Youngjae: Parte da Família



Você era uma típica aluna de intercâmbio indo estudar na Coreia do Sul, afinal ir para o oriente sempre foi o teu maior sonho. Queria ir para o Japão, mas achou que aprender coreano era mais fácil que japonês.
Você se alojou na casa de uma senhora de 70 anos, mas com uma saúde como se tivesse 50. Ela era mãe de três filhos e avó de três crianças e dois adolescentes. Um de seus filhos havia morrido de acidente de moto enquanto seu neto, que estava na garupa, apenas sofreu ferimentos graves e hoje passa bem, com algumas cicatrizes já fechadas com o tempo e uma cratera gigante aberta ainda em seu coração.
Assim que chegou, a senhora havia sido muito educada e simpática com você. Se sentiu como se fosse sua avó de verdade.
 Oh que mocinha linda, entre, pode entrar! — ela dizia segurando sua mala.
 Obrigada — agradeceu formalmente.
 Ah não precisa ser tão formal assim —  disse já tomando a mala de sua mão.
— Ah, não, não.  Pode deixar que essa eu levo — sorriu simpaticamente enquanto era guiada para dentro da nova casa — Uau, tua casa é linda!
 Gostou? Eu e meu falecido e querido marido que a construímos com a ajuda de nossos filhos.
 Ela é realmente muito bonita.
 Ah, olhe só — ele pegou um porta-retratos em cima do raque que havia na sala —  Aqui sou eu, meu marido e meus três filhos — disse apontando para cada um — E esse aqui — pegou outro porta-retratos — Aqui são os meus netinhos, Jin Ah e  Ji Min — apontou para duas garotas que pareciam ter quase a mesma idade — Este é Jong Sub e esta é Jong Hye — e por último apontou para um garoto que aparentava ter a mesma idade que a tua, isto é, se a foto fosse recente — E este é o meu netinho mais velho Young Jae. O pai dele morreu naquele tal acidente e hoje ele mora com a mãe. Aquilo o afetou tanto... —  dizia com tristeza no olhar — Young Jae era tão jovem quando isso aconteceu... Desde então ele nunca mais foi aquele garoto feliz e brincalhão que sempre foi.
 Nossa, isso é horrível.
 É sim, ah, venha,  vou te levar até teu quarto e você já vai poder arrumar suas coisas enquanto eu preparo um café para nós.
 Está bem.
Ela te guiou até um quarto de porta rosa e a abriu.
 Este é o antigo quarto da minha filha mais nova. O decorei quando ainda era jovem, da tua idade.
 É muito bonito.
O quarto tinha suas paredes pintadas de rosa bebê com alguns adesivos decorativos de flores e corações colados em algumas regiões. Uma cama de casal com uma colcha de retalhos e mais flores de diversos tipos e cores costuradas; ao lado um abajur que quando aceso à noite, estrelinhas pairavam no teto.
A senhora abriu o guarda-roupa e te mostrou a vácuo que existia lá, indicando para que você o preenchesse com tuas coisas.
No centro do quarto havia um tapete felpudo roxo e um outro em forma de flor com pétalas rosas.
 Sua filha deve adorar flores e rosa.
 Ah, ela gosta sim. Foram as primeiras coisas que ela aprendeu a falar, depois de omma e appa. Talvez porque tínhamos um jardim onde cultivávamos rosas cor-de-rosa.
 Não cultiva mais?
 Ah sim, sim, cultivo sim, mas agora são margaridas e jasmins. Não estou mais encontrando sementes de rosas cor-de-rosa.
