Você trabalhava como recepcionista de um museu no centro da cidade e ele era guia turístico, vocês se viam apenas 3 ou 4 vezes por mês e nunca tinham conversado por mais de 5 minutos, sendo que esses minutos eram do tempo que você levava para liberar as credenciais dos clientes que ele trazia para visitar o local.
Se sentia atraída pelo sorriso do rapaz, mas nada sabia sobre ele além de seu nome e o que fazia para pagar as contas no final do mês.
— É cansativo — o ouviu reclamar com um dos outros recepcionistas enquanto os turistas que ele acompanhava aproveitavam para tirarem fotos do local e ver com mais detalhes os artefatos — Tem caravanas que drenam todas as minhas energias, mentais e físicas.
— Você parece uma prostituta falando assim — zombou o outro com quem Daehyun falava.
— Estou realmente me sentindo uma puta com esse trabalho — respondeu Daehyun desanimado — Mas cara, não tem nada aqui em que eu possa trabalhar? Falo 4 idiomas diferentes, posso servir para alguma coisa, não?
— Vou ver com o gerente se tem alguma vaga que tenha o seu perfil e ai eu te falo depois — informou o outro.
Três semanas depois Daehyun fora contratado como recepcionista temporário, mas pela sua facilidade a se adaptar ao trabalho, havia altas chances de ser contratado em definitivo para o cargo. Você por estar na função a mais tempo que os demais ali, consequentemente tinha muito mais prática que eles e por isso foi a responsável em treina-lo.
O dia cheio havia chego ao fim e você estava arrumando as novas identidades que usariam na próxima semana, admirava feliz as plaquinhas douradas que tinha em cada uma o nome de cada funcionário do hall do museu. Daehyun se aproximou e lhe chamou, você se assustou um pouco, pois acreditava que estava sozinha já que o museu havia fechado a mais de 2 horas.
— Oi Dae — você falou se recuperando do susto e ele sorriu um pouco constrangido pelo o que lhe causou — Fale.
— Obrigado.
— Pelo o quê? — você questionou sem entender.
— Por me ensinar e ter paciência para me treinar como recepcionista — ele disse e abriu um sorriso que você acompanhou sem nem perceber — Sei que é complicado preparar um novato.
— Você é inteligente — falou amigável para ele — Não tive quaisquer problemas em te treinar, sem contar que foi um tempo realmente ótimo.
Estava sendo sincera, sabia que ele seria contratado definitivamente para ficar ali. Ele era excepcional em tudo que fazia.
— Ainda assim, obrigado.
— Por nada — você falou se levantando e guardando as plaquinhas numa gaveta, trancando a mesmo depois — Qualquer dúvida que ainda tiver, pode me procurar depois.
O rapaz assentiu e ficou mais um tempo apenas te olhando, você perguntou se havia algo errado e ele negou se afastando. Assim vocês foram embora para suas respectivas casas.
Dois anos depois.
— Hei chefinha — Dae te chamava — É sexta-feira! Vamos naquele bar?
— Claro — você confirmou.
Além do dia seguinte ser a folga de todos, era aniversário de uma das atendentes da equipe e assim vocês aproveitariam para comemorar com a menina.
[...]
Ficaram no bar que tinha características de um local dos anos 50 até o dia dar indícios que estava prestes a clarear, a conversa ainda rendia boas risadas de todos que continuavam ali e ao olhar para Daehyun você se questionava como ele ainda estava sóbrio mesmo tendo bebido tanto.
— Devo ter alguma imunidade contra álcool — ele respondeu quando você perguntou — Não consigo ficar bêbado.
Dito isso, ele virou um copo de whisky. Como cocê estava se recuperando de um resfriado fortíssimo, decidiu por ficar apenas nos sucos ou qualquer coisa sem álcool. Seria uma péssima ideia misturar bebida destilada com os remédios que ainda continuava tomando para se curar. Quando se despediram dos demais, você e Daehyun foram pelo lado oposto aos outros. Ele cambaleava e você teve que o segurar para que o rapaz conseguisse andar sem cair nos desníveis do caminho, sem contar as vezes que teve que o puxar para que ele desviasse das lixeiras e postes.
— “Não consigo ficar bêbado” — você exclamou numa tentativa falha de imitar a voz do rapaz. Subia os degraus do prédio onde morava com Daehyun apoiado em seus ombros e estava com vontade de o empurrar escada a baixo — Nunca mais vai comer cheesecake de sobremesa, seu obeso!
