Agora sei que realmente estou perto da verdade, apenas mais alguns passos.
Sei que Suga gosta de mim, sei que Sehun não é aquele ser humano malvado que eu tinha em mente, e sei que quem eu gostaria do fundo do meu coração fosse uma pessoa boa, não é.
Jungkook.
Tudo se encaixa tão perfeitamente agora. Não, ainda tem coisas a serem resolvidas, como porquê de Suga não ter ligado para a foto do Sehun me beijando e o porquê de Jungkook ter feito isso.
Uma coisa por vez, a primeira que irei resolver é a de Suga, ele ainda tem explicações a me dar.
Ainda estamos na frente da casa de Sehun esperando o outro se manifestar, como isso não é feito eu o encaro desconfiada, não demora para ele perceber.
— O que você está pensando agora? — Suga perguntou sem rodeios.
— A foto, você viu ela... — expliquei — E não fez nada.
Ele levanta uma sobrancelha, sem dúvidas ele não lembra da foto, aquela que fora tirada no corredor, por Jungkook.
— A que o Sehun te mandou... — continuo.
Ele pergunta o que tem demais, eu ainda não posso explicar o porquê de querer saber sobre esta, porque ainda sim preciso levar em consideração que Suga pode ser um suspeito, também preciso levar em consideração que tudo isso pode ter sido um mero teatro.
Mas então as suspeitas que eu tinha sobre Suga são claramente apagadas quando ele explica que ele era esperto demais para morder a isca que Sehun jogara, que ele sabia que não passava de uma mera provocação e também porque não queria mais brigar.
Os argumentos dele me soam convincentes, considerei por aquele momento Suga um aliado.
E é isso que ele é, meu aliado.
— , seus pais sabem que você está aqui, certo? — Suga se demostrou preocupado.
E bastou isso para a preocupação dele vir para mim também.
Meus pais vão me matar.
Eu estava tão preocupada com a confusão entre o Sehun e o Suga que esqueci por um bom tempo que meus pais uma hora dessas estavam desesperados com o telefone na mão ligando para todos nossos conhecidos e para a polícia, esta última opção me faz tremer, se eles fizerem isso, eu estou mais do que ferrada, meu castigo durara por uma eternidade.
— Então, quer que eu te deixe em casa? — Suga perguntou assim que percebeu minha preocupação.
— Vai assistir meus pais me matando? — perguntei.
— Você ainda está de castigo?
— É.
Minhas pernas a esse ponto já estavam tremendo e Suga outra vez percebera minhas oscilações, este para me tranquilizar caminha até mim e envolve o braço sobre minhas costas.
— Nada que uma desculpa e uma visita do Suga, seu querido ex-namorado, não resolva... — ele me tranquiliza.
Obrigada Suga.
Mesmo que eu estivesse grata por Suga ter me livrado das mãos de Sehun e também por se dispor a me ajudar com meus pais, ainda assim eu estava com a consciência pesada, por eu não ser capaz outra vez de responder os sentimentos dele, e este ainda me lembra dos meus pais, que estão me esperando furiosos em casa.
— Então vamos nos apressar, temos um longo caminho — ele continua assim que eu o agradeço.
Suga riu e tirou do bolso uma chave de carro, balançou está por alguns segundos e apertou no controle que ficava preso junto a esta, em fracções de segundos um bipe de alarme sendo desativado tocou, e algumas luzes do carro estacionado no outro lado da rua acenderam também por instantes.
— Oh sim, agora que eu sei dirigir poderemos sair para qualquer lugar, sem que nossos pais fiquem reclamando por ter que tirar a bunda do sofá e dar carona a nós. — Suga comenta contente.
Eu gostaria de pensar assim — que poderemos sair várias vezes juntos — e também gostaria de ter forças para dizer a ele nesse exato momento que não será como ele está pensando. Eu simplesmente não posso corresponder aos sentimentos dele.
Eu sou tão tola, sim, rejeito o menino que me salva do garoto que me trata mal.
Antes de saímos totalmente da calçada da casa de Sehun eu paro e fico de frente para o Suga, resolvo que aquele é o momento para pôr tudo a limpo, o momento para dizer a ele que não crie falsas esperanças, não se iluda, como eu fizera por um momento achando que voltara a gostar dele, quando não passara de uma carência.
— Não podemos continuar assim — começo — Suga eu não quero te magoar...
