Yesung: Cidade nova



— Vamos acabar nos matando — você disse por fim.
— Já está decidido e vai ser assim — seu pai falou autoritário e sequer se importando com seu discurso — Suba para seu quarto e comece a arrumar suas malas.

FLASHBACK ON

— Eu não aceito isso — você falou se levantando da mesa de jantar e olha incrédula para seus pais — Tenho idade o suficiente para ficar sozinha em casa.
— Tem idade mas não vai — sua mãe respondeu calma — Vai ir ficar na casa dos seus tios querendo ou não.
— Odeio aquele lugar — você disse soltando o ar de forma pesada e segurando as lágrimas de raiva por estar sendo obrigada a ir para aquele fim de mundo

FLASHBACK OFF

Arrumou as malas com total desanimo e logo as colocou no porta malas do carro. Seus pais iriam em uma viagem de negócios e por isso não poderiam te levar, você insistiu que ficaria bem sozinha, mas como a cidade estava numa onda de violência crescente, seus pais acharam melhor que ficasse esse tempo na casa de seus tios.
O problema nem era a cidade caipira ou o tédio predominante do lugar e sim o seu primo.
Passaria três eternos meses naquele inferno e parar piorar, para não repetir de ano ou sofrer para recuperar notas, seus pais conversaram com o diretor de sua escola e pediram sua transferência por um trimestre. Era o apocalipse se aproximando e você moraria e estudaria junto com o próprio tinhoso.