Ficar sozinha com Daehyun não era um incomodo, mas alguns olhares dele sobre você deixavam-na sem saber o que fazer e se sentia desconfortável. Assim que entrou, o colocou deitado no sofá e foi para a cozinha procurar qualquer coisa que pudesse comer e se acabou com uma torta que havia comprado no dia anterior. Pensava no que fazer com Daehyun adormecido em seu sofá, lavava o prato e o talher que usou quando sentiu os braços de Daehyun lhe envolverem.
— O que pensa que está fazendo? — você questionou assustada.
Ele sussurrou seu nome em sou ouvido e você fechou os olhos com aquilo — Eu gosto de você — ele falou com a voz um tanto arrastada. Estava sob efeito do álcool.
— Eu também gosto de você — você disse sem qualquer sentimento, apenas para o agradar.
— Sua idiota, eu gosto tanto de você que chega a doer — ele falou um tanto ríspido.
— Dae — você disse se virando para ele com cuidado já que ele mal se equilibrava direito — Você está bêbado, mal sabe o que está dizendo.
— Tenho plena consciência do que eu estou fazendo e falando — ele respondeu selando o canto de sua boca.
Aquilo te arrepiou por inteira e você entendeu o gostar ao qual ele se referia. Mas o que dizer quando você não podia se responsabilizar por isso? O achava bonito, atraente e um bom partido, porém apenas o via como um colega próximo de trabalho.
— Dae — você o chamou e ele colou seus lábios. Se não sentia esse tipo de sentimento por ele, por que achou aquilo bom? Você tinha que cortar isso de uma vez ou para depois ia ser impossível.
Tentou o chamar mais uma vez.
— Cala a boca que eu sei que você vai gostar — ele desceu a boca até seu pescoço com os lábios roçando sobre sua pele.
Virou para encarar o rapaz e via que capa parte dele implorava por aquilo, ele ansiava por aquele momento e havia necessidade de ser naquele instante. Você entendia que outra chance não haveria, que mal faria? Desistiu de tentar protestar e cedeu as investidas de Daehyun.
O puxou pela nuca e quando seus lábios se tocaram a princípio de maneira tímida, depois seguiu para lago mais intenso e trocando de lado com Daehyun, prensava o corpo dele contra a pia e sentia as mãos dele envolverem sua cintura e te puxarem para ele com possessividade. Você sentiu o membro dele se atritar contra a sua intimidade e tal contato lhe fez arfar.
Você pouco se importava se depois ele se lembraria do que estavam prestes a fazer, queria apenas se divertir e depois se preocuparia com as consequências.
Seus casacos e outras vestes faziam uma trilha da cozinha até a sala, vocês estavam próximos ao sofá quando ele se empenhou em desabotoar sua camiseta. Sorria o vendo se atrapalhar em alguns deles.
— Quer que eu te ajude? — você questionou.
— Não, obrigado. Isso eu sei como fazer.
— E o que você não sabe? — provocou e ele sorriu de canto.
— Ai você me ensina.
Você segurou na barra da camiseta dele a puxou para cima, tirando a veste por completo e relevando o tórax e abdômen bem definido do rapaz de pele bronzeada. Selou seus lábios outra vez antes de tomarem animo para outro contato mais aprofundado. Você teve que se encarregar de desabotoar o restante da camisa enquanto sua boca era explorada pela língua de Daehyun e suas coxas alisadas pelas mãos dele.
Ele se afastou de maneira calma quando você terminou de abrir a camiseta e expos seu tronco apenas coberto pela veste íntima, Daehyun se mantinha a uma distância que pudesse te olhar e te tocar sem dificuldades. Sentia as mãos dele correm livremente pelas laterais de seu corpo e irem para suas costas afim de livrar de vez daquilo que o impedia de ver seus seios. O olhar dele era sedento e ansioso, transbordava de vontade de te ter.
Suas mãos desceram até o cós da calça do rapaz e após abrir o botão da mesma, massageou o membro dele por cima do tecido jeans antes de abrir o zíper e deixar que o pano fosse de encontro ao chão, ele soltou um gemido fraco e rouco com os movimentos que você fazia agora apenas por cima da box que ele usava.