 Eu amo jasmins.
— Assim que terminarmos de tomar café, eu te mostro nosso jardim— ela sorriu com aqueles eyesmiles fofinhos de idosos e seguiu seu caminho rumo à cozinha.
Você pegou uma muda de roupa e foi para o banheiro tomar banho que ficava ao lado de um outro quarto com porta azul. De quem será aquele quarto?
Desceu as escadas e deu de cara com uma mesa cheia de coisas gostosas para comer.
 Como você é estrangeira, não sei o que você costuma comer no teu país, mas fui pesquisar sobre cafés brasileiros.
 Nossa, é exatamente isso o que costumamos comer lá — na mesa tinha, além de café, leite, pães — não franceses, pois na padaria ao lado, pelo o que a avó disse, não havia pão francês — , frios, suco e geléia.
 Mas se quiser experimentar também o nosso típico café coreano, fiz um bem especial para você. Ah, e minha nora acabou de me ligar dizendo que hoje vai fazer plantão e não queria deixar o filho sozinho em casa, então pediu para que dormisse aqui.
 Young Jae?
 Esse mesmo.
 A mãe dele trabalha com o que?
 Ela é médica e trabalha na área de cardiologia.
 Uau. Se formar em medicina é muito difícil. Aposto que deve ser muito boa e inteligente.
 E é. Em sua época de escola, ela era uma das melhores alunas do colégio e quem herdou isso foi Young Jae.
 Será que ele é bom em coreano? Estou precisando de umas aulinhas para a faculdade.
 Ah, com certeza ele vai poder te ajudar.
Assim terminado o café, ela te levou para a sala e ficou compartilhando com você boas lembranças enquanto folheava seu álbum de fotos.
Logo a campainha é tocada.
 Deve ser ele. Já vou minha criança! —  ela se levantou e foi abrir a porta.
Você continuou folheando o álbum. Conseguiu escutar a senhora falando algo sobre ter gente nova na casa.
 , querida, este é o garoto que eu te falei, Yoo Young Jae.
Você se levantou sendo simpaticamente apresentável para o tão falado e esperado rapaz.
Ele continha um cabelo negro e liso parecido com o de um índio mais moderno; os olhos puxados mais lindos que você já viu. Não era lá uma total magreza, conseguia ver uma barriguinha por baixo de sua roupa, porém ao observar o braço, dava para perceber que este estava malhando e trabalhando para perder esse depósito de gordurinhas.
Usava uma blusa de manga comprida azul clara com um colete preto por cima, pois neste dia estava ventando bastante, uma calça jeans azul e um tênis de skatista. Um conjunto de touca, luvas e cachecol, feitas pela sua avó, deixava transparecer que o dia estava frio.
Assim que seus olhos se encontraram você sentiu borboletas no estômago e corou assim que percebeu que este também a encarava.
 Olá — você o cumprimentou em coreano e em seguida se curvou timidamente.
Young Jae se curvou como resposta, mas não falou nada.
 Ela é uma aluna de intercâmbio que veio do Brasil e vai ficar conosco por um tempinho.
Ele balançou a cabeça lentamente concordando e em seguida disse:
— Vou para o meu quarto deixar minhas coisas e tomar meu banho — e saiu.
