Hansol: Mais que amigos.




— Quem vai fazer o passeio?
Você deveria dizer não. Mas o garoto que você mais gostava ergueu a mão. Então você ergueu também. Mesmo odiando acampamentos. De fato, era bem legal durante o dia; mas quando caia a noite...tudo te assustava, os sons, os animais...tudo.
A professora começou a listar o que vocês iam precisar e deu a todos que iam uma autorização.
Suspirou. Desde que chegou nesse país a um ano atrás é apaixonada por ele, mas ele nem tinha olhos pra você. Sentiu se observada e olhou para trás. Hansol, seu melhor e único amigo olhava em sua direção e sorria, sorriu de volta e se virou novamente olhando para sua paixonite que estava olhando para Mi-Hi. Seu sorriso murchou e voltou a atenção para a aula de biologia.

● ● ●

Enfim o dia da viagem chegou, seus pais haviam deixado você ir. O lugar que iam acampar era próximo a um rio e a uma praia, o que tornava a atividade diária ainda melhor, você adorava agua, piscinas, praias, lagoas e tudo mais. Fazia aula de natação desde pequena.
Terminou de arrumar a bolsa com as roupas e terminou de pegar suas coisas como a barraca e besteiras para comer. Muitas besteiras pra comer. Estava atrasada, então comeu apressadamente e escovou os dentes correndo e prendeu o cabelo em um coque bagunçado tentando disfarçar a cara de sono. O ônibus sairia as três e meia da madrugada e você devia estar lá logo, já que eram três e vinte. Chamou seu pai que só levantou e de pijama mesmo te deixou em frente a escola, faltavam poucas pessoas para entrar. Só então a ficha caiu. E se você ficasse sozinha ou pior, senta-se com alguém desagradável?
Até se desanimou com os pensamentos. Estava no verão mas as temperaturas caiam durante a noite, então abraçou o próprio corpo, tentando se manter quente.
Colocou suas coisas no bagageiro e levou consigo apenas o fone e algumas coisas para comer. Procurou um cobertor e se tocou de que não havia lembrado de trazer o mesmo.
Subiu no ônibus irritada, foi procurando lugar para sentar até que viu Hansol acenando empolgado para você. Caminhou até o lugar feliz por ele ter lembrado de você.
— Quero a janela! —Você disse fazendo biquinho.
— Já guardei lugar para você, sua folgada! —Disse rindo.
— Por favor! —Fez uma voz manhosa que sabia que ele não resistia, lhe cedeu a janela. O lugar de vocês de ida e de volta era o ultimo banco do ônibus, bem lá no fundo. E ao lado estava ele e Mi-Hi, para variar, a diferença era por causa do banheiro, eles estavam um pouco mais à frente por causa da pequena cabine.
A viagem duraria umas seis horas. Estava previsto a chegada as nove, nove e meia, por ai. Colocou a mochila nos pés e reclinou o banco , a fim de voltar a dormir. Colocou um dos fones e se preparou para dormir quando viu Hansol estender uma grande e felpuda coberta sobre o corpo dele.
— Eu quero um pedaço! —Ele fez uma cara indignada.— Por favor...eu esqueci a minha em casa... —Ele sorriu.
— Só se você ouvir no fone comigo. Eu esqueci o meu. —Você concordou com a cabeça e deu a ele um dos fones.
Ele esticou a coberta preta com detalhes vermelhos para você e você se enrolou nela fazendo ele rir. A coberta tinha um cheiro bom, meio amadeirado, percebeu que era o mesmo que emanava de Hansol e se perguntou como nunca tinha percebido o perfume do amigo antes. Ele reclinou o banco para trás também e vocês ficaram conversando e rindo baixinho enquanto ouviam musica. Até o sono vir e os dois dormirem, acordou com fome. Percebeu que Hansol estava agarrado a você com o rosto em seus cabelos e os braços apertados em volta de sua cintura. Corou um pouco incomodada com a à proximidade.
Pensou em uma maneira de acorda-lo sem causar constrangimento. Fingiu que estava dormindo e começou a se mover.
— An... —Ele sussurrou como se tivesse acordado.— Droga... —Sussurrou novamente. Ele tirou os braços da sua cintura cuidadosamente, você se moveu e fingiu acordar.
— Que horas são? —Perguntou se espreguiçando.
— São seis horas ainda. —Suspirou.
— O que tem de bom aê pra nós comermos?