Seus olhos buscavam guardar em sua memória cada parte do corpo a sua frente e se perdeu vagando olhos e mãos sobre ele todo.
— Está me deixando com vergonha — ele falou um tanto tímido e você sorriu, vendo que de alguma forma ele estava corado.
Você desabotoou sua própria calça e deixou que ela fosse ao chão sem muita cerimônia, se aproximou de Daehyun que tinha aquele sorriso travesso de sempre no rosto e enterrou uma de suas mãos nos cabelos do rapaz, puxou-o para trás afim de deixar seu pescoço vulnerável para ser marcado. O ouviu gemer outra vez quando você atacou a área com ferocidade e empenho, só que mais próximo ao seu ouvido e isso te incitou a continuar ali por mais um tempo.
Daehyun massageava seus seios descobertos enquanto você se mantinha ocupada distribuindo alguns chupões pela pele próxima ao ombro dele. Ele ia abaixando sua calcinha com cuidado e da mesma forma delicada e prazerosa que lhe tocara os seios, entrou em contato com seu íntimo.
O respirar pesado do rapaz revelava o quanto ele estava excitando em te tocar e você resolveu fazer o mesmo, abaixando a última peça que restava nele e iniciando movimentos firmes no falo dele. Daehyun te beijava e cessava o momento cada vez mais intenso para sussurrar coisas em seu ouvido e descia com selares por seu maxilar, ombros e terminava com ele envolvendo um de seus mamilos com a boca e o estimulando cada vez mais com a língua.
Você se sentou na ponta do sofá e com os olhos fechados passou a gemer quando ele introduziu dois dedos em sua intimidade e começou a te masturbar, tinha a cabeça inclinada para trás e depois de um certo tempo o sentiu mordicar levemente sua barriga que subia e descia com rapidez, denunciando sua ansiedade. As mãos de Daehyun pousaram próximas aos seus joelhos e afastando suas pernas um pouco mais uma da outra, olhou para baixo e se deparou com ele lhe encarando com vergonha, mas ainda sustentando o olhar malicioso, de alguma forma silenciosa ele estava te pedindo permissão para o que estava prestes a fazer e você se calou, não acreditava que ele faria aquilo. Daehyun sustentou seu olhar por mais alguns instantes antes de acariciar sua intimidade úmida e sem muito se delongar, a lamber.
Sentiu a língua dele explorando seu íntimo por completo e se demorando em algumas áreas que ele sentiu que lhe deram mais prazer. Daehyun havia começado tudo lentamente, mas logo se tornou num ato mais vigoroso e seus gemidos mais altos apenas o incita a realizar mais movimentos com intensidades alternadas.
O nome dele saia de seus lábios inchados pelos beijos mais quentes, o chamava de forma arrastada sem conseguir se conter.
A dor de o sentir em você era suportável e ele a ajudava a alivia-la o mais depressa possível com gestos doces e caricias em lugares prazerosos. As investidas começaram apenas quando ele viu que você estava acostumada a ele e a cada estocada ele aumentava a intensidade e a velocidade dos movimentos. Os nós de seus dedos doíam com a força com que você apertava as almofadas a cada meneio do rapaz.
Daehyun afundava-se cada vez em seu corpo e o nome dele varava de seus lábios entre gemidos e pedidos desconexos por mais, ele ia a cada instante mais forte e ritmado, sua mente estava em completo êxtase. Ele se retirava e voltava a preenche-la diversas vezes e em todas elas se sentia única e mais próxima de alcançar seu máximo.
Os conhecidos espasmos abaixo de seu ventre e mal conseguia manter o contato visual com o rapaz sem sentir o corpo em brasa, ele exibia um sorriso malandro de canto pelas suas reações. Ele continuou com o ato por mais um tempo afim de também chegar ao ápice e isso prolongava o prazer que você sentia.
Os braços e pernas de Daehyun vacilaram depois que ambos haviam chego ao máximo do prazer naquele início de manhã, ele se jogou no sofá ao lado depois de se limpar e vestir a box e você usava a camiseta do mesmo e havia colocado apenas a calcinha novamente, vocês mal conseguiam se manter acordados de tão exaustos.
— Hei chefinha — ele te chamou e você apenas respondeu com um “hm” — Você gostou, certo?
— Cala a boca Jung Daehyun!
A última coisa que ouviu antes de adormecer foi a risada de divertimento do rapaz ecoando pelo cômodo.
