LuHan: Addicted to you



Era apenas uma garota que estava saindo do ensino fundamental e sua vida era monótona, não havia nada que realmente valesse a pena. Tudo que tinha era sua casa e seus estudos — dos quais se preocupava seriamente, graças aos cuidados excessivos de seus pais. Por serem de classe média, eles sempre viviam pegando em seu pé, dizendo que se não estudasse não seria ninguém e que tinha que ser mais dedicada, coisas que pais costumavam dizer.
Nunca se importou em obedecer a ordens, fazia o máximo para cumpri-las com seu maior esforço. No entanto, sua vida havia se tornando repetitiva demais era como um toca fitas quebrado, mesmo que tentasse o voltar ao começo sempre terminaria repetindo.
Mas o que uma garota tão nova esperaria da vida? Não havia nem ao menos saído do fundamental.
Pensava que poderia arranjar um namorado quando estivesse neste, talvez estivessem na mesma classe escolar ou até na mesma classe do cursinho pré-vestibular (Esse era o único jeito de conhecer alguém nas situações que estava vivenciando).
Talvez... Esse “Talvez” teria dado certo se alguém não o tivesse estragado.
O novo vizinho era igualmente dedicado nos estudos, mais velho. Um Oppa.
Tinha somente 15 e ele deveria ter seus 24 ou 26, nunca fez muita questão de perguntar sobre sua idade já que a resposta era sempre a mesma.
 Sou bem mais velho que você — sorria — Um dia você vai entender.
Não o chamaria de algo tão ridículo como irmão mais velho. Ele sempre o insinuava, carregava livros igualmente a si por causa da universidade.
Ele era realmente bem mais velho, mas não foi isso que lhe empatou de se apaixonar.
O que ele queria? Sua mãe fez questão que tivessem aulas particulares, então ele saía sem camisa e andava pela casa assim enquanto a explicava como deveria responder e aprender as questões de biologia. E aprendia, com dificuldade, pedindo aos céus que ele lhe desse aulas de anatomia também, usando seu próprio corpo para os exemplos.
Quando disse à sua psicóloga sobre as coisas que sentia pelo seu vizinho/professor de reforço/universitário, ela riu e lhe disse que eram apenas hormônios da puberdade, que entenderia isso quando fosse maior e tivesse passado desta fase. Quando ela lhe explicou isso à primeira coisa que lhe veio a cabeça foi se demoraria muito, pois seu corpo já não estava aguentando aquilo.
E como sairia das garras do universitário bonitão?
Quando ele chegou ao prédio algumas pessoas não creditavam que um garoto com aquele rosto poderia ser maior de idade, e o pior era que tudo nele parecia ser mais novo do que realmente era, Sua pele, sua voz, suas reações, seus cabelos... Gostava de seu cabelo, já havia se imaginado agarrando seus dedos neles e o pensamento se prolongava cada vez que saía de seu apartamento e encontrava com ele graças ao triste fato (ou não) do apartamento dele estar em frente ao seu.
 Como vai, — sorriu com seus lábios vermelhos — Você fica muito fofa com esse uniforme de marinheiro.
Ele a achava fofa. Por algum motivo não gostou disso.
Mas sabia que para alguém como aquela pessoa não seria possível vê-la como algo mais que uma irmãzinha, afinal, Era só uma menina que tinha acabado de fazer 15 anos.
Impossível... Não estava presente no seu vocabulário.
Em um dia normal, numa de suas aulas de biologia ele estava vestido com uma camisa branca social que estava aberta e mostrava sua camiseta, ele tinha as mãos nos bolsos e rosto infantil ficava perdido em mil e uma expressões enquanto estralava os dedos e se distraía ensinando-a.
Aquele dia que deram seu primeiro beijo.
Não foi nada grandioso, não. Na verdade só o chamou dizendo que havia uma questão que não estava conseguindo resolver sozinha, ele sentou-se ao seu lado bem perto de si e quando virou o rosto para começar a explicar agarrou-o em um reflexo e seus lábios se tocaram.
Tocaram-se de forma suave, mas com vontade.
E o que era um simples primeiro beijo veio a se tonar algo um pouco mais ousado. O corpo dele respondia aos seus toques como se já almejasse por aquilo tanto quanto si, derrubando-a entre os livros e deitando-se entre suas pernas, descendo os dedos sobre suas coxas enquanto tocava a meia 7/8, os lábios vermelhos desviaram-se dos seus para tocarem seu pescoço. Já si, empurrou a camisa branca o deixando apenas com a camiseta, seus dedos — como sempre desejou — puxaram os fios dos cabelos castanhos e ficou realmente satisfeita ao ouvi-lo suspirar com aquilo.
Aparentemente teria sido algo bem maior se não fosse suas palavras duras quando finalmente acordou do próprio desejo.
 Finja que isso nunca aconteceu.
Desta vez chegou a intervir.
— Não! Eu não quero esquecer — sua voz não passou de um sussurro — Por quê?
Ele passou a mão impacientemente pelos cabelos.
 Você é muito nova, .
Sendo assim, apenas levantou-se e arrumou seus livros. Curvou-se prezando pelos costumes do chinês e saiu batendo os pés, e consequentemente, a porta.
Talvez fosse desistir, mas agora não poderia.
No dia seguinte para as aulas particulares, não deixou transparecer sua decepção e agiu normalmente. Ele também tentava agir normalmente, porém, alguns pontos na aula extra de biologia haviam mudado.
Inclusive o olhar insistente do outro em suas coxas.