Meu deus, que voz era aquela? Era uma voz grave, mas ao mesmo tempo doce e suave. Ficou se imaginando à noite, quando não conseguisse dormir, o que era frequente, ele ao seu lado cantando músicas para você dormir. Balançou a cabeça para espantar tais pensamentos.
 Está bem, depois volte para nós jantarmos!
A senhora tornou a sentar do teu lado.
 Ah, eu não sei mais o que eu faço com ele. Já tentei de tudo, mas nada o anima. Young Jae só fica com essa cara de vulto sem expressão. Como eu queria que ele voltasse a ser aquele neto de antes... —   ela lamentava pela atitude deste que a incomodava bastante. Enquanto a avó falava, você olhava para o retrato onde continha um garoto sorridente, não aquele mesmo rosto que vira minutos atrás.
[...]
 Vocês já estavam jantando. A avó havia feito uma comida típica coreana perfeita para você que ainda estava conhecendo a cultura.
— Hmm eu não sabia que a comida coreana era tão gostosa assim — você elogiou.
 — Esta eu fiz samgyetang especialmente para você conhecer um pouco de nossa culinária — ela dizia com um sorriso de satisfação no rosto.
 Essa era a comida favorita do meu pai — disse Young Jae com uma voz sem expressão. Comia lentamente e sem tirar os olhos da comida.
 Qual a sua comida favorita? — você perguntou para Young Jae que te olhou com uma cara como é sério que você está me perguntando isso?
Depois de um tempo pensando ele respondeu:
 Bulgogi.
 Nunca experimentei. Me apresente um dia — você sorria simpaticamente.
Young Jae te encarava. Você comentava coisas tão bobas e simples, mas isso o estava fazendo te mandar um olhar de curiosidade sobre você. Algo em ti era diferente que em outras pessoas.
 Claro — respondeu frio, mas desta vez havia algo de diferente nela. Não sabia o que era.
 Minha comida favorita é frango, mas também amo muito bolo de chocolate, principalmente com recheio e cobertura de brigadeiro. Eu até aprendi a fazer.
Eu nunca comi nada com brigadeiro. Só uma torta, mas não estava muito boa. Dizem que o melhor brigadeiro que existe é o brigadeiro feito por um brasileiro — comentou a senhora.
 Um dia, eu posso fazer um bolo de brigadeiro para vocês.
 Obaa, eu quero! — esbravejou a avó na tentativa de animar o neto.
 Eu garanto que o meu brigadeiro é o mais gostoso do mundo inteiro e eu vou fazer especialmente para vocês. Você quer vovó?
 Sim, sim. Estou louca para experimentar esse teu brigadeiro, mas antes vou ter que comprar os materiais. Apenas me fale quais são que eu compro.
 E você Young Jae, você quer experimentar meu fantástico bolo de chocolate com cobertura e recheio de brigadeiro? — ele nada respondeu. Apenas balançou a cabeça tímida e positivamente.
A avó apenas olhava com um sorriso a rápida conversa entre vocês dois.
Assim terminado o jantar, vocês ficaram mais um tempo vendo fotos e mesmo com Young Jae quieto e quase imperceptível na sala, ele ainda fazia alguns comentários sobre as fotos, ou como ele se lembrava daquele diaUma hora ele estava falando de uma foto onde estava ele e seu pai com uma vara de pescar e uma típica roupa de pescador, sentados em volta de uma fogueira na grama enquanto assavam peixe e você conseguiu pegar no flagra um rápido sorriso escapando de seus lábios.
  