Ele não entende de imediato, ou entende, porém espera por mais explicações, eu suspiro e me preparo para continuar.
— Eu estou agradecida por você ter me ajudado... — explico — Mas eu não gosto de você da mesma forma que você gosta de mim.
E isso fora o suficiente para acabar com ele, este não faz o mínimo de esforço para esconder a tristeza e deixa evidente sobre os olhos dele que se marejam no decorrer dos segundos que se seguem mudos e torturantes, ainda mais para ele.
— Você gosta do Sehun? — Suga pergunta.
Agora é a vez dele de me jogar um balde de agua fria e ele ainda faz isso da melhor forma possível, com estilo, a pergunta me faz oscilar imediatamente, primeiro eu fico assustada e em seguida com raiva.
Sim raiva.
Raiva de mim e do Sehun.
Eu nunca acreditei que o amor e o ódio pudessem caminhar juntos, mas assim que parei para pensar quais eram meus sentimentos mais profundo e ocultos por Sehun, eu acabei encontrando algo assim, a pergunta de Suga fora responsável por fazer esse sentimento que estava no escuro e bem escondido se iluminar e ficar bem visível dentro do meu interior.
Oh Sehun, me ensinou tantas coisas.
Aprendi com ele que sim pode existir amor em meio à guerra, que as vezes coisas que pensamos que irá prejudicar os outros podem acabar nos prejudicando e que claramente o amor não escolhe cara, não escolhe absolutamente nada, simplesmente vem.
Aprendi outra coisa também, mas está ainda precisa de mais estudos para eu chegar a conclusão, está relacionado ao inferno, espero conseguir explicações futuramente, sei que conseguirei, mas o agora é o momento de me lidar com o que eu estou sentindo por Sehun que não se resume apenas a raiva.
— Apesar de tudo que vocês passaram, da forma que vocês se conheceram... — Suga fala com a voz fraca — Eu acho que vocês podem vir a dar certo.
E isso me traz a mente mais uma coisa que eu aprendi com Sehun, essa fora indiretamente, perdoar, e isso acaba tornando verídico o que Suga diz, sobre ter chance de um relacionamento futuro entre mim e Sehun dar certo porque ambos sabemos perdoar, sabemos esquecer as coisas que aconteceram no passado.
O problema é, Sehun e eu estarmos disposto a fazer isso.
Eu não sei se estamos, ou melhor, por um tempo eu não soube, em torno de cinco minutos, tudo durante o tempo em que Suga deixou as lagrimas dele escaparem e então sorriu honestamente, falou que eu deveria ir atrás do que me faria feliz e que ele ia ficar bem e então Sehun apareceu na calçada outra vez, antes de se aproximar de mim ele suspirou aliviado e em seguida segurou meu braço, por fim disse o que confirmaria a dúvida que eu tinha sobre podermos ter algo.
— Desculpa Suga, mas eu acho que ela prefere os caras altos — Sehun me puxou para longe de Suga — O que significa que ela gosta de mim, não de você. E por isso estou aqui, impedindo ela de ir com você.
Algo fez com que Suga não se importasse com essa provocação, acho que ele já estava começando a ficar maduro o suficiente para aceitar que nem sempre coisas que amamos ficarão com nós para sempre, e devido a isso ele deu de ombros, apenas alertou Sehun que ele precisaria lidar com meus pais que uma hora dessas já estavam ligando para a polícia.
Sehun não se importou com isso, ele parecia ter uma carta na manga, porém eu ainda precisava de dar uma resposta, isso não dependia apenas dele, e diferente do que Sehun estavam considerando certo, ainda tinha uma resposta a ser dada.
Esta foi obtida indiretamente, pois eu não protestei na hora que Sehun me puxou para dentro da casa dele outra vez, eu não protestei quando ele me imprensou contra o portão e me beijou.
Eu acabei aceitando, sem precisar dizer nada.
Enquanto nos beijávamos ambos fortalecíamos aquela cumplicidade que criamos durante outros beijos, e esta cumplicidade agora estava tão clara para mim, era apenas um amor que surgira entre nós.
Assim como o beijo que Sehun me dera no banheiro, esse também demostrava querer algo a mais, os hormônios dele estavam reagindo de forma exasperada, o corpo dele delirava desejando obter o máximo que pudesse de mim.