— Salgadinho, chocolate, balas e refrigerante...
— Abre aê ! —Disse animado.
— E eu sou a folgada? —Riram e ergueram o banco. Você abriu seu salgadinho e deu uma das latas de refrigerante a ele. Tomaram e comeram e depois se empanturraram de chocolate. Quando você estava satisfeita decidiu voltar a dormir para não ficar cansada quando chegassem lá, a única coisa que pretendia era se divertir.
[...]
Enfim chegaram, e suas pernas estavam bambas pelas horas sentadas. Pegou as embalagens e suas coisas e de Hansol, enquanto ele dobrava a coberta. Fizeram uma fila no corredor para descer e sua paixão ficou na sua frente com a Mi-Hi. Eles conversavam e riam e você fazia micagem atrás deles, para que não vissem. Sentiu seus ombros sendo abraçados e olhou para Hansol, que lhe ofereceu um sorriso reconfortante.
— Dessa maneira vão achar que somos namorados... —Sussurrou para ele. Num paÍs como a Coreia, qualquer tipo de demonstração de afeto entre um garoto e uma garota é considerado namoro...Então...
— Eu não ligo. —Disse e deu de ombros.
— Mas e eu? Eu me importo, nós somos amigos e eu gosto de outra pessoa...
— Eu deixo você me usar. —Ele disse sorrindo.
— Usar? O que? —Ele sorriu de canto. Eu nunca tinha visto ele sorrir assim. Parecia meio maligno.
— Fazemos ciúmes para ele. Garotos gostam de desafios e competições. Eu te tenho...ele te quer... —Disse baixinho no seu ouvido. Ele, na sua opinião, estava...estranho.
— Nossa... —Você não sabia o que responder — Você não é assim. É estranho te ouvir falar dessa maneira.
— Eu posso ser muito mal...quando eu quero. —Você estava muito surpresa pela sua mudança repentina.
— Então...o que me diz?
— Por que não. —Deu de ombros.
— Isso é um sim? —Perguntou comum sorriso fofo agora.
— É um talvez. —A porta abriu e a fila começou a andar. Ele colocou a mão na sua cintura e encostou o corpo no seu. Era estranho para você, o corpo dele era quente e nunca tinha sentido nada do tipo.

● ● ●

O biquíni. A droga do biquíni. Você havia pedido pra sua mãe achar e deixar seus biquínis organizado, mas ela mandou os biquínis errado! Ela mandou aqueles que sua tia te deu e você não tinha coragem de usar, de tão indecente. Pensou no mínimo dez vezes antes de sair do vestiário e olha que estava com o mais decente dos quatro. Mesmo que usa-se um shorts para esconder a parte de baixo, ainda parecia que seus seios iam pular para fora do biquíni. Era um modelo normal, daqueles que são tipo torcidos, mas a numeração parecia errada. Sua mãe não te deixou trocar, por que de acordo com ela e com sua tia, estava muito bonito no seu corpo. Realmente gosto é algo discutível.
Colocou uma blusa branca por cima e saiu do vestiário para ir de encontro com Hansol que estava na fila da galera que ia conhecer uma cachoeira belíssima.
Ela ficava próxima a o rio e a praia, então conheceria tudo sem problemas e ainda tinha mais três dias para curtir.
Hansol estava com uma bermuda vermelha e uma regata branca. Quase todos os garotos estavam como ele, só alterava as cores.
Após alguns minutos de caminhada já podia se ouvir o som da cachoeira. Você se animou, louca para ver e entrar na agua. Decorou o caminho, com a promessa de voltar mais tarde ou no dia seguinte. Logo já era avistada uma clareira. Todos começaram a correr deixando a professora desesperada, você e Hansol foram andando calmamente, sem se importar com os apressados. Quando chegaram lá você até perdeu o folego com a beleza do lugar.
Você e Hansol colocaram as toalhas penduradas num galho de arvore e deixaram o protetor solar próximo. Você andou animada até a agua. Ela estava meio gelada mas estava animada para entrar. Sua paixão e Mi-Hi já estavam dentro da agua brincando de jogar agua um no outro. Percebeu que o biquíni dela era ainda mais indecente que o seu e que sua paixão e quase todos os garotos, incluindo Hansol, estavam olhando para os seios dela.
Um sentimento estranho parecido com ciúmes invadiu você ao ver que Hansol estava olhando para Mi-Hi. Era igual ciúmes, mas era ainda pior.
Sentiu seu acanhamento passar e voltou para onde pendurou as toalhas. Hansol estava lá ao lado da arvore olhando para Mi-Hi. Nem percebeu quando você parou do lado dele, o que te deixou mais irritada, mas resolveu fingir que estava tudo bem. Agarrou a barra da camiseta, pensando bem antes de fazer. Então puxou a blusa por cima da cabeça e a pendurou junto com as toalhas.
— Hansol... —Ele olhou para você e abriu a boca depois fechou e abriu de novo.
— An... —Parecia um zumbi falando e você riu.
— Passa protetor solar nas minhas costas por favor? — Ele concordou com a cabeça, ainda de boca aberta. Se virou de costas para ele e viu que agora tinha muitos olhares sobre você, fazendo a corar. O único que não estava olhando era o que você queria que olha-se, mas mesmo assim se sentiu satisfeita de uma maneira estranha.
Quando ele começou a passar sentiu algo estranho novamente, mas achou melhor acreditar que era por quê não estava acostumada a ter intimidade com garotos. Quando ele terminou de passar, você passou no resto do corpo, com o olhar de Hansol sobre você. Isso te aquecia de uma maneira estranha, era uma sensação esquisita no ventre, mas não era um esquisito ruim, era um esquisito bom. Subiu a ladeira que tinha antes da cachoeira e parou por um breve minuto quando viu a altura. Viu se era fundo o suficiente e saltou.
Quando emergiu Hansol estava lá ao lado das toalhas ainda. Chamou ele com a mão. Ele puxou a camisa passando a por cima da cabeça lentamente. Nunca tinha visto seu amigo sem camisa, mas era realmente muito bonito. Sentiu novamente a sensação esquisita, então começou a nadar de costas só curtindo a agua e tentando esquecer essas sensações que começavam a te atormentar. De repente sentiu dois braços em baixo de seu corpo e foi rodada com força. Riu a perceber que Hansol estava te rodando e estendeu os braços.
Mesmo que o garoto que gostava estivesse ali com outra garota, você não se importava mais. Começou a pensar e analisar a situação e vendo bem, nem gostava dele da maneira que imaginava. Mas um novo carinho por seu amigo, havia sido descoberto.