Tendo dado o ponto fraco e vendo que o outro estava mesmo entretido com aquilo, provocar não faria mal nenhum, certo? Fingindo-se de distraída tocou a barra da saia de prega e cruzou as pernas, repetindo o ato com um sorrisinho cínico nos lábios. Viu-o engolir seco enquanto sua respiração se alterava.  E seu sorriso apenas aumentou.
— Oppa? Algum problema?
Ele fechou os olhos com impaciência.
— O que está tentando fazer? — perguntou, gostava da sua voz, era doce mesmo quando estava brava.
— Nada demais — levantou-se a apoiou o pé na mesa de centro. Em um movimento lento, seus dedos dançaram entre a coxa e a meia fazendo menção de tirá-la — Não quer fazer as honras?
Seus olhos famintos correram pela extensão do corpo delgado e feminino.
— Você vai se arrepender depois.
Com um sorrisinho de canto, se aproximou dele e deu uma volta ao seu redor, tocando-lhe os ombros. Ficou novamente de frente para este e seus lábios atrevidamente tocaram o pescoço deste, que fechou os olhos tentando controlar-se.
— Eu não vou — murmurou finalmente e foi à única coisa que pôde dizer antes de ser empresada na parede gélida do apartamento.
Ele colou o rosto em sua bochecha enquanto suas mãos agarraram suas coxas com violência e a levantaram trazendo uma para cada lado deixando ele novamente entre suas pernas. Um gemido de surpresa escapou de seus lábios, mas até mesmo ele poderia ver que não era de susto nem de insegurança. Esperou demais por aquilo para ficar insegura agora.
Grudou os lábios nos seus em um beijo luxurioso, tentava assimilar a situação mas a única coisa que vinha a sua mente era que ele estava colado à si, e que aquelas roupas estavam muito inconvenientes. Ele desceu os lábios para o seu pescoço como da primeira vez, mordendo e sugando com avidez, agarrou a camisa deste e a tirou. Mordeu o lábio inferior tentando não parecer fraca aos seus toques, mas os arfares já estavam tão evidentes que nem de longe seriam despercebidos, ainda  mais por alguém que tinha vontade de ouvi-los.
As mãos do outro arrancaram a gravata em forma de laço vermelha com força, e esta foi ao chão lhe dando espaço para abrir o resto da farda de marinheiro. Ele viu o sutiã de renda verde escondendo os seios em formação, o desejo que ele a tocasse ali era tão grande que não houve tempo para vergonha. Ele o fez, uma trilha de beijos de seu pescoço até o ombro e voltando para o meio de seus seios. Ele a impulsionou para que se equilibrasse na parede e com a rápida aproximação maior entre seus corpos pôde sentir seu membro rijo de encontro com a intimidade úmida que era escondia pela calcinha.
Conseguiu tirar o sutiã com facilidade e beijou seus seios enquanto seus pés tocaram o chão e seus gemidos se intensificaram, baixos, porém intensos. Segurou os cabelos castanhos e jogou a cabeça para trás.
As mãos agora desocupadas trataram de descerem por sua cintura e tirar a calça sem costura, sentiu o arrepio pelo corpo pálido em contato com suas mãos pequenas, estas mãos pequenas abaixaram o tecido com certa agressividade e pressa. Ficou surpresa ao ver que não havia mais nada além daquele tecido e também um tanto nervosa por estar vendo algo assim pela primeira vez...
Aquela obsessão não deixou-a nem ao menos ter noção do que estava  fazendo, mas ela não queria ter essa noção de qualquer maneira.
Novamente, foi posta contra parede e levantada, no entanto, as mãos grandes e quentes pararam em suas nádegas e sem ao menos se preocupar com a saia a única peça depois desta foi removida.
Ele a invadiu devagar e intensamente, apertou as costas deste tentando controlar a dor repentina.
— Está tudo bem — ele disse em seu ouvido.
— Eu... E-Eu... Sei... — as palavras saíram arrastadamente de seus lábios, e suas unhas cravaram a pele branca das costas do outro, deixando vergões vermelhos por onde passava. — Apenas continue!
E assim ele fez ainda de forma lenta a penetrou mais e se satisfez ao ouvi-la gemer de prazer ao invés de dor. Estocadas mais rápidas se sucederam e os gemidos de ambos se misturaram. Cada vez mais rápido ele investia dentro de si, e si gemia alto e quase gritava de tamanha satisfação. Pensou que se morresse naquele momento morreria feliz.
— M-Mais rápido! — gemeu as palavras e o deu combustível. Não importava se quem estava do lado de fora ouvisse ou se até mesmo algum conhecido estivesse ouvindo os gemidos altos e femininos que saíam do apartamento do universitário que era sempre quieto.
Arqueou as costas e praticamente rasgou as dele ao sentir que seu ápice estava chegando, estremeceu percebendo que as estocadas haviam diminuído de ritmo.
E chegaram juntos a um orgasmo.
Ambos arfavam depois de tudo aquilo, quando finalmente tentou firmar novamente os pés no chão acabou se desequilibrando e ele lhe segurou colando suas testas, ambos sujos de suor.
— Não usamos nada — ele se lamentou ao lembrar-se do detalhe, com um olhar preocupado. Já si, apenas riu — O que é engraçado? Como pode rir depois de me deixar deste jeito?
Suspirou fundo e aproximou seus lábios dos dele, começando um beijo profundo que durou apenas alguns poucos segundos pela falta de ar.
— Era eu que devia fazer essa pergunta — sorriu suavemente, observando ainda os lábios ainda mais vermelhos do outro — Estou viciada em você, Xiao Luhan.