Eu fiquei hesitante no começo e durante o tempo que ele me arrastava para dentro da casa dele, até o momento em que por fim chegamos ao quarto deste e ele o trancou, até então eu ainda considerava apenas o beijar como se dependêssemos disso, eu ainda não tinha me tocado que eu não sairia daquele quarto antes dele tirar a única coisa que ainda me fazia ser uma garotinha.
● ● ●
A noite anterior fora marcada por muitas coisas, como por exemplo, Sehun, Suga, meus pais, os últimos citados são a pior parte, pois aumentaram mais uma vez meu castigo, mesmo com a explicação bem bolada que Sehun dera a eles — que se tratava de trabalho escolar e um celular que ficou sem bateria — meus pais não se convenceram e claro aumentaram um mês.
Mesmo com esses acontecimentos, quando eu acordei na minha cama, só uma coisa martelou na minha cabeça: Jungkook.
Como na noite anterior eu dera mais atenção a Sehun e Suga, eu acabei esquecendo por um tempo que Jungkook ajudaram ferrar comigo e só então quando acordei no dia seguinte, durante amanhã, me permiti pensar sobre ele, sobre o que eu faria assim que eu o visse, porque tinha certeza que fora ele a pessoa que tirou a foto, a pessoa que contou para Sehun o que eu não tinha coragem de fazer e não só isso, também com certeza fora ele que contara a Sehun sobre o que eu, Baekhyun e os demais estávamos tramando, que se tratava de espionar a vida de Sehun, só isso pode explicar o porquê de Sehun, um ser quase introvertido estar na casa do primo de Jungkook, com certeza este apresentou o primo dele para o Sehun.
De qualquer maneira, eu estou disposta a perdoa Jungkook mesmo que ele tenha feito isso tudo, porque eu simplesmente estou cansada.
Não quero mais viver de infantilidades, falsidade, ameaças e ódio.
Essas coisas só trazem infelicidade, eu vi a prova disso, afinal, eu inventei de criar uma lista infeliz e acabei colhendo os frutos dela, é isso, se você planta coisas ruins e fúteis, não espere colher frutos bons daí.
Por isso conversarei com Jungkook quando eu for para a escola.
E conversar me lembra que eu tenho mais coisas a serem resolvidas com Sehun, na verdade tenho muitas coisas a serem renovadas com ele, ou melhor começadas do zero. Uma vez que nos perdoamos faremos um começo melhor, e deixaremos o que aconteceu para trás.
Sehun já deixara claro ontem à noite, que isso era um novo início para tudo e também deixou claro que eu deveria respeitar os limites dele, porque querendo ou não ele ainda é um ser humano complexo, chato, arrogante e meio frio — porque ele ainda está esquentando, acredito que com o tempo ele estará fervendo como um dia esteve, igual o Sam.
É, por enquanto Sehun está quase morno.
Por fim deixarei de lado Sehun e me contarei totalmente em Jungkook, e assim o fiz, passei a manha toda pensando no porque dele ter feito isso, o que ele ganhava com isso, pedi até ajuda para , mas essa estava mais preocupada em saber como fora o meu momento com Sehun e se eu e ele estávamos namorando, neguei umas cinco vezes até ela dar o mínimo de atenção para o caso de Jungkook e dizer que não sabia o que pensar sobre isso.
Só me restou exigir respostas dele mesmo.
Alguns minutos antes de ir para a escola, eu já estava nervosa e com medo.
Medo porque eu não queria me decepcionar com ele, medo porque não queria ouvir respostas cruéis saindo dos lábios dele e medo outra vez, porque temia perder alguém que eu considerei um amigo, quando não passava de um traidor.
Durante o caminho até a escola, fomos apenas eu e a , ele não aparecera, cogitei por um tempo a possibilidade dele faltar e eu ter que resolver tudo com ele no dia seguinte, mas quando entrei na sala ele estava lá e o olhar dele encontrou urgentemente o meu, pelo modo como ele reagiu ele já sabia de algo, com certeza Suga ou Sehun falara com ele.
Eu ainda não estava pronta para o enfrentar e por isso o evitei, como ele mudara de lugar recentemente por conversar demais com uma menina que senta do lado dele, e também por dormir demais o professor o obrigara a sentar perto de mim e da que ficávamos próxima a mesa do professor e por causa disso tive que me sentar justamente no lugar onde ele costumava ficar, atrás de Sehun.
