SUNGYEOL
era o único motivo de eu continuar a frequentar aquela universidade desinteressante, devia ser a quingentésima faculdade que eu frequentava, havia se passado muito tempo, mas nenhuma mulher ao longo dos séculos que vivi havia me encantado como ela, seus cabelos ondulados e longos a deixavam iluminada, seu perfume doce e seus lábios vermelhos me levavam ao delírio, mas havia um fato que me limitava possui-la , a "humanidade" dela era algo que eu havia de enfrentar sempre, abrir mão de meus instintos naturais cujo não havia tido com nenhuma mulher no passado eu não podia machuca-la, eu a desejava para mim, assim como os grandes poetas romancistas desejavam a mulher perfeita, seu pescoço era mais que tentador e ficar um dia sem ela era mais solitário do que todos os anos que eu tinha.
Mas ultimamente por algumas circunstancias eu estava sendo obrigado a ficar longe da . Pensei que assim pudesse ser melhor, com o tempo alguns desejos estava ficando difíceis de controlar e em casa manter esse segredo estava cada vez mais complicado.
Ele, meu pai, nunca aceitaria que uma raça "superior" como ele nos denominava se misturasse, ele ainda não forçara nem eu, nem meu irmão a deixar de frequentar os locais dos mortais, assim éramos mais fáceis de obter a confiança e ironicamente o "jantar", nada de laços afetivos, mamãe era a única que sabia a verdade, eu apenas levava quando ele não estava em casa e sempre era uma desculpa de que ele estava cansado, evitava o contato dela com minha família por não saber até que ponto eles aguentaria na presença de um sangue quente pulsante nas veias da minha amada.
Não podia correr o risco de machucarem ela e a protegeria com a "morte" mesmo que tivesse que enfrentar meu pai.
SUNGYEOL OFF
SEU PONTO DE VISTA
Quando se ama alguém ela se torna perfeita mesmo com todos os problemas, defeitos e segredos que ela possa esconder.
Era assim que me sentia em relação a Lee Sungyeol. Um rapaz fechado sem muitos amigos e logo por ser diferente as pessoas o achavam estranho, não era fácil de se aproximar dele, era um tanto quanto impossível, apenas ficamos próximos após um sorteio e ele ter sido a minha dupla, a medida que fui conhecendo mais dele descobri uma pessoa doce e engraçada e ele foi se aproximando mais de mim, mas ainda existem coisas que não entendo nele. Ele sabia praticamente tudo sobre mim, conheceu minha família, como havia sido minha infância e meus amigos, mas ele nunca me contava nada sobre ele, nem sobre sua infância, nem sua família, havia visto sua mãe apenas duas vezes, mas seu pai nunca estava presente nas poucas vezes que fui em sua casa.
● ● ●
Era um dia chuvoso e estava na aula de psicologia a hora ia se arrastando, a matéria que mais gostava estava cansativa de se acompanhar e Sungyeol não estava presente o que deixava ainda mais entediante.
Depois que a aula acabou Sungyeol me ligou dizendo que iria me buscar para que almoçássemos juntos, ultimamente ele vinha faltando bastante as aulas e já estava começando a ficar preocupada, pois com isso quase não nos víamos também.
— Vamos sair hoje a noite ? — Sugeriu assim que terminou a refeição sem ao menos me olhar, alheio a tudo.
— Por que de repente isso? Está acontecendo alguma coisa com você Yeollie? Algum problema. Amor?? Fala comigo. — Ele havia passado todo o almoço evitando qualquer contato.
— , está tudo bem sim, não precisa se preocupar, foi apenas uma discussão que tive com meu pai, vai ficar tudo bem.
— Tem certeza de que quer sair? Podemos fazer algo na minha casa, um filme, o que acha?
— Seus pais não vão se importar?
— Eles não estarão em casa bobo.— Selei seus lábios e pisquei, ele enrijeceu um pouco, mas fez sinal positivo com a cabeça de que concordava.
— Perfeito! Vou te esperar lá.— Falei empolgada com a resposta positiva
Acho que devido a minha ansiedade para que ele chegasse logo nem vi que a hora havia passado tanto, deixei tudo pronto para a noite com Sungyeol, chocolate, o filme, pipoca, coisas pra beber e outras coisinhas . Às 20 ele estava lá como o combinado.
— Oi ! — Disse ele encantadoramente.
— Oi Yeolli!— Respondi meio envergonhada.
— , precisamos conversar.
— Tudo bem, entra primeiro — ele adentrou a casa, mas não dizia nada, por varias vezes ele fazia como quem ia dizer algo, mas apenas esperei por ele.
— , eu e minha família estamos nos mudando.
— Mas por que? Sungyeol, você está esquisito a duas semanas, não acha que deveria me contar o que está acontecendo.