● ● ●

Se encolheu na barraca. Tremeu e ouviu vários sons de animais. A barraca era quente, mas você ainda sentia frio. Estava tão assustada, os sons e as sombras projetadas na sua barraca somados ao frio...não estava aguentando. Devia ser madrugada, mas mesmo assim foi a barraca de seu amigo.
— Hansol... —chamou baixinho para ninguém pensar besteira.— Hansol... —Sussurrou e abriu o zíper da barraca dele. 
— O que foi?! — Ele perguntou assustado.
— Eu estou com medo e com frio...
— Calma...deita aqui,. —Disse erguendo a coberta para você. Você se aconchegou ao lado dele e suspirou ao sentir o cheiro do perfume dele.— Amanhã cedo você volta pra sua barraca.Mas tem que ser antes da professora acordar. —Agarrou o corpo dele ao ouvir um som estranho, fazendo o rir baixinho.
— Não ria. Não tem graça. — Você disse fazendo bico e se virando. Você estava quase pegando no sono. Se sentia segura e aquecida com ele ao seu lado.
...—Ouviu ele te chamar e resmungou. Ele ficou em silencio alguns segundos e depois te abraçou. Sentiu uma coisa estranha contra seu bumbum. — Eu preciso falar com você... —Disse no seu ouvido.— Eu não aguento mais... —Você virou para falar com ele, mas antes que pudesse falar ele a beijou com urgência, fazendo você arregalar os olhos.— Eu gosto de você. Na verdade, eu acho que te amo ...—Disse ofegante te deixando pasma.— Por favor...fala alguma coisa... —Ele disse baixinho, abraçando seu corpo com mais força.
Todas as sensações do dia se misturaram e você o beijou, por que sentiu que devia. Logo o corpo dele estava sobre o seu. E você descobriu o que havia encostado em seu bumbum. Arfou quando ele beijou seu pescoço.
— Na hora que eu te vi de biquíni...nem pensar na minha avó abaixou o que eu estava tentando esconder... —Sentiu seu sangue subir para as bochechas ao mesmo tempo que a sensação esquisita no ventre se fez presente, só que agora mais intensa.
Ele voltou a te beijar subindo as mãos em suas pernas e tronco e parando apenas para apertar suas nádegas. Você se sentia quente, mesmo meio envergonhada e de maneira desajeitada subiu as mãos pelo corpo dele, sentindo a pele dele também em chamas. Não era seu primeiro beijo, mas era o beijo mais quente que havia dado em alguém. Sentia necessidade de ter ele dentro de você e esses pensamentos e sentimentos a assustava.
— Não vou fazer isso com você aqui... — Disse interrompendo o beijo.
— O que? Por que? — Você estava tão envolta ao clima, que nem se importava mais com o local ou a hora.
— Tem que ser especial, aqui é uma barraca. —Disse baixinho, respirando no seu pescoço.
— Eu não me importo...desde de que seja com você. — Ele olhou nos seus olhos de maneira profunda.
— Você tem certeza? — Ele te mandou um olhar ainda mais profundo.— Se eu começar não vou mais parar... — Você corajosamente estendeu a mão até a ereção dele alisando para cima e para baixo. Ele grunhiu no seu ouvido e você continuou movendo a mão, então ele colocou a mão dele sobre a sua ditando o ritmo.