E Sehun quando chegou a sala ao me ver sentada próxima ao lugar dele com certeza deve ter ficado estressado e já preparando frases como “não apresse” ou “me dê um tempo”, porém ele antes de se virar para mim se tocou que eu estava mantendo distância de Jungkook, respeitou minha decisão e continuou na dele, literalmente na dele, não se virou nem por um segundo para trás, não dirigiu nenhuma palavra a mim, me ignorou como se eu fosse apenas a carteira vazia que costumava ficar atrás dele.
Quase quebrei a promessa que eu havia feito — a de dar tempo a ele e respeitar os limites deste — apenas porque me sentia frustrada e usada, afinal, até ontem ele arfava no meu ouvido enquanto tínhamos uma relação e no dia seguinte ele me ignorava, mas como eu tinha mais cabeça para essas coisas, logo pensei que uma noite não o fazia obrigado a nada, eu consentira porque eu quis. Não! Ele tinha a obrigação de falar comigo sim! E só por ele não ter falado comigo, eu iria dar o troco.
Eu acreditei que agiríamos assim, ignorando um ao outro, até o intervalo, mas para minha surpresa Sehun se virara para mim e não só sorrira, mas também segurara minha mão.
— Por que você está me ignorando? — ele perguntou.
— Você que está fazendo isso! — rebati.
— Você não me cumprimentou — ele murmurou.
— Nem você — argumentei.
— Mas você sabe como eu sou! — o tom da voz dele deixava claro que ele estava estressado e por isso ele se virou par frente outra vez.
Em outras ocasiões eu teria ficado com raiva, mas nessa eu comecei a sorrir, tudo porque Sehun queria que eu fosse falar com ele, e porque ele provavelmente o tempo todo estava se remoendo se perguntando se ele tinha feito algo errado, se eu estava com raiva dele ou qualquer algum motivo que me levasse a não puxar assunto com ele.
Ele havia demostrado interesse em conversar com alguém.
Depois dessa cena ele não se virou mais para mim, de certo sentia o orgulho ferido e eu também não fizera mais questão alguma de conversar com ele, não por raiva ou birra, simplesmente para não forçar.
E o intervalo acabou chegando.
Antes de eu pensar em me levantar, Jungkook estava se inclinando para sussurrar algo no meu ouvido.
— Seja lá o que você tem para falar, diga logo — ele murmurou.
Me senti intimidada e com medo, ele parecia agressivo, totalmente diferente do menino amigável e tímido que eu conhecia, na verdade naquele momento ele era outra pessoa, era um típico traidor sem a máscara de amigo.
Ele aguardou alguma manifestação minha, quando eu me levantei da cadeira ele não esperou e já me puxou para fora da sala, em direção ao lugar que ficamos quando matamos aula, o gramado.
Sehun veio atrás dele e eu acreditei que ele não ligaria para esse assunto, mas ele estava dando importância a ponto de nos seguir.
— Achei que vocês já tivessem se resolvido — Jungkook falou para Sehun.
— Já, mas isso não deixa de tornar a conversa de vocês interessante — Sehun respondeu.
Como sempre digo, onde já se viu Sehun perder oportunidades para se entreter.
Jungkook ignorou ele e voltou a atenção dele para mim, diferente de quando ele sussurrou não parecia tão intimidante, parecia mais aquele Jungkook de sempre tímido e dócil.
— Não precisa nem perguntar... — Jungkook se pronunciou quando eu estava prestes a iniciar o assunto — Foi eu quem fez tudo que você imaginar que envolva esse acordo com o Sehun.
Enquanto eu ficava calada e apenas esperando ele ia contando tudo o que eles tramaram, desde a primeira vez em que eles conversaram, quando Jungkook revelou que tinha me visto beijando o Jimin no banheiro, desde a vez em que ele contara o meu plano e o do Baekhyun de espionar a vida de Sehun, até mesmo sobre a ideia genial que o Sehun tivera para confrontar Suga com aquela foto do beijo, no qual poderíamos jogar as suspeitas sobre Baekhyun, pois poderiam relacionar ele ao fato de Sehun saber que e não tinha coragem para contar nada a Samuel, e então ele chegou na parte que eu mais tinha curiosidade de saber, o porquê.
Porque assim como o Sehun, ele me achou fútil e estava entediado.
Depois que ele falou isso ele acabou rindo, e com sarcasmos comentou sobre como eu havia sido idiota em cair perfeitamente no teatrinho dele, onde ele fingia ser um bobo apaixonada por uma garoto que não estava nem ai para ele, sobre como ele fingia ser um garoto amigável e até mesmo sobre como fora fácil para ele chorar na minha frente.