— , oh , como eu queria que isso fosse fácil assim de dizer.
— Apenas diga Sungyeol, por que? — as lágrimas estavam vindo embaçando os meu olhos e eu não estava acreditando naquilo.
— , adeus! — Sungyeol se levantou e foi em direção a porta.
— EU TE ODEIO, SE VOCÊ QUER IR EMBORA VÁ. NUNCA MAIS VOLTE, SE É ESSA A CONSIDERAÇÃO QUE VOCÊ TEM, VÁ ATÉ PRA PUTA QUE PARIU QUE NÃO ME IMPORTO.
— Isso é para te proteger... — disse e saiu.
◆ ◇ ◆ ◇ ◆ ◇
Havia uma semana que ele não dava noticia, realmente Sungyeol teria partido? Não era dessas que esperava algo acontecer, teria que ver com meus próprios olhos e iria até a casa dele descobrir porque isso tudo foi tão de repente.
Era por volta das 6 da tarde e estava chovendo um pouco forte, como morávamos em uma cidade pequena e para ir a casa dele pegava uma rodovia peguei a caminhonete do meu pai, ele morava em uma chácara um pouco isolada da cidade, mesmo correndo riscos eu queria ir até lá.
Ao chegar percebi as luzes acesas na casa e desci correndo indo até a porta, mas não consegui tocar a campainha, senti alguém atrás de mim que me observava e comecei a sentir um pouco de pavor daquilo, senti uma vontade enorme de correr, mas minhas pernas não obedeciam e eu nem me atrevia, algo no meu consciente me alertava e eu nem entendia o por que, então resolvi virar.
— Ora Ora! Vejam o que temos aqui! — Disse ele com uma voz estranha.
— Quem é você?
— Seu pior pesadelo. — Seus olhos eram assustadores, me pegou pelos cabelos e me arremessou para o chão.
— Appa, não. — gritou Sungyeol.
— Não se meta — o pai de Sungyeol o arremedou para longe dali e comecei a sentir falta de ar. ele me segurava pelo pescoço, e sentia meu cheiro.
— Querido! — Suplicava a mãe de Sungyeol — Não faça isso. — Ele relaxou um pouco as mãos e tentei escapar, mas fui empurrada com muita força e acabei batendo com muita força a cabeça contra uma árvore, senti o sangue escorrer e tudo ficou escuro demais.
SEU PONTO DE VISTA OFF
SUNGYEOL
Uma semana e eu só podia observa-la de longe, sem poder tocar ou falar com ela, onde na minha morte imaginei depender tanto de uma mulher assim para poder ter paz em meus dias? E a falta dela me causaria tamanho tormento?
Para tirar um pouco isso da cabeça e me acostumar com o fato de que isso era o certo e que cada um deveria ficar em seu lugar e com aqueles a quem pertence aproveitaria o dia chuvoso para caçar, por diversão e evitaria sangue humano por um tempo. Devia ter apenas ficado em casa, talvez aquilo pudesse ter sido evitado, não passou pela minha cabeça o quão burra ela seria em ir até minha casa, bem, ela não sabia do risco de ir até lá.
Me doeu ao chegar e ver com a brutalidade com que meu pai havia a arremessado ao chão, jurei protege-la e nem pude prever aquilo.
— Appa, não — gritei.
— Não se meta — disse com autoridade, a pegou pelo pescoço sentindo o cheiro da pessoa presa em suas mãos, pude ouvir o protesto de mamãe e ela tentar escapar e não pude fazer absolutamente nada, até que ouvir o choque ao ser acertada contra a árvore, o ódio subiu tanto que fiquei cego e fui com toda força pra cima do mais velho e travamos uma luta.
— Você está brigando com família por uma mortal? Desde quando você vem traindo sua espécie?
— Eu a amo, nunca senti isso por ninguém.
— Mas ela é uma mortal. Ela não vai durar pra sempre, ela vai envelhecer e irá te fazer sofrer quando ela não existir mais.
— Mas eu a amo.
— Então a "mate".
— Não, ela não merece isso.
— Se não o fizer eu irei.
— Eu tenho que falar para ela.
— Então faça logo.
Paramos a luta e a carreguei em meus braços até dentro de casa, a deitei sobre a cama e a assistia enquanto estava adormecida, já era noite e a chuva ainda mais densa, eu troquei suas roupas por uma camisola branca e comprida e limpei seus ferimentos. Ela aos pouco fora abrindo os olhos, talvez a imagem de poucas horas atrás a deixara tão apavorada que pude ver medo em seus olhos. Ela se encolhia na cama e eu nem sabia por onde começar e eu não tinha coragem.
SUNGYEOL POV OFF
SEU PONTO DE VISTA.
Eu o vi ali, me olhando, eu estava com medo da pessoa que eu mais confiava até poucas horas atrás, não podia imaginar aquilo mesmo que por um milhão de anos ouvisse sequer falar em tais pessoas, aquele homem que me atacou e ouvir Sungyeol chamar de pai, como podia ser isso?
— Você é... Você está bem? — Apenas assenti com a cabeça positivamente.
— Sente fome? — Mas uma vez sem ao menos uma palavra respondi por gesto que não.
— , o que eu devia dizer? Eu realmente não imaginei que isso séria assim, tentei tanto manter isso em segredo por mais tempo que eu pudesse.
— Você não confiava em mim? Mesmo depois de tanto tempo achou que meu amor ia acabar por causa disso, Sungyeol você não acha que... esquece. — Minhas lágrimas vieram violentamente e eu queria desabar.
— Não que eu não quisesse te contar, mas era arriscado demais, não por não confiar em você, mas... Eu sinto muito mesmo meu amor. , espero que um dia você me perdoe.
— Não há o que perdoar, mas como será daqui pra frente?
— Não será. Eu tenho apenas duas escolhas, deixar você ir ou mata — la.
— Como assim me matar? — Arregalei os olhos e solucei.
— Transforma-la em um de nós e eu prefiro que você viva. Mesmo que isso implique ficar longe.
— Mas, eu não quero ficar longe de você, Yeollie, eu te amo, ainda não entendeu, prefiro morrer e ficar com você ao morrer sem você.
— Você tem certeza disso?
— Sim.
Sungyeol se aproximou aos pouco da cama onde eu estava e quanto mais perto ele ficava mais nervosa e assustada eu fui ficando, seu rosto ficou a centímetros do meu e minha respiração descompassou, fechei os olhos involuntariamente e senti seus lábios tocarem os meus e se iniciou um beijo calmo que com o tempo passou a ser um beijo necessitado, mas com leveza , ele foi me deitando aos poucos na cama ficando por cima, passava as mãos pelos meus cabelos e parou o beijo por um instante.
— , não sabe o quanto tempo esperei por isso.
— Ai Sungyeol, esperei tanto por isso quanto você, te sentir.
Minha fala foi interrompida por outro beijo ele segurava meus braços e por um tempo suas mãos foram até meu rosto, ele acariciava como uma criança com sua boneca, minhas mãos foram até a nuca do maior estava tudo muito tranquilo, escutava apenas a chuva lá fora. Sungyeol foi intensificando o beijo e foi deixando leves selares em meu pescoço o que me deixou um pouco arrepiada e lembrar por um instante o que havia acontecido, ele percebeu e entrelaçou nossas mãos e sussurrou.
— Confie em mim. Vou ser um vampiro bonzinho.— Fez um sorriso malicioso e me puxou para seus braços me fazendo sentar de frente pra ele, enquanto nossas línguas travavam uma luta por espaço num ardente suas mãos foram até as alças da camisola e ele foi as tirando lentamente, estávamos muito envolvidos naquele momento de prazer, apenas com a luz de algumas velas e uma decoração meio rustica lembravam filmes de época. A camisola caiu deixando a mostra meus bustos e ele foi até eles com olhos farto, distribuiu beijos antes de abocanha— los era incrível aquelas sensações, os gemidos finos se misturavam com o barulho da chuva. Sungyeol foi mordiscando até minha cintura e parou na calcinha, puxou ela e continuou até chegar na intimidade, minha respiração estava pesada e não pude conter um gemido mais alto quando o mais velho começou lentamente com lambidelas delicadas e suaves, e quando aumentou a excitação ele a massageava e chupava. Estava chegando ao ápice quando Yeollie desabotoou a sua calça e deixou a mostra o volume em sua box e a tirou deixando exposto membro já ereto se posicionou entre as minhas pernas e penetrou, percebia que ele tinha muito cuidado com cada movimento, mas as estocadas começaram com uma velocidade rápida, foi dolorido no começo, mas depois veio ótimas sensações, no quarto só havia nós dois e nossas respirações ofegantes, cheguei ao ápice e Yeollie logo em seguida, ele saiu de dentro de mim, olhou no fundo dos meus olhos.
— , você tem certeza disso?
— Se for pra ficar com você aceito a morte.
Seu olhar era penetrante e seus olhos negros assustavam agora, se aproximou me levando até ele, posicionou meu pescoço, deu um leve beijo e mordeu.
Estava ardendo, estava queimando, aquilo podia se comparar ao inferno se posso assim dizer.
● ● ●
— Bem- vinda de volta. — Saudou Sungyeol
— Somos sua nova família. — A mãe dele me abraçou assim que abri os olhos.
— E agora será para sempre. — Sungyeol soltou satisfeito.
A nossa morte eterna...