● ● ●

Duas semanas haviam se passado e desde que você tinha chego ao purgatório, conseguiu levar uma vida tranquila e calma, diferente de como era em sua cidade. Você tinha mentalizado que daria o melhor de si na escola e evitaria ao máximo discutir com quem quer que fosse, o que obviamente foi impossível. Discutiu com seu primo poucas horas depois que havia chegado e assim seguiu a semana inteira, depois você apenas resolveu ignorar as provocações dele enquanto tinha paciência.
Diferente do que imaginou quando saiu de sua casa para ir para a casa de seus tios, seu primo não era nada mal se comparado com o melhor amigo dele, Yesung.
Esse sim era a personificação do mal. O garoto não podia te ver que aprontava alguma e na última, três dias atrás, ele colou chiclete no seu cabelo e você teve que cortar mais de um palmo para reparar o estrago.
Decidiu faltar o resto da semana e alegou para sua tia que era porque estava com medo do menino. Medo nada, queria apenas dormir um pouco mais e ter um pouco de sossego, já que na escola ele te atormentava mais do que o normal e no período da tarde era seu primo que não largava de seu pé.
Estava sentada na varanda da casa resolvendo alguns exercícios que teria que entregar na próxima semana, era pouco depois do horário de almoço e tinha esse tempo para pensar em paz já que seu primo sempre dormia essa hora.
— E ai — ouviu ele se pronunciar e devido a sua concentração, levou um susto e soltou um grito — Nossa! Não precisa ter tanto medo de mim assim.
Sua tia viria correndo se estivesse em casa, mas poucos minutos antes ela havia saído para ir ao mercado.
— O que é que você quer? — você questionou recuperando o folego e pegando seu estojo que tinha caído no chão com seu pulo.
Yesung se aproximou e estendeu uma das mãos, sentiu ele passar os dedos pelo seu cabelo enquanto o encarava, ele parecia arrependido e as palavras que disse em seguida comprovaram isso — Desculpa.
Ele não parecia estar mentindo, mas com o pouco de convivência que teve com ele, aprendeu a desconfiar de tudo o que ele fazia e dizia. Recuou alguns passos para trás se afastando dele.
— Eu passei dos limites dessa vez  — ele falou e não tirava os olhos de seu cabelo agora curto — Me desculpa.
— O Wook está lá em cima dormindo — você falou mudando de assunto e desejando que ele saísse dali logo, se pudesse pularia em cima dele com uma tesoura o deixaria parecendo com um poodle.
O rapaz apenas assentiu e você sentiu o olhar dele sobre você até o menino sumir para dentro da residência.
— Ei esquisita — Wook apareceu poucos minutos depois — Onde está a minha mãe?
— Foi no mercado — você respondeu sem tirar os olhos da tarefa, estava quase terminando e teria o resto da tarde livre.
Tinha dado o melhor de si para fazer aqueles exercícios e estava tremendamente orgulhosa de como estava ficando. História sempre foi um tema que gostou e responder àquelas questões sobre revoluções te agradavam, fica pego imagens na internet referente a cada pergunta e as respostas estavam mais do que completas, sem dúvidas, valeria um dez.
Não se conteve e pouco se importou em se desmanchar em lágrimas silenciosas quando seu primo virou um copo de água sobre a mesa e destruiu tudo o que você tinha feito.
