DooJoon: Eu prometo



 Vamos, vamos, nós vamos nos atrasar para a aula! — dizia Yumi numa tentativa falha de te fazer levantar.
 Só mais dez minutinhos — você pediu ainda sonolenta.
— Já te dei vinte minutos! Bora, bora. Não me faça ter que pegar o balde d’água — ela já estava em cima da cama te empurrando para fora.
 Não, por favor! — você implorava.
 Yoon Doo Joon estará lá esperando por você.
— Que? — você levantou de repente fazendo Yumi empurrar o vento, assim, caindo no chão.
 É, isso mesmo o que você ouviu! Agora vamos. Levante daí e vista logo teu uniforme! — disse jogando-o na tua cara.
Em menos de dez minutos, já estava completamente arrumada. Havia passado rímel e umgloss, pois uma vez Doo Joon falara que você ficava bonita quando os usava.
Há dois anos você havia entrado em uma universidade. Há dois anos também, havia se apaixonado por Yoon Doo Joon, mesmo lutando contra si mesma para não se apaixonar por ele, mas acabou perdendo a guerra.
Doo Joon era um garoto dois anos mais velho que você. Mesmo tendo a pele clara, seu tom era um pouco mais escuro que o da maioria das outras pessoas. Tinha o cabelo castanho claro, os grandes olhos da mesma cor e uma pedra perfurada em sua orelha direita. Era um daqueles garotos populares que nunca andavam sozinhos e estavam sempre acompanhados de garotas babando por eles e servindo de empregadas.
 Nossa, você viu aquilo? — Yumi perguntou enquanto caminhavam pelo corredor para ir para a sala.
 O que?
 Aquele garoto piscou para mim. Acho que meu dia de sorte está chegando.
 Yumi, não é só porque alguém pisca na tua direção que significa que está a fim. Às vezes ele está com um cisco no olho ou está piscando pra ver se tua aparência é real ou um pesadelo.
 Yah, sua estraga prazeres! — disse te empurrando, o que te fez esbarrar com tudo em um garoto, fazendo seus corpos se chocarem nos armários que ali haviam e derrubando os livros de suas mãos.
Você, com um ato de gentileza, abaixou para apanhar os livros caídos e foi aí que se deu conta de que eram de Yoon Doo Joon.
 Sua idiota! Não olha por onde anda? — disse uma garota que o abanava.
— M-me desculpa — disse entregando-lhe os livros.
 Escuta aqui sua... — uma outra garota que o acompanhava levantou a mão para te agredir, porém foi impedida pela mão de Doo Joon.
 Esquece isso, deixe ela para lá — disse sem expressão alguma e voltou a seguir seu caminho, acompanhado pelas garotas que te fuzilaram ao sair.
Você os acompanhou com os olhos, decepcionada. Yumi percebeu, passou o braço pelo teu ombro e te puxou falando algumas palavras de consolo enquanto iam até a sala de aula.
Prestar atenção nas aulas, depois daquilo, estava difícil. Não conseguia se concentrar direito, ficava apenas pensando no ocorrido mais cedo.
Será que deveria desistir dele?, pensava. Depois de tanto tempo fantasiando algo que poderia acontecer entre vocês dois, deveria desistir ou guardar o restinho de esperança que ainda tinha?
[...]
Acordou com tua amiga te chamando.
 Já acabou a aula , vamos.
 Mas já? Passou tão rápido assim?
 Para mim que estava acordada, não.
O professor ainda estava na sala arrumando suas coisas. Você se desculpou pela soneca que havia tirado em sua aula e antes de sair, ele pediu as duas para que ficassem até mais tarde para darem uma faxina na sala e organizarem alguns livros na biblioteca, pois a encarregada de fazer isto não poderia comparecer.
Vocês assentiram e seguiram para o refeitório já que iriam ficar até mais tarde.
 Você ficou sabendo do Yoon Doo Joon?
 Não, o que teve?
 Ele se meteu numa encrenca.
 Mas por que?
 Disseram que foi por causa de uma garota.
 Ah — disse sem muito ânimo e voltou a comer tua comida que já não estava mais com o mesmo gosto.
[...]
Já na sala, vocês arrumavam e organizavam as cadeiras e mesas. Você se encarregou de varrer e tirar o pó e sujeira nos assentos, enquanto Yumi passava pano nos armários e janelas.
