveria esperar e...
— Você chama o Aron Hyung de Oppa? — Ele ergueu as sobrancelhas, perecendo surpreso e havia algo mais, que ainda não conseguia identificar.
— Sim, ele pediu que eu o chamasse assim.
— M-Mas Você não me chama de Oppa!
— Você não pediu Minki!
— Aishh... Mas eu sou seu namorado! Eu não preciso pedir!
— Claro que precisa! Você nunca exige nada, tudo pra você está bom Ren! Talvez... Talvez nós não devêssemos ser namorados ainda.
— Você quer terminar comigo?
A expressão dele naquele momento era de choque, podia ver que seus olhos lacrimejavam ligeiramente, Surpreendeu-se. Na verdade, também estava à beira de um ataque de lagrimas.
— N-Não... Eu já disse que eu te amo muito.
Não percebeu quando ele se inclinou debruçando-se por cima da mesa, e timidamente plantou um beijo suave em seus lábios. E de repente sua mente estava em branco, seus olhos se arregalaram e suas mãos começaram a suar. Sentia borboletas se debatendo em sua barriga e gradativamente fechou os olhos também. Seu toque era uma caricia suave e meiga.
Era tão doce quanto ele.
Quando ele separou seus lábios, eles lhe fizeram falta. Estava corada, sentia seu rosto quente e Minki também estava.
— V-V-Você... — sussurrou envergonhada — Tem gosto de pão.
Ele riu.
— Me chame de Oppa a partir de hoje .
— Tudo bem, Oppa.
— Eu te amo .
— Eu também te amo.
Com o tempo começou a ter mais paciência com o jeito tímido de Ren, e em algumas vezes — inesperadas — Ele ainda lhe rouba beijos.
São as vantagens e desvantagens de namorar um Flower Boy. Mas não tinha problema, Você o amava afinal de contas.