Quando ele terminou de falar eu fiquei muda, o silencio só não se fez presente porque Sehun começou a bater palmas sarcasticamente.
— E o troféu de amigo mais falso do ano vai para Jungkook — Sehun falou — E não deixando de lado a nossa querida atriz , merecedora do troféu idiota do ano, por ter atuado tão bem.
Eu quis bater nele, também cogito que Jungkook teve essa vontade, porque ficou tão claro e evidente como eu e o Jungkook fomos usados por Sehun e ainda após sabermos isso ele continuava a se divertir com a nossa cara.
— Vocês vão ficar de bem agora? — Sehun estava sério — Não me diga que eu dei toda essa lição de moral em você, para você guardar rancor dele.
Ao mesmo tempo em que ele vai sendo mais amado por mim, também consegue ser odiado esfregando que como eu aprendi eu tenho que perdoar Jungkook que é algo que eu já pensara antes, mas não sabia que na pratica seria tão difícil, porém eu não conseguia sentir raiva de Jungkook como eu sentia de Sehun, então eu esperei Jungkook se manifestar pedindo desculpa e quando ele o fez eu o desculpei.
— Agora vocês têm que se abraçar — uma voz intrusa se pronunciara, era .
Sehun me deu um leve empurrão na direção de Jungkook e em seguida este veio até mim e me abraçou, fiquei estressada porque queria que Sehun tivesse sentido ciúmes ou algo assim, mas ele não sentira nada e ainda me empurrou para o garoto.
Sehun tão amável e odiável.
— Espero que possamos ser amigos... — Jungkook falou assim que paramos de nos abraçar.
— Eu também, mas espere um tempo — respondi.
— Já resolveram tudo né? — Sehun perguntou.
Eu e o Jungkook assentimos com nossas cabeças.
Sehun segurou meu punho e me puxou para longe de que ainda estava se aproximando de nós e do Jungkook, ele me arrastou pela escola inteira até chegarmos ao lugar que eu costumava a ficar com o Chen.
— Aqui é melhor — ele sussurrou e em seguida me beijou.
Aproveitamos todo os mínimos minutos que restava do intervalo assim como matamos uma aula, e não desperdiçamos com briguinhas ou orgulho, nos beijamos o máximo que pudemos, até o guarda da escola nos pegar.
O que fora constrangedor para mim e para Sehun, fora motivo de raiva para o meu pai e motivo de alegria para Roberta e minha mãe — cuja amara Sehun e achou ele bonito.
Enquanto a diretora repetia diversas vezes enquanto nos dava um sermão as regras da escola e dizia para meus pais ficarem com os olhos abertos porquê e nessa fase que os jovens começam a fazer coisas indevidas que no final resultam em dor de cabeça, todo esse papo que escutamos desde o nono ano.
Quando ela nos deu liberdade para sair, antes de eu seguir para o carro com meus pais Roberta pediu permissão para eles e me puxou para um lugar mais distante de Sehun e de qualquer outra pessoa.
— Há quanto tempo vocês estão juntos? — ela perguntou pasma — E obrigada! Você não sabe o quanto eu fiquei feliz, eu voltei de viajem hoje de manhã achando que tudo que tinha de bom para acontecer essa semana tinha acontecido durante a viajem, ai me vem essa notícia de que Sehun foi pego beijando outra menina na escola.
Como eu dissera, um tanto constrangedor para mim, um tanto legal para Roberta, mesmo sentindo minha moral ferida contei para ela como milagrosamente Sehun começou a demostrar interesse e me beijava repentinamente, escondi apenas o que acontecera na noite anterior, e contei que ele parecia estar desenvolvendo sentimentos bons.
Quando ela soube disso ela acabou tomando uma decisão de grande relevância, me contou e pediu minha ajuda, eu concordei mesmo sabendo que isso poderia ter impacto negativo sobre Sehun e até mesmo em outra pessoa.
Depois que nos despedimos eu já estava indo para o carro onde meus pais me esperavam quando outra vez no dia Sehun me puxou para um canto qualquer e me tomou para ele.
— A partir de hoje... — ele começou a falar, parecia ser algo difícil dele expressar — Só me ame, certo?
— Você também — respondi.
Ele sorriu e me beijou, não teve necessidades dele dizer um sim, eu já sabia que agora tínhamos um novo acordo.