 Estou morta! Não aguento fazer mais nada — Yumi resmungava.
 Você não limpou nem um terço da sala — dizia enquanto passava pano nas mesas.
Depois de terem limpado a sala toda, o celular de Yumi toca e, assim que ela encerra a ligação, diz que sua mãe pediu para ela voltar pra casa, pois já estava ficando tarde. Assim, então, você partiu para a biblioteca para terminar o teu trabalho o quanto antes.
Haviam vários livros empilhados. Você passou um pano neles, logo depois colocando-os em seus devidos lugares, quando escuta um barulho. Você se assusta assim que olha para trás e dá de cara com Doo Joon.
 O que está fazendo aqui? — perguntou.
 Eu estudo aqui, esqueceu? — ele respondeu sério, mas com um tom de deboche — E você?
 Me pediram para arrumar os livros, já que a bibliotecária não pôde vir.
O lugar permaneceu num silêncio constrangedor. Você pegou alguns livros e foi guardando-os nas estantes corretas. O lugar do último que restava em tuas mãos estava na última prateleira, lugar onde você não alcança.
Levantou os pés, pulou, tentou jogar o livro com cuidado e nada. Teu braço era muito curto e não chegava lá. Sentiu alguém por trás de você tomando o livro de tua mão e o colocando no lugar.
 O-Obrigada — disse meio tímida por conta da proximidade dos dois, então saiu apressada e foi buscar mais livros, agradecendo por estes estarem nas prateleiras menores.
 Me disseram que hoje você entrou em uma briga — tentou puxar assunto. O silêncio estava chegando a ser sufocante.
 O povo não tem o que fazer mesmo. Só sabem fofocar — disse enquanto a observava tirar o pó de mais alguns livros.
Resolveu ficar quieta, mas o desconforto do silêncio era maior.
 O que foi que houve? — perguntou.
 Não lhe devo satisfações — respondeu frio deixando-a constrangida — Um vagabundo estava falando mal de uma pessoa.
 Ah — continuou tirando o pó dos livros.
Ele se aproximou de você.
 Você sabe quem é essa pessoa? — disse sussurrando em teu ouvido fazendo-a se arrepiar. Você permaneceu quieta e continuou limpando os livros — Hein? — perguntou segurando tuas mãos, parando teu trabalho e virando-te, fazendo-a o encarar — Você faz ideia de quem seja essa pessoa a qual eu entrei numa briga para defender? — você fechou os olhos e engoliu em seco. Admitiu que estava com um pouco de medo — Hein? — Doo Joon perguntou mais alto apertando teus pulsos mais fortes um contra o outro. Você balançou a cabeça negativamente até que ele de repente, aproximou seus rostos de um modo que um sentia a respiração do outro, fazendo-a apertar mais os olhos  Você — por fim respondeu selando seus lábios.
Doo Joon pediu passagem, mas você não cedeu.
 Desculpa, mas não quero aquelas garotas obcecadas por você me cercando nos cantos da universidade.
 Não precisa se preocupar com isso. Não confia em mim?
 Eu nem te conheço direito.
 Então, por favor, confie em mim. Prometo que nada acontecerá com você — você o encarou meio duvidosa — Não se lembra de hoje mais cedo quando impedi BoRa de te bater? — você ainda olhava para ele com dúvidas — Eu prometo — ele disse antes de te puxar para mais perto e tomar teus lábios, a pegando de surpresa. Você tentava se afastar, mas estava presa entre o corpo de Doo Joon e a mesa de livros. O maior era mais forte, portanto só restou-a se render.
Doo Joon deu um sorriso de canto assim que você correspondeu e a mão direita que antes estava em tuas costas, agora se encontrava em tua cintura.
O beijo era necessitado, talvez pelos dois terem passado tempos ansiando por isso, ou talvez por ser apenas coisa do momento.
O garoto levou as duas mãos até a parte inferior de tua coxa te levantando e te colocando sentada na mesa. Você enroscou tuas pernas em sua cintura, sentindo seu membro já animado em contato com teu íntimo. Colocou teus braços ao redor do pescoço do maior e encaixou tua mão em seus fios capilares da nuca.