● ● ●

Faltava apenas uma semana para a faculdade começar e você estava bastante animada. Sua relação com Young Jae continuava quase a mesma de há duas semanas atrás. Vocês já trocavam mais palavras e já haviam descoberto coisas em comum como o gosto pelas músicas de Jay Park ou por gostarem da mesma cor, ou de comer carne. Young Jae passou a frequentar a casa da avó com mais frequência. Quando não podia passar a noite, passava a tarde.
 Você pretende cursar o que na faculdade? —  você lhe perguntou enquanto assistia anime na televisão, pegando-o de surpresa.
 Que?
— O que você quer fazer na vida? Faculdade de que? Ah, o meu coreano não foi tão ruim assim — disse com um certo humor na fala fazendo-o soltar um quase inaudível riso abafado.
Depois de pensar um pouco ele respondeu — Quero ser que nem o meu pai. Quero trabalhar no corpo de bombeiros e resgatar pessoas que precisam de ajuda o mais rápido possível antes que seja tarde demais — o clima ficou meio pesado. O que ele respondeu havia ficado óbvio que era em relação à morte de seu pai. Mas Young Jae te surpreendeu com uma pergunta. A primeira pergunta feita a você.
 E você? — ele agora não prestava mais atenção à tv. Tinha os olhos virados apenas para você.
 Eu gostaria muito de fazer faculdade de letras ou de psicologia, mas meu coreano ainda não é bom o suficiente.
 Bom, se você quiser, eu posso te dar uma ajuda. Eu sou bom no coreano. Talvez em uma semana, você consiga aprender o suficiente para entender o bastante para conseguir fazer sua faculdade.
 É sério? — ele balançou a cabeça positivamente — O-obrigada — você sorriu fofamente.
 Sobre o que minhas crianças estão conversando? — a avó apareceu com umas sacolas na mão e vocês foram correndo ajuda-la a carregar o peso.
 Young Jae disse que pode me ajudar com o coreano para que eu possa entrar na faculdade um pouco mais segura em relação a isso.
 Nossa, mas isso é um bom sinal! — ela dizia — Fico feliz em saber que meu Jaezinho está ficando mais sociável — disse apertando suas bochechas.
— Ah, vovó, para! — ele fez bico. Que vontade você sentiu de apertar as bochechas dele também.
 Ah, , olha só o que eu comprei — ela abriu uma sacola que chamou a atenção dos dois adolescentes que haviam lá — Os materiais para fazer o bolo de brigadeiro.
Assim terminado de guardar as compras, você foi preparar o bolo; a senhora foi arrumar umas bagunças que haviam em seu quarto devido à zona que havia feito para achar uma lembrancinha de um conjunto de brincos e colar para dar-te.
Você estava fazendo a massa quando percebe um movimento na cozinha.
 Vozinha, quer me ajudar a fazer o bolo... — se surpreendeu ao ver que não era a avó e sim Young Jae.
 Não sou a avó, mas aceito o convite — ele respondeu com um quase sorriso formando em seus lábios. Você apenas sorriu demonstrando-lhe conforto e confiança  Então pegue o leite e despeje uma xícara nesta tigela com massa — ele o fez.
Faltava apenas o leite para a massa ficar pronta e assim que despejado pegou uma colher de pau e mexeu todos os ingredientes.
 Geralmente as pessoas batem o bolo na batedeira porque é mais prático. Por que você bate na mão?
 Porque é aí que está o segredo. Um bolo feito à mão dá trabalho, mas é muito mais gostoso que um feito na batedeira.
 Posso bater um pouco?
 Claro! —  você entregou a tigela e a colher para ele que começou a bater meio desajeitado, mas depois foi pegando o jeito.
Depois de terminar de bater a massa do bolo, levou-o ao forno e enquanto esperavam a massa ficar pronta, foi puxando assunto com ele para ver se ele se abria mais.
Descobriu que ele é uma grande mente, não gosta de cheesecake porque seu melhor amigo, Dae Hyun, é tão viciado nisso que Young Jae acabou enjoando e que adora cantar.
— Eu li num site de curiosidades que as plantas crescem mais rápido quando estão ouvindo música — você comentou.
 Então deve ser por isso que as plantas da vovó cresciam rápido. Sempre que eu a ajudava com o jardim, eu ficava cantando.
— Canta pra mim? — essa pergunta tinha o pegado de surpresa.
 A-agora?
 Sim.
 Mas agora estamos fazendo bolo e tem que ter cuidado para não queimar.
 Isso não é problema. Temos tempo de sobra para cantar sem se preocupar com o bolo.
 M-mas... Também temos que fazer o brigadeiro e...
 Não dê desculpas — você se aproximou — Apenas cante, nem que seja um refrão. Pode ser baixinho, só para mim escutar. Por favor.
Ele relutou, mas logo se rendeu — Está bem.
 Ele se preparou e começou a cantar com aquela voz magicamente tranquilizadora para sua mente.

Marry me girl be the fairy to my world
Be my very own constellation
A teenage bride with a baby inside
Getting high on information
And buy me a star on the boulevard
It’s Californication