— Sou muito desajeitado mesmo — ele falou com o falso tom de desculpas — Sinto muito, mas você pode refazer né?
Levantou-se e entrou em casa seguida por seu primo e Yesung que apenas observou a cena quieto. Você pegou o telefone e ligou para seus pais, sua mãe atendeu e assim que ouviu a voz da mulher, seu choro se intensificou.
— Own — seu primo falou em tom zombeteiro — Correndo pra mamãe.
Você o ignorou e narrou tudo o que tinha acontecido nas últimas semanas até o recente acontecimento com a água.
— Me tira desse lugar mãe — você implorou aos soluços — Por favor.
Os dois meninos escutaram tudo o que você contou e de alguma forma se sentiram envergonhados e viram que passaram muito de quaisquer limites. Você assim que desligou foi correndo para seu quarto provisório e abriu a mala sobre a cama, de uma maneira desorganizada passou a guardar suas coisas.
— — sua tia abriu a porta do cômodo devagar — O que foi que aconteceu minha menina?
Você contou a ela o que tinha dito a sua mãe, ela se sentou na cama e você estava deitada sobre as pernas da mais velha que te fazia um carinho suave nos cabelos curtos.
— Vamos descer e comer alguma coisa para você se acalmar — ela disse num tom bondoso e gentil, daquele irrecusáveis — Depois se ainda quiser ir embora, eu posso ver se fico com você na sua casa para não te deixar sozinha, tudo bem?
Você assentiu — Obrigada tia — agradeceu como tom choroso.
Foram para cozinha e sua tia fez alguns bolinhos, os meninos depois de um tempo vieram para cozinha para comer também e você apenas encarava o prato a sua frente. Estava um clima tenso entre vocês e nenhum dos três ousava quebrar o silencio que havia se instaurado no cômodo.
Você terminou de comer, se levantou e colocou o prato na pia, ia começar a lavar quando sua tia disse que não precisava. Você saiu da cozinha e voltou à frente da casa para pegar seu material encharcado, secou algumas canetas com a barra da camiseta que vestia e as guardou. Pegou as folhas e analisou uma por uma para ver se tinha como salvar alguma coisa, as letras estavam borradas, pouco legíveis e as imagens tinham sido arruinadas.
Suspirou e empilhou as folhas de qualquer jeito, pegou tudo que tinha e voltou para dentro de casa, indo para o seu quarto.
—  — ouviu a voz de seu primo — Desculpa...
Você apenas fez um aceno qualquer e saiu de perto do menino, não queria que ele a visse chorando outra vez.
— Se ela for embora e nunca mais querer voltar, a culpa é totalmente de vocês dois — você ouviu sua tia dizer ríspida para os garotos — Onde já se viu fazer uma coisa dessas com uma menina? Colar chiclete no cabelo dela? Vocês por um acaso sabem o quanto o cabelo de uma mulher é importante para ela? Isso mexe com a nossa autoestima. Jogar água no trabalho que ela estava fazendo? Vou jogar água no seu videogame menino, vamos ver como você reage!
Você não escutou o restante da bronca e se isolou no quarto, pretendia ficar lá o restante da tarde. Três batidas foram dadas na porta do cômodo e foi aberta lentamente, com receio.
—  — Yesung te chamou — Você pode me emprestar as folhas do trabalho que você estava fazendo?
Você deu os ombros, o menino entrou no quarto e pegou as folhas sobre a escrivaninha, ele olhou uma por uma, ao todo eram 14 páginas frente e verso.

● ● ●

De alguma forma seus pais te convenceram a ficar na cidade por mais um tempo, eles prometeram que tentariam resolver tudo o mais breve possível e voltar para casa antes do tempo em que tinha prometido. Você tentou protestar um pouco, mas acabou cedendo e aceitando a proposta deles.
Passou o final de semana inteiro isolada no quarto e saindo apenas para comer, nesse tempo sozinha refez o trabalho de história e diferente do outro estragado pela água, pouco se importou em responder de forma completa ou satisfatória. Apenas entregaria para dizer que fez e zerar.
Chegou na escola normalmente na segunda e sentou em seu lugar habitual, esperava pelo professor mexendo no celular. Ir para escola era quase uma tortura, pois além de não falar com ninguém, tinha que aturar os dois demônios, vulgo Ryeowook e Yesung. Ainda para completar sua sorte - ou a falta dela - Yesung sentava na carteira atrás da sua.
Viu o menino chegando e o escutou inquieto na mesa atrás. Segundo depois o professor adentrou a sala e falou algumas coisas pertinentes a matéria e depois pediu para que os trabalhos fossem postos sobre sua mesa, ia se levantar para levar o que tinha feito, mas sentir duas mãos te puxarem de volta para cadeira.
Antes que pudesse virar e questionar o porquê daquilo, Yesung colocou sobre sua mesa o seu trabalho completamente refeito.
— Como a última questão estava incompleta — ele falou inclinado, sussurrando próximo ao seu ouvido — Então eu tive que fazer por mim mesmo, mas não sei se está certa e ficou como você faria.
— Obrigada — você falou folheando e incrédula que ele havia realmente refeito tudo. Yesung se levantou para entregar o dele e pegou o seu também e levou ao professor.
A semana passou tranquila até demais, os dois meninos pararam com a brincadeiras e Yesung te cumprimentava toda manhã e até passou o intervalo com você quando seu primo faltou por conta de uma gripe muito forte.
— Tartarugas? — você questionou segurando o riso — Sério mesmo que você fala com tartarugas?
— Sim — ele respondeu rindo de como você não acreditava no que ele estava dizendo  São criaturas incríveis.
— E meu primo me chamando de esquisita — você falou em meio a gargalhadas — O melhor amigo dele fala com tartarugas e eu sou a estranha, ele precisa rever alguns conceitos.
O clima entre vocês era agradável e o demônio que você sabia que Yesung era, estava mostrando que poderia ser bem agradável quando queria.
O rapaz estendeu a mão até seus cabelos e tirou uma folha de seus fios, algumas folhas e flores de uma árvore que estava oferendo sombra a vocês dois haviam caído e uma delas ficou presa em seus cabelos.
— Eu realmente sinto muito pelo seu cabelo — ele falou te encarando.
— Está tudo bem — você disse dando um sorriso leve e um pouco tristonho, gostava de ter cabelo comprido.
— Mas se serve de consolo, você ficou mais bonita de cabelo curto — ele disse e você notou que não era apenas da boca pra fora que ele falava.
O sinal tocou logo depois que você o agradeceu, sentia seu rosto arder de vergonha pelo o que ele havia dito. Voltaram para sala e assistiram o restante das aulas trocando algumas palavras entre a troca de professores.
Você estava saindo da sala - agora deserta pelo fim das aulas do dia - e indo para casa quando algumas meninas te encurralaram pelos corredores e questionaram se havia algo entre você e Yesung.
— E por que vocês estavam juntos no intervalo? — uma das quatro meninas questionou depois de você negar que tivesse qualquer coisa além de que ele era melhor amigo de seu primo.
— Sei lá porque também, ele apenas veio e ficou lá — você respondeu — Pergunta pra ele se quer saber isso, porque eu mesma não sei.
— Se afaste dele — uma disse se aproximando, uma tentativa falha de te amedrontar — Entendeu?
Você não se aguentou e gargalhou, as meninas ficaram te olhando sem entender sua crise repentina de riso — Por que raios eu vou querer ter alguma coisa com aquele menino endiabrado? Ele pode estar sendo legal agora, mas eu já sofri o bastante com as brincadeiras deles. O que vocês acham legal, entristece quem está sendo vítima.
Elas te olhavam um pouco assustadas e era sua vez de as aterrorizar, então prosseguiu.
— Tive que cortar meu cabelo por culpa dele, vivi um inferno nas minhas duas primeiras semanas aqui e agora que ele parou de me atormentar vem vocês? Me poupe de gastar minha saliva tendo que explicar qualquer coisa sobre ele e eu para pobres criaturas iguais a vocês, boa sorte gostando daquela praga.
Saiu andando deixando as meninas sem reação pela sua explosão de palavras
— Sabia que ainda estava chateada comigo por causa de seu cabelo — a voz dele se tornou presente quando saiu de perto delas, você quase entrou na parede com o susto.
— Um dia você ainda me mata aparecendo dessa forma — você falou recuperando o ar — Você escutou tudo?
— Se eu escutei você me chamando de endiabrado e praga? Sim.
— Eu falei que agora você estava sendo legal — você falou com um sorriso envergonhado — Não ouviu isso?

● ● ●

— Você vai me levar em casa todo dia — você impôs para o garoto.
— Por que? — ele questionou fingindo não entender o porquê de você estar falando aquilo — Eu não fiz nada.
— Não? Tem certeza absoluta disso?
A cada dia que passava, você e Yesung acabaram se tornando mais próximos. Ele ia até a casa de seus tios quase todos os dias e algumas vezes chegava cedo, deixando de ir acordar o amigo para ficar conversando com você. Vocês fizeram uns dois trabalhos em dupla e viram quanto tempo perderam provocando e odiando um ao outro, vocês tinham muitas coisas em comum.
Durante a semana de provas, você foi até a casa dele o ajudar a estudar e em algum momento você se pegou o olhando diferente, como se o admirasse. Voltou os olhos para o livro a sua frente e sentia-se envergonhada por tais pensamentos, tinha em mente apenas o vê-lo como amigo e nada além disso. Mal sabia que o garoto já nutria algo a mais por você e um tempo consideravelmente mais longo.
Aquela tarde de estudou foi por água a baixo quando perguntou se ele entendia como fazer uma conta de matemática e ele se colocou a seu lado para explicar, você estremeceu quando ele se aproximou além do limite de conforto.
Tudo aconteceu de uma forma ingênua e carinhosa. Assim que ele questionou se você havia entendido o que ele havia explicado, você se virou para agradecer e a proximidade se encarregou do resto, despertando a vontade e acendendo uma chama que deveria permanecer apagada.
Ele levou uma das mãos ao seu rosto e acariciou a área com delicadeza, seus olhos se fecharam para sentir a caricia e então além dos dedos dele em sua bochecha, pode sentir o toque dos lábios dele sobre os seus. Movimentou-se minimamente para frente e o rapaz entendeu, a mão em sua bochecha deslizou para sua nuca e o contato entre suas bocas se aprofundou.
Por questões de comodidade e intento de pedir por mais, ele te puxou para o colo dele e você passou uma perna de cada lado do corpo do mais velho. O beijo se tornou mais lascivo e inebriante, sentia sua boca sendo explorada pela língua alheia e as mãos do mesmo apalpando seu corpo de uma maneira que, ainda te respeitando, era intensa e demonstrava claramente que ele queria muito mais do que apenas um beijo, porém, esse dia vocês apenas ficaram trocando carinhos e ouviu palavras que nunca imaginou que ouviria Yesung dizer.
Suas admiradoras de todas as séries querem meu couro depois que você inventou de andar comigo de mãos dadas e ainda por cima me beijou na entrada — você falou saindo de seus devaneios com o ocorrido a vários dias atrás.
A semana de provas já havia passado e vocês agora tinham tempo para sair, tanto que ele te levou para alguns encontros e um era mais perfeito que o outro. Yesung ia até a casa de seus tios e até pediu permissão para sua tia para sair com você, você caiu na gargalhada com a cena dele todo envergonhado com sua tia negando de primeira.
— Você sabe se virar sozinha — ele rebateu com um sorriso divertido.
— Se quiser uma ficante desfigurada é problema seu, mas eu não estou nem um pouco afim de apanhar de metade da escola — você disse agarrando o braço dele — Se não for até a minha casa comigo, eu vou até a sua com você.
— Não é má ideia — ele falou abrindo um sorriso satisfeito com o que você havia dito — Minha mãe te adora.
— E você? Você me adora também?
Ele se aproximou do seu ouvido e falou — Adorar é pouco, eu gosto de você muito mais do que você pensa.
O dia terminou mais rápido que o normal, você guardou o material lentamente, queria esperar o maior de número de alunos - alunas no caso - irem embora. No tempo que ficou na sala, uma ou outra entrava pisando firme e vinha na sua direção, porém saiam correndo quando notavam Yesung sentado no fundo da sala.
— Viu? — você falou se virando para ele e colocando sua mochila nas costas — Essas loucas parecem cachorros esfomeados e a carne sou eu.
Ele riu e se aproximou de você segurando sua cintura, sentiu ele acariciar a região por alguns instantes antes de deixar um breve selar sobre seus lábios, você subiu as mãos para a nuca do rapaz e suas bocas pediram para ir além. O choque de suas línguas se encostando e estimulando era extasiante, incitava a mais do que poderiam naquele momento.
— Sabe — ele sussurrou em seu ouvido, ele estava de costas para a porta e de frente para você, quem entrasse ali, apenas tinha a visão de dois alunos próximos e não viam que uma das mãos dele estava descendo de encontro a sua intimidade — Tenho uma fantasia bem estranha, queria transar na escola, geralmente as pessoas querem sair daqui, mas é um lugar que querendo ou não, eu gosto.
Suas pernas estavam abertas numa proporção que permitia ao rapaz massagear a área coberta ainda pelo uniforme, o que apenas deixava o ar a ânsia por corresponder aos toques dele e realizar a fantasia maluca dita pelo mesmo.
— Se suas admiradoras parassem de entrar na sala de dois em dois minutos, quem sabe não poderíamos tentar — você falou e deu um selinho no canto da boca de Yesung antes de se afastar.
— Eu pensei que você ia negar — ele disse incrédulo.
— Mas eu não concordei totalmente — você rebateu rindo — Vamos embora.
Da porta da sala até a esquina da escola, haviam diversos grupinhos de meninas e todas te encaravam com raiva. Você pensava que se elas fossem um pouquinho mais inteligentes, se juntavam e não tinha Yesung que pudesse te defender naquele momento, se pegou rindo com o próprio pensamento e vendo o menino de olhar confuso. Você explicou para ele o que tinha passado em sua mente e ele agora estava rindo.
— Realmente — ele disse — Elas unidas seria impossível de deter.
Estava, chegando a casa dele e assim que entraram, a senhora mãe dele veio te receber. Lhe deu um abraço receptivo e fez milhões de perguntas de como você estava, ofereceu para cozinhar o que você quisesse comer e ainda disse que faria sobremesa.
— Por que não pergunta isso para mim também?
— Você vai comer o que ela quiser, pensa que é fácil te aturar, essa menina é uma guerreira — retrucou a senhora.
Depois do almoço vocês ficaram na sala assistindo um filme qualquer que passava, estavam entediados e o dia cooperou para que não pudessem fazer mais nada além de ficarem trancados em casa já que um diluvio caiu depois que chegaram. A luz piscou algumas vezes antes de acabar por completo e se com o filme já chato, sem o filme apenas piorou.
Você bufou e pegou o celular, passou a se distrair com um joguinho besta que tinha baixado. Antes que pudesse entender como funcionava as regras, sentiu uma das mãos do rapaz em sua coxa e subir lentamente para sua intimidade.
— Para Yesung — você o advertiu num tom baixo — Sua mãe está em casa.
— Ela está dormindo uma hora dessas.
— Como você sabe?
— Acabou a luz e ela não apareceu para buscar velas — ele falou como se fizesse total sentido, fazia apenas para ele.
Ele tomou seus lábios antes que continuasse a protestar e você correspondeu ao ósculo. A mão dele voltou a alisar sua coxa e a subir para seu íntimo, a sua desceu pelo abdômen do rapaz e passou por cima do membro dele coberto pelo tecido do uniforme escolar.
Ele se colocou de joelhos a sua frente e subia as mãos lentamente pelas laterais de seu corpo, acariciava com a ponta dos dedos sua pele e ia de encontro a sua roupa íntima. Não levou muito a sério o que ele realmente faria quando ele trouxe o tecido para baixo e afastou mais suas pernas.
Sentiu a língua dele passar por seu clitóris para provocar e não conteve um gemido com a onda de sensações que teve com o simples estimulo. Ele passou a instiga-la ainda mais, massageando com seu ponto sensível e alternando o ato com suaves chupadas, apenas isso estava te levando a loucura e você mordia seu lábio inferior para evitar gemer alto demais. Ele desceu com a boca até sua entrada que estava bem úmida e brincou na área, penetrando a língua e depois retirando a substituindo pelos dedos.
[...]
Ele estava por cima de você e apoiava a maior parte do peso próprio em um dos braços que estavam ao lado de seu corpo, ele te via o encarar com desejo e sentia suas mãos percorrem o corpo desnudo dele por onde pudesse alcançar, replicava as caricias diversas vezes e intercalava com arranhões. Com a mão que tinha livre, ele alisava sua coxa e subia para seus seios e os massageava antes de ir para sua nuca e te puxar para perto e deixar um beijo completamente impudico sobre seus lábios.
Isso tudo enquanto mantinha um ritmo torturante nas estocadas em seu íntimo. Seus olhos transbordavam o desejo por mais - mais dele, mais rapidez, mais voracidade, mais caricias e mais daquele momento que queria que se tornasse eterno.
Ele pousou a mão sobre sua cintura e te puxava para aprofundar o contado entre vocês, as estocadas até o momento lentas, ganharam intensidade e velocidade. A cada investida, um turbilhão se sentimentos explodia em você e extravasava por sua boca em forma de gemidos que tinham que ser contidos e suplicas desconexas.
Os lábios do rapaz foram de encontro aos seus para abafar sua voz que sem notar se tornou mais avida conforme ele acelerava os movimentos, o som de seus corpos se chocando tomavam o ambiente e o tornavam ainda mais propicio ao que faziam, incitando a continuarem até o fim ou mais.
Chegaram ao ápice quase que ao mesmo tempo, você primeiro e ele depois de mais algumas intensas e um tanto brutas estocadas, aquele sentimento de sentir o corpo vertendo de prazer era inigualável, tudo se encaixa e não existia mais nada além de vocês, tudo fazia pleno sentido e a vida ganhava cor e motivo, podia jurar até que tinha nome. Yesung.
Ele saiu por alguns momentos do seu campo de visão e voltou instantes depois, sentando ao seu lado. Você se vestia com a blusa do uniforme dele e sorria com a atitude adolescente que tinha. Ele não disse nada e apenas te observava como podia no cômodo pouco iluminado, a noite começava a cair e vocês notaram que a excessiva chuva ainda se fazia presente.
— Você tem que mesmo que ir embora quando seus pais voltarem da viagem? Quero que fiquei ao meu lado — ele falou te aninhando aos braços dele.
Até que não é má ideia ficar ao lado dele, você pensou e abriu um sorriso com a possibilidade.