O beijo começava a ficar cada vez mais quente e necessitado, como se estivessem descontando, por este, tudo o que não puderam fazer durante estes dois anos. Deixou teus lábios por um instante e começou a atacar teu pescoço deixando mordidas que te excitavam cada vez mais e chupões que com certeza deixariam lembrança durante alguns dias. Você puxava os fios de sua nuca com tanta força que acabaria deixando-o careca.
Ele começou a subir a subir as mãos por tuas curvas e, então, descer de novo pela tua coxa até chegar em tua intimidade e começou a te estimular fazendo movimentos circulatórios ainda por cima do pano. Você arfava interrompendo o beijo, que era o único momento que você podia respirar, já que Doo Joon estava o intensificando demais como se a qualquer momento você fosse sumir para sempre e ele estivesse passando esse último tempo com você.
Você começou a desfazer o nó que havia em sua gravata e a tirá-la, logo após desabotoando sua camisa e a jogando em cima de uns livros que estavam no chão. Doo Joon correspondeu fazendo o mesmo contigo. Após feito, abriu teu sutiã e começou a massagear  teu seio enquanto abocanhava o outro. Hora ou outra gemia seu nome, já que repreendê-lo estava começando a ficar impossível. Os espasmos ficavam mais fortes a cada sugada que ele dava no local, deixando-os rijos. Você começou a abrir o seu cinto e depois sua calça que foi arrancada junto com a boxer preta, sendo terminada de tirar pelo dono.
Doo Joon a deitou sobre a mesa e tirou a última peça que ainda restava. Ele ajoelhou e iniciou a estimulação do local, passando a língua e deixando leves mordidas acompanhadas de chupões. Assim, parado a tal tortura que mal estava na metade, ele introduziu um dedo, depois dois, aumentando os orgasmos e logo depois, começou a penetrá-la. Iniciou lentas estocadas de propósito, apenas para te ouvir pedir para aumentar a velocidade. Ele percebeu tua ansiedade e começou a jogar lenha na fogueira.
 Pede que eu vou mais rápido.
Você ficou quieta, porém Doo Joon atiçou mais ainda seu prazer e estocava mais vagarosamente ainda.
 D-Doo Joon...
 O que?
 P-por favor, vai mais rápido.
 O que? Eu não entendi.
 Mais rápido! — gritou, depois se amaldiçoando por ter corrido o risco de serem descobertos por causa da altura do volume.
 Com todo o prazer — sorriu de canto dando um riso abafado.
As estocadas começaram a ficar mais rápidas. Doo Joon apertava tua cintura para ter mais firmeza enquanto você encravava tuas unhas em suas costas, deixando-as com a aparência de um ataque de um felino. Sentiu algumas gotas de sangue escorrer e ficou super sem graça pelo estrago que havia feito nas costas do bad boy da universidade.
Após terminado, vestiram suas roupas e você terminou de arrumar os livros da biblioteca com a ajuda do mais velho. Viu o horário e quase surtou ao ver o quão tarde estava e que tua mãe iria puxar tua orelha assim que chegasse em casa.
Yoon Doo Joon ofereceu acompanhar-te até tua residência e, depois de muita insistência, acabou cedendo.
 Quer ser minha namorada? — perguntou de repente te pegando de surpresa.
Vocês já estavam em frente à tua casa. Rezou para sua mãe não estar na cozinha para ver a cena.
 Que?
 Perguntei se você quer ser minha namorada — respondeu lentamente como se você tivesse algum problema de compreensão.
 E-Eu não sei...
 Por favor — disse parando em tua frente e segurando tuas mãos.
 É que eu não quero ser espancada amanhã assim que descobrirem que estou namorando o queridinho das garotas da universidade.
 Não vai acontecer nada com você.
 E o que me garante?
 Eu.
 Doo Joon, você não pode ser meu segurança pessoal vinte e quatro horas por dia.
 Posso tentar.
 Isso não vai dar certo.
 Claro que vai.
 Doo Joon...
 Apenas fique comigo e eu te prometo que estará segura. Aceita?
Você suspirou e em seguida disse — Eu aceito — esbanjando um sorriso que contagiou o maior que fez o mesmo, logo depois te dando um longo abraço.
 Eu te amo.
 Eu também te amo.
 Nada de ruim acontecerá a você.
 Promete?
 Eu prometo.