— Eu quero você...dentro de mim. — Não sabe de onde tirou coragem para falar com ele dessa forma. Novamente ele te beijou, começou a erguer sua camiseta .Puxou a tirando, depois seus shorts. Parou e pegou o celular. — O que você está fazendo? — Perguntou para ele. Ele ligou a lanterna do seu celular.
— Você é tão linda que eu tenho que ver de uma maneira mais...clara. — Deixou a luz acesa virada para vocês. Voltou a beijar seu pescoço descendo até os seios. Ele tirou seu sutiã de maneira delicada e parou. Olhou para os seus seios com os olhos brilhantes como quem vê seu brinquedo favorito. Se curvou sugando um de seus seios com vontade enquanto massageava o outro.
Você se inclinou pressionando seu corpo contra o dele. Passou a mão para tirar a camisa dele, forçando-o a parar de dar atenção para você. Logo ele estava sem camisa e você pode contemplar o corpo dele novamente. Passou a mão no corpo dele sentindo os músculos dele se contraírem. Virou seu corpo sobre o dele, beijando seu pescoço e descendo pelos gominhos de seu abdômen ate a barra da calça de moletom que ele usava. Puxou à junto com a cueca box, fazendo com que sua ereção liberta-se. Pegou a mesma na base decidida a fazer, o que estava em sua cabeça. Pressionou os lábios contra a glande.
Havia ouvido uma amiga uma vez, em uma discussão sobre coisas que achavam nojentas e ela havia lhe dito que não era ruim e como fazer. Então tentou botar em prática o que havia aprendido. Chupou cuidadosamente para não encostar os dentes, ouvindo-o abafar os gemidos roucos. Logo pegou jeito e começou a acelerar até sentir que ele estava próximo a chegar lá e parar.
... — Logo ele se virou sobre você, abaixando sua calcinha de maneira desajeitada por causa do espaço entre seus corpos. Passou o dedo por sua intimidade e começou a acariciar seu clitóris. — Você está tão molhada...Tem certeza mesmo disso, ? — Você balançou a cabeça e ele pressionou sua entrada. Então ele foi entrando de vagar. Você mordeu os lábios tentando sufocar a dor, ele deslizou a mão até as suas e entrelaçou os dedos nos seus e se curvou beijando seu pescoço e terminando de entrar. A dor parecia ser minimizada pelos beijos e carinhos que ele fazia em seu corpo. Ele começou a se mover e o desconforto que estava sentindo foi se parando e se tornando prazer.
Logo o ritmo acelerou e ambos tentavam sufocar os gemidos, sentiu uma sensação muito boa, parecia que estava fora da terra. Apertou a mão dele sentindo seu corpo estremecer e então relaxou. Ele deu um gemido mais alto e você sentiu algo quente dentro de si.
— Esquecemos de algo importante... — Disse ofegante.
— A camisinha! — Você quase pulou ao constatar isso.
— Amanhã eu ligo para o meu irmão mais velho e peço pra ele passar em uma farmácia e te trazer uma pílula do dia seguinte. — Era meio que um alivio, mas não deixava de te preocupar. Ele saiu de dentro de você vestindo apenas sua cueca, você colocou sua calcinha e a camiseta dele. Voltaram a deitar abraçados.
— Eu te amo. — Ele sussurrou como se fosse um segredo olhando nos seus olhos.
— Eu também te amo. — No fim havia passado tanto tempo atrás da pessoa errada que nem havia percebido que a pessoa certa estava na sua frente.
 Seu melhor amigo e confidente, agora namorado.