 Nossa, sua voz é linda — você voava alto com aquele som nos seus ouvidos.
 O-obrigado — ele corou. Vocês ficaram se encarando por alguns segundos que mais pareciam uma eternidade.
     O bolo estava quase pronto e você se lembrou que tinha que fazer o recheio e a cobertura.
 Agora está na hora de fazer o brigadeiro — você disse já juntando os ingredientes que havia separado no balcão da pia — Pegue uma colher — ordenou enquanto colocava o leite condensado na leiteira. Iria fazer três receitas para ter uma grande generosidade da melhor parte do bolo; e para que sobrasse mais também para depois enrolar.
Assim feito, ordenou-o que colocasse doze colheres de chocolate em pó enquanto você ia pegando a manteiga, assim colocando seis colheres da mesma no recipiente.
Após mexer tudo você levou ao fogo e lá ficou mexendo enquanto conversava com Young Jae. Ele dava altas risadas com você; pediu para mexer também e você abriu espaço, ensinando o jeito correto de mexer para não queimar.
O bolo ficou pronto na mesma hora que o brigadeiro. Tirou-o do forno e depois de esfriar um pouco, colocou-o num prato; cortou o bolo no meio e colocou a outra parte em outro prato.
Despejou o doce na superfície da metade do bolo e com a colher de pau foi espalhando tudo sem deixar nenhum espaço sobrando.
Após terminar de preencher o recheio, foi fazer a cobertura, enchendo-a de granulado. Separou uma parte para enrolar e a outra para despejar todas nas laterais do bolo.
Trinta minutos depois o bolo já estava pronto para comer. Partiram e saboreavam o tão falado prato brasileiro que todo mundo gosta. Ouviu vários elogios de todos os tipos de como era bom e que esse sim era o verdadeiro bolo de brigadeiro, ou que poderiam comer aquilo a vida inteira sem enjoar — coitados, mal sabem que aquilo dá uma dor de barriga ferrada.
Após terminado, Young Jae sugeriu um filme. Vocês iam para a sala quando a senhora te puxou para um canto.
 O que foi vó? Aconteceu alguma coisa?
 Eu só queria agradecer.
 Agradecer o que?
 Há muito tempo eu não vejo um sorriso no rosto do meu neto e graças a você ele retomou este belo costume.
 Ah, não foi nada — você corou fortemente.
 Pois fique sabendo que eu adoraria que você pudesse fazê-lo feliz assim por muito mais tempo — ela disse dando certeza no que ela queria e você corou mais ainda assim que entendeu o recado.

 ◆ ◇ ◆ ◇ ◆ ◇

Três meses depois foi o aniversário de outra neta dela, a Jin Ah. Resolveram se reunir na casa da avó. Você fez mais dois bolos de brigadeiro para a família e os amigos experimentarem essa maravilhosa sobremesa brasileira.
     A mãe e os tios de Young Jae vieram te agradecer pelo mesmo motivo da avó, por fazer o garoto voltar a ser quem era antes do pai falecer.
Resolveram fazer um churrasco no quintal e um karaokê. Todo mundo convidou Young Jae para ser o primeiro a cantar, até você. Ele foi e antes de cantar, disse:
 Esta música é dedicada para alguém muito especial para mim.

My life is brilliant
My life is brilliant
My love is pure
I saw an angel
Of that I’m sure
She smiled at me on the subway
She was with another man
But I won’t lose and sleep all night
Cause I’ve got a plan

You’re beautiful, you’re beautiful
You’re beautiful, it’s true
I saw your face on a crowded place
And I don’t know what to do
‘Cause I’ll never be with you

Yes, she caught my eye
As I walked on by
She could see from my face that I was
Flying high
And I don’t think that I’ll see her again
But we shared a moment that will last ‘till the
End

You’re beautiful, you’re beautiful
You’re beautiful, it’s true
I saw her face on a crowded place
And I don’t know what to do
‘Cause I’ll never be with you

La La La La La La La La La La La La La

You’re beautiful, you’re beautiful
You’re beautiful, it’s true
There must be an angel with a smile on her face
When she thought up that I should be with you
But is time to face the truth
I will never be with you

Todos aplaudiram em uníssono e à medida em que foram cessando, ele foi dando suas palavras finais.
 Eu sei que essa música não tem muito a ver com o que eu queria expressar, mas esta música é muito especial para mim, então só canto para pessoas especiais; da família como minha mãe, minha avó, minhas primas lindas e agora você que já faz parte da família para nós por consideração — ele olhava fixamente para você. Young Jae fez um sinal para as menores que pareciam ter entendido o recado, pois assim feito já estavam te puxando para onde Young Jae estava — E agora oficialmente — ele se ajoelhou perante a você — Aceita namorar comigo e se tornar parte desta família? — ele estava com um sorriso que você nunca havia visto durante esses três meses e meio.
 Aceito — você estava corando muito forte, mas nem teve tempo mais para sentir vergonha, pois logo seus lábios haviam sido tomados pelos dele e vocês iniciaram um beijo lento, porém doce, assim como seu namorado.
Todos começaram a aplaudir e assoviar, mas você não escutava nada, estava ocupada demais perdida em seus pensamentos e pela atração que ele